Depois da Morte
6 Capítulo 5 –– Verdades Arrancadas
Notas iniciais
Após pensamentos confusos sobre sentimentos que nunca na minha vida e na morte eu tinha sentido, mas senti que qualquer deslize sobre esses sentimentos e tudo que eu tinha conseguido até hoje iria se desmoronar e quando digo tudo sim é tudo. Mesma que eu não admita que eu o amo, mesmo, que eu o perca para sempre eu faço tudo isso por boa causa. Sai de dentro de minha sala junto com a capitã da quarta divisão Unohana passei por todo o bantai até chegar a uma sala indicada, uma sala de aparência enorme e de acordo com a capitã Unohana lá estaria todos os membros da nona divisão.
Dei um passo a frente à sala e vi Unohana ir embora e me dar um sorriso que só ela tinha (Assustador e magnífico), entrei na sala que não só aparentava e era enorme, estará lotado de pessoas conversando sem importar quem entrava ou saia. Andei alguns passos à frente e vi que alguns me olharam e se assustaram, vi novamente que o silêncio predominar no local e todos me olharem sério.
– Prazer em conhecê-los, sou Kisaki Karin sua nova capitã. – disse, vi alguns comentários como “Ela é muito nova” ou algo do gênero. – Tenho mais de mil anos já é o suficiente não acham. – falei seriamente e vi eles se calarem.
– Então... – alguém comentou para que eu falasse mais algumas coisas.
– Não suporto apelidos carinhosos, pessoas preguiçosas, mas também aceito que me chamem pelo meu nome tanto como o meu sobrenome. – falei, não podia deixar má impressão como capitã. – E se futuramente tiverem um bom rendimento prometo que irei recompensar. – disse e vi alguns gritarem em aprovação.
Crianças... – Foi isso que eu pensei, era como eu quando criança, alegre feliz e uma pessoa comum sem sede de vingança pura. Ahhh sim uma vingança doce e pura.
– Dispensados. – falei sem demoras e me retirei de dentro daquela sala horrível, senti uma anciã de vomito subir em minha garganta por causa de tanta pressão, sempre me acostumei a ficar em lugar com pouca gente e mal me enturmar, sim eu Kurosaki Karin com medo de uma vida social. Sai para o horário de almoço pela Seireitei.
Realmente há tanto tempo que eu não caminhava sem ninguém me incomodar, vi alguns acenarem e apenas dei um pequeno sorriso de lado o que nunca passará despercebido por alguém que sorria de volta para mim – que me deixava com ódio, por que as pessoas conseguiam sorrir mesmo estando despedaçadas por dentro.
Olhei para os lados e nada de uma cafeteria ou nada do gênero, então quem passa fome de ressaca fica – sim eu iria beber, sempre fui imune a bebidas e nunca ficará chapadona e ponto de cometer alguma bobagem. Entrei dentro do bar e vi que todos me olharam por causa do barulho que a porta fez quando se abriu, olhei para os lados discretamente e vi lá um grupo de shinigamis que eu conhecia bem:
Kurosaki Ichigo,
Abarai Renji,
Zaraki Kenpachi e... – Alguém que eu me amaldiçoaria para que ficasse longe de mim para sempre e não me atrapalhasse. E como sempre, só podia ser obra do destino querendo arruinar a minha vida.
Hitsugaya Toushiro.
Continuei a andar a uma mesa bem distante deles e senti uma mão pesada no meu ombro olhei para trás me amaldiçoando para não ser quem eu não queria que fosse e uma vez na vida vi que o destino ficou ao meu lado apenas uma vez.
– O que quer Capitão Zaraki? – perguntei friamente, afinal o que ele queria comigo? Uma revanche? Não assustaria as pessoas em volta.
– Oh... – ele fez uma cara sínica e logo depois deu um sorriso mostrando os seus dentes primitivos que mais pareciam ser dentes que poderia matar a sua presa. – Por que não senta com a gente Kisaki-san? – ele disse em total respeito.
– Não quero. – disse friamente e me soltei de suas mãos, mas novamente senti um peso no meu ombro só que dessa vez mais forçado, olhei para trás e ele emanava reiatsu fortemente.
– Quer arrumar confusão em um estabelecimento público novata? – ele me perguntou e eu apenas dei um sorriso diabólico e acabei concordando a sentar junto a eles.
– Então poderia ver um copo de Sakê para mim seus imprestáveis? – perguntei nervosa, me olharam de um modo diferente com pontos de interrogação e logo me serviram um copinho que em um gole tomei. – Então o que querem? – perguntei.
– Quais são as suas intenções? – perguntou Ichigo, meu definitivo irmão mais velho.
– Querem mesmo saber?
– Não perguntei se queríamos é uma ordem o que aqui? – perguntou dessa vez o capitão gelo.
– Vingança. – bebi mais um gole que desceu em minha garganta como água que se bebe todos os dias. – Por que tal interesse? – perguntei.
– Vingança... Tinha quer ser um lixo para buscar forças para apenas isso. – falou meu irmão o que me deixou um pouco abalada, mas decidi não demonstrar por que poderiam suspeitar das minhas emoções e ações.
– Mataram a única pessoa que me deu abrigo em Rukongai. – falei friamente. – Você Capitão Kurosaki não saberia o que é isso por que o mesmo nasceu em um berço de ouro correto. – falei para ele ironicamente, sabia que estava ferindo o orgulho dele, mas mesmo assim me lembrava dos velhos tempos quando eu brincava com ele.
– Sua. – ele me disse mais foi interrompido por uma mão que eu reconhecia bem.
– Conte então o que aconteceu. – disse ele.
– Não é de seu interesse. – falei saindo do estabelecimento, não conseguiria ficar perto daquele garoto mais tempo, o olhar dele conseguia enxergar bem no fundo de minha alma e ver se eu estava mentindo e se ficasse mais tempo lá dentro ele arrancaria sobre os meus mil anos em Soul Society.
Ahhh... Como eu odeio e amo aquele garota.
* * *
– Não acha que ela foi meio suspeita? – perguntou Ichigo.
– Entendo o que ela sente. – falou o jovem capitão. – Perder alguém importante é ruim principalmente quando essa pessoa foi a única a se importar com você. – disse o garoto se levantando e saindo do estabelecimento logo atrás da garota.
Ele parecia alguém em busca de verdade, por que por algum motivo aquela garota o atraia de uma forma nada natural e ele queria saber mais sobre ela, e poder saber o motivo dela mexer tanto com ele.
– Isso foi realmente estranho. – falou o adulto de cabelos laranja, uns dos mais fortes shinigamis que já tinha existido em toda a Soul Society.
– Pronto para lutar comigo Ichigo? – perguntou o famoso Kenpachi com um sorriso macabro na cara e nessa última cena só se podia ver o coitado de Ichigo saindo correndo para fugir de um desmiolado em busca de uma verdadeira luta.
Eu já disse que um dia talvez nada disso faça sentido.
Talvez o que faça aqui não mude o meu futuro, mas
Também pode me condenar para sempre.
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