Notas iniciais
Sinto de verdade a demora, mas não estava bem para escrever e sempre saia uma coisa meio ruim. Eu sei que esse só tem dois pov. mas eu gostei desses dois apenas u3u Ae Jack obrigada pela recomendação *--* E sobre os comentarios, gente juro que vou responder todos, mas to meio enrolada uhuaha quando não to ne. Olha o lado bão(ou não) tem musiquinha no fim do capitulo lol Pessoa chata: New, porque o capitulo ta com titulo em ingles se tu não faz isso? PORQUE A FIC É MINHA DESGRAÇA! MUAHAHA Mentira, é que Still into you fica mais xavoso que Ainda afim de você. ou não espero que gostem.

Aryah Haddad

Um mês se passou desde que tivemos um baile de dia dos namorados, mas todos ainda falavam do estado em que a filha de Ariel havia sido encontrada. Eu nem se quer sabia o nome correto da mesma, na verdade nem se quer sabia como era seu rosto, a única coisa que sabia era que a garota havia sido encontrada em uma parte um pouco afastada da escola. O resto não parecia muito relevante. Nesse momento meu único objetivo era prestar atenção na aula de porções, na verdade essa aula não era um grande desafio, mas a professora que dava a disciplina conseguia deixar qualquer um caindo sobre seu livro.

Kim também estava naquela aula, já estava acostumada a ver o asiático em todas as minhas aulas. Ele não era assim tão chato quanto esperava, embora seus costumes fossem bem fortes. Ele era tipo um Jack Chan mais jovem. Em uma aula de combate tive a oportunidade de vê-lo batendo em um cara, pessoas normais enxergam cadeiras já ele via armas mortais.

Quando o garoto percebeu que estava o observando ele começou a fazer o mesmo e com isso começamos um pequeno combate de quem conseguia encara por mais tempo. O que me irritava era que ele não piscava um único momento.

–Aryah! Kim! –exclamou a professora Primavera. –Invés de competirem quem consegue se encarar por mais tempo por que não formam uma dupla e tentam terminar essa porção.

Kim riu baixo e disse um simples ‘’ok’’ e se dirigiu ao meu lado.

–Agora veja como um herói como eu preparo algo incrível. –zombava Kim empurrando-me um pouco para o lado e depois voltando seu olhar para um liquido avermelhado a cima da mesa.

–Fique a vontade herói. –debochava enquanto apoiava minha cabeça na mão esquerda e esperava para ver o que o asiático tinha em mente.

Kim deve ter ficado uns cinco minutos observando os ingredientes que tinham sobre nossa mesa para finalmente declara:

–Olha, você poderia olhar no livro alguma coisa para fazermos ou pode começa, eu estou meio perdido aqui. –dizia em meio algumas risadinhas. –Acho que a filha de um feiticeiro como Jafar não tem problemas com isso.

Balancei a cabeça com um sorriso fraco estampado em meus lábios. Não entendia ao certo porque Kim gostava de ficar ao meu lado, todos me viam como uma cobra, assim como meu pai, mas Kim agia como se isso fosse a coisa mais divertida do mundo. Talvez fosse hora de mostra que não vou ser legal com ele só por estar sendo super amável e essas coisas bobas.

–Jogue um pouco de sodalita. –dizia enquanto colocava o livro para o lado e um pequeno sorriso maligno se formava em meus lábios, não tinha como evitar. Nasci para ser má e não posso perde um herói aceitando minhas ordens.

–Certo. –dizia o asiático pegando um punhado do pó violeta-azulado, deixou um pouco escorrer pelos seus dedos para depois coloca-lo em nossa porção. –E agora senhorita?

–Jogue aquela escama ali. Apontava para uma escama dentro de pote transparente.

Kim apenas me olhou de canto, achei que ele havia percebido o meu planto, mas não era só coisa do seu país, apontar era uma grande falta de respeito era como se tivesse xingado alguém em voz alta. Parei de fazer quando percebi e pedi desculpas com um sorriso forçado no rosto.

–Aquilo é de um elementar de fogo. –comentou o garoto me observando de canto.

–Faça logo e não me questione!

Um suspirou sair da boca do garoto que continuou seguindo minhas instruções até que no minuto que ele colocou os últimos ingredientes comecei a afastar-me do mesmo, mas fui pega em um susto ao sentir meu braço ser preso pelas mãos do garoto.

–Somos parceiro, Ary. –dizia o garoto com um sorriso inocente no rosto. –Acho que é justo que exploda em ambos.

Ele sabia desde o começo!? Arregalei meus olhos e tentei me afastar, mas era obvio que Kim era bem mais forte. Nosso projeto criava um som estranho como se tivesse algum tipo de gás escapando e de certo modo tinha. Um cheiro forte vinha contra meu rosto e a única coisa que pude fazer foi virar o rosto e defende-lo com meu braço livre. O som foi mais alto do que esperava, acho que não escutaria direito por algumas semanas. Pude sentir aquele liquido quente tocar minha pele, mas não estava tão quente a ponto de fazer queimaduras. Uma cortina de fumaça se formou ao nosso redor e respira-la era algo horrível e o bastante para sufocar. Tossia algumas vezes e Kim fazia o mesmo.

