Notas iniciais
Não estou usando meu nome porque é feio e tosco..u.u Esse é bem mais bonito ao meu ver e eu gosto, é o que importa! Os nomes são fictícios, obviamente '-'

Olá, meu nome é Erika Bittencourt, sou uma garota de vinte e três anos, sou solteira, filha única e solitária. O nome desse 'pseudo diário' é idiota, eu sei disso, mas é uma válvula de escape em minha vida. Acredite ou não. Não coloco datas porque as acho inúteis, só remetem a algo que por algum motivo, não quero esquecer.

A solidão me acalma e me irrita, é um sentimento ambíguo do qual nunca me livro, por opção, ou não. Nunca fui uma garota exemplar na escola, sempre com notas medianas, e até era extrovertida. Afinal, quando se é criança, o que mais deseja na vida é se divertir e fazer amigos. Porém, tudo pode mudar em uma única aula de educação física... Eu estava na segunda série, e adorava essa aula. A professora escolheu duas pessoas para criar grupos para jogar caçador. Jaqueline, a garota que futuramente seria patricinha e metida à filhinha de papai, e bem... Eu. Eu fui escolhida para ser a líder do outro grupo. Até aí tudo bem, conversava com todos da minha sala. Mas assim que a professora falou meu nome... Lembro até hoje da sensação. As meninas olharam para a professora, fizeram uma careta e começaram a resmungar coisas do tipo: ‘Ah, não quero ficar no grupo da Erika. ’ ‘Ela nem é tão legal. ’ ‘A Erika é burrinha. ’ Entre outros que prefiro não comentar aqui. Isso já é mais do que suficiente para uma criança se sentir mal. Obviamente, pedi para a professora para sair da aula, não queria mais participar e comecei a chorar. Senti como se ninguém nunca houvesse gostado de mim, como se fosse lembrada apenas para coisas supérfluas e bobas, quando as meninas assim quisessem. Depois desse fatídico dia, a Erika extrovertida morreu. Logicamente me fechei em um casulo, somente falando quando necessário com outras pessoas. Minhas notas que já eram mais ou menos decaíram rapidamente. Meu rendimento escolar era ridicularmente baixo e minha autoestima acompanhava mais rápido ainda. Além de ter travado completamente em sala de aula, meus pais foram chamados para que eu tivesse um acompanhamento de psicólogo. Não adiantou muito... Mas eu adorava ir as sessões para brincar com o batman que tinha na sala do psicólogo. Mesmo com o acompanhamento, continuei sendo solitária e não fazia questão nenhuma de falar com os colegas de sala, o que começou a me render o famoso bullying. Naquela época não davam importância, mas hoje em dia... Enfim, apelidinhos super carinhosos ao estilo ‘macaca chita’ eram direcionados a minha pessoa. Não bastasse isso os garotos sempre me perseguiam, me chamando de gorda e feia. Qualquer um sucumbiria a isso... Ou talvez não, só pessoas com cabeça fraca cairiam. E bem, essa história é minha e sou cabeça fraca. Não gostou? Alt+f4, feche, morra, foda-se. Minha única intenção aqui é desabafar tudo que senti, sinto e espero sentir daqui algum tempo.

Bem, retomando meu raciocínio, eu pedia desesperadamente para minha mãe para sair daquela maldita escola, mas nunca me deu ouvidos... Continuava indo, sempre com notas capengando, passando de raspão até que na sexta série não consegui. Eu tentei me enturmar com as garotas da minha sala, mas elas eram muito... “pra frente” e eu muito “criança”. Só porque gosto de anime (desenho japonês). Francamente! Enfim, aquele ano foi a gota d’água para mim. Não tinha amigos, era extremamente tímida e fechada, além de não tinha grupo para fazer trabalhos. Havia ficado de recuperação em praticamente todas as matérias e obviamente, não consegui passar em todas. Admito que o baque por ter sido reprovada foi grande, mas o pior foi ter continuado na mesma escola. Mesmo com tudo isso, minha mãe insistia que eu continuasse na maldita escola. Admito que foi menos pior do que imaginava já que formei um grupinho... Porém, quando tinha provas em dupla eu sempre, SEMPRE sobrava... Sinto que sempre fui rejeitada, só na hora da diversão as pessoas vem falar comigo, nas horas boas, e no resto do tempo sou ignorada. O problema sempre foi comigo... Isso é complicado, complicado demais, irritante demais.

Resumindo... Até na faculdade eu sou rejeitada por ser quieta demais e meus gostos diferentes... Francamente, o que esperam? Que eu seja doida por balada, sertanejo e o diabo a quatro só porque o resto da turma é? Foda-se! Meu problema é, não vou mudar por ninguém¬¬

Com isso eu sempre vou me isolando mais e mais, mas o mais legal é que minha família não ajuda, pelo contrário... Só pioram tudo! Sou criticada diariamente pelos meus pais e sei que o resto também fala mal entre eles... Tudo isso vai me destruindo aos poucos, e estou chegando ao meu limite.

Achei que poderia aguentar ao criar um refúgio perfeito no fake... Mas também me magoaram lá, e isso piorou minha baixa autoestima. Já tentei me matar, acordo todos os dias me perguntando porque ainda estou aqui... Acredito que ninguém realmente vá sentir minha falta se eu sumir, talvez no fake eu faça falta, mas fala sério... Lá é o lugar mais fácil para você trocar de amizade...

Quer saber? Não vou escrever mais nada, cansei de tudo! Desabafei um pouco aqui, é o suficiente... Eu acho. Mas foda-se também. Se você conseguiu chegar aqui, parabéns você tem saco pra aguentar papo chato! ;D

Notas finais
O final ficou um cu porque eu realmente estou cansada...
Mas quem se importa?--"
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!