Desaparecida
28 Galpão
Notas iniciais
Dois dias antes…
Adair estacionou sua caminhonete de frente a um galpão velho, isolado próximo a floresta protegida do lado leste de Gotham. O lugar era antigo e suas madeiras que um dia foram brancas, agora apresentavam uma coloração marrom envelhecida.
Ao descer do veículo, suas botas afundaram no chão lamacento. Abriu a tampa da carroceria e as duas garotas ainda estavam desacordadas devido ao sedativo.
As carregou, as apoiando no ombro, e levou uma de cada vez para dentro do galpão. Feno forrava o chão, as duas foram colocadas em cima dele. Terminou de pegar seus pertences do carro, fechou a porta, deixando-as no escuro.
Enquanto Adair deixou seu carro afundar no rio há menos de 5 metros dali, Klívia abriu seus olhos na escuridão, deslocada. O silêncio chegava a ser insuportável, sendo o único barulho a chuva fraca e a ventania que rangia aquela estrutura fraca. Uma onda de frio percorreu-lhe o corpo.
Por um momento, se perguntou se ainda estava viva. Remexeu-se e tentou gritar por ajuda, mas suas súplicas foram abafadas pelas mordaças. Katherine ao seu lado estava igualmente desesperada.
Adair voltou andando para a casa. Ouviu os murmúrios e bateu na porta com força.
— Façam silêncio! Façam silêncio agora ou senão eu costuro a boca de vocês! — ameaçou, as fazendo se encolher e chorarem baixinho. — Melhor, bem melhor.
Ficou parado por um momento, para se certificar se continuariam assim. Pela frestinha, conseguiam ver a sombra do homem. Ela desapareceu quando ele entrou na fazenda, igualmente carcomida, há sete metros do galpão.
Klívia estava assustada, cansada e estressada com tudo aquilo. Não sabia como, mas iria planejar um plano para escapar o quanto antes, estava decidida.
Ao respirar fundo, percebeu uma luz fraca vindo próxima da maçaneta da porta. O vento havia a afundado para trás.
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