Derek Donnis: Entre Mistérios

1 Prólogo: Conhecendo o Serviço


Notas iniciais
Os capítulos serão narrados pelos dois personagens principais: Derek e Hilly. Aproveitem!

Derek

Eram onze e meia da noite. A cidade estava silenciosa, as ruas vazias. Não se via nenhum pedestre. Algumas luzes estavam acesas, mas a maior parte das calçadas e avenidas mantinham-se em plena escuridão. Eu não estava nem um pouco interessado em ficar naquele lugar, mas já estava chegando ao meu destino.

Parei o carro perto de um grande edifício cinza: O Conselho Místico. Era nesse lugar onde se regiam as regras das criaturas místicas. Também julgavam casos e elaboravam limites territoriais de lobos e vampiros. Não gostava daquele local. Sempre tinham autoridades te observando com olhos bem abertos, principalmente lobisomens. Enfim, ele fora chamado pelos Juízes e devia fazer o que mandassem: afinal, eu era apenas um serviçal deles. Os Juízes me escolheram para ser o Agente Especial do Conselho, pois eu era o mais qualificado para tal serviço. Mas eu nunca quisera fazer parte disso. Quando me chamaram para realizar esse novo trabalho, eu era um dos únicos lobos solitários que zanzavam pela cidade.

Observei por um tempo o edifício. Suspirei e entrei. Lá dentro havia o saguão principal, cheio de alas e salas. Subi pela escada que estava no fim do saguão. Após caminhar por vários corredores e saguões, cheguei no Tribunal Principal: era lá onde os Juízes julgavam casos, e decidiam inocentar ou incriminar criaturas místicas pelos seus atos.

Três homens sentavam-se em uma ampla mesa de mármore, me encarando seriamente. Um deles se levantou, segurando um cajado de madeira. Era um tanto velho, com cabelos grisalhos e usava um chapéu marrom. Suas vestes eram de Juís: verdes com listras pretas. Ele parecia um velho ancião. Seu nome era Julius, um dos Juízes mais antigos do Conselho: ele havia me chamado para tratar de um caso seríssimo no mundo dos humanos. Era um vampiro carrancudo.

-Boa tarde, Agente Derek. Creio que você já saiba o que fazer- ele disse com uma voz grossa, que achei um tanto bizarra para um vampiro velho como ele.

-Boa Tarde, Juíz. Sim, pelo que eu saiba, devo investigar a morte de um diretor de escola humano na cidade de Hallow Halls.

-Certamente. A escola se chama Kelles Point School. O diretor desse colégio morreu há uma semana, e ele era um vampiro famoso no mundo das criaturas místicas. Claro, ele fingia ser um humano no mundo dos humanos. Mas sua morte deixou muitas dúvidas. Ele se chamava Jeffrey Polls. Trabalhava como um Juíz, além de ser diretor. Mas ninguém sabe quem o matou, e nunca acharam seu corpo.

-Então, como descobriram sua morte?- perguntei.

-Picharam o muro do Conselho: "Jeffrey está morto. E vocês serão os próximos". Estamos investigando, mas precisamos de você.

-Certo. Por onde começo?

-Você se matriculará nessa escola. Deve fingir ser um humano e vasculhar pelo colégio. Afinal, será muito estranho um homem aparecer na escola querendo investigá-la sem mais nem menos.

Fiquei surpreso. Não imaginei que seria assim.

-Mas... Vou ser um aluno? De que série? Eu não...

-Sei que parece estranho-interrompeu Julius- Mas será necessário. Investigue a escola, mas mantenha sua identidade como um simples aluno que quer se formar. Causará menos suspeitas, tento entre os alunos humanos e ao seres místicos. Vários vampiros estão duvidando de nossa investigação. Portanto, vá as aulas, seja um humano. Mais informações virão para você em breve. Entre no Terceiro Ensino Médio.

-Sim... Senhor-eu disse hesitante.

Quando me virei para sair, ele pôs a mão em meu ombro, me impedindo.

-Derek. Confiamos em você. Não seja descoberto. Outros querem se meter nessa história toda, e queremos ter muito sigilo para que não haja problemas. Entendido?-Julius disse com seriedade.

-Sim, senhor. Farei o que puder-e saí do Prédio.

Então era isso. Um lobisomem frequentando uma escola para humanos. Será que isso poderia piorar? O Conselho estava me escondendo informações, eu tinha certeza. Mas não podia recusar meu trabalho.

Kelles Point School, aí vou eu. Acho que é assim que os humanos falam.

Notas finais
É, aí está o primeiro capítulo. Brevemente, terá mais!