– corra nix, eu vou te alcançar! – Solar me persegue pela floresta densa. Estávamos caçando cutias perto da vila. — Te peguei. — disse a mesma caindo na gargalhada. Sol é minha irmã menor tem apenas doze anos. Ela é uma anã e tem lindos cabelos dourados. Sua pele é dourada por causa do sol. Assim que ela nasceu com seus cabelinhos dourados todos nos concordamos que ela devia se chamar solar, em homenagem ao sol. Uma menina linda e risonha, minha pequena irmãzinha.

– Já está escurecendo sol, é melhor nos voltarmos. Papai não gosta quando demoramos demais. – disse bagunçando seus cachos dourados.

– ta bem. Ela pegou minha mão e juntas caminhamos com a caça abatida numa sacola de couro, duas cutias e um porco do mato que eu carregava nos ombros. Desde de pequena minha mãe me ensinou a caçar e a lutar caso nos encontrássemos darks. Nossa família vivia numa aldeia que meu pai criou perto de onde estávamos caçando. Meu pai era cientista especializado em tecnologia e mecânica, ele criou um campo de força especial que confundia as maquinas dos dark, nos mantendo seguros e escondidos. O campo funcionara muito bem até agora.

Ao me aproximar da vila, ouvi um estrondo. Havia gritos por todos os lados, os dark tinham nos encontrado.

– Nix temos que salvar o papai e a mamãe! Minha irmã gritava em choque. Ela nunca tinha visto um dark, até agora tudo que ela sabia sobre eles eram histórias que os anciões contavam. Seu rosto infantil estava transfigurado pelo medo, os olhos manchados em lagrimas.

– Sol, eu preciso que você fique aqui e se esconda entendeu? Eu vou procurá-los, nos vamos ficar bem! Solar assentiu com a cabeça e eu me forcei a andar na direção do caos. A vila estava em chamas, às pessoas corriam dos dark e suas bestas mortais sem sucesso. Eles tinham nos cercado. As naves negras e brilhantes sobrevoavam o céu da clareira, suas armaduras negras brilhavam sob a luz da lua. Intimidantes, os invasores caminhavam por todo lugar acompanhados por bestas horripilantes de mais de dois metros. As bestas eram como cachorros de caça para eles, mas para nos era mortal, seu corpo era parecido com uma mistura de mal gosto entre um tigre e um leão, elas cheiravam o medo deixado no rastro dos nossos hormônios no ar.

Corri sorrateiramente por trás das cabanas, controlando o meu medo para que elas não me sentissem ali, até encontrar a cabana dos meus pais em chamas. Desesperei-me, meu coração parecia pular do meu peito. Aquilo não poderia estar acontecendo. Entrei pela porta dos fundos sem me importar com as chamas, tudo o que importava era encontrar minha família. Assim que entrei na sala vi o corpo de meu pai abraçado ao cadáver de minha mãe. Ambos tinham horríveis ferimentos a leizer no peito. Lágrimas embaçavam minha visão. Ainda tinha Peter, eu precisava achar meu irmão mais velho. Procurei pelos quartos e nem sinal dele. Quando cheguei à cozinha reparei meu irmão jogado no chão como se fosse um saco de lixo. Meu peito ardia. Eu não podia perdê-lo também. Não era justo. Cheguei perto dele e suspirei aliviada por encontrá-lo respirando.

– Peter! – agarrei seu corpo frio chorando ruidosamente.

– Maninha... Você precisa fugir daqui. Salve a solar! Vá embora logo, a qualquer momento essa casa vai desabar! – Peter tossia sangue. Ele tinha perdido o tão belo bronzeado, seus olhos azuis estavam sem brilho, desfocados fazendo meu coração doer ainda mais. Ele não podia me deixar também. Não...

– Não! Eu não vou sem você! – eu chorava ainda mais. Porque eles tinham que me tirar as pessoas que eu mais amava? Porque?

– Vai sim! Você tem que proteger a solar. Prometa que vai protegê-la. – Ele acariciava minhas bochechas assim como ele fazia quando éramos crianças.

– Não consigo sem você pit. – Disse o abraçando.

– Prometa!

– Eu prometo. – disse soluçando, pit sorriu para mim pela ultima vez e seus olhos perderam o brilho que eu tanto amava. Meu irmão se fora. Só então pude perceber que eu ainda tinha sol para proteger, eu não deixaria que eles a pegassem. Deixei minha casa em silencio. Eles estavam por todos os lados vestidos em suas armaduras negras. Pareciam andróides de dois metros. Suas armas a leizer brilhavam em meio a escuridão, usando isso a meu favor corri até a arvore onde deixei solar.

– Solar! Sussurrei baixo para não chamar atenção deles, mas ela não me ouviu. Logo fiquei desesperada com a possibilidade de que eles a tinham encontrado. – sol! Gritei e ela finalmente apareceu. Suspirei aliviada e a abracei forte. – temos que ir sol. – disse pausadamente.

– Não! Temos que esperar pelo papai, a mamãe e o pit. Eles já devem estar chegando não é? – ela olhava pra mim tão esperançosa que não tive coragem de negar. Infelizmente, minhas lágrimas me entregaram. Solar entrou em choque e começou a gritar alto, chamando a atenção dos dark para nós. Tentei acalmá-la, mas foi em vão. Eles nos encontraram. Luzes vinham em nossa direção, começamos a correr rapidamente pela floresta escura em busca de salvação. Eu não conseguia pensar em nada se não em salvar minha irmã. Eu sabia que eles nos alcançaram, eu tinha que protegê-la e eu já sabia como. – sol eu preciso que você me escute ta bem? Eu quero que você corra o mais rápido que você puder, vá para a casa da mãe Emmy. Não pare até chegar lá entendeu?

– E você nix? Você vai comigo não é? Disse sol com uma voz chorosa.

– Maninha eu preciso que você seja forte. Você confia em mim? – minha pequena irmã assentiu com a cabeça. – então corra. E não olhe para trás! Corra. Mandei e chorando minha irmã tomou o caminho de uma trilha em outra direção. Eu me mantive parada esperando pelos dark. Eu sabia que sol estaria segura com mãe Emmy. Logo os passos dos dark me alcançaram na mata escura. Eu estava frente a frente com minha morte. Levantei os braços pálidos em sinal de rendição. Eu me sacrificara para proteger minha irmã. Um dark apontou sua arma para mim e depois tudo escureceu. A única coisa que eu sabia era que iria encontrar mamãe, papai e pit.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.