Desabafo de Um Trovador Contemporâneo
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Seu olhar expressa frieza ao olhar o nada
Sua face rubra durante o inverno rigoroso
Faz-me ter tal sensação de inocência em seu ser
Mesmo que não aparente tal pureza ao tragar seu cigarro...
Seus cabelos negros esvoaçando pelo ar,
Parecem que se funde com o clima nublado que hoje faz
Sua beleza sendo escondida com seu jeito prepotente
E seu jeito intimidador ao olhar a multidão
Faz querer esse mesmo olhar sobre minha pessoa
Mas me perco na desilusão...
Pois sempre olha em direção reta,
E ao mesmo tempo para o nada.
O que te fez ser assim?
Por que olhas assim?
Como se todos fossem inferiores a ti pequena ninfa?
Quem a fez colocar essa mascara de ferro forjada a arrogância?
Por que escondes o que és?
Quero respostas em meio à multidão, onde só consigo lhe enxergar!
Como é doloroso o amor!
Amar uma pessoa que não conheço...
Uma pessoa que está disposta a lhe ferir até ver lágrimas formando em seu rosto
Uma pessoa que tem prazer em ver dor, ver medo no rosto alheio
E mesmo sabendo disso, não consigo parar de lhe querer
De querer sentir a dor!
Em ouvir suas palavras me ferindo arduamente.
Venha com sua espada cortante e dilacere meu peito com suas palavras!
Mostre-me seu sorriso ao ver lágrimas em minha face
Venha e me mostre Você!
Mesmo que não seja tu mesma...
Apenas tua máscara obscura,
É tudo que preciso sentir.
Seus lábios coloridos por um malva ardente,
Me faz desejá-los como nunca desejei
Imaginando como deve ser o gosto,
O amargo de sua vida e ao mesmo tempo doce de seu ser misturados com a nicotina
E assim me perco em meus pensamentos...
O som de suas botas esmagando o asfalto acordam os meus sentidos;
E então você simplesmente coloca seus olhos inexpressivos sobre mim e pede com que lhe dê passagem
Eu queria poder negar e manter sua face para sempre congelada na minha mente!
Mas tudo o que faço é lhe observar...
E deixar com que você siga em frente
Olhando novamente para o nada e tragando outro cigarro
Mas como queria eu ser teu nada.
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