Depois da meia noite
1 Prólogo.
Notas iniciais
Seus olhos percorreram cada centímetro do meu corpo, neles pude notar seu desejo. Eu já devia saber o que vinha depois disso.
— Eu te quero tanto, você não pode nem imaginar. Eu te quero como nenhum outro jamais quis.
Senti seu hálito quente sussurrar tais palavras em minha orelha. Minha respiração estava desconcertante, completamente ofegante, meu nervosismo era totalmente transparente. Ele segurou meu braço com firmeza, doía. Queria protestar, mas estava com medo. John empurrou-me com força contra a parede próxima à porta, de costas para ele, fazendo com que meu rosto fosse esmagado. Mais dor. Ele era um tanto quanto violento.
— John, você está me machucando. Me solte, por favor.
Minha voz soou abafada, falha, se ele não estivesse tão perto não seria capaz de me ouvir. Tentativa vã, John parecia ignorar minhas vontades.
— Não, Maré. Não posso te soltar agora, esperei tanto tempo por isso e olha só, agora você está aqui e por incrível que pareça, és minha novamente.
Senti seu sorriso em minha orelha ao pronunciar a palavra “minha”. Eu juro que depois disso eu quis me entregar, quis muito, minha vontade era avassaladora, mas tive medo. Não podia ceder, eu não sabia o que ele era capaz de fazer comigo.
— Me deixe ir embora, estou te implorando John. Não me machuque mais, por favor.
Senti sua mão que estava em meu braço afrouxar, e aos poucos meu rosto desgrudava da parede. A respiração ofegante de John se misturava à minha, e o quarto se transformava numa mistura de hálito de hortelã e respirações aceleradas. Virei-me de frente para ele, pronta para peita-lo até conseguir sair daquele local. Mas suas mãos seguraram meus braços novamente. Desta vez, com menos força. Encarei John, mas em cerca de segundos me perdi em seus olhos azuis, eles pareciam pedacinhos do céu. Seus lábios se encontram com os meus, tentei resistir, mas vi que não era capaz. Correspondi ao seu beijo sem muita resistência. Era um beijo lento, porém cheio de desejo, calor, vontade. Senti sua língua adentrar minha boca e logo se enroscar com a minha. Por impulso acabei mordiscando sua pontinha e pude sentir o sorriso de John em meus lábios. Eu havia baixado a guarda, sabia que era inútil resistir, seria burrice tentar fugir. O beijo acabou e meu rosto foi cobertor por beijinhos molhados. Os lábios de John desceram até meu pescoço. Beijos, mordidas, chupões. Cada toque de sua boca queimava minha pele.
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