Notas iniciais
Eu sei que a Phoebe Tonkin tem olho claro, mas finjam que é castanho, beleza? Eu precisava de uma personagem grávida e escolhi ela porque sou fã da Phoebe.

P.O.V. Jane.

Hoje na hora do almoço, uma das humanas revidou. E ela não era uma humana ordinária. Tinha poderes.

—Uma humana com poderes.

O Mestre Aro é claro se interessou e ela respondeu:

—Eu sou uma bruxa.

Então, olhou para mim e deu uma resposta que me pegou de surpresa.

—Como você seria, se não tivesse sido transformada nesta besta chupadora de sangue! A sua mãe iria querer morrer vendo o que se tornou.

—E o que você sabe da minha mãe?

—Preciso que seja boazinha e venha comigo e traga o seu irmão com você. Afinal, estou aqui... só por causa dele.

Disse a mulher baixinha de cabelos lisos e traços asiáticos.

—Você não faz o meu tipo.

—E nem você o meu. Mas, vai querer ver o que eu tenho pra mostrar.

—Agora estou curiosa.

—Então venha comigo.

Alec se recusou a vir, mas eu sempre quis saber como era minha mãe. Já não me lembro dela. Ela me trouxe para o cemitério.

—Porque um cemitério?

—Isto é solo consagrado.

Ela passou, mas eu não.

—O que é isso?

—Certo. Isso é solo consagrado, o que significa que os membros da sua raça, os vampiros tem que ser convidados a entrar. Mas, como estou desesperada, entre.

Só depois que ela me convidou que consegui entrar.

—Podemos falar livremente aqui.

—Então sugiro que comece a falar. O que você queria com o meu irmão?

—Sou Sophie Fiorentino. E não é óbvio? Temos um problema com vampiros! E precisamos de ajuda. O vampiro de quem estou falando Matheus tem um exército apoiando ele. As bruxas estão tentando revidar. Não tivemos muita sorte. E do jeito que eu vejo, vocês e nós. Temos um inimigo em comum.

—Esse tal Matheus.

—Você acha que é uma piada? Seu irmão começou isso quando o transformou á mais de novecentos anos. E como eu disse, não temos tido muita sorte, até que a minha irmã, Marie Jeanne, conheceu essa garota. Uma híbrida passando pela cidade. Vinda de Roma. E essa garota híbrida, teve uma... conexão com o seu irmão.

—Que tipo de conexão?

—Aparentemente eles passaram um tempinho juntos. Uma coisa levou a outra e agora, essa garota híbrida especial... está grávida. E o pai do filho que ela está carregando... é o seu irmão gêmeo Alec.

—Isso é impossível.

—Nada é impossível. Especialmente em se tratando da sua linhagem. Vocês são filhos de Genevieve Levesque, uma das bruxas mais poderosas que já existiram e de Percival Baubier, descendente do primeiro verdadeiro lobisomem do mundo.

—O que?

—Você carrega o gene e ele também. Mas, por algum motivo nunca ativaram a maldição. Mesmo tendo matado centenas de milhares de pessoas. Tragam ela pra fora!

Olhei para ela e reconheci imediatamente o cheiro. Era a filha do Edward Cullen.

—Olá Jane.

—Nos dê um momentinho por favor.

Adentramos mais o cemitério e fomos parar dentro duma tumba cheia de velas para todos os lados.

—Então, estão te prendendo aqui contra sua vontade?

—Basicamente. Me atraíram para um beco e me agarraram, tentei lutar, mas assopraram um pó na minha cara. Fizeram todos esses exames malucos de bruxas. Não acredito que bruxas existem mesmo. Eu realmente não entendo como isso pode ter acontecido, quer dizer eu nunca nem menstruei e fiz sexo um monte de vezes e engravido logo de um Volturi?

—Bem, aparentemente meu pai era um lobisomem.

—Sei.

—De acordo com a bruxa ele era. O primeiro lobisomem, um filho da lua, um homem que se transformava em lobo na lua cheia e minha mãe era uma bruxa. E quando meu irmão matou pela primeira vez depois de transformado soubemos o que ele era de verdade.

—Espera ai, o seu irmão também é lobisomem?

—Não é mais. Mestre Aro contratou uma bruxa para suprimir seu lado lobisomem.

—Aro é um imbecil.

Eu ri.

—Eu sou a Renesmee Carlie Cullen, á propósito acho que deveríamos ser formalmente apresentadas se vai me contar a história da sua vida. E eu conheço você. Seu Clã é legendário. E o seu irmão é um notório psicopata maluco. Com quem eu dormi. Clássico eu.

—Talvez esse seu bebê possa ser uma maneira de ajudá-lo. Uma maneira de salvá-lo de si mesmo. E meu irmão é um híbrido, ele quebrou a maldição e quando Aro tentou suprimir seu lado lobisomem outra vez, ele matou metade da guarda. E a bruxa.

—Pelo menos ele se levantou por si mesmo uma vez na vida.

—O que vocês querem e o que tem a ver com ela?

—Queremos tirar Matheus e seus vampiros desta cidade. Seu irmão é a chave. Ele transformou o Matheus. Tudo o que Matheus sabe sobre ser um vampiro aprendeu com Alec, Matheus confia nele. O admira, não vai desconfiar de nada.

—Como eu imagino que saiba, meu irmão não gosta muito de receber ordens.

