Descendentes
12 Capitulo 12
Notas iniciais
12 — Pesadelos
O acampamento voltou ao seu estado normal após a partida de Edward. Como eu pensei, ninguém mais falava seu nome. E nesse momento eu era a única que sentia sua falta, isso estava me incomodando bem mais do que o normal.
— Anda muita distraída. – Demetri me diz ao terminar o treinamento dos outros. – Devia voltar a treinar, vai te fazer bem.
— Caius está treinando comigo. – Digo e vejo que Tanya, Emmett e Jasper param ao ouvir minha fala.
— Ele é masoquista. – Emmett comenta. — Todos sabem o método dele e, bem... – Ele não teve coragem de dizer o resto da frase, mal sabe ele que esse masoquista foi o que fez de mim o que sou.
— Não abaixe sua guarda. – Demetri me diz.
— Notícias dele? – Eu pergunto e todos voltam a me olhar.
— Nada, é como se ele tivesse sumido do mapa. – Demetri diz, pensativo. – O que você faria se encontrasse ele?
— Eu conheço o Edward, ele apenas está com raiva. – Digo. – Eu posso pará-lo sem machucá-lo.
— Carlisle também acredita nisso. – Demetri informa. – Ele está procurando informações para poder organizar uma missão de resgate. Ele quer que você esteja à frente.
— Claro que quer. – Tanya diz seca. — Afinal, você é a queridinha dele.
— Tanya, não é o momento. — Demetri diz. – Fique preparada.
— Claro. – Digo e pego minhas coisas, tem algo que quero fazer antes de treinar com Caius.
Saio deixando eles para trás, sigo em direção a ala leste da escola, avisto o grande carvalho e à sombra dele, lá estava ele.
— Está atrasada.
— Desculpa. – Digo. — Tive alguns contratempos.
— Você é meu contratempo.
— Claro, claro. – Digo, sorrindo abertamente. — O que tem? Informações?
— Eles estão criando um exército.
— Faz sentindo. – Eu digo, e então seus olhos estão em mim. – Edward está com ele?
— Não, ela ainda não levou o seu sanguessuga até ele.
— Você sabia da Irina? – Eu pergunto.
— Só depois descobri. Não posso ficar muito tempo, eles podem desconfiar.
— O que eles querem com tudo isso?
— Bella, entenda uma coisa, o motivo de toda guerra é poder, e você sabe o que todos pensam do sanguessuga. Eu preciso ir, não tenho muitas informações, mas assim que tiver mais, informo você.
— Espera. – Digo antes que ele suma. — Como ele está controlando a sede dele?
— Sangue. Só posso te dizer que os olhos dele mudaram de cor.
E ao me dizer isso, desaparece misteriosamente. Eu sabia exatamente o que aquelas palavras queriam dizer, Edward estava bebendo sangue não puro. Eu sabia que não era fácil encontrar outro sangue puro, e ter Edward tão fora de si era melhor para eles.
Meu treinamento com Caius era cada dia pior, mas eu ainda não conseguia abaixa a guarda dele, eu estava cheia de machucados e cortes, ele nunca pegou leve comigo, não seria agora que faria isso.
Uma semana já havia se passado desde que meu visitante misterioso apareceu, Caius estava indo embora, assim como Aro e Heidi, o que devolvia de certo modo a paz.
— Bella. – Demetri me chamou. — Carlisle deseja lhe ver agora.
— Estou indo. — Digo já saindo da sala de treinamento, rapidamente
Assim que entro na sala encontro os outros: Emmett, Jasper, Jake e Tanya – que parece nada feliz em me ver -.
— Encontramos eles, estão a caminho da floresta maldita. – Carlisle diz. — Antes de chegar na floresta maldita eles tem que passar pela cidadela.
Não podia estar melhor. Floresta maldita é um lugar onde tudo nela é assustador, e a cidadela é a cidade dos mortos, é, não podia ser melhor. Penso comigo mesma.
— Vocês cortarão caminho passando pela cidade dos anjos, é possível que vocês cheguem primeiro do que eles na cidadela. – Carlisle informa. – Eu sei que é arriscado, mas vocês cinco irão sozinhos, estou contando com vocês.
