Desastre? Eu Acho Que Não.
2 Menino Atrevido!
Notas iniciais
Quiron disse para acompanha-lo até a casa grande antes de ir para o chalé 10, ao que parece Dionísio ainda não sabia que eu ficaria no acampamento. Ele faltou o conselho? Nem havia percebido, estava mais preocupada com os deuses me tirarem da minha casa do que com a ausência do bebum.
Eu estava perdida nos meus pensamentos quando um garoto que corria desembestado me atropelou caindo por cima de mim.
– Você é cego? – gritei e o empurrei pro lado me levantando o mais rápido possível
– Você que fica no mundo da lua e não saiu do meu caminho – gritou comigo
Eu estava prestes a me transforma-lo em pó de semideus quando o olhei. Ele tinha olhos azuis, cabelos castanhos, seu rosto estava vermelho por causa da corrida e havia marcas de suor escorrendo pelo pescoço, cheguei a imagina-lo sem camisa pra acompanhar as gotículas… O que é isso Louise? Você não veio para esse acampamento para isso, e além do mais ele é um semideus. “Um semideus lindo com certeza” disse uma vozinha na minha cabeça.
– Stooooooooll! – uma garota enorme de olhos e cabelos castanhos berrou. Eu conseguia sentir sua aura de raiva a quilômetros.
– Clarisse, já disse o quanto linda você está hoje? – perguntou o menino com um sorriso amarelo
– Dessa vez você não escapa Stoll, eu vou te quebrar em mil pedaços de Connor! – a menina disse se deliciando com a ideia de picotar o garoto
– Clarisse! – interveio finalmente Quiron – O que aconteceu dessa vez?
– Esse imbecil quebrou de novo minha lança, e dessa vez ele vai pagar – disse indo pra cima de Connor
– Posso ajudar? – perguntei inocente, por mais que o garoto fosse belo eu ainda estava com raiva.
Pela primeira vez ela me notou, parecia me analisar e por fim disse: “Quem é você?”
– Sou a deu..
– Louise – disse Quiron antes de eu revelar minha verdadeira identidade – filha de Afrodite.
– puff.. Afrodite? – havia critica na voz dela
– sim, algum problema filha de Ares? – perguntei
– Como você sabe novata?
– Vocês são parecidos – disse
– Já o viu? – ela estreitou os olhos
– Er.. eu.. eu..
– Você é agressiva, tal como Ares, é isso que queria dizer certo Louise? – graças aos deuses Quiron me ajudou
– Sim, isso mesmo – sorri amarelo, algo me diz que não a convencemos. – Quiron, não íamos na casa grande? – tentei mudar de assunto
– Sim – disse – Clarisse não mate Connor, e Connor…
O garoto não estava mais lá. Tenho que admitir, ele é esperto. “E bonito.” “Calada consciência!”
– Eu vou matar o Stoll – rugiu a garota e foi atrás de Connor.
– Você não deveria ir atrás dela? – perguntei a Quiron
– Ele sabe se virar, sempre consegue fugir dela – disse cansado – Agora vamos.
Andamos até a Casa Grande, e encontramos Dionísio largado numa cadeira tomando coca diet.
– mais uma semi… deusa! – disse alterando – O que essa criatura de Poseidon está fazendo aqui? Não precisamos de mais desastre
– Todos os semideuses estavam melhores sem você aqui, mas de qualquer jeito você inferniza a vida deles. – raiva? Sou desprovida disso – E não reclama que eu fui tirada da minha casa pra ficar encalhada aqui igual ao bebum do Olimpo. Não estou com paciência pros teus pitis Dionísio, e agora que você já sabe que esse inferno é minha moradia vou para meus aposentos.
– Como é que é deusinha? – acho que aticei a ira dele, mas quem se importava?
– Isso mesmo que você ouviu. – disse sem encara-lo – Quiron, tem como levar-me para o chalé 10?
– Travis! – Gritou para um garoto que estava andando por perto.
Esse tal de Travis se encaminhou até aqui e.. deuses! Ele era a cara do outro garoto! Os mesmos olhos azuis, os cachos castanhos e talvez um pouco mais alto… “E lindo.” “Já disse pra ficar calada consciência”
– Sim?
– Pode levar Louise para o chalé 10?
– Chalé 10? – seu olhar caiu sobre mim e sorriu travesso – Claro! Vamos?
– Obrigada Quiron – Sorri para o centauro e acompanhei Travis
– Então, chegou hoje? – puxou assunto
– Sim
– E já foi reclamada? Geralmente Afrodite reclama suas filhas na fogueira, ela gosta que tenham uma “entrada triunfal” – riu
– Eu sei que sou filha dela desde o meu nascimento – dei o assunto como encerrado
– Ah, você não parece filha de Afrodite – comentou depois de um tempo
– Não? – como assim? Ele estava me chamando de feia?
– Não, quer dizer sim.. Entenda, não estava falando que você é feia nem nada porque você é linda, lindíssima eu diria – ele estava se embaralhando com as paravras- Desculpe.. é só que você parece menos fútil que as outras.
– Obrigada, eu acho – sorri
Andamos mais um pouco, eu sentia alguns olhares sobre mim mas não dei importância. Finalmente chegamos ao chalé, ele era rosa pastel, quase branco, com cristais delicados, rosas sem espinhos em vasos brancos e um suave perfume adocicado.
– Chegamos
– É.. chegamos – disse ainda olhando para a construção
– Entre – falou
– Eu não quero, essa não é minha casa
– Agora vai ser, você tem que se acostumar – tinha compreensão na voz dele
– Estou com medo – falei sem pensar
– Você vai se dar bem pombinha – ele sempre tinha uma frase pronta?
– Pombinha?
– Tipo, é o símbolo de Afrodite, e você é pequena – explicou
– Eu não sou pequena – disse entredentes, eu odiava que me chamassem assim.
– Sim, você é. E agora eu tenho que ir – desse e de um beijo quase no canto da minha boca. – A gente se vê por ai pombinha.
Como assim ele chegou tão perto de me beijar? PARA TUDO! Quem deu essa liberdade para tal ato? Se eu estava com uma cara “wtf?" Com certeza.
Afim de esquecer do ocorrido entrei no chalé e AI MEU DEUS! EU NÃO VI ISSO!
Fale com o autor