—Ele recebe ordens de Aro. E por isso te trouxe para cá. Aro expulsou os lobisomens de Volterra décadas atrás, pela segunda vez tentou suprimir o lado lobisomem do seu irmão. Então, acha mesmo que os Mestres ou Matheus vão receber ou mesmo tolerar um bebê Roux-Garoux na vizinhança? Convença o Alec a ajudar e eu prometo que ninguém vai saber sobre o novo membro da família.

—Isso me parece muito com chantagem.

—Como eu já disse, estou desesperada.

—Muito bem. Que seja.

Com um pouco de persuasão consegui trazer o meu irmão até o cemitério.

—Sophie Fiorentino. O que é isso?

—Ele é todo seu. Prossiga.

P.O.V. Alec.

Ela começou a falar.

—Sabia que é famoso nesta cidade? As bruxas contam histórias de terror sobre o poderoso vampiro Alec Volturi. Sabemos que o Matheus não passava de um órfão de rua, até você fazer dele o que ele é. E agora, ele está fora de controle. Ele faz o que quer, mata quem quer. E eu vou pará-lo. E você vai me ajudar.

Ora, mas que petulância.

—Foi pra isso que me trouxe aqui, J?

—Escute-a.

—Eu não preciso escutá-la. Te asseguro querida que não há nada neste mundo que me importe para que eu desperdice mais trinta segundos do meu tempo! Jane, que loucura é essa?

Então, ela apareceu.

—Alec... você precisa escutá-las.

Eu dei risada. Ela soava como uma ratinha assustada.

—Vocês estão todos loucos se acham que uma coisa de uma noite só, sem ofensa querida significa alguma coisa pra mim.

—Mas, não é sobre mim!

—Matheus pode ter nos impedido de praticar magia de verdade nesta cidade, mas como mantenedoras do equilíbrio... sempre sabemos quando a natureza cozinhou alguma coisa nova. Por exemplo, eu tenho um dom especial. De sentir quando uma garota está grávida.

O que?!

—O que?

—Eu sei que é quase impossível.

—O que estão dizendo...

—Irmão, a garota está carregando o seu filho.

—Não. É impossível! Vampiros não podem procriar.

—Ei! Estou aqui, lembra?

—Mas, lobisomens podem. O Aro te transformou em vampiro, mas você nasceu lobisomem. Você é híbrido Original. O primeiro da sua raça. E esta gravidez, é... uma brecha da natureza.

Maldita piranha Cullen!

—Você esteve com outro cara admita!

Jane me segurou.

—Ei! Eu fui feita de refém por dias num maldito cemitério, frio, úmido e nojento porque acham que estou carregando algum tipo de bebê mágico e milagroso quando poderia estar na Toscana num hotel cinco estrelas! Não acha que eu não teria dito se não fosse seu?

—Minha irmã deu sua vida para realizar o feitiço que ela precisava para confirmar esta gravidez. E graças ao Sacrifício da Marie Jeanne, as vidas desta garota e do bebê dela agora são controladas por nós. Podemos protegê-las ou matá-las. Se não nos ajudar a acabar com o Matheus... Renesmee não vai viver o suficiente para ver o seu primeiro vestido de gestante. Então me ajude.

—Espera ai, o que?

—Já chega. Se quer Mateus morto, eu mesmo o mato.

—Não! Não podemos, ainda não. Temos um claro plano que precisamos seguir e existem regras!

—Como ousa me comandar?! Me ameaçar?! Com o que você erroneamente presume ser a minha fraqueza! Não vou ouvir mais mentiras.

—Alecssandro... ouça.

Ela estava com a mão sob a barriga ainda chata e... pude ouvir. As constantes batidas de um pequeno coração.

—Mata ela. E o bebê. De que me importa.

—O que?! Não pode ser tão desalmado! Ei! To falando com você!

Ela agarrou meu braço e eu liberei a névoa.

—Se já acabou de agir como uma criancinha mimada, acho que tá na hora de assumir a responsabilidade pelo o que você criou e pensar em alguém além de você mesmo!

P.O.V. Jane.

Uau! A névoa do meu irmão não a afetou. E ela olhou bem nos olhos dele e o enfrentou na cara.

—Se eu tiver que criar a criança sozinha, beleza. Eu não ligo, mas ao menos me ajude a sair dessa roubada onde você me enfiou! Me deve essa.

Meu amado irmão criou uma zona de guerra, na nossa cidade. Fui dar uma verificada. Bruxas e até mesmo humanos sendo mortos em público. As autoridades humanas já estão se envolvendo e as coisas estão fugindo do controle.

—Irmão, você precisa arrumar isso. Precisamos limpar essa bagunça.

—Do mesmo jeito que limparam quando a Victória fez um bando de vampiros recém criados para matar a minha família? É, estou ciente disso. Mais um motivo pelo qual vocês me devem. Agora, me ajuda a sair dessa confusão.

Tive que voltar ao Castelo para reportar a situação.

P.O.V. Aro.

Bem, isso não é bom. Vampiros matando humanos em público para todos verem, as bruxas estão dominadas o que nem é tão terrível, porém estão chamando a atenção demais. E após sermos forçados a bater em retirada aquele dia na clareira em Forks... os outros podem começar a questionar a eficácia dos Volturi e eu não posso aceitar isso.

Já é ruim o suficiente saber que Alec é parte filho da lua e agora... ele vai uma cria. Com uma Cullen.

—Não podemos permitir algo assim. Temos que fazer alguma coisa.

—Eu sei Caius, mas eu também não sou tolo de comprar briga com um híbrido e os Cullen ao mesmo tempo. Já vimos o que a mordida de Alecssandro faz com um de nós e infelizmente, os Cullen nos colocam em considerável desvantagem.