— Por que um Guerreiro de Elite não irá nos acompanhar? – Jasper pergunta.
— Porque a maioria acredita que a melhor coisa é Edward morrer. – Carlisle informa e todos ficam tensos. — Bella, você tem melhores habilidade em combate, por favor, traga todos de volta.
— Tentem não morrer — Digo, olhando para eles.
— Estou me sentindo confiante agora. – Emmett diz, sarcástico.
— É bom saber usar esse machado. – Digo para o grandão. — Você é o caçador, não vire a caça.
Emmett engole em seco e o clima não melhorou nada naquela sala, a missão é uma só, trazer Edward de volta e vivo. O resto caberia a mim.
— Vocês partirão agora. – Carlisle informa.
— Ok. – Eles respondem.
— Bella. – Carlisle me chama antes que eu saia da sala. — Faça ele te ouvir.
— Torça para ele não me matar, minha força não é nada comparada a dele! – Digo sabendo a verdade que sempre soube.
(...)
Carlisle tinha razão, chegamos primeiro na cidadela. Tanya estava tensa, não disse nada o caminho todo. Emmett, Jasper e Jake conversaram entre eles, eu me mantive distante, eu precisa colocar minhas ideias em ordem. A cidade dos mortos não era um lugar que eu gostava muito. Já tinha estado aqui outra vez, Caius me deixou aqui quando eu tinha cinco anos, eu sobrevivi, foi quando descobri minha habilidade de controlar o vento.
— Fala sério! – Irina disse assim que nos viu. – Carlisle mandou vocês? Francamente, ele não acha que está nos subestimando?
Ignoro o comentário dela e meus olhos estão procurando Edward, levo um tempo para encontrar ele, porque ele está atrás dos outro cincos que estão com Irina.
— Irina, saia do meu caminho. – Eu digo.
— Eu conheço você, Isabella, estive te observando todo esse tempo. – Irina me diz. — Você não tem ideia do que eu sei sobre você.
— Se sabe tanto sobre mim, sabe do que sou capaz.
— Acabem com eles. – Irina diz para os cinco que estão com ela.
— Deixo isso com vocês! – Digo para os meus companheiros.
Cada um de nós ativou suas armas, não queria lutar, eu queria chegar perto dele, eu preciso chegar perto dele.
Cada um tomou conta de um dos comparsas de Irina, eu matei um enquanto cortava caminho, indo em direção a Edward.
— Edward! – Eu chamo. – Edward!
Quando ele levanta a cabeça eu vejo seu rosto, ele está pálido e seu olhos estão negro com uma sombra vermelha. Ele me dá um meio sorriso e então ativa sua arma. Irina matou a bruxa que lançou a magia sobre a arma dele, o que deixou Edward sendo o único que pode ativar e desativar sua arma utilizando palavras mágicas.
— Eu não vou lutar contra você. – Informo. — Você precisa me ouvir. Eles estão mentindo para você.
— Não tanto quanto vocês mentiram para ele! – Irina grita e me ataca, ela usa duas armas: uma espada e uma adaga de porte médio. Igual a mim, Irina também é um mistério em habilidade de luta, ela sempre foi frágil. – Eu vou matar você.
— Tente. – Digo e parto para cima, nossas espadas colidem, seguimos lutando. Uma bloqueando o taque da outra. Irina é tão boa quanto eu, a diferença é que eu nunca tinha visto ela lutar e agora estava tornando as coisas difíceis para mim, devido aos seus movimentos de ataque.
— Bella. – Jake disse me olhando. – Cuidado!
Girei a espada bloqueando o taque da lança de Edward, ele estava atacando junto com Irina. Ela me olhou e deu aquele sorriso de vitória.
— Como disse — Irina fala. —Ele não é mais seu.
— Edward, sou eu! – Digo me desviando do ataque dele. — A Bella, você lembra de mim.
— É claro que lembro. – Ele me diz e se afasta. — Lembro de cada mentira que você me contou. Tudo foi mentira.
— Claro que não! – Eu digo e rodo a espada, atacando Irina. — Eu posso provar.
