Depois do Fim - Susana Pevensie
9 Capítulo 9- Estou ficando louco por ti. Benjamin W
Notas iniciais
'Eu não posso acreditar ...'
Eu ainda estava com raiva pela primeira impressão que Anne havia passado para Susana. Por que ela tinha que ser assim ?
- Ben, apenas esqueça, ok ? — disse Susana levemente irritada enquanto paravamos em frente a seu alojamento.
- Me desculpe, Susana ... É serio, não queria que ouvisse aquilo — disse eu com um sorriso cansado.
- Não foi nada, Caspian - disse ela e eu me perguntava o por que de meu nome ficar tão bem em sua voz — Quando nos vemos de novo ? — perguntou e eu ri me lembrando do odio que ela antes aparentava sentir por mim — O que foi ? — perguntou confusa.
- Me lembrei de como você me odiava antes — disse a ela sorrindo.
- Eu não odiava você ... — disse Susana rindo — Apenas sentia uma pequena aversão — completou sorrindo.
- É mesmo ... Eu me perguntava o que tinha feito a você, para me odiar tanto — disse eu sorrindo.
- É que você me lembra um antigo amor meu — disse ela tristemente.
- É, eu sei e ele te magoou muito a trocando por outra — repeti o que ela sempre me falava — Ele devia ser cego e mudo, por não ve-la e ouvi-la, mas tambem um sortudo por te-la conquistado — disse a ela rapidamente acendendo o pequeno ressentimento que ainda tinha por ela sempre ter me recusado.
- Ele tinha todos os sentidos — brincou — Não me quiz mesmo — disse ela tentando sorrir.
- É um idiota, então — disse a ela sorrindo ao apertar meus olhos.
- Pode ser — disse ela me olhando ... Sugestivamente ? — Eu ja vou indo — disse ela abrindo a porta do carro — Você quer ... Entrar ? — perguntou de repente.
- Ann ... Ja que está me convidando — disse a ela sorrindo ao abrir a porta de meu carro.
Andamos ate a porta de seu alojamento e quando ela o abriu, ele parecia ser muito confortavel. Sua cama de casal era perfeitamente arrumada e as paredes impecavelmente limpas, num tom de branco. O que poderia ser chamado de bagunçado era sua pia que tinha um prato, dois talheres e um copo sujo.
- Ual ... Aqui é tão limpo — disse eu piscando.
- Por que está tão surpreso ? Tenho maneiras sujas ? — perguntou Susana rindo.
- Não, longe disso — disse eu sorrindo.
- Oh, esqueci de lavar a louça — disse ela colocando as mãos na cabeça, como se fosse uma tragedia.
- Eu lavo — disse a ela começando a arregassar as mangas de minha blusa.
- Eu não acredito ... Você sabe como lavar-louça ? — perguntou Susana incredula.
- Sim, eu sei — disse a ela um pouco ofendido — Eu não tenho muita pratica, mas tomo cuidado para não quebrar nada — garanti rindo.
- Você lava, e eu seco e guardo — disse Susana pegando um pano de prato, enquanto eu começava a lavar o prato — Você sempre morou aqui, Ben ? — perguntou ela depois de um tempo.
- Anhaa ... Mais sempre viajei muito — disse a ela dando de ombros.
- Hum ... Pra onde você ja foi ? — perguntou Susana curiosa.
- Para a Italia onde Anne mora, para a França onde Mary mora. Ja visitei a Siberia, nadei no mar Mediterrâneo, conheci a Estatua da Liberdade na America e fui uma vez a Sidney — disse calmamente. Ela me olhou boquiaberta.
- Eu fui uma vez a America — disse ela ainda boquiaberta.
- Fazer o que ? — perguntei indiferente.
- Fui visitar uma tia — disse ela saindo de seu transe — Eu queria poder ir na metade dos lugares que você foi, mas ... Eu nunca pareço ter tempo — disse ela de repente — Queria poder ser mais livre, sabe ? Tirar um ano inteiro de ferias e visitar todos os lugares diferentes que o mundo tem ... — disse ela com um brilho lindo nos olhos, depois suspirou — Tolice, não é mesmo ? — disse ela com um meio-sorriso.
- Sim, tolice ... Não, não ! Isso não é tolice ... É um sonho seu, um sonho que a maioria de nós tem e que em breve pode se realizar — disse eu sorrindo. Talvez quando ela terminasse a faculdade, eu poderia leva-la para todos os lugares que um dia eu fui. Ela riu.
- Eu acho que não ... Quando eu terminar minha faculdade de admistração, farei um curso de enfermagem ... Eu vi que comandar não é bem a minha cara, mas ... Ajudar pessoas, é algo que talvez no fim me dê algum credito — disse ela sorrindo.
- É uma boa causa ... Se meus pais não insistissem veemente para que eu cursasse ecônomia, eu certamente seria um médico — disse eu sorrindo, enquanto secava minhas mãos no pano em que ela secava os talheres. Me encostei na bancada e fiquei a esperando terminar.
Eu podia sentir no meu coração o quanto eu a amava. Ela era tão linda. Inteligente. Susana, a gentil vôou para dentro de minha cabeça.
