Miguel narrando.

Até que enfim a Leninha aceitou ir pra o acampamento da escola, só não sei como fazer pra dar os nossos nomes, já que prometi a ela que nunca mais eu falaria com a Marina. Vou ver se o Caio faz isso pra mim; estamos na véspera do dia do camp, então preciso resolver isso logo.

Assim que acabou a aula de Geografia, fui para o pátio da escola com a Helena. Assim que ela saiu com a Gabi, chamei o Caio.

Miguel: Irmão! – ele olhou de longe, estava com os caras do MMA. – chega mais. – acenei.

Caio: Qual é parceiro? – nos cumprimentamos.

Miguel: Vem cá, você e a Gabi já confirmaram o camp?

Caio: Nem sei cara, deixei isso pra ela resolver.

Miguel: Pô velho será que você não podia quebrar um galho pra mim? É que eu prometi a Lena que não ia mais falar com a Marina, então eu não queria abrir espaço pra discussões, se é que me entende...

Caio: Entendo sim, mas onde é que eu entro nessa história?

Miguel: Não pô, é simples. Só precisa ir à Marina e dizer pra ela confirmar eu e a Lena.

Caio: Ué, mas você não pode ir falar com ela nem que seja por isso?

Miguel: Vai ou não vai, irmão?

Caio: Cara, rola não. Esqueceu que eu também não falo mais com a Marina? E você sabe como ela é; ela aproveita essas pequenas situações pra ferrar com a gente. – eu ri de toda essa situação, mas me conformei com a resposta dele. Olhei pra uma guria da sala da gente que passava por nós, uma que nem se quer sei o nome, e chamei.

– Sim? – ela veio sorrindo.

Miguel: Faz um favor pra mim, amorzinho? – disse sorrindo e piscando pra o Caio que também riu.

– Claro o que você quiser. – seu sorriso abriu ainda mais.

Depois que falei o que ela tinha que fazer, o sorriso sumiu do seu rosto.

– É isso? – disse ela com desprezo.

Miguel: É sim, e se for rápida te dou um real de bala. – ela saiu.

Caio: Cara, você não existe. – caímos na gargalhada. – A gente vai treinar agora, vamos?

Miguel: A galera toda vai é?

Caio: Vai sim, e você sabe, temos que dar uma surra nos idiotas. – piscou.

Miguel: Sei sim. – sorri – vamo lá.

***

Gabi narrando.

Eu e a Helena ficamos sabendo que haveria MMA hoje no colégio. Eles tinham diminuído a frequência de treinos na escola, então eu tentava ao máximo não perder nenhum. Além do mais, eu adoro ver o Caio lutando sem camisa (66)’. Chegamos na hora certa, já estava começando. O barulho estava insuportável, aqueles “animais” da nossa sala e de outras também, não paravam de gritar e bater palmas, mas finalmente chegamos perto dos nossos amores pra assistir e torcer.

***

Era a vez do Caio com o Pablo, um menino de outra sala. O único problema é que o Pablo gosta muito de provocar os outros e o Caio tem um pavio muito curto. Só que... Nossa, o meu lindo que me perdoe, mas esse Pablo tem um corpo e um jeito de andar e olhar, que Jesus... Encanta-me de todas as formas possíveis.

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Pablo: Quer dizer então que você é um dos melhores por aqui, é? – nossa, que sotaque lindo de carioca ele tem. Falou isso olhando pra o Caio.

Caio: É o que dizem. Porque, tá com medo? – o Caio falou na brincadeira, mas parece que o Pablo levou a sério.

Pablo: Não senhor – sorriu cinicamente – eu só acho melhor você baixar a bola, porque hoje você vai apanhar pra caramba. Espero que não desista tão fácil. – piscou.

Caio: Como é? – gargalhou – cara, você já começou mal. – deu um muro no rosto do Pablo.

Pablo: Ah, é assim é? – derrubou o Caio. Eu e a Helena já começamos a ficar nervosas. Essa foi a primeira vez que a brincadeira parecia estar sendo levada a sério. Então o Caio puxou o Pablo que também caiu. O Pablo deu um mata leão nele, mas ele conseguiu se safar.

