Estava da mesma maneira as gramíneas verdes espelhadas pelo chão como um tapete cortada pelo rio da cachoeira pequenas flores púrpuras cresciam fiquei maravilhada e feliz, Johnny chegou sentou-se no chão tirando as coisas de dentro da sacola e as colocando em cima de um pano amarelo com branco comecei a andar enquanto ele arrumava achei as rochas da onde nos subíamos e pulávamos na água fiquei sentada olhando para o treco cristalino o reflexo do lindo garoto moreno de pele pálida olhos negros boca rosa surgiu.

_Faz uns quatro ou cinco anos que não vínhamos, mas aqui_ Ressoou sua voz.

_Se lembra de quando disse que se você crescesse e ficasse mais bonito seria meu namorado.

_Sim, na verdade nunca esqueci_ Respondeu sorrindo _ Devo te agradecer por ser o capitão do time de futebol na escola.

_Por quê? _ Respondi rindo e dando uma cotovelada em seu braço.

_Tive de ficar forte, quantas brigas me meti para que ninguém te chamasse para sair quantos tive de ameaçar para que no verdade ou consequência somente eu te beijasse.

_Realmente achava estranho só beijar você.

_Foi bom ter sido o primeiro até beijar.

_Obrigada Johnny _ Respondi rindo e irônica _ Acho meigo ter feito tudo isso, mais e ruim ter beijado outro cara três anos depois disso.

_Nem me lembre fiquei possesso por ter quebrado a perna naquela viagem e todos terem te deixado sozinha e você foi e encontrou aquele mauricinho.

_Nós ficamos e depois que você voltou ele não olhava mais para min entendo porque agora _ As risadas saiam a todo instante passei um pouco da adolescência magoada pela falta de namorado a qual era suprida pelo excesso de afeto do meu primo então realmente não me importava agora com o passado e sim ria dele _ Obrigada por me trazer aqui.

_Vem vamos comer _ Fomos para perto do pano ele pegou um copo colocou duas bolas semiderretidas de sorvete de chocolate e com pasta de amendoim pegou duas colheres de plástico comemos faltava um pouco para acabar peguei um pouco na colher e joguei no seu rosto._ A não vou te pegar agora.

Sai correndo enquanto ele tentava me acertar com o resto ele me pegou me jogou nas suas costas me levou de novo para perto do pano subiu em cima de min e passava sorvete com o dedo no meu rosto tentando fazer bigodes de gato.

_Sai de cima de min seu chato _ Tentava bater nele só que não adiantava ele começou a fazer cosquinhas em min riamos juntos quando me soltou fui para beira da cachoeira e peguei um pouco de água para lavar meu rosto comecei a sentir gotas caindo olhei para o céu o qual estava cinza e com nuvens se movendo rápido enormes gotas começaram a cair nos molhando pegamos as coisas do chão correndo para o carro era difícil correr com o peso das roupas, mas fizemos nosso melhor me joguei de mal jeito para dentro enquanto ele tentava ligar o carro.

_Droga _ Esbravejou.

_Oque foi? _Perguntei.

_A bateria _ Respondeu saindo na chuva e abrindo o capô do carro voltou e sentou passou a mão nós cabelos molhados e arfou pegou o celular que estava sem sinal _ Sinto muito Lia mais vamos ter que ficar aqui até alguém aparecer.

_Entendo mais não podemos ficar assim molhados vamos ficar doentes.

_Tenho uma ideia _ Sua pele branca ficou rosada e depois vermelha declarando suas intenções.

_Não prefiro ficar doente_ Rebati firme.

_Mais não vai _ Ele desceu novamente do carro abriu a minha porta me tirou de lá e me colocou no banco de trás fazendo o mesmo _ Agora quer que eu tire ou vai tirar?

_Não tudo bem eu tiro _ Me virei tirando a blusa que pingava agua e a calça soltei o cabelo amarrado a minha calcinha era parecida com um shortinho e o sutiã preto com renda branca voltei a ficar de frente para ele encolhendo e me escondendo, estava incrível as gotas do seu corpo faziam ondulações na sua barriga a box preta não escondia o volume presente corei ao imaginar o tamanho tentei olhar para o nada e não ver a pintura ali.

_Está me deixando com vergonha.

_Você não tem vergonha _ Respondi.

_Obrigada Lia _ Riu, o olhei de novo ele pegou algo atrás do banco era uma pequena coberta me embrulhou.

_Não quero usar não sei quantas garotas embrulhou com ela.

_Nenhuma tá, lembra-se fui pescar com meu pai final de semana passado iria tirar, mas esqueci.

_Ainda bem _Disse me virando e indo para mais perto dele para que nos dois fossemos aquecidos senti uma pequena corrente elétrica passar quando nossos corpos se tocaram.

