Depois do ultimo show
8 Capítulo VIII : encrencados
Notas iniciais
Na manhã seguinte a atmosfera da casa havia mudado. Sidney e Manuela tagarelavam alegremente sobre o festival de outono. Nossa amada pequena seria uma linda flor dente de leão e cantaria um solo! Sim meus amigos, um solo!
— então quer dizer que tenho uma concorrente para vocalista do LM?
A garota mostrou seu melhor sorriso e respondeu com a boca cheia de pasta de amendoim.
— eu ? Imagina ! Você com certeza dança na caras das inimigas. Sua voz é diva! Além do que jamais separaria o Wenlivia! Eu chipo forever!
— Manuela !! Isso é jeito de falar?- repreendeu Sidney que por algum motivo estava sorrindo durante a bronca. — apesar de eu também chipar de mais Wenlivia.
— alguém pode me explicar? Eu estou meio perdida. — respondi sem graça. Afinal aquilo não fazia sentido algum! O que esse povo tem na cabeça? Titica de avestruz?
— não é nada ! Idiotice da minha irmã não dá bola pra ela.
Wen surgiu correndo não sei da onde!
— bom dia família linda! Não está uma manhã maravilhosa?- Adam colocando seu terno entrou na cozinha e a conversa matinal começou.
Será que ter uma família era assim? Essa bagunça e alegria? Todos brigando, rindo e falando?
Minha família sempre foi pequena, depois da morte do vovô se resumia a mim e a vovó. Apesar de nos amarmos muito, sempre fomos calmos e quietos. Natais e ações de graças eram comemorados com serenidade. Não que eu esteja reclamando. Todas essas datas foram especiais e mágicas. Mas aquela movimentação toda me fez questionar como teria sido, sem a morte de vovô e mamãe e a prisão de papai. Como teria sido, ter uma grande família. E ter irmãos então? Como eu gostaria de ter tido irmãos nem que fosse para brigar!
Adam nos levou até minha casa que era um pouco distante da deles. Na verdade tudo era um pouco distante da casa do Wen, mas isso não me diz respeito. Entrei como um foguete.
Preparei o café para vovó, que não havia despertado, ainda era muito cedo. Cuidei da preguiça em forma de gata. Que mal olhou para mim. Tomei um banho extremamente rápido e coloquei a primeira roupa que achei. Uma calça jeans rasgada e uma bluza preta. Não era meu estilo usar essa combinação , mas para hoje estava bom. Prendi meu cabelo em trança e passei um lápis.
Quando entrei novamente no carro Adam cantava uma das músicas do maroon 5 animado, devia ser Sugar mas não tive tempo de prestar atenção.
-nós vamos chegar atrasados!
— desculpa, eu tive que arrumar algumas coisas antes de ir.
— tá! Tanto faz!!
EPA , EPA, EPA! Que grosseria é essa agora ,meu povo!!
— se você está tão preocupação com a sua aula poderia ter ido. Não pedi para me esperarem. Com todo respeito Adam.
— fique em paz Olie, por mim não há problema algum esperar. Não é Wen?
Wen simplesmente nos iguinorou. O que tirou completamente o meu equilíbrio interior! Ok, tudo bem que me atrasei, mas eram só alguns minutos. Ele não precisava agir de tal forma. Na verdade mesmo que eu tivesse feito o perder o dia todo de aula não merecia ser tratada dessa forma.
Uma mistura de raiva e recebimento me cercava, por que ele estava agindo daquela forma? Que idiota do c....!
Resolvi que estava mais do que na hora de jogar com as mesmas cartas. Quando chegamos, me despedi apenas de Adam e iguinorei completamente aquele Picapau *.
— obrigada Adam. Foi muito gentil de sua parte me trazer até aqui.
— imagina! Essa era no mínimo minha obrigação. Tenha uma boa aula querida.
— bom trabalho para o senhor !
Sai sem olhar para trás. Na verdade nem para os lados olhei.
Realmente estávamos atrasados! A frente da escola e os corredores estavam vasios. Wen vinha logo atrás , sorrateiro como um gato.
Eu iria em direção aos armários. Mas uma mão tampou minha boca com força e me empurrou para a dispensa do zelador Josh. Eu gostava do senhor Josh, as vezes ele me encobertava enquanto lia escondida. Quando abri os olhos reconheci o lugar de imediato. A salinha de dispensa onde havia sido pega pelo diretor pela primeira vez. Foi assim que eu conheci o LM. E agora lá estava eu: dentro daquela salinha minúscula com um integrante da banda, não qualquer um , mas sim, o que me causava arrepios involuntarios. Wen estava morto!
— o diretor! Ele ia nos pegar!
— e daí?
— eu não quero mais nenhuma detenção!
— o que eu tenho haver com isso? vou sair- . Abri a porta com cuidado.
E lá estava o diretor no seu terno abtual. Olhando distraidamente uma planilha. Droga! Fechei a porta.
— ele está parado no meio do corredor. Não dá pra sair.
— merda!
Eu apenas o iguinorei. Se passou alguns minutos até que ouvimos passos se aproximar. Cutuquei Wen e apontei para debaixo da porta.
Sombras de pés se posicionaram de frente a porta. Houvimos o barulho de chaves . congelei ! Wen olhou para mim assustado. Alguém trancou a porta.
Tentei gritar, as mãos de Wen foram rápidas tapando minha boca. Que droga! Estávamos realmente presos? E agora?!
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