Caio: Não me menospreza, garotinho. – riu. Fiquei mais tranquila agora.

Pablo: Eu não queria te machucar, mas... – deu uma chave de braço no Caio. Parecia estar doendo, mas o Caio não desistiu e conseguiu sair mais uma vez. Ele já tava finalizando o Pablo com chave de perna, quando inesperadamente, o Pablo deu guilhotina nele. O Caio começou a ficar vermelho e o meu nervoso voltou.

Miguel: Bate logo Caio. – ele parecia preocupado. Mas eu conheço o meu namorado, e, principalmente em relação ao MMA, eu sei o quanto ele gosta de ser considerado o melhor, assim como o Miguel, e eu sabia que ele não ia desistir. Ele nunca perdeu, imagina agora, pra um cara que ainda tirou onda com a cara dele... Droga! Eu me arrependo de ter elogiado o Pablo mentalmente, agora tô odiando ele.

Gabi: Bate Caio, pelo amor de Deus! – eu estava aflita.

Helena: Calma amiga, o Caio também não vai se matar né? Quando ele achar que não aguenta, ele desiste.

Gabi: Quem dera pra ele fosse simples assim. – eu já ia começar a chorar, quando o Caio finalmente bateu. Suspirei aliviada e a Helena me abraçou. O Miguel foi até ele tentar confortá-lo por ter perdido, mas o Caio definitivamente não estava nem um pouco satisfeito com aquele resultado.

Caio: Não pensa que acabou por aqui não. – disse pra o Pablo.

Pablo: Quando você quiser. – fez pouco caso do que o Caio disse.

Miguel: Agora sou eu e você. – disse encarando o Pablo e apontando pra a cara dele.

Pablo: Será um prazer, senhorita. – sorriu descaradamente. Ah, idiota... Mas que é um gato, isso ele é e eu nunca havia reparado antes.

***

Quando eles já iam começar, chegou uma menina magrela, de óculos, se não me engano ela é da nossa sala. A garota interrompeu a luta entrando correndo, sem fôlego e chamou o Miguel.

– Miguel, houve um probleminha lá com a Marina. – disse ela respirando fundo e concertando os óculos.

Helena: Com a Marina? – encarou o Miguel que ficou sem expressão.

Miguel: É que... Eu pedi a ela pra falar com a Marina... – Helena o interrompeu.

Helena: Sobre? – ela fazia uma cara muito engraçada. O que será que o Miguel tá aprontando?

Miguel: Calma meu amor, me deixa falar...

Pablo: Ué, você vai correr de mim é moleque? – que menino encrenqueiro viu...

Miguel: Fica na sua meu irmão. – disse pra o Pablo e voltou pra a Lena. – eu só pedi pra ela ir dar o nosso nome a Marina, dizer que a gente vai pra o camp.

Helena: Ah, sei. – olhou pra a menina – e o que foi que deu errado?

– Ela disse que era pra o Miguel ir confirmar com ela, disse que não pode ser por recado não. – depois de ouvir isso, a Helena olhou pra o Miguel como quem espera algo.

Miguel: Então iremos juntos; fazer o que né? – parece que ele respondeu exatamente o que a Helena queria ouvir, porque ao ouvir isso ela sorriu.

***

Helena narrando.

Até que enfim o meu menino tomou jeito... Ele me entende, pensa exatamente do jeito que eu penso... Ou talvez, apenas me conhece muito bem e faz o possível pra não me deixar com raiva né? Mas seja o que for; pelas atitudes dele eu percebo que ele gosta de mim de verdade, e é isso o que importa.

Helena: Miguel; deixa essa luta pra depois, amor? – falei quase que suplicando – Se quiser mesmo que eu vá pra esse acampamento, vamos agora lá, falar com aquela vaca. Vamos acabar logo com isso?

Pablo: Você que sabe Miguelito... – disse o imbecil sarcástico, cruzando os braços – Eu queria tanto quebrar a tua cara, como fiz com o outro pivete... Mas já que você vai correr; paciência, né isso?

O Miguel virou-se para o Pablo, sério. Então o Caio entro no meio e empurrou o Pablo.

