Notas iniciais
Ará! To ficando boa nisso em galera *dancinha esquisita* como eu entreguei no prazo, acho que mereço muitos comentários né?

A arena era como uma sala enorme circular com uns bonecos alvos, já tinham alguns alunos sentados em circulo e o professor explicava algum golpe. Ele estava lá, sentado num canto brincando com uma adaga.

— É seu primeiro dia?

— Oi? — olhei pra ele sem entender, algumas pessoas deram risadinhas. Idiotas.

— Eu perguntei se é seu primeiro dia — sorriu simpaticamente

— Sim.

— Sou Percy Jackson, — então eu realmente o olhei. — e vou ser seu professor de esgrima.

Meu irmão. Ele lembra o papai, mesmo cabelo rebelde, postura como se nada pudesse o abalar, olhos incrivelmente verdes.

— Sou Louise — me forçando a não falar que não preciso de aula alguma

— Eu sei, sua mãe a reclamou ontem. Eu geralmente chamo novatos para lutar comigo, mas pode ficar só observando.

— Olha aqui — comecei a dizer, todos me encararam e eu percebi que ia fazer merda — obrigada — sorri falsamente e Percy me olhou desconfiado.

Qual é? Só por que eu sou filha de Afrodite eu tenho que ser imprestável? Me sentei num canto e observei a aula. "E Aaron". Ah conciência, não to afim de brigar. "Não me chame de Conciência". Mas você é a voz na minha cabeça, sabe o que significa? Que você é minha conciência. Ela não respondeu, quer dizer, eu não respondi.

— Jackson! — bradou uma menina — Pare de ser chato, eles são irão aprender se fizerem.

— Clari — ele sorriu ao ver a raiva passar pelo rosto de Clarisse — por que não assume a aula?

— Com prazer sereia — todos riram e Percy fez uma careta — Agora todo mundo arranja um par e tentem praticar o que o Jackson acabou de explicar.

— Você — apontou pra mim —, pratique comigo.

Alguns campistas deram risadinhas, acho que ela faz isso com campistas novos, a primeira humilhação para começar bem no acampameto. "Filha de Ares, você queria o que?" Ignorei a vozinha na minha cabeça.

— Claro — sorri "docemente"

Era uma técnica médiana de desarmamento do oponente, lembro que tive umas vinte aulas até conseguir aplica-la direitamente.

— Façam movimentos até que um consiga. — a voz dela era um tanto rude

Clarisse estalou os dedos perto do meu rosto e perguntou: " A princesinha está esperando um principe lutar por ela?"

Não respondi, preferi atacar, ela parecia surpresa mas desviou. Vi os ataques chegando e desviei da maioria, apenas um fez um corte no meu braço. Eu fiquei com medo de sangrar icor, mas, magicamente saiu um líquido vermelho. Eu ataquei no seu lado esquerdo — ela era meio lenta pra esse lado — fazendo um corte profundo no seu antebraço. Senti que todos pararam para observar. Acho que ela também percebeu, por que olhou pra mim com uma cara "Como você ousa me ferir?"

Eu sorri e falei: "Acho que você precisa de um principe pra lutar por você.". Clarisse é uma ótima espadachim, o seu unico erro foi se destrair com o charme da minha voz. E eu sorri, afinal ser a deusa da persuasão — mesmo que ninguém lembre de mim por esse título — ajuda bastante.

Eu avancei, minha lâmina atingiu a base da dela, e girei pondo meu peso em um golpe para baixo. Sua espada caiu longe produzindo som forte e agudo ao bater nas pedras. Sorri vitoriosa com a ponta da minha espada a um centímetro de seu peito.

Isso é pra ela aprender, só papai me chama de princesinha! Clarisse parecia chocada, assim como os outros.

— Foi uma boa luta. — sorri e levantei a mão pra apertar a dela, mesmo sendo filha de Ares, algo naquela menina fez com que eu quisesse sua amizade.

— Para uma filha de Afrodite — apertou a minha mão —, além de boa, foi uma revolução da purpurina.

