Notas iniciais
N.A.-Neste capítulo vocês vão começar a ter uma ideia da loucura que se passa dentro da cabeça do Aro.

P.O.V. Alec.

Acho engraçado que ela está sempre cantando, dançando, rebolando e ainda assim enorme de grávida. Cada vez maior.

Ela tem umas manias que são meio fofas. É a única pessoa neste como ela apelidou Castelo do Terror que canta, dança e usa roupas que não o uniforme. E o brasão de seu Clã está sempre pendurado em seu pescoço.

Me lembro quando ela conseguiu de algum jeito, apertar todos os botões do controle remoto da televisão e aquilo deu um nó, duma tal forma que tivemos que chamar o técnico. Me lembro que a ouvi xingando á três corredores de distância.

—O que foi? Dio Mio!

A televisão estava com a tela multicolorida e não de um jeito bom.

—Eu odeio a Itália! Todos os botões estão escrito em italiano e o dicionário não presta pra nada!

Disse jogando o dicionário de Italiano encima da cama. Como eu já disse, tivemos que chamar o técnico e até o rapaz teve certa dificuldade para desfazer o que ela fez.

—Bem, agora ela funciona.

—Me ensina como.

—Uma americana.

—É. Eu não falo italiano, então... que botão eu aperto?

Perguntou segurando o controle remoto na mão. O técnico teve que ensiná-la a mudar os canais, aumentar e diminuir o volume. As coisas mais básicas e ela grudou os comandos em inglês com durex nos botões.

—Grazie. E como você foi super bonzinho comigo, o que é raro para um italiano. Sinto muito, mas o seu povo é muito mau educado. Aqui, uma gorjeta.

Ela deu para ele uma nota de cinquenta euros.

—Grazie!

—De nada! Ai, eu tenho que me sentar.

O técnico foi embora feliz da vida. Acho que ele vai torcer para ela dar enguiço na televisão outra vez.

—Você está bem? Parece...

—Grávida de mil meses e puta com o mundo?

—Eu ia dizer cansada.

—Estou cansada. A minha coluna doeu. Ainda está doendo na verdade. Meus pés estão inchados, sinto que estou carregando o peso do universo na barriga e estou sempre com fome. Lembra do meu primeiro desejo de grávida?

É claro que eu me lembrava. Ela quis comer um sanduíche do Subway. Ficou toda saltitante depois que descobriu que havia tido seu primeiro desejo de grávida.

—Ainda não acredito que você conseguiu comer aquele lixo processado.

—Eu não como muita porcaria. E eu precisava intoxicar o bebê alien na minha barriga em algum ponto.

Eu ri. Por séculos eu nunca experimentei essa sensação. Passei séculos sem dar uma risada verdadeira e agora eu rio todo dia. E ela nos obriga a tirar fotos. Fotos com ela grávida. Desde o primeiro dia. Selfies. Comecei a gostar disto.

Acho que todos gostam. Esse lugar era silencioso como um túmulo, agora tem música, dança, fotos de família e risadas.

É como se ela fosse uma última luz. Num mar de escuridão.

P.O.V. Félix.

Até que para comedores de coelhos, eles nem são tão ruins. A híbrida não pode beber sangue animal, bem imagino que possa, porém não é o suficiente para ela viver. Então, se alimenta de sangue humano, mas como uma boa Cullen é claro que não é sangue direto da veia. É sangue enlatado. De bolsas de sangue.

P.O.V. Aro.

Ela pensa que pode se safar do que está fazendo. Mas, não pode. Planeja virar minha guarda contra mim. Como se isso fosse possível. Eles são absolutamente leais á mim, até mesmo Alec sabe que sou sua única verdadeira família. Aquelas criaturas que se escondem na floresta, aquelas bestas jamais se comparariam a mim. Eu sou Aro Volturi. O líder nato da raça vampira. Todos aqueles que tentaram me desafiar agora não passam de pó.

Ela não passa de uma garotinha tola. Sempre cantando, dançando e rindo. É metida, mimada, indisciplinada e marrenta. E ainda acha que tem alguma chance contra mim.

—Irmão? As gargalhadas o estão contagiando?

—É lógico que não!

P.O.V. Caius.

Estou preocupado com meu irmão Aro. Ele está rindo sozinho. Parece descontrolado. O que não é do seu fetio. Aro não demonstra suas emoções em público, ele não ri sozinho e parece a cada dia mais... insano. E os membros da guarda começam a perceber sua instabilidade mental.

P.O.V. Renesmee.

Recebi uma mensagem. É do Alec. Ele diz que quer se encontrar comigo sozinho e passou um endereço. Talvez esteja encrencado.

Ou precise de ajuda. Fui até o motorista que ele havia me designado e pedi para ele me levar até o lugar do encontro. Durante o percurso fiquei pensando nas tardes que passamos na enorme biblioteca do Castelo de São Marcus procurando os registros da sua família biológica e traçando sua árvore genealógica. Descobrimos que os gêmeos até tem uma parente viva na Inglaterra pelo lado da mãe.

Clarisse Levesque. Descendente direta da própria Genevieve Levesque. Ela provavelmente tinha uma irmã. Talvez mais de uma.

Só me atinei que algo estava errado quando parei de ouvir os barulhos da cidade.