- Eu não mudei, Susana ... Ainda gosto muito de você — disse eu de repente a fazendo me olhar estranho.
- Ben, ja tivemos essa conversa — disse ela sorrindo ao se encostar ao meu lado na bancada.
- Por favor, olhe nos meus olhos e diga que não sente nada por mim ... Eu ja a peguei me olhando de um jeito diferente, ou eu posso mesmo ter enlouquecido — disse eu a olhando suplicante.- Eu ... Não posso dizer que não sinto nada por você, por que estarei mentindo, mas ... Tudo o que sinto é ... Amigavel ... Eu não quero estragar nossa amizade — disse ela e algo em sua voz me disse que ela estava mentindo.
- Mentirosa — disse a ela sorrindo — Olha pra mim ... Duvido você negar — disse a ela me aproximando mais e mais e tudo o que ela fez foi desviar seu rosto.
- Você tem que ir embora, Ben — disse ela saindo de perto de mim. Meu coração ficou dolorido. Agora não era mais uma recusa, eram duas.
- Tudo bem — disse a ela indo em direção a porta. Ela a abriu e eu parei ficando de frente para ela — Thau, Su — disse a ela lhe dando um beijo na ponta de seus labios.
Ela me olhou por um momento com um brilho diferente nos olhos e aquilo ate me deu um pouco de esperança, mais depois ela murmurou um: Thau, Ben e aquilo foi demais pra mim. Eu sentia as lagrimas vindo para meus olhos.
- Espera — disse ela quando lhe dei as costas. Pegou em minhas mãos e as entrelaçou nas delas.
Ficou nas pontas de seus pés e colocou delicadamente seus labios nos meus. O beijo começou delicado e depois foi se intensificando.
Quando dei por mim, aquela ja estava sendo a melhor noite de minha vida.
Ponto de Vista de: Susana Pevensie
Fui acordada aos beijos. Deus ! Eu não acreditava que tinha feitoaquilo com Benjamin. Tudo foi tão perfeito ...
- Bom dia — murmurei sorrindo enquanto me sentava em volta a lençois.
- Otimo dia — disse ele colocando seus braços em volta de mim. Benjamin começou a dar mordidinhas provocantes em meu pescoço — Eu preciso ir — disse Benjamin se levantando e exibindo seu belo porte físico. Ele vestia apenas uma cueca e ainda assim parecia mais vestido que eu, que usava apenas uma calcinha.
Me levantei e o acompanhei ate a porta de meu alojamento ainda envolta por lençois.
- Eu ainda não estou acreditando — disse ele sorridente.
- Não sei se você percebeu mais eu estou em estado de choque — brinquei rindo e o fazendo rir.
- Foi tão ruim, assim ? — perguntou brincando.
- Não ... Foi perfeito — disse a ele o beijando. Dali eu comecei a ficar preocupada. As pessoas sempre não diziam que namorar melhores amigos sempre estragava a amizade. Com a gente aconteceria o mesmo?
- Eu te ligarei ... Mais tarde — disse ele entrando no carro.
- Tudo bem — disse a ele sorrindo. Seu carro arrancou e eu o vi ate começar a sumir à distancia.
Entrei em meu alojamento e me joguei na cama de felicidade.Eu estava tão feliz. Havia sido minha primeira vez e fora com a pessoa que eu sempre gostei. Caspian. Benjamin. À essa altura eu achava que os dois eram uma junção. Tinham os mesmos jeitos, a mesma aparencia, o mesmo sorriso ...
Ponto de Vista de: Benjamin Witakker
- Eu te ligarei ... Mais tarde — disse eu enquanto entrava no carro.
- Tudo bem — disse ela e numa ultima olhada vi que ela sorria.
Liguei o carro e arranquei. Eu não podia acreditar. Nos tinhamos mesmo feito amor ? Ela agora gostava mesmo de mim ? Agora eu ja sabia o que fazer. Iria para casa pegar dinheiro e comprar o mais lindo anel que eu vir.
- Onde passou a noite, Benjamin ?! — perguntou minha mãe aflita enquanto eu entrava em casa. Estava cedo e a expressão de todos era indecifravel.
- Na casa de um amigo ... Ficou tarde e eu decidi dormir lá — disse a ela rapidamente. Por que eu estava mentindo ? Eu ja era adulto e minha mãe não precisava ficar me fazendo perguntas.
- Enquanto você estava fora, Caspian ... Passamos pela pior noite da nossa vida — disse Anne com os olhos vermelhos. Ela parecia ter chorado muito.
- Aconteceu alguma coisa ? ... — perguntei deixando minha voz sumir. Meus olhos focaram no nariz de Katrina que estava sangrando
- Oh, meu Deus ! Vocês não estão enxergando ? — perguntei preocupado enquanto ia em direção a ela.
- Ela tem uma doença rara, Benjamin ... É uma especie de hemorragia constante — disse Mary tristemente. Fiquei confuso. Por que só agora eu estava sabendo ?
- E tem cura ? — perguntei confuso.
- Quando Charles e eu fomos à America, uns cientistas começaram a estudar e acharam uma possivel cura ... É algo para que segure o sangue do nariz, da boca e do ouvido — disse Anne balançando Katrina nos braços.
