Desastre Iminente
2 Ressaca
Notas iniciais
Capitulo 2 — Ressaca.
Lucy acordou com a cabeça latejando e com o corpo dolorido, olhou ao redor e ela estava na sala...nua?
Em sua mente um flesh veio trazendo a memória da madrugada, ela e Natsu no sofá. Ah, se ela contasse isso a alguém da faculdade ou até mesmo para Erza, não acreditariam. Riu sozinha e foi ao banheiro lentamente, ligou o chuveiro e notou vários chupões em seu corpo, ela teria de usar blusas e calças cumpridas por alguns dias, mas não que isso fizesse diferença, era inverno.
Desligou o chuveiro e se secou, enrolou a toalha no corpo e andou até seu quarto que estava perfeitamente arrumado, a sua cabeça ainda latejava, mas nada que não desse para esperar a mesma colocar uma roupa confortável e ir para a cama.
Colocou o pijama que consistia em uma blusa e um short curto, se enfiou por de baixo dos cobertores e agradeceu a Deus por ser Domingo. Fechou os olhos esperando o sono tão querido vir, mas só escutou a maldita campainha.
Xingou a pessoa que batia na porta de várias maneiras até que a atendeu se deparando com a amiga ruiva e uma baixinha.
–-O que vocês fazem aqui tão cedo?—perguntou com a voz sonolenta.
–-Cedo? Lu, são quatro e meia da tarde.
–-Eu dormi por mais de doze horas?!—gritou desesperada fazendo as duas rirem e entrarem no apartamento sem pedir.
–-Pelo visto a noite foi boa.—Erza olhou para Lucy maliciosamente, a loira corou com o comentário infeliz de sua amiga.
–-Como assim?—Levy ergueu uma sobrancelha, mostrando todo o interesse no assunto.
–-A Lucy e um cara super gato quase se comendo na balada.—Erza riu.—mas não te culpo, ele era gostoso.
–-Erza!—a loira protestou fazendo a ruiva rir.
–-Mas então, como foi Lu?—Levy perguntou se sentando no sofá, que Lucy olhou e corou instantaneamente.
–-Foi...Selvagem.—falou relutante.
–-Então foi bom.—Erza concluiu enquanto batia palmas, parabenizando Lucy.
–-Qual o nome?—Levy perguntou pegando o celular.
–-O que você vai fazer?—Lucy olhou para a azulada um tanto preocupada.
–-Simples, vou ver o lulu dele.—respondeu.
–-Fala logo Lucy.—Erza a repreendeu.
–-Natsu.—disse relutante.
–-Natsu...—Levy fez um sinal para que a loira continuasse mas ela gelou.
Ela não sabia o sobrenome dele.
–-Lucy...—Erza sussurrou.
–-Eu não sei!—balançou a cabeça.
–-Como não sabe o nome do homem que te comeu?—perguntou a ruiva exaltada.
–-Não fale sobre sexo assim tão livremente!—a loira exclamou.—é vergonhoso!
–-Bem, o nome dele é Natsu, não é um nome muito comum, deve ser fácil de achá-lo.—digitou o nome e xingou baixo.—não tem facebook.
–-O que?—a loira pegou seu celular e digitou em seu facebook, mas nenhum se encontrava em Nova Iorque.
–-Parece que ele não gosta de redes sociais.—Erza deduziu e Lucy olhou para ela com um olhar divertido.
–-Nossa! Não me diga!
–-Idiota.—a ruiva resmungou.
–-Bem, melhor irmos, a Lu ta com uma cara péssima, melhor ela ir dormir já que amanhã temos aula na faculdade.—Levy se levantou e foi até a amiga depositando um beijo no rosto da loira e se retirando com Erza que acenou.
–-Nos vemos amanhã!—gritou e a loira riu.
Se levantou e foi até seu quarto, deitou na cama macia e se deixou levar pela maciez do colchão e exaustão de seu corpo, pouco tempo depois estava dormindo profundamente.
Que horas são? Ele não fazia idéia, estava a mais de uma hora dentro daquele beco escuro esperando sua vitima se aproximar e o mesmo estava começando a ficar sem paciência, havia sido enganado? Não. Ninguém teria coragem de fazer isso. Não com ele.
Ouviu o som de passos e se concentrou em ver quem estava passando, assim que viu o rosto já teve certeza de que aquela era a vitima que seu chefe havia lhe falado e o informante havia lhe dado as coordenadas certas.
Andou sorrateiramente atrás da vitima vendo a maleta que o homem bem vestido usava, ela também era um dos alvos.
Alcançou o homem ficando ao seu lado, mas o mesmo não notou.
–-Sabe, quando uma pessoa fica em divida com a máfia seria mais lógico a mesma se esconder e não ficar vagando assim na rua até tarde.—se pronunciou chamando a atenção da vitima que o olhou de forma assustada.
Tirou a arma com silenciador de seu sobretudo e colocou no peito do homem e sorriu para o mesmo antes de apertar o gatilho. Pegou a maleta e andou tranquilamente até o final do bairro onde encontrou a casa no endereço que lhe falaram, procurou a chave da residência e lá estava, a chave dela e felizmente a do cofre.
“Como pode ser tão idiota?” riu sozinho enquanto pegava o dinheiro e o contava rapidamente.
Colocou a quantia exata no saco e foi até a cozinha onde pegou uma garrafa de álcool e molhou a maleta com o liquido. Ateou fogo na mesma e olhou envolta da sala, tirou as luvas e as tacou no fogo, as viu queimar e riu, dando as costas para a casa e saindo lenta e despreocupadamente, sumindo na escuridão.
Ouvindo apenas o barulho das sirenes se aproximando.
Lucy acordou no dia seguinte com o barulho estridente do despertador tocando ao seu lado, o desligou e se levantou indo direto para o banheiro onde tomou um banho relaxante e se vestiu para ir a faculdade, preparou uma tigela de cereais e começou a assistir o jornal da manhã, se levantou logo depois de acabar de comer e foi pegar sua bolsa, foi desligar a TV quando ouve a seguinte noticia:
“James Leve foi encontrado próximo de sua casa morto, as suspeitas são que tenha sido mais uma vitima da máfia.”
Lucy suspirou e apertou o botão de desligar, indo para a sua vida, se desligando da dos outros...
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