Desapega
5 Perdão
Notas iniciais
— O que você quer? — perguntou rude, embora magoada.
— Apenas conversar — murmurou o loiro, revirando os olhos ao perceber a expressão cismada de James. — Rose — pediu ele com a voz calma. Ao ouvir o seu ex-namorado chama-la pelo nome, a garota Weasley teve uma forte sensação de embrulho no estômago, as mãos tremendo, o coração acelerando, uma grande certeza que não eram borboletas voando em sua barriga e sim morcegos.
Seus lábios tremiam quando ela disse algo como "Tudo bem".
O loiro a puxou pelos braços e os dois rumaram em direção à um corredor vazio. Certificando-se que ninguém os observava, Scorpius começou; — Eu fui um grande babaca, Rose, eu admito que falhei miseravelmente, sou Scourpis Malfoy, o grande idiota — o semblante pálido do garoto a encarava. — Sua priminha é tão... Bem, eu não consegui, juro que tentei. Mas, o charme de Veela de Dominique é muito forte — O loiro franziu o cenho.
Por mais que Rose o odiasse, tinha que concordar, seus cabelos ruivos não tinham chance contra a cascata loira da prima e seus olhos azuis oceânicos ou o seu charme de veela indulgente.
— Malfoy, por mim, faça o que bem entender, mas que fique bem claro, não temos mais nada juntos — a ruiva tentou se manter firme.
— Pelo menos aceite minha amizade, Rose — pediu Scorpius.
— Eu aceito, Malfoy — a garota revirou os olhos. — Satisfeito?
O loiro apenas assentiu, Rose desabou os ombros e deu meia volta.
+++
Os olhos de Rubby Wrigth estavam vistosos, e suas bochechas pálidas levemente coradas á medida em que se aproximava da mesa onde Rose estava sentada.
— Ah Weasley, tenho um recadinho pra você.
Rose sorriu para ela, educada mas não íntima. Rubby abaixou sua cabeça morena.
— Hugo quer falar contigo — anunciou a corvinal. — Ele esta na biblioteca. Parece importante.
— Sente-se — convidou a garota ruiva. — Você sabe do que se trata?
— não exatamente — respondeu ela e a olhou pensativa. — Mas me parece algo bem solene.
Rose se levantou da cadeira e rumou em direção à biblioteca. O local era ocupado apenas por alguns meninos do terceiro ano e Hugo acompanhado de Alvo e Lily. A garota de cabelos rubros se dirigiu a mesa onde os três conversavam impenetravelmente.
— Hugo — chamou a Weasley. — o que quer, irmão?
— Ah, Rose — disse o irmão da garota. — Queria resolver um problema — Hugo não sorria e nem levava um expressão marota em seu semblante, pelo contrario, parecia sério e absorto. — Na verdade, Alvo e Lily querem resolver um problema.
Rose encarou a prima e em seguida, Alvo. Os dois pareciam constrangidos e tímidos.
— pedimos desculpas — começou Lily. — A gente sabia, mas não quissemos contar, Rose.
A Weasley nada declarou.
— Mas — disse Alvo. — de qualquer forma, tivemos muito medo da sua reação! Rose, você acreditaria na gente?
A pergunta pegou a garota de surpresa, a mesma encarava os primos com um semblante de comoção. — Certo, mas vocês são meus primos, ficaria de seus lados. Confio em vocês!- seus olhos rolaram por todo cômodo. — Eu sinto muito! Está tudo bem.
— Nós também erramos — disse Lily desconcertada.
Alvo sorriu tímido.
— Não vai rolar abraço? — quis saber Hugo.
A ruiva exibiu um sorriso nos lábios e correu para abraçar os garotos.
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