— Vou encarar como um elogio — ela riu

— Não era minha intenção.

— Eu sei Clari — ri da cara que ela fez.

— Não me chame assim...

Puttz, eu não tenho sobrenome! E agora? "Billie Joe..."

— Armstrong — nota mental: agradecer a minha consciência.

— Está avisada. — pisquei e ela pegou sua espada — acabou por hoje cabeças de ovo. — e saiu

Alguns campistas vinheram me parabenizar, não era qualquer novata que desarmava Clarisse. Eles sairam para a proxima tarefa mas eu fiquei, troquei de arma e esfaqueei uns cinco bonecos alvos até perceber que alguém me observava. Me assustei de imediato, mas fui me acalmando quando vi quem era. Travis.

— Não queria te assustar. — passou as mãos pelo cabelo, santa afrodite, que tipo de cara é esse? Eu adoro esse jeito timidamente sexy. "Você e mais uma quantia exorbitante de garotas, cai fora que ele parece ser do tipo galanteador". Para de ser chata. "Para de querer ser iludida".

— Tudo bem, eu só estava destraida. — sorri

— Você deu um show hoje — se desencostou da parede e veio até mim.

— Obrigada... eu acho.

— Aliais, você sempre dá um show né? — sorriu, pela segunda vez, santa afrodite, que sorriso era aquele?

— As vezes. — dei de ombros e me virei atacando um dos bonecos

— Quer ver uma coisa?

— Claro.

Ele pegou na minha mão e me puxou para fora me levando até uma casinha, demorei pra entender o que tinha de legal naquilo. Travis assoviou, um cão infernal apareceu e eu me escondi atrás dele. Como assim ele me levou pra ver um cão infernal? Ele ta querendo me matar ou o que?

— Cã.. Cão — gaguejei — Infernal!

— Calma — ele se virou pra mim —, não precisa ter medo ela não é perigosa.

— Mas é um cão — falei baixinho

— Você tem medo de cães?

— Talvez — odeio quando as pessoas me veem assim... medrosa.

— Vem cá. — me abraçou de lado e tentou me levar mais pra perto

— Não vou! — exclamei travando as pernas

— O que aconteceu? — ele me olhou — Um cão de mordeu? — eu fiz que sim.

— A sr. O'leary é do Percy, super mança e brincalhona — continuou —, ela está esperando cachorrinhos infernais e precisa que alguma alma caridosa ajude ela — falou como se eu fosse uma criançinha — E cá entre nós, o cabeça de algas não é muito jeitoso com essas coisas. — eu sorri — E só pra finalizar com chave de ouro, eu estou aqui e não vou deixar ela fazer nada contra você. — sorriu encorajador — Você quer ser aquela alma caridosa?

Assenti, e deixei que ele me levasse pra perto da cadela. Travis era tão convincente que eu me senti segura o suficiênte pra enfrentar todos os Titãs sozinha. A sr. O'leary de perto parecia cansada, eu senti.. pena?

Ela era quase do meu tamanho, então não me abaixei pra fazer carinho nela. Travis em nenhum momento saiu de perto, mesmo quando eu já estava a vontade com a cadela.

— Graças aos deuses! — uma voz femenina disse atrás de mim — Quiron está te chamando Louise.

— Okay, já estou indo. — fazendo um ultimo carinho naquela bola de pelos gigante

— Então.. — passou a mão nos cabelos, percebi que era mania — depois a gente se vê.

— Claro. — fiquei na ponta dos pés e beijei sua bochecha. — Obrigada.

— Não foi nada. — sorriu

Estava a menos de dois metros da casa grande e vi que tinha algo errado com a ernegia dali. Corri e dei de cara com a pessoa, ou melhor, deus que eu menos queria ver.

Notas finais
*ainda dançando* eu gostei muito do cap, e vocês? Gostaram do Travis (m-e-u) sendo fofo? E a lutinha da Lou com a Clari? Eu tive algumas dificuldades pra escrever, tanto que eu refiz o capitulo quase todo, mas espero que tenha ficado tão bom quanto eu achei que ficou ♥