Acho que fiquei atordoada demais com a explosão que nem percebi quando o garoto me retirou do meio da fumaça para que pudesse respirar melhor.

Quando finalmente abri meus olhos dei de cara com o rosto de Kim completamente sujo de fuligem e um sorriso maroto em seus lábios.

–Está bem? –perguntou o garoto que tirava uma mecha de cabelo do meu rosto.

–Seu babaca!-gritava enquanto o empurrava com toda minha força. –Qual seu problema?

Ignorava por completo a professora que chamava nossa atenção. Apenas gritava mais e mais com Kim e ia para fora da sala.

xXXXXx

Charlotte Grace Hater

A aula de combate era uma das minhas menos preferidas por motivos obvies. Não era uma guerreira, quem é o retardado mental que pensa ‘’Vamos botar a garota que só quer toma chá numa aula para bater nos outros?’’

Philoctetes, ou apenas Phil, estava dando uma boa olhada ao redor a procura de suas vitimas... Digo ajudantes.

Se um dia você tiver a escolha de fugir de uma aula de combate com o professor Phil, faça isso! Corra o mais rápido que te é permitido e lembre de nunca olhar para trás, se olhar para trás ele te captura e em poucos segundos seu corpo estará enfeitando a sala do sátiro.

No meu caso Phil sabia que não fazia a menos questão em me defender ou qualquer coisa. Apenas ficaria conversando com a pessoa que fosse colocada contra mim e chegaria a oferecer uma xicara quente de chá. Como já disse, não sou uma guerreira e sim uma chapeleira.

O som que minha colher de prata fazia ao bater contra a porcelana da xicara era abafado ela voz, além de tudo sou parte britânica não preciso ficar em brigas bobas, tenho outras nações para fazer isso... Menos os franceses... Malditos franceses.

–Hum... -Phil ainda dava uma olhada nos alunos, mas parou e soltou um longo suspiro. –Klaus, se divirta com Zack.

Antes que Phil completasse sua frase pude ver Damen dá um passo a frente e disse em protesto:

–Está louco? Sabe que Klaus vai mata-lo!

Como de costume o professor não achou o fato tão relevante, ele apenas soltou um longo suspiro e lançou um olhar severo na direção de Klaus.

–Não quero mortes.

–Não prometo nada. –brincava o loiro estalando seu pescoço e parado a poucos centímetros de Zack.

Como de costume sentei a uma distancia segura do pequeno coliseu de Phil. O professor gostava de dizer que ninguém se machucava em suas aulas, mas isso era a maior mentira de todas. Já havia visto Klaus bater em um cara... Foi quase à mesma imagem de ver o Jaguadarte aprisionar uma de suas vitimas e tortura-la lentamente antes de mata-la. Acho que a maior parte do tempo os estudantes dessa escola se encontram focados em Klaus, mas acreditem a culpa não é nossa o jeito perturbador dele. Se Bela e Adam resolvessem nomeá-lo rei, por sabe-se lá qual motivo, seria o mesmo que soltar um tigre faminto de sua jaula.

Bela podia ver beleza onde não existia talvez ela fosse à única que conseguisse realmente entender aquele garoto.

–Cada um pode utilizar no máximo duas armas, não importa qual. Feitiços são permitidos, mas nenhum letal. — explicava o sátiro que fitava Klaus ao falar a palavra ‘’letal’’.

–Zack não tem vantagem na parte magica! –falava Damen fitando o professor. –Sabe que aquele maníaco vai tortura-lo!

Achava realmente incrível a forma que o ser mitológico ignorava o príncipe como se ao seu lado existisse uma simples mosquinha tentando chamar sua atenção.

As armas escolhidas por Zack não foram nada surpreendentes. Sua arma principal era um sabre, não de Luz... Seria legal um sabre de luz, é uma espada um tanto quanto comum para piratas, mas geralmente só os capitães tem acesso a tal arma já que o domínio desse simples objeto eleva sua posição no navio. A lâmina era ligeiramente curva e com apenas um fio, acho que essa arma também era usada pela marinha britânica. Já sua outra arma uma simples adaga. Adagas não têm a lamina muito afiadas e não servem para matar, mas quando se trata de defender um golpe, acho que são ideias.

Enquanto Klaus preferia por usar seu próprio corpo como arma. Em todos os anos que tive aula com o garoto uma coisa tinha certeza, ele se focava demais na parte magica e sempre parecia um ano a frente de todos, às vezes era assustador como ele sabia mais que o próprio professore. Quando não usava manipulação óssea criava um tipo de laminas de plasma ao redor de suas próprias mãos, era tipo um sabre de luz, mas sem o sabre... Sabe só a luz... Não pera errou.

