A vida se constrói assim, um passo de cada vez. Hora você progride, hora você regride. Mas, e quando seus passos não são mais seguros, como a vida segue? Seria comparável a caminhar num rio congelado, degelando?

Bom, não sei ao certo. Mas é como acordar todas as manhãs, para viver o mesmo dia. É como perder o brilho nos olhos, ou não sorrir como se deve. É querer confiar, mas não conseguir. É como procurar confiança em algo instável. Ser abandonado logo depois de pedir para permanecer, é ser castigado logo após pedir perdão. É querer chorar e não conseguir, gritar sem ter voz, arranhar sem ter unhas. Correr num lugar sem fim, cair num poço sem fundo. Então especialistas, o que devo fazer nesse caso?

Pergunte ao humanismo, por que tudo tem uma teoria? Por que todo o plano tem de haver uma falha? Por que tudo acaba? E pior, por que acaba, na hora em que não devia se acabar? Ou pior ainda, por que acaba, quando não era para se acabar? Somos tão superiores às máquinas, mas ao mesmo tempo tão semelhantes a elas. Mandam-nos fazer, e nós fazemos. Mandam-nos sentir, e nós sentimos. Mandam-nos parar de sentir, e sofremos por não conseguir. É, pelo menos temos um diferencial: o sentimento. Mas do que adianta tê-lo, se este não é valorizado?

Notas finais
Bom, obrigada ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.