Depois do Fim
6 Capítulo 6 - What's the worst that I can say?
Notas iniciais
(POV Freddie)
Tomei café da manhã ainda pensando no que Sam havia me dito. O que será que ela quis dizer exatamente? Eu fiz alguma coisa de errado? Eu preciso conversar com ela.
Peguei minha mochila, meu celular e liguei para a loira, tendo a esperança da mesma me atender.
Caixa postal.
O jeito é falar na escola.
Cheguei no Ridgeway e alguém puxou meu braço repentinamente.
– Huh, Freddie? Posso falar com você? – Candice perguntou dando um sorriso.
– Sim... O que foi?
– Você pode ir na festa da Andy comigo? Eu queria muito ir, mas não tem como ir sozinha, então eu pensei que...
– Claro, combinado! – Respondi a interrompendo. Isso seria ótimo! Veria com meus próprios olhos o que o Brad quer.
Candice era uma prima distante, mas não éramos tão próximos. Tanto que acho que nem a Carly a conhecia.
– Okay, valeu. – Ela disse dando um soco de leve no meu ombro e andando em direção a escada.
Me virei para o armário e fui guardar o trabalho que eu e a Sam tínhamos feito.
– Freddie?
Me virei e...
– E aí, Freddie! – Ele me cumprimentou – Viu a Sam?
– Brad! – Disse tentando transpassar felicidade por tê-lo visto.
Ele sorriu e voltou a perguntar:
– Você sabe onde ela tá?
– Não, não sei.
– Ah, vou ligar pra ela então... – Ele disse pegando o celular e ligando.
Fiquei prestando atenção para ver se a Sam o atendia.
Mas não aconteceu.
Então não era pessoal.
– Mas por que você está procurando a Sam? – Perguntei.
– Preciso falar com ela.
“Hum.”. Tentei fingir desinteresse.
E ele saiu em direção do bebedouro.
“Acho que a Sam não vem realmente” Pensei. “Mas eu preciso resolver as coisas com ela.”.
***
"Onde será que você está, Sam Puckett? Quer me enlouquecer, é isso mesmo?"
O sinal tocou e entrei para as aulas.
Pareciam mais chatas que o normal sem as piadinhas da Sam ou vê-la dormindo à minha frente.
Foi entediante.
Pelo menos conseguir dar uma desculpa por Sam não ter vindo e tiramos nota 10 no trabalho.
(POV Sam)
Fui no Groovy Smoothie mas estava fechado. O T-Bo ainda está viajando, eu havia esquecido.
Tentei arrumar algum lugar para me distrair mas parece que tudo precisa de dinheiro, tudo o que eu não tinha e mais precisava. E eu também precisava de uma bateria nova para ouvir música.
Tenho que colocar essa porcaria para carregar. É a primeira coisa que vou fazer quando a Pam chegar em casa hoje à noite.
Andei a praça toda, várias vezes, e de todas as formas possíveis e, que sede! Já era quase hora do almoço.
Qualquer pessoa escutaria minha barriga roncando a quilômetros.
Eu deveria ter brigado com ele depois de comer.
– Sam? – Ouvi alguém gritar meu nome.
Olhei para trás e, nunca fiquei tão feliz em vê-lo.
– Spencer! – Corri até ele. – Você chegou agora?
– Sim, tava visitando o vovô. Mas, como você está? – Ele fez um carinho estranho com a mão no topo da minha cabeça.
Sorri.
– Tô... Normal. – Disse sorrindo.
– Então por que não foi pra escola? – Ele disse andando e o segui.
Íamos em direção do Bushwell... De novo o Bushwell.
Parece que tudo no universo se resume a esse lugar, por quê?
Subimos conversando, ele me contava sobre novas idéias e projetos para esculturas e eu gargalhava com suas loucuras.
Entramos no apartamento e eu fui direto para a geladeira e peguei uma torta de amora.
– Parece que eu nunca vou me livrar de você. – Ele disse brincando.
– É, não vai mesmo. – Sentei à mesa e coloquei desesperadamente colheradas de torta na boca.
– Não vou nem perguntar o motivo de tanta fome, porque você é você, mas...
– Eu não tomei café. A mamãe foi pra uma casa de praia ontem à noite e me disse que tinha pedido à você pra que eu dormisse aqui.
– Mas ela não me pediu nada.
– Senhoras e senhores, Pam Puckett... – Bufei – Nem me impressiono mais. Tomara que tenha chovido lá na praia também.
Ele sorriu e sentou na mesa ao meu lado.
– Onde dormiu?
– Na casa do Freddie... – Sussurrei.
Não, eu não deveria ter falado nada.
Ele arregalou os olhos e fez uma cara que não deu pra entender o que era...
Espera, ele tá maliciando?
– Spencer! – Gritei e estapeei seu ombro.
– Mas não rolou nada?
– Por que o interesse? Tá parecendo uma garota.
– Porque qualquer um perguntaria... Mas na verdade eu não tô interessado. – Pareceu assentir pra si mesmo.