_Não sei se devíamos ficar tão perto.

_Claro _ Disse de olhos baixos e me afastando.

_Eu te amo.

_Você já disse isso.

_E você não respondeu.

_Sabe quando quer dizer uma coisa quando precisa dizer mais tem algo te impedindo _ Falei tentando organizar melhor na minha cabeça.

_Então você me ama.

_Se não amasse não teria feito de tudo para te esquecer não tentaria te deixar com ciúmes ou coisas parecidas mas amar você me custou caro, e ainda essa insegurança quantas garotas pegou quantas vezes traiu Melissa.

_Posso estar errado mais somos parecidos quando fazemos de tudo para esquecer os problemas.

_Está certo quem sou eu para te condenar fazendo a mesma coisa, magoamos muita gente Johnny.

_Nós magoaram mais nos afastando _ Sorri concordando o quanto esse ano foi doloroso para nós _ Me desculpa?

_Te desculpa por quê?

_Por isso.

Ele me puxou e me beijou havia anos que não sentia a boca dele na minha o meu corpo se riçou nossas línguas eram como fogos de artifícios o beijo doce e recheado de amor suas mãos foram para a cintura me apertando mais contra ele sentia o seu tronco perfeito encostando-se na minha barriga ele mordiscava meus lábios soltava leve sorrisos esbanjando nossa felicidade finalmente ele era meu suas mãos passavam pelo meu cabelo e pescoço sentia vontade chorar de tanta alegria os seus lábios dividiam o espaço com os meus nossa sincronia era perfeita ele abriu o feixe do meu sutiã.

_Posso? _ Perguntou sussurrando em minha orelha e dando uma leve mordida.

_Deve _ Afirmei cravando minhas unhas em suas costas.

Arranquei lhe a cueca e ele me calcinha me deitei o deixando vir por cima eu arfava de prazer enquanto o seu membro se fixava em min seus movimentos eram fortes e precisos e mesmo cuidadosos paramos juntos senti o liquido quente de nós dois um ato completamente puro e cercado de paixão ele saiu de dentro de min porém continuou em cima passando as mãos por todo o meu corpo se deitou me colocando em cima seus braços enormes eram meu travesseiro ele acarinhava minhas costas da forma quando éramos pequenos mais dessa vez acarinhava com amor de homem

_Não acredito que finalmente você e minha _ Continuei encolhida e abraçada em seu peito.

_Não sei oque dizer.

_Não precisa dizer nada meu amor.

_Preciso _ Disse deixando forçando a voz.

_Lia te machuquei porque ficou tão triste, foi algo que fiz?

_Não sinceramente você foi o melhor que já tive _ Um largo sorriso se formou em seus lábios não iria estragar o momento iria permanecer assim somente por hoje seriamos somente nós, dormimos unidos sem nos mover um sentindo o calor do outro acordamos já era dia fiquei sentada em uma pedra o vendo arrumar o carro somente de calça estava com sua camisa que me servia de vestido minha calça ainda estava molhada a contração dos seus músculos me deixavam sem ar suspirava quase todos os segundos o vendo assim.

_Hey! Poderia tirar os olhos só um pouquinho de min, e tentar ligar o carro _ Mostrei a língua e fui ao escutar o ronco do motor bati palmas e rimos fomos embora passamos o caminho todo nos provocando ele me deixou em casa antes de descer tinha que deixar clara nossa situação.

_Johnny antes de tudo queria que soubesse eu realmente amo você.

_Eu também meu amor _ Falou beijando minha testa.

_Não podemos ficar juntos.

_Oque como assim Lia? _ Perguntava alto.

_Se acalma, por favor, seja compreensivo eu entendo a Melissa ela não fez por mal ela passou a gostar de você e por isso foi capaz de fazer oque fez, e o Ethan e um cara legal não merece isso tudo foi tão difícil esse ano eu amo você mais gosto dele não quero magoar ninguém e também não quero me magoar por isso te peço um tempo sozinha sem garotos ou brigas.

_Está bem fico feliz em saber que me ama de verdade e que não quer magoar ninguém eu espero você te esperei por dezessete anos esperar mais alguns dias não e nada.

_E por isso que te amo _ O abracei e dei vários selinhos pulei no seu colo toda contente.

_Agora vai antes de te raptar ou do seu pai vier me matar.

_Tudo bem tchau _ Disse pegando minhas roupas e indo o carro não estava agradeci não havia ninguém em casa liguei para os meus pais que estavam totalmente tranquilos escutei a voz do tio Taylor falando que havíamos ido para o motel depois milhares de gritos de dor com certeza ele estaria com o olho roxo amanhã ri e desliguei fui tomar um banho pensando na noite mais incrível da minha vida.