Notas iniciais
Como podem perceber, não usei rimas neste poema e assim preferi fazer menção aos detalhes. Espero que gostem :)

Seu olhar expressa frieza ao olhar o nada

Sua face rubra durante o inverno rigoroso

Faz-me ter tal sensação de inocência em seu ser

Mesmo que não aparente tal pureza ao tragar seu cigarro...

Seus cabelos negros esvoaçando pelo ar,

Parecem que se funde com o clima nublado que hoje faz

Sua beleza sendo escondida com seu jeito prepotente

E seu jeito intimidador ao olhar a multidão

Faz querer esse mesmo olhar sobre minha pessoa

Mas me perco na desilusão...

Pois sempre olha em direção reta,

E ao mesmo tempo para o nada.

O que te fez ser assim?

Por que olhas assim?

Como se todos fossem inferiores a ti pequena ninfa?

Quem a fez colocar essa mascara de ferro forjada a arrogância?

Por que escondes o que és?

Quero respostas em meio à multidão, onde só consigo lhe enxergar!

Como é doloroso o amor!

Amar uma pessoa que não conheço...

Uma pessoa que está disposta a lhe ferir até ver lágrimas formando em seu rosto

Uma pessoa que tem prazer em ver dor, ver medo no rosto alheio

E mesmo sabendo disso, não consigo parar de lhe querer

De querer sentir a dor!

Em ouvir suas palavras me ferindo arduamente.

Venha com sua espada cortante e dilacere meu peito com suas palavras!

Mostre-me seu sorriso ao ver lágrimas em minha face

Venha e me mostre Você!

Mesmo que não seja tu mesma...

Apenas tua máscara obscura,

É tudo que preciso sentir.

Seus lábios coloridos por um malva ardente,

Me faz desejá-los como nunca desejei

Imaginando como deve ser o gosto,

O amargo de sua vida e ao mesmo tempo doce de seu ser misturados com a nicotina

E assim me perco em meus pensamentos...

O som de suas botas esmagando o asfalto acordam os meus sentidos;

E então você simplesmente coloca seus olhos inexpressivos sobre mim e pede com que lhe dê passagem

Eu queria poder negar e manter sua face para sempre congelada na minha mente!

Mas tudo o que faço é lhe observar...

E deixar com que você siga em frente

Olhando novamente para o nada e tragando outro cigarro

Mas como queria eu ser teu nada.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!