—Rose você sabe que tem de me contar o que está havendo, não sabe? -Perguntou Alvo. -Quero dizer... Com toda a certeza, Lily, James, e Domi vão se meter em confusões, e se você não contar agora, eles podem correr sérios riscos. -Alvo começou a fazer o que fazia de melhor. Chantagem emocional.

Rose estava sentada no sofá da sala dos Potter olhando fixamente para a lareira. A ruiva olhou abruptamente para seu primo.

—Eu jurei que não contaria! -Apontou a menina.

—Você fez o voto perpétuo? -Perguntou Alvo irônico.

—Claro que não!

—Então nada te impede de me contar. -Ele disse porém viu que Rose não deu nenhum sinal de que abriria a boca. Então resolveu apelar -Rose, se algum deles se machucar, a culpa será sua. Você sabe não é?

A Weasley lhe olhou assustada.

—Ma-mas... eu nem estou participando mais do plano!- Questionou.

—Mas você sabe, e não quer me contar. Vamos Rose, ainda dá tempo de os impedir de fazer besteira!

Rose respirou fundo. Alvo estava certo. Ela era a única de fora que sabia, era o certo a se fazer.

—Me prometa que não vai surtar. -Pediu Rose para o primo, ele porém apenas continuou a encarando.

Rose respirou fundo e abriu a boca para contar, porém um barulho agudo que ecoou pela casa a impediu.

Alvo franziu a testa.

— Quem será a essa hora da manhã? -Questionou Rose o barulho da campainha enquanto olhava para a porta.

— Não faço a menor idéia. – Disse o Potter do meio, e então andou até a porta, logo a destrancando, e a abrindo. -O que está fazendo aqui?

—Uau Potter, então é assim que você recebe o seu melhor amigo?- Perguntou um irônico Scorpius Malfoy, enquanto entrava sem cerimonias na casa dos Potter.

Alvo riu.

—Você sabe que é sempre bem-vindo aqui Scorpius. Fiquei apenas curioso por sua visita inesperada. -Disse Alvo, enquanto trancava de volta a porta da casa.

—Oras, você sabe que é falta de educação recusar convite Potter. – Malfoy disse dando de ombros enquanto pegava uma maçã na geladeira.

— Mas é exatamente isso que eu quero saber Malfoy, quem foi que te convidou. Porquê dessa casa apenas eu te suporto. -Alfinetou Alvo, enquanto sentava na cadeira do balcão ao lado de Rose, que observava tudo incrivelmente quieta.

Scorpius gargalhou e mordeu a maçã. Ele e Alvo sempre implicavam um com o outro apenas pela diversão, e mesmo assim continuavam amigos inseparáveis. Os dois eram incorrigíveis sonserinos.

—Olha só, bom dia foguinho, nem tinha te visto aí- Scorpius se direcionou para Rose e acenou fingidamente sorridente em sua direção. Alvo balançou a cabeça negativamente mas não conseguiu segurar um sorriso.

Claro que ele já a havia visto. Era meio que impossível não a notar na verdade, já que ela estava no meio da cozinha. Scorpius porém apenas a ignorou para a irritar. Ele não sabia direito o porquê, porém adorava ver a Weasley irritada.

Rose cruzou os braços e se preparou para dar uma resposta malcriada, porém, outra vez no dia Scorpius a interrompeu.

—E respondendo a sua pergunta branca de neve. – Scorpius apontou para Alvo que revirou os olhos com o apelido. – Você não é o único que adora a minha magnifica pessoa nessa casa. – O loiro piscou para Alvo, que franziu a testa em confusão. Porém antes que pudesse perguntar, barulhos repentinos foram ouvidos na escada, indicando que alguém estava descendo as escadas, e uma cabeleira ruiva apareceu na porta da cozinha.

—Scorpius! Porque demorou tanto? -Questionou Lily, enquanto andava até o loiro e retirava a maçã de sua mão, logo dando uma enorme mordida na mesma. O loiro cruzou os braços e pegou a sua maçã de volta, dando outra mordida.

—A culpa não é minha se a sua coruja é mais lenta do que uma lesma Potter.

Alvo coçou o queixo. Algo não estava certo.

—Desde quando vocês ficam no mesmo ambiente sem se azararem?- Perguntou Rose que estava mais confusa do que Alvo.

A língua solta de Lily e seu pavio curto contra as brincadeiras e infantilidades de Scorpius eram um dos motivos para os dois sempre estarem brigando pelos corredores de Hogwarts. Os dois sempre trocavam xingamentos, e azarações, o que gerou várias idas a sala da diretora, e vários berradores de Gina Weasley para sua filha.

Entretanto, desde a festa de aniversário de Matthew Nott, nas últimas férias, os dois pareciam ter se acalmado, entretanto, ninguém jamais poderia imaginar que teriam um diálogo que não envolvesse nenhuma azaração.

—E desde quando você se intromete na vida dos outros cenourinha? — Rebateu Scorpius sorrindo debochado, enquanto via Rose ficar da cor de seus cabelos.

—Ei , ei, ei! -Interveio Alvo quando Rose ameaçou a retirar a varinha do bolso seu roupão. -Vamos parar por aqui vocês dois.

—Isso mesmo! Não queremos infringir nenhuma lei do uso de magia por menores fora da escola não é mesmo? — Concordou Lily e alfinetando Rose — Aliás, vamos Sorpius. Jay e Domi estão nos esperando. -Disse Lily o puxando pelo braço.

Scorpius porém não perdeu a chance de implicar com seu melhor amigo.

—Ora Al, não vai jogar conosco? Eu jurava que você era corajoso! Parece que James está certo sobre você ser um maricas!- E então Scorpius foi puxado da cozinha por uma ansiosa Lilian Luna.

Alvo olhou abruptamente para Rose, que engoliu em seco.

—Rose, de que jogo ele estava falando?

—E-eu nã...

—Vamos Rose! Você vai deixar os seus primos que você tanto ama se colocarem em perigo desse jeito sem sequer fazer nada para impedir!?- Gritou Alvo, e a menina levantou as mãos em rendição.

—Tá bom!! Tá legal! Eu conto! Merlin me ajude... -Susurrou a ruiva.

Rose ficou olhando para Alvo enquanto batucava com os dedos freneticamente na bancada. Seu primo começou a estreitar os olhos, e bufou impaciente.

—Ande logo Rose! -Apressou Alvo.

—Eles iram jogar o desafio bruxo. — sussurrou.

Alvo arregalou os olhos, e abriu a boca em descrença. Antes que Rose pudesse dizer mais alguma palavra, o Potter saiu correndo da cozinha. Rose arregalou os olhos e o seguiu sem entender.

Alvo estava com o coração acelerado. Merlin! Eles não seriam burros o suficiente para jogarem aquilo! Droga! Aonde estavam com a cabeça!? Aonde Lily estava com a cabeça!

Após subir correndo as escadas, e passar voando pelo corredor, o menino abriu de supetão a porta do quarto de sua irmã. E por um momento paralisou com o que viu.

Notas finais
X.