Caio: Fica na sua, moleque. Você é só um pau no cú, nada mais. – ele estava com muita raiva, mas então o Miguel tomou a sua frente, antes que o Pablo revidasse e a Gabi foi ao seu encontro abraçá-lo, sem dizer uma palavra.

Miguel: Calma aí cara. – disse olhando para o Caio – Não vale a pena... – e cuspiu no rosto do Pablo.

Todos ficaram tensos. Percebemos que agora sim o clima havia ficado quente. Sem pensar duas vezes, puxei o Miguel pelo braço pra que ele saísse do meio dessa confusão toda.

Helena: Deixa pra lá amor, vamos logo. – dei um selinho nele, que sorriu e virou o rosto para o Pablo.

Pablo: Isso não vai ficar assim... – ele estava furioso, com sede de luta.

Miguel: Depois a gente termina. – disse olhando com desprezo para seu adversário. Saímos.

***

A Marina ficou bastante surpresa quando chegamos todos juntos para confirmar a viagem: eu, o Miguel, a Gabi e o Caio. Ela esperava que os meninos fossem sozinhos, depois do recado que mandou pela garota nerd e eu adorei esfregar a decepção na cara dela, haha.

Mas enfim, já estávamos na véspera da tão esperada viagem. Esperada, pelo menos, pelos meus amigos, porque se dependesse de mim eu nem iria. Mas talvez eles estejam certos, talvez eu precise de um tempinho pra relaxar...

Nossa sala foi liberada mais cedo esse dia, pra que a gente pudesse se organizar direito pra ir ao camp. Cheguei em casa e fui logo separando as roupas que eu iria levar... Não sei se é exagero meu, mas no total, juntei duas malas grandes e uma pequena só de roupas e acessórios, e detalhe: vai ser só um final de semana. Comprei uns lanchinhos também pra comer durante a viagem e um remédio pra tontura, porque costumo ficar enjoada em passeio de ônibus.

***

No final do dia eu estava exausta. Tinha arrumado meu cabelo, feito minhas unhas, arrumado as malas, comprado meus lanchinhos, entre muitas outras coisas. Eu teria dormido super cedo se o Miguel não tivesse aparecido em minha casa pra a gente namorar um pouquinho. Ele entrou no meu quarto e eu estava deitada na cama, com o fone de ouvido escutando “Give You Heart a Break – Demi Lovato”. Tomei um susto quando senti os seus lábios no meu rosto, não o vi chegando.

Helena: Ai Miguel, quer me matar? – sorri, recuperando-me do susto.

Miguel: Hum, eu quero sim... – passou a mão na minha perna fazendo cara de safado. Me levantei e dei um beijo no rosto dele também. – e então, preparada para acampar comigo?

Helena: Seria ótimo se fosse só eu e você né? – risos – mas tô pronta sim, espero que esse final de semana valha a pena.

Miguel: Pode deixar, eu faço valer. – me beijou. O beijo dele é tão bom, que depois que começa, não consigo parar mais. Já estávamos bastante excitados, quando ele levantou da cama e abriu o zíper da calça. – sua mãe tá aqui?

Helena: Na verdade ela acabou de sair... – sorri e o puxei pela calça. Tirei o seu ‘amiguinho’ da cueca que o segurava, já ereto, e comecei a chupá-lo. Pouco tempo depois já estávamos deitados na cama novamente, completamente nus, doando-nos um ao outro num sexo romântico e picante. Quando estamos transando, me sinto ainda mais amada por ele, sabe... É como se eu fosse a mulher mais linda do mundo.

Assim que acabamos, tomamos um banho juntos na suíte do meu quarto. Ele me beijava e me dizia o quanto eu era linda, gostosa e o quanto ele me amava. Depois, vesti minha roupa e fui fazer chocolate quente pra a gente. Conversamos, rimos, nos beijamos e nem vimos o tempo passar. Já era 10:30h da noite. Perto das 11:00h o Miguel foi embora e eu me deitei pra finalmente dormir. Amanhã seria um novo e grande dia.

Notas finais
Você se identifica com algum dos personagens ou com alguma parte da história até aqui? Comente e não deixe de acompanhar essa WNF (Web Novela Fake).