Notas iniciais
Olá! Estou postando mais cedo hoje porque vou sair justamente no horário que costumo adicionar novos capítulos. Enfim, aqui está o penúltimo capítulo dessa fanfic, espero que gostem. Lembrando que, como avisei no primeiro capítulo, essa história terá continuação que, depois, eu vou explicar melhor. Boa leitura!

A manhã seguinte de aulas foi entediante para a azulada. Adrien tinha faltado, o que fez a menina se preocupar. Será que estava tudo bem com ele? Depois de perguntar para Nino, o melhor amigo de seu amado, se ele sabia de algo e a resposta foi negativa, a preocupação aumentou. Mas, ao perceber o semblante da amiga, Alya disse que talvez ele tivesse algum evento ou algo assim que o impediu de ir ao colégio na parte da manhã e isso acalmou um pouco a menina. Porém, quando ele também não foi às aulas depois do almoço, ela começou a pensar que talvez não fosse isso. Depois de um bom tempo imaginando os possíveis motivos para o loiro faltar, Nino disse que tinha acabado de receber uma mensagem do amigo informando que estava passando mal. Embora ainda tivesse um pouco preocupada, Marinette sentiu um pequeno alívio. Perto do que tinha imaginado, como o modelo ter sido sequestrado ou akumatizado, estar doente não era tão ruim assim. Desejou melhoras para seu amado por mensagem e disse que emprestaria suas anotações para ele.

Como a manhã de aulas foi bem monótona, a menina tentou trazer algumas lembranças com Adrien à sua mente. Os últimos dias que estava passando mais próxima dele estavam sendo ótimos, mas aquela descoberta sobre a paixão secreta dele a estava atormentando. No início, sentiu-se feliz, afinal o loiro era apaixonado por ela, de uma certa forma. Mesmo que fosse por seu alter-ego, saber que seu amor era correspondido a deixou muito contente. Mas depois ela percebeu que isso não era tão bom assim, já que seu amado não sabia que ela era Ladybug. Em diversos momentos daquele dia de aula, a menina imaginou uma realidade na qual Adrien sabia sua identidade secreta e os dois ficavam juntos. Quando percebia que aquele "mundo perfeito" era apenas coisa de sua mente, ela desejava que pelo menos a parte do amor recíproco se tornasse real, e que o modelo amasse a menina sem a máscara.

***

Marinette encarou o relógio digital, percebendo que faltavam alguns minutos para que ela se levantasse e fosse para a escola depois daquele fim de semana. Teve um pesadelo e tentou dormir novamente para aproveitar aquelas horas de descanso, mas não conseguia. Toda vez que fechava os olhos, via as imagens daquele sonho que a atormentava naquela madrugada, no qual Ladybug não conseguia deter um akumatizado e seus amigos, familiares e até mesmo Chat Noir eram tirados dela de forma cruel. Quando tentava dormir novamente, conseguia ver seus pais com os rostos ensanguentados e seu parceiro de batalhas no chão, sem conseguir levantar. Aqueles pesadelos costumavam vir de vez em quando para atormentá-la, mas a azulada tentava se acalmar, dizendo para si mesma que era apenas um sonho. Como não conseguia mais dormir, ela se levantou e foi até o computador com a intenção de assistir a algum filme, mas, assim que a tela acendeu e Marinette viu a foto de seu amor secreto, esqueceu o filme e o pesadelo terrível. Agora em sua mente só existia o sorriso de Adrien enquanto dançavam na festa de Nino. Aquela noite tinha sido tão incrível e ela gostaria de vivê-la novamente. Foi então que se lembrou: não poderia voltar no tempo, mas poderia relembrar as emoções daquela dança ao ler o poema que tinha escrito.

Antes daquela dança
Eu de longe te observava
E senti meu coração acelerar
Quando vi que você se aproximava


Eu nunca imaginaria
O que você ia perguntar
E muito menos pensei
Que o meu desejo iria se realizar


Durante aquela dança
O mundo parou de repente
Pois só você que ocupava
O meu coração e a minha mente


Tudo o que eu queria
Era congelar aquele momento
Para que não durasse apenas
Em meu pensamento


Depois daquela dança
Meu coração estava disparado
E eu quis, mais do que nunca,
Que você ficasse sempre ao meu lado


Quando nossos olhos se encontraram
Senti meu amor ser correspondido
E percebi que, sem você,
Nada mais no mundo faria sentido

Assim que terminou a leitura, a menina sorriu, foi como se tivesse voltado para aquela noite. Iria guardar o poema em seu diário quando encontrou a outra carta que tinha escrito para seu amado. Queria tanto ter coragem para entregar as declarações pessoalmente. "Mas o que adianta? Ele ama a Ladybug, não a Marinette", pensou, "Queria que ele soubesse que eu sou a menina por trás da máscara." Foi então que uma ideia surgiu, algo que poderia mudar tudo. A menina pegou o papel e a caneta e começou a escrever tudo o que sentia na forma de um poema. Finalmente o loiro saberia quem era a garota pela qual estava apaixonado e Marinette teria seu amor correspondido de verdade. Quando terminou a carta, escutou seu despertador tocar. "Bem na hora!", pensou. A azulada deixou o poema em cima da mesa e começou a se arrumar para ir ao colégio. Ela não percebeu que Tikki se aproximou e leu tudo, sentindo que sua preocupação não era excessiva e que realmente a revelação das identidades estava próxima. A kwami sabia que, se Adrien soubesse quem é Ladybug, poderia dizer que ele é Chat Noir e que isso poderia causar alguns problemas até mesmo na luta contra os akumas. Marinette iria descer as escadas e tomar seu café da manhã quando viu o semblante sério de Tikki. Rapidamente, a azulada pegou o poema que estava em cima da mesa.