–Já peço perdão por ferimentos futuros. –zombava Klaus fazendo a reverencia por mera formalidade, todos sabem que num combate real simplesmente foda-se a reverencia você quer foder o outro pra que ser educado?

Zack ignorava as zombarias e parecia analisar cada detalhe do oponente como se procurasse algum ponto cego ou algo do gênero.

–Tão serio. –continuou o maior que não hesitou para avançar contra Zack desferindo seu primeiro golpe, isso realmente conseguiu ser efetivo já que ninguém esperava um primeiro golpe tão direto.

Zack conseguiu se desviar, mas, não pode esconder o corte em sua bochecha esquerda e o filete de sangue que escorria. Talvez em outra oportunidade sua primeira ação fosse limpar o ferimento, mas enfrentar Klaus era quase o mesmo de estar na mira de uma cascavel você sabe que ela dará o bote a qualquer segundo, mas não há nenhuma maneira de descobri em que momento ela achara mais propicio para dar seu ataque mortal.

–Bem rápido como já imaginava. –comentava Klaus que jogava uma de suas mechas loiras para já com um simples gesto de cabeça. –Acho que alguém de sua família precisava ser certo? Já que seu pai não é o melhor exemplo de vilão que pode existir.

Começava a torcer que Zack percebesse o plano de Klaus. Uma vez tive a oportunidade de ver uma aranha criando sua teia, havia uma mosca presa na mesma, a aranha ignorou a mosca até finalmente terminar sua obra de arte e só então levou sua atenção para mosquinha que se debatia. Esse era o plano de Klaus, ele estava criando uma teia perfeita e empurrando o garoto Hook para ela. Sempre era assim, ele provocava seus oponentes até que se deixasse serem levados pela adrenalina e isso era a derrota de todos.

–Cale a boca! –ordenava Zack que dava seu primeiro passo para teia de Klaus. Um golpe foi desferido com seu sabre, mas não conseguiu acerta o loiro que apenas se desviou e continuou a provoca-lo, mas, além das palavras cruéis ele aproveitou o momento que Zack estava um pouco curvo por causa de seu golpe, para chutar o estomago do garoto e quando seu corpo já estava caído no chão Klaus tentou chuta-lo no rosto, mas Zack conseguiu ser mais rápido e protegeu sua face. Infelizmente para se defender foi preciso soltar seu sabre e sua adaga já havia escorregado para fora de seu corpo, Klaus os empurrou para longe com seu pé sem nenhuma cerimonia.

–Não passa de um inútil assim como o fracassado do seu pai. –continuava Klaus que já não usava mais suas laminas feitas de plasma. Ele tinha total confiança que já havia ganhado aquele combate, pelo menos Zack durara mais que os outros.

Claro que Klaus não contava com um predador a sua altura.

Claro que o objetivo das aulas de combate era criar combates elegantes dignos de cenas de filmes de super heróis, mas às vezes os heróis precisam voar no pescoço do adversário e acerta-lo com uma cabeçada. Klaus cambaleou para trás, mas não chegou a cair apenas perdeu seu equilíbrio por um breve momento. Não vi quando os dois garotos caíram no chão, mas os dois se socavam como se aquilo fosse uma briga de gangues. Talvez devesse me preocupar com isso, mas estava tão ocupada com meu chá além de que... Como seria o nome do shippe Klaus e Zack?

Lotte querida, você não pode shippa-los. –falava a vozinha na minha cabeça, mas não ligo muito para ela.

Klack? Klack parece uma onomatopeia. Quando você deixa sua xicara cair faz esse som.

Quando voltei meu olhar para Zack e Klaus ambos já haviam sido separados. Klaus havia ganhado um olho roxo e o maxilar de Zack estava tão machucado que era mais que certeza que estaria inchado em poucos segundos, ambos cuspia um pouco de sangue e se fuzilavam com o olhar.

Phil dava algum sermão para eles, mas não prestava atenção, apenas tratei de pegar meu caderno de desenhos de dentro da cartola junto com um lápis perfeitamente apontado. Coloquei meus fones de ouvido e fiquei escutando inúmeras incansáveis vezes uma musica e resolvi que por conta própria aquela seria a musica do meu shipp. Não demorou muito para terminar meu belo desenho do Klaus e do Zack se batendo.

Não precisam me olhar dessa forma. Sei que todos fazem isso no silencio da noite.

Notas finais
Hey de novo. Se quiser ler a parte do Zack e do Klaus se batendo de novo com a musica e se sua imaginação é com qualidade comprovada pela uniper vai ficar cute ushausahuas ou não, só meus desenhos que ficaram divos mesmo e a cena na minha cabeça. P.S não é porq eu shippo que vai ser um casal de verdade, aceita que doí menos