Desastre em Konoha
1 Capítulo 1 - Mau Presságio
Mau presságio
A vida é lenta dentro do hospital. Em alguns horários específicos enfermeiros entram e saem para verificar se os pacientes do quarto estão bem. O clima está agradável, apenas com algumas nuvens no céu.
A Quinta Hokage, Tsunade, entra em um do quartos. Alguns segundos depois uma cama é jogada no corredor, quebrando a porta e a parede. Shizune, sua assistente, se assusta e corre em seu auxílio.
Shizune: — Tsu-Tsunade-sama, o que aconteceu?
Tsunade: — Aquela garota, saindo assim nesse estado. Se ela não morrer por causa do ferimento, eu que vou mata-la! Fale para o Kakashi trazê-la até mim. Tenho certeza que ele sabe onde ela está.
Shizune: — S-sim, senhora!
Shizune sai correndo em busca de Kakashi. Ela o encontra andando por uma das ruas da vila.
Shizune: — Kakashi, ela fugiu de novo. Por favor, encontre-a o mais rápido possível e a leve para a Tsunade-sama.
Kakashi já sabendo do que se tratava, dá um suspiro e coça a cabeça.
Kakashi: — Fuuu... Espero que ela esteja no mesmo lugar... Pode deixar comigo, Shizune e me desculpe pelo incômodo.
A vila de Konoha é rodeada pela floresta, mas em algumas partes existem rios, lagos e cachoeiras límpidas. Próximo a uma grande cachoeira, uma mulher está treinando taijutsu. Seus movimentos são rápidos e precisos, equilíbrio e técnica perfeitos.
Mizuki Tsuki é uma mulher de estatura média e longos cabelos prateados. Muito bonita, sua pele branca como a lua está gotejando de suor. Ela veste uma roupa leve de treino. Parece notar a aproximação de alguém.
Mizuki: — Ora, você me achou novamente. Espero que a Hokage-sama não esteja muito brava.
Kakashi: — Ela está furiosa e quer te ver logo. Você devia estar descansando, não está 100% curada.
Mizuki: — Oras, eu estou bem. Ficar deitada naquela cama o tempo todo me deixa agoniada. Você sabe o quanto gosto de observar a lua à noite e me exercitar diariamente.
Kakashi: — Eu sei, eu sei. Mas é que a sua chegada aqui em Konoha causou um alvoroço. Alguns até acham que você é uma ameaça por ter conseguido lutar igualmente com o Naruto em sua forma descontrolada de Kyuubii. Vamos lá, antes que a Hokage-sama te jogue para fora da vila a socos.
Mizuki: — Claro, claro, mas antes... você bem que podia treinar um pouco comigo, não? Faz tempo que não tenho um adversário decente.
Mizuki olha para Kakashi com ternura. Kakashi suspira e começa a tirar seu colete e equipamentos.
Kakashi: — Fuuu... Apenas por 5 minutos.
E os dois começam a lutar. Ambos demonstram domínio na luta corporal, muita agilidade, um defende do golpe do outro e logo em seguida realiza o ataque. Porém, Mizuki fica próxima à beirada da lagoa e para poder escapar do golpe de Kakashi, ela teria que andar sobre a água. Mas algo dá errado. Mizuki não consegue concentrar o chakara em seus pés e acaba caindo de corpo inteiro dentro da lagoa. Kakashi, percebendo o evento inesperado a segura pela cintura, molhando-se parcialmente.
Kakashi: — Eu te disse, você não está totalmente curada. Parece que todo o seu chakara está concentrado na ferida da Kyuubii, por isso não conseguiu mandar a energia para os pés. Venha que eu te ajudo a sair da água.
Mizuki parecia frustrada, mas também estava envergonhada por estar tão próxima do corpo de Kakashi. Ele a segurou no colo e com um pulo conseguiu chegar à terra firme. Deixou-a cuidadosamente no chão, sem se afastar. Kakashi a olhou de modo zombeteiro.
Kakashi: — O que foi? Por que está vermelha? Não me diga que está com vergonha? Haha, realmente faz muito tempo que não ficamos tão próximos, não é mesmo?
Kakashi ainda está com os braços na cintura de Mizuki, fazendo com que ela fique ainda mais vermelha. Em um movimento brusco, ela se afasta e fica de costas para que Kakashi não possa ver seu rosto.
Mizuki: — B-Bom, vamos logo! Eu ainda tenho que passar em casa para trocar de roupa.
Kakashi responde com um sorriso. Ele está feliz por estar ao lado de sua amiga e que também fora aluna.
Agora em sua casa, Mizuki começa a retirar suas roupas molhadas. Kakashi está na varanda, de costas para a janela aberta do quarto de Mizuki. Sem o blusão azul marinho, ele se encosta-se à janela e a observa, de canto de olho. Por instinto, Mizuki joga uma peça de roupa molhada no rosto de Kakashi.
Mizuki: — Você não precisava me acompanhar até aqui. E não precisava ficar ai na minha janela me olhando como um tarado.
Kakashi: — O que eu posso fazer? Acabei me molhando e vim trocar de roupa também. Esqueceu que somos vizinhos? E outra, não consigo evitar de olhar, afinal de contas já faz muito tempo que não te vejo assim.
Com o rosto muito vermelho, Mizuki joga mais peças de roupas molhadas no rosto de Kakashi. Enfim, os dois começam a rir.
Mizuki: — Eu tive que sair daquele quarto. Estava me sentindo muito inquieta e naquele lugar a minha percepção é danificada. Estou com um mau pressentimento, Kakashi. Sinto que algo muito ruim está para acontecer.
Kakashi: — Informe isso para a Hokage-sama. Tenho certeza de que ela tomará alguma medida. Eu estarei patrulhando pelas ruas da vila.
Mizuki se aproxima da janela e coloca as mãos trêmulas no peito de Kakashi. Kakashi as segura e percebe que Mizuki está segurando uma espécie de cristal prateado e brilhante.
Mizuki: — Isso é para você. Não está completo por isso não vou conseguir me teleportar, mas pelo menos saberei onde você está e se está bem. Por favor, tome cuidado.
Mizuki amarra o lindo cristal formando um colar e o pendura no pescoço de Kakashi. Com um olhar carinhoso, Kakashi aproxima seus lábios na testa de Mizuki, beijando-a longamente.
Kakashi: — Eu sou mesmo uma pessoa terrível. Como posso deixar a mulher da minha vida tão preocupada? Fique tranquila, nós dois ainda iremos treinar muito na floresta e ver a lua juntos, como fazíamos antigamente.
Mizuki: — Você promete?
Kakashi: — Uhum.
Mizuki: — Então vamos ver a lua hoje. Tenho certeza que ela vai estar linda.
Com muita pressa, Mizuki sai de sua casa.
Kakashi: — Sim, nós vamos.
Notas finais
PS.: Eu realmente não sei se coloquei na categoria certa. Moderadores, por favor entre em contato caso haja alguma irregularidade.
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