— Bom dia, está tudo bem? — Disse a menina.

— Estaria se você não tivesse escrito uma carta para o Adrien revelando sua identidade.

— Ah, relaxa, eu não entreguei os outros poemas, por que entregaria esse? — Isso não convenceu a kwami.

— Marinette, eu sei que você gosta muito dele e que acha que ele ama a Ladybug.

— Tenho certeza. — Corrigiu — Tenho até provas.

— Mas isso não significa que você tem que revelar sua identidade para que ele goste da menina sem a máscara.

— E como ele ia gostar de mim? Como? Ele gosta da heroína de Paris, a garota corajosa, incrível e que o salvou diversas vezes, e não da garota desastrada que mal consegue falar uma frase perto dele.

— O quê? Ele gosta muito de você, Marinette, e já falou isso diversas vezes, dizendo que você é tão incrível quanto a Ladybug, ele não… — A kwami foi interrompida.

— Esse é o problema, Tikki, o Adrien só gosta de mim como uma amiga, só isso. Ele nunca vai olhar para a Marinette com o mesmo brilho nos olhos de quando vê a Ladybug.

— Vocês são a mesma pessoa!

— Mas ele não sabe disso!

— Você não precisa dizer que é a Ladybug para que ele goste de verdade de você. Existem outras formas de…

— Eu tentei as outras formas e você viu. Não adianta, ele me trata como uma amiga da escola.

— Você não vai entregar esse poema, vai? — Marinette ficou em silêncio — Lembra de quando nos encontramos pela primeira vez? — Ela assentiu — Lembra do que eu te disse? Que a sua identidade precisa… — Foi interrompida.

— Ser secreta, eu lembro. — A azulada completou.

— E agora, depois de tanto tempo, você resolve acabar com tudo? Marinette, é para o seu bem e…

— Meu bem? Eu acho que ficaria bem se o Adrien soubesse que é apaixonado por mim. — Falou baixo, mas a kwami escutou.

— O amor dele é mais importante que a sua segurança? — Ela não respondeu — Guarde o poema, por favor. Quando chegar o momento certo, quando os akumas acabarem e o Hawk Moth for capturado, vocês ficarão juntos.

— Como tem tanta certeza? — Tikki suspirou, sabia que aquilo seria bem complicado. Marinette era teimosa, principalmente quando se tratava de Adrien. Mas a kwami também sabia que ainda era muito cedo para os jovens revelarem suas identidades, eles não estavam prontos. Eles precisavam amadurecer e aprender bastante, precisavam saber que é muito difícil, mas que, por serem super-heróis, eles devem muitas vezes deixar a própria felicidade de lado para proteger as pessoas. Descobrir quem eram por trás da máscara poderia complicar tudo.

— Me entregue a carta, Marinette.

— O quê?

— Eu não vou deixar você fazer isso.

— Tikki, eu sei que não devo revelar minha identidade, mas é o único jeito de…

— Não é o único jeito, é apenas o caminho mais fácil.

— Você não quer me ver feliz, é isso? — Uma lágrima percorreu o rosto da azulada — Eu sempre tentei ajudar todo mundo, deixar as pessoas felizes, mas e eu? Não tenho direito disso? Estou o tempo todo preocupada com alguma coisa, seja com os akumas, com o Adrien e com a minha identidade que "precisa ser secreta". E, além de ficar o dia inteiro preocupada, ainda tenho pesadelos durante a noite. Eu não aguento mais ficar esperando o "momento certo", não posso ficar esperando as coisas acontecerem, eu mesma tenho que fazer isso. — Disse, lembrando das palavras de Alya.

— Mas não é assim que você vai resolver seus problemas! Você vai arriscar tudo! — Tikki gritou.

— Se for para ter apenas um dia ao lado dele, eu vou arriscar.

— Você enlouqueceu? Não vou deixar você revelar a identidade por causa de um desejo egoísta.

— Eu não acredito que…

— Chega! Me entregue a carta!

— Não! — A kwami tentou roubar o papel que estava nas mãos da azulada, mas a menina desviou e deixou um quadro cair. Com todo aquele barulho, elas acabaram chamando a atenção de Sabine, que abriu a porta do quarto, mas Tikki se escondeu a tempo.

— Que barulheira é essa, filha? Está falando com quem? — Marinette pegou o objeto que caiu no chão e a mãe viu os olhos da menina. — Por que está chorando?

— Eu… estava falando ao telefone com a Alya e nós… acabamos brigando. E, sem querer, eu derrubei o quadro. — Sabine abraçou a filha.

— Sinto muito pela briga de vocês, mas, fique tranquila, vocês vão se reconciliar. São melhores amigas, não não é? Agora, vai lá para baixo tomar seu café para não se atrasar.

— Obrigada, mãe. — A menina desceu as escadas ainda com a carta na mão e, quando voltou para o quarto para pegar a bolsa, percebeu que Tikki já estava ali, mas as duas ficaram em silêncio. A azulada pegou as outras duas cartas que estavam em seu diário e começou a caminhar até o colégio.

"Talvez Tikki esteja certa, talvez não seja bom me revelar agora, mas… o Adrien nunca vai gostar de mim se não souber que eu sou a Ladybug", pensou enquanto atravessava a rua. Quando Marinette entrou na escola, estava decidida a entregar as três cartas e acabar com aquele problema de uma vez por todas, mesmo que isso acabasse com seu segredo.

Notas finais
Então, o que acharam? O próximo e último capítulo será postado na segunda-feira. Obrigada por ler!