Eu sabia de uma coisa, aquela luta não teria vencedores, e eu tinha um plano B, mas ele não era tão seguro assim, e eu preciso ser rápida. Desativei minhas armas e virei em direção a Edward.
— Eu posso provar. – Digo e me viro para Irina, meus olhos estão dourados, eu sei disso porque vejo o medo dela em sua face. — Achei que tinha dito que me conhecia, querida Irina.
Girando uma mão, crio uma ventania que vem rápido, e eu estou em cima de Irina. A golpeando na barriga, mando ela para longe, fazendo seu corpo se chocar contra as árvores após meu ataque. Ela grita de dor pelo choque e cospe uma pequena quantidade de sangue. Enquanto ela está tentando se recuperar do ataque, volto minha atenção para Edward.
— Não deixem ela se aproximar. – Aviso aos outros que estão esperando a ordem. — Edward, você precisa me ouvir.
— Para me contar mais mentiras?
— Eu não menti. – Digo, estamos próximo. — Você sabe que é verdade.
— Carlisle matou meus pais. – Ele me diz, com ódio. — Você sabia disso.
— Sim, eu sei que ele matou seus pais. – Digo. — Mas existe um porquê.
— Um porquê? Eles eram meus pais. – Ele grita.
— Eles não eram mais seus pais. – Eu digo. — Já não existia mais nada deles, acredite, existe um porquê e Carlisle quer te contar a verdade.
— Ele vai mentir. – Ele grita e eu vou me aproximando.
— Ele te ama, você é sobrinho dele! – Eu digo e então ele me olhou com aqueles olhos negros. – Elizabeth era irmã de Carlisle, ela entregou você para ele. Ela voltou a si antes de morrer e pediu para Carlisle salvar você.
— Você mente tão bem. – Edward diz rouco e então vem para cima de mim.
Nossos corpos se chocam e caímos no chão, ele está por cima de mim, sua arma foi desativada antes de cairmos.
— Você sabe que não estou mentindo. – Sussurro para ele. — Esquece o mundo, lembre-se de nós.
Tiro do bolso do meu casaco um saco com algumas ampolas de sangue e coloco dentro do casaco dele. Ele está me olhando sem entender o que está acontecendo.
— Quando você sentir vontade, volta. – Digo. — Não deixe eles mudarem você. – Digo e então beijo ele, dando leve mordida em seus lábios enquanto sumo debaixo dele, aparecendo ao lados dos outro.
Irina já está de pé e por um vacilo meu ela me ataca, não foi possível eu revidar o ataque, então sinto sua adaga de médio porte perfurar minhas costas.
— Nunca abaixe sua guarda. – Irina diz e sorri, fugindo em direção a Edward que me olha assustado ao ver o sangue escorrer da minha boca. — Hora de ir, Drácula. – E então eles desaparecem.
Escuto o grito de Jake e dos outros, então tudo a minha volta fica preto.
(...)
Estou sentada em cima de uma árvore, as estrelas estão cobrindo o céu, não gosto nada da cidadela, é um lugar incrivelmente solitário, mas é o lugar onde os mortos habitam.
— Acha que eles vão entender o que você fez?
— Claro que não. – Digo olhando para ela. – Mas esse era o único jeito de conseguir as respostas que faltam.
— Qual é, seria fácil demais, afinal você é filha de Ares, deus da guerra, morrer assim tão fácil é meio deprimente.
— Eles viram os meus olhos se fecharem e meu coração parar. – Informo.
— Tanto faz, amanhã é noite de lua cheia, será sua chance.
— Obrigada. – Digo olhando em sua direção.
— A propósito, você sabe que se algo der errado você perde suas armas.
Olho em sua direção, dando o meu melhor sorriso e então estalo os dedos, fazendo uma chama de fogo aparecer no meu dedo anelar.
— Você só esqueceu uma coisa, eu já sou uma arma. – Digo e então salto da árvore, sumindo em meio aos túmulos do cemitério.
Continua...
“ Todas as minhas palavras e cada batida do meu coração... São todas para você.”
—-Amor Extremo
Fale com o autor