Depois do Fim
4 Capítulo 4 - Things are better if I stay
Notas iniciais
(POV Sam)
Ele segurou minha mão e me puxou, me levando até seu quarto. Sentei na cama com minha mochila e ele ficou procurando alguma coisa pelo guarda-roupa.
– Benson?
– Aqui... Toma! – Ele disse jogando uma camisa e uma toalha. – Você não pode ficar com essas roupas, nem vestir o pijama, vai terminar pegando um resfriado. – Disse ele, se explicando.
– Desde quando você se importa? – Disse, analisando o tamanho da camisa.
– Sabe, quando as pessoas oferecem ajuda, normalmente as outras agradecem... – Ele cruzou os braços na minha frente. Odiava quando fazia aquilo. Olhei pros seus olhos e ele estava sério.
– Idiota. – Me levantei.
– Por nada. – Ele revirou os olhos – Banheiro na segunda porta à esquerda. – Disse, ainda olhando pra mim e apontando.
– Desde quando você virou meu marido? – Bufei e andei até a porta. – Obrigada. – Sussurrei e nem olhei mais pra trás.
Segunda porta à esquerda...
Hum... “Deve ser essa”, pensei olhando para um porta de madeira diferente das outras.
O banheiro brilhava de tão limpo. “Bem a cara da Marissa Benson.”.
Tomei um banho demorado, até meus dedos ficarem enrugados. De alguma forma eu estava com um sorriso bobo no rosto. “Para com isso, Samantha Puckett, você não é idiota” passando as mãos pelo meu rosto.
Me sequei com a toalha, mas meus cabelos ainda estavam bem molhados. Coloquei minhas roupas íntimas e camisa... Ela tinha o cheiro do Freddie... Sorte que ela tinha ficado um pouco acima da metade da minha coxa... Quanto as mangas? Elas ficaram enormes.
– Sam, eu tô precisando usar o banheiro! – O Freddie gritou batendo a porta desesperadamente. – Você tá viva? Faz mais de 30 minutos que tá aí dentro!
Coloquei minhas roupas molhadas dentro da mochila e tirei o caderno... Assim, Abri a porta.
– Finalmente. – Ele disse. E percebi que me analisou de cima a baixo. – E-er... Ficou bom em você. – Falou.
Senti minhas bochechas esquentarem, se brincar, todo meu rosto estava ruborizado. Mordi os lábios sem graça e desviei o olhar para o chão do corredor.
Sam Puckett, se controla. Foco!
Ele sorriu de lado e se aproximou.
– Deixa eu ajeitar isso aqui pra você. – Ele disse puxando meu braço e dobrando as mangas até aparecerem minha mão... Sim, estavam enormes. Fez o mesmo com o outro.
Ele deu um sorriso. – Tem chocolate quente na mesa. E pode pendurar suas coisas molhadas lá em cima.
Tinha um espaço na lavanderia da casa do Freddie com um varal e essas coisas...
Não tem isso na minha casa, por que minha mãe tinha que ser tão desleixada?
Eu não conseguia falar nada, só enrolar ainda mais os pensamentos, era tanta coisa se misturando. Só pendurei as coisas e depois fui pra mesa tomar chocolate quente... O que é que eu tô fazendo aqui? Sozinha? Na casa do Freddie? Ele é um idiota. Eu odeio ele.
(POV Freddie)
Tomei banho enquanto Sam provavelmente estendia as coisas e tomava chocolate quente...
***
Coloquei o pijama e sai do banheiro, indo direto pra cozinha.
– O Chocolate quente está bom? – Eu perguntei me sentando na mesa e pegando minha caneca. Ela assentiu. Mas por que ela não está olhando pra mim? – Sam? Você tá bem? – Ela assentiu novamente.
Eu fiz alguma coisa errada? Olhei seus olhos azuis. Tinha algo naqueles olhos que me deixava hipnotizado e era algo que eu só sentia com a Sam.
(Fim do POV Freddie)
Ele tá sendo um fofo comigo, mas quando eu lembro de tudo o que aconteceu, me dá raiva. Mas mesmo assim, eu não consigo parar de ficar nervosa e mais nervosa, não consigo nem encarar o Freddie.
Olhava fixamente para a mesa e só assentia.
Não queria que ele percebesse que era ansiedade e vergonha.
– Você já tá com sono? – Ele perguntava e invadia meu campo de visão colocando sua cabeça para onde eu olhava e acenando, me fazendo olhar para ele. – Você tá meio lerda hoje, Sam.
– Eu... Não sei. – Sussurrei.
– Como não sabe?
– Pode ir dormir se quiser... Eu durmo no sofá. Não tô com muito sono.
– Não... A minha mãe não pode te ver deitada no sofá quando chegar amanhã de manhã.
– Então você dorme...
– Não... Se ela me ver deitado no sofá ela vai me perguntar o porquê e o que eu vou dizer?
– Eu ou você no quarto do T-Bo.
– O quarto do T-Bo tem chaves... E o da minha mãe também.
– Por que? – Pressinto que isso vai tomar um rumo que eu não queria.
– Não sei, pergunta a ela. – Deu de ombros.
– E onde eu vou dormir? – Perguntei bebendo o chocolate.
– No meu quarto. – Ele disse e eu tossi sem parar, engasgando de susto.
“Tá louco?” Eu pensei e deixei aquilo bem claro no meu olhar.
– Calma, eu durmo no chão. – Ele se defendeu.
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