Sorri.
– A Carly ligou pra você?
– Ainda não... – Suspirou – Deve tá ocupada se instalando na nova casa.
– Vou ligar para ela quando carregar meu celular.
– Então, quer assistir o canal de barcos?
– Claro! – Disse com irônia, mas levei meu prato de torta até o sofá e me sentei ao seu lado.
Jogamos conversa fora o resto da tarde. E depois saímos pra comprar queijo.
Por um tempo esqueci da discussão.
Ainda bem que eu tenho o Spencer.
***
Cheguei em casa e a Pam tinha chegado mais cedo.
Coloquei meu celular pra carregar. Finalmente!
Quanta preguiça eu tinha de fazer isso, mas foi necessário.
Ligações perdidas. Abrir para ver.
6 chamadas perdidas de “Nerd idiota” e 2 chamadas perdidas de “Brad”.
Suspirei e coloquei música para ouvir.
Tava exausta demais mas tentei imaginar o que eles falariam caso eu atendesse.
Ela tocou um tempo mas a música foi interrompida pro outra música: bad Reputation.
Era uma ligação.
Olhei o nome... “Carly Shay”. Atendi.
– Carls? – Atendi eufórica.
– Sam! – Ela sorriu na linha. – A casa aqui é ótima... Te mando umas fotos daqui a pouco. – Disse mais eufórica que eu.
– Sério? E como você tá? Onde vai estudar?
– Fui transferida pra Longhard. Tô ótima! – Parecia mais radiante que o normal. Pelo menos alguém estava feliz com a situação.
– Ahh... Ouvi dizer que é boa.
– É... E tem muitos gatinhos. – Ela disse sorrindo. — Mas e você, tá bem?
– Tô... – Menti – Vem me visitar quando, Shay?
– Sábado, com certeza. Ainda tenho umas coisas para buscar. Podemos ir no Groovy Smoothie, mas gostaria de conversar apenas com você... – Dessa vez ela parecia estar falando mais sério.
– Okay, então.
– Vou desligar... Preciso falar com o Spencer, ligo outra hora para você. Te amo, Sam! Beijos.
– Sim, também! Até depois. – Disse e ouvi o som de ligação finalizada.
A música que ouvia antes voltou a tocar de onde parou.
Me deitei na cama e dormi do jeito que estava.
Acho que foi de tanto andar em círculos na praça.
***
Quarta-feira, 7h40min
Cheguei à escola com meus fones e fui direto para o armário.
Coloquei os livros e a mochila lá.
– Sam, o Brad tá procurando por você. – O Gibby disse.
– E onde ele está?
– Ali, conversando com o Freddie. – Ele apontou.
– Ah... Merda.
– O quê?
– Nada, nada. – Falei.
Andei até eles.
Cumprimentei Brad com um abraço e olhei para Freddie de canto dos olhos.
Ele não falava nada e bebia café me fitando.
– Por que não veio pra escola ontem?
– Ahh... Eu? Eu tava ajudando minha mãe com a casa. – Respondi o Brad.
Freddie riu. Mas eu revirei os olhos e ignorei.
– Mas então, Brad, queria me dizer alguma coisa?
– Não, nada demais.
– Freddie! – Uma garota com cabelos pretos retos e longos, de olhos verdes, pele morena e alta, disse. Parecia não estudar lá.
– Candy? – Freddie e Brad disseram ao mesmo tempo. Ela cumprimentou Freddie com um abraço e Brad com um aperto de mão. Será que ela e o Freddie estão saindo?
– Candy, quanto tempo! – Brad disse, parecia desconsertado – Pensei que você tinha viajado pra Londres.
– Não, eu voltei. Vou terminar o ano para finalmente seguir minha carreira como modelo! — Ela sorria.
– Entendo. – Ele disse. – Essa é Sam, minha am... namorada. — Ele disse me puxando para perto.
– O quê? – Freddie perguntou.
Não disse nada, só esperei uma explicação, fiquei apenas assistindo. Eu também não estava entendendo.
– É... Estamos saindo. – Ele mesmo confirmou.
Ela direcionou o olhar para minha roupa. Me olhou de cima à baixo.
– É... Você é bem bonita, quer dizer, se olhar sem ser muito crítica. – Olhou feio pra mim de princípio, mas sorriu. Sorriso falso. – Bem, então depois eu falo com você. – Disse olhando para o Freddie e saiu andando.
– Desde quando ela é sua namorada? – Freddie perguntou.
– Não somos, Sam? – Brad olhou pra mim com uma cara de “Por favor”.
Freddie olhava nos meus olhos e aquilo já ficava constrangedor. Não entendi muito bem o porquê mas assenti. Não queria discutir e estava com raiva do Freddie.
Ele saiu com a pior cara possível.
Eu tinha ficado ótima com aquilo. – Então, estamos namorando mesmo?
– Sim! – Respondi sem nem pensar.
Estranho.
Nem tínhamos nos beijado ainda. Eu precisava mais do que nunca conversar com a Carly sobre o Brad.
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