- E por que eu só estou sabendo agora ? — quiz saber levemente irritado.
- Não queriamos preocupar vocês — disse Anne olhando para Katrina com pesar.
- Você fez errado, filha ... Só nos deixou mais preocupados assim — disse minha mãe à Anne.
- Vamos para America, então ... Em busca da cura — disse meu pai suspirando.
Ponto de vista de: Susana Pevensie
Eu não via Benjamin à uma semana e varias coisas se passavam pela minha cabeça. Será que Benjamin era do tipo que ficava e largava ? Ele havia encontrado outra pessoa ? Anne havia conseguido fazer eleparar de gostar de mim ?
- Oi Jhonny, Clark — os saudei indiferente quando os vi no parque principal — Ann ... Vocês teem visto, Benjamin ? — perguntei normalmente.
- Não — disseram os dois juntos.
- Eu não o vejo a um tempo — disse Jhonny calmamente — Por que? — perguntou curioso.
- Nada, eu ... Só perguntei por perguntar — disse a ele rapidamente. Jhonny riu.
- O feitiço virou contra o feiticeiro — disse Jhonny enquanto Clark se afastava — A um tempinho ... Era ele que me fazia essa pergunta mais agora vejo que é você — disse ele enquanto começavamos a andar — Vocês estão juntos ? — perguntou Jhonny e eu o avaliei. Ele parecia confiavel.
- Eu não sei ... Nós só ficamos juntos uma noite — admiti envergonhada.
- É mesmo ? Que legal — disse ele rindo — Benjamin deve estar saltitando de felicidade — completou sorrindo — Mais me diga, você gosta dele ? — perguntou Jhonny indiferente, mais por baixo da sua indiferença eu vi que ele queria mesmo saber.
- Gosto — admiti fechando os olhos. Ele riu.
— Por que esta fechando os olhos ? Como se estivesse se sentindo culpada ? Se você gosta dele e ele de você o que estão esperando para dar um passo um pouco mais serio, nessa relaçãozinha de vocês ? — perguntou Jhonny sorrindo.
- A irmã dele parece não gostar de mim ... — disse a ele mordendo os labios.
- Não preciso nem pergutar pra saber que é Anne — disse Jhonny revirando os olhos — Ela não gosta de ninguem — disse Jhonny depois de um tempo.
- Não é só isso, Jhonny ... Eu não o vejo a uma semana e ele não retorna as minhas ligações — resmunguei mal-humorada.
- Hum ... Eu vou perguntar a um dos empregados deles ... Pra ver se esta tudo bem. Acho estranho tambem não ve-lo por tanto tempo — disse Jhonny revirando os olhos o que me fez rir.
Eu estava certa. Jhonny não era tão ruim e o fato de namorar uma de minhas melhores amigas, lhe dava mais credito.
Ponto de Vista de: Benjamin Witakker
Estavamos na America a um mês e a saudade que eu sentia de Susana ficava cada vez mais forte. Eu sabia que o que estavamos passando era algo que indicava que a família deveria ficar unida, mais eu não conseguia.
Eu não havia me despedido de ninguem. Nem de Jhonny, Clark, Susana ... E ficava me perguntando se ela me perdoaria. Bom, eu esperava que sim. Ela entenderia se eu falasse o que aconteceu ... Eu acho.
- É lindo, não ? — perguntou-me uma moça vindo para o meu lado. A olhei indiferente. Talvez a minha mente ficasse cega as vezes e eu não conseguisse enxergar ninguem alem de Susana, mas aquela mulher era realmente muito bonita.
- Muito — respondi normalmente olhando para os fogos que queimavam no céu.
- Sou Jean, Jean Wilkes — disse ela sorrindo — Vejo que está muito longe de casa — disse Jean rindo.
- Sim, um pouco — disse a ela deixando escapar um risinho — Sou Benjamin Witakker, prazer — disse a ela estendendo a mão.
- Seu sotaque inglês não passa despercebido — disse ela sorrindo — Acho um charme — disse ela como se me avaliasse.
- Obrigado — agradeci formalmente.
- Você disse Witakker, certo ? — repetiu ela rapidamente — Da frota de navios, Witakker ? — perguntou sorridente.
- Sim — disse a ela assentindo.
- Ual ! Estou conversando com um dos solteiros mais cobiçados de Londres ? Isso é muito legal — disse Jean sorrindo.
- Eu sou só o Ben — disse a ela sorrindo ao voltar a olhar para os fogos.
- Eu adoro modestia, é a terceira coisa mais importante para mim — disse Jean com um brilho nos olhos.
- E qual seria a segunda e a primeira ? — perguntei curioso.
- Confiança e Humildade — disse ela sorrindo. — Para ganhar a confiança dos outros você precisa ser humilde — completou indiferente.
- Exato — disse eu rindo.
- Tambem gostei de você — disse a ela sorrindo. Eu havia mesmo gostado do entusiasmo dela mais Susana ainda era a voz que eu escutava dentro da minha cabeça.
Notas finais
Meereço rewieens ?
Beeeijos;*
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