Depois da Guerra
7 Um dia sem monstrosFinalmente parte 1
Notas iniciais
POV Percy
Mesmo com Annabeth ao seu lado, Percy não tinha nada para fazer. Pois não seria nada legal eles se beijarem na frente dos pais que se odeiam. Atena não parava de olhar de Percy para Poseidon com aquela expressão assassina. Depois que Frank, Hazel e Nico saíram, os outros semideuses tiveram que ficar na sala dos tronos, fazendo uma coisa que eles não faziam a muito tempo: Absolutamente nada.
Passaram-se trinta minutos até Frank e Hazel voltarem com Hades, os dois chegaram de mãos dadas com o olhar de Hades os perfurando. Logo, dez minutos depois chegou Nico com uma expressão de alegria no rosto.
–Como foi? –Perguntou Jason
–Acho que finalmente vou poder ser feliz de novo. –Respondeu Nico
Percy ficou muito feliz de ver Nico com aquela expressão de felicidade, a última vez que vira o garoto sorrir, foi quando ele ainda tinha dez anos de idade, quando ele ainda era o pequeno e inocente Nico.
–Fico muito feliz por você Nico. –Disse Percy
–Não apenas Percy como todos nós –Disse Annabeth –Não é pessoal?
–Claro que sim –Disse Hazel indo até Nico e o abraçando, e dessa vez o menino não se afastou, pelo contrário, ele retribuiu o gesto de carinho.
Tudo estava às mil maravilhas, até Zeus atrapalhar.
–Então está feito! –Disse o deus dos céus –Podem ir agora semideuses. Voltem a vida de vocês.
–Claro pai –Disse Jason –Não precisa ser tão rude. Vamos pessoal.
Os semideuses saíram da sala dos tronos e foram ao elevador de volta para o mundo mortal. Quando saíram, a mãe de Percy os esperava.
–ONDE VOCÊ ESTAVA PERCY JACKSON? –Gritou Sally
–Oi mãe –Disse Percy
–Não venha com essa de “oi mãe”, como você pode fazer isso comigo, me deixar desesperada de me preocupar com você. Sabe o tempo que fiquei chorando sem saber onde você estava. Onde está a **** da Hera? –Ela parou por um tempo –Ah meu deus, não devia ter dito isso. Me desculpe.
–Tudo bem Sally, eu entendo o que você sente –Disse Annabeth- Ele também me deixou muito preocupada.
–Eu sei querida – Disse a mãe de Percy –Mas... ele é assim só sabe me deixar preocupada, tente se acostumar Annabeth. –Os semideuses riram.
Mesmo com as provocações, Percy se sentiu feliz. Eles estavam sem Cronos e sem Gaia, não tinham o que temer. Se não contasse os monstros, eles teriam uma vida perfeitamente normal. (Se é que isso era possível na vida de um semideus)
–Precisamos ir para os acampamentos –Disse Reyna –Hefestos e Leo ainda devem estar fazendo a máquina de tele transporte.
–Claro. –Disse Jason –Vamos.
–Volto logo –Disse Percy dando um beijo na testa da mãe
–É bom mesmo. –Disse Sally –Agora vá.
–Como é que vamos para o acampamento? –Perguntou Jason
–Hazel me ajuda e nós viajamos pelas sombras –Disse Nico
–Então vamos –Disse Percy
Eles saíram do prédio, fora do edifício se estendia um céu azul escuro e estrelado com uma lua cheia. Percy, Annabeth, Nico, Reyna, Frank, Hazel, Jason, Piper e Calipso deram as mãos e logo apareceram na frente do acampamento meio-sangue.
Desceram a colina e Calipso esbarrou na barreira protetora do acampamento.
–Desculpe eu esqueci –Disse Annabeth –Eu autorizo Calipso á entrar no acampamento meio-sangue.
Logo, Calipso entrou e eles foram em direção a casa grande, encontrar Quiron que esperava na varanda.
–Então vocês conseguiram voltar vivos da audiência com os deuses.
–Eles não tentaram nos matar, e deram presentes. Então foi um dia bem anormal –Disse Percy
–Leo e Hefestos estão no Bunker 9. Eles estão esperando por vocês.
Percy queria perguntar, como Leo e Hefestos tinham chegado tão rápido, mas preferiu deixar quieto. Afinal, era o deus dos ferreiros e seu filho predileto.
–Finalmente –Disse Leo ao chegaram a passagem secreta para o Bunker 9 –Achei que nunca iriam chegar.
Leo colocou a mão sobre a rocha atrás dele, e uma porta vermelha apareceu. Ele abriu a porta e todos entraram. Lá dentro Hefestos trabalhava em dois círculos dourados e pequenos. Com algumas escrituras em volta. Festus estava dormindo ao lado do deus dos ferreiros.
–O que é isso? –Perguntou Reyna
–Ora. Um tele transportador é claro! –Respondeu Hefestos
Reyna ficou com uma expressão de dúvida por alguns segundos, até que Leo explicou.
–Ele aumenta em até vinte vezes maior.
–Então está explicado. –Disse Percy –Quer dizer mais ou menos -Acrescentou
Percy olhou para aquele pequeno círculo e se perguntou, “como é que aquilo pode transportar pessoas? ”. Mas logo lhe veio a resposta de novo. Eles são, o deus dos ferreiros e seu filho preferido.
–Estamos dando os toques finais, só mais um pouco e... –Ele mexeu em algumas peças do círculo –Está pronto! Meu filho já sabe como funciona. –Ele bocejou –Meu trabalho aqui está terminado, adeus semideuses. –Hefestos tremulou e desapareceu
–Que despedida mais sem sal –Reclamou Leo –Mas tudo bem. Vamos instalar os tele transportadores.
Eles saíram do Bunker 9 e seguiram de volta ao acampamento meio-sangue. Leo teve a ideia de colocar o novo apetrecho no centro dos chalés. Ele os guiou até lá, com as mãos entrelaçadas com as de Calipso. Chegando no destino, um monte de semideuses os esperavam ansiosos.
Leo segurou um dos círculos e entregou o outro a Reyna.
–Acha que consegue levar ao acampamento Júpiter? –Perguntou ele
–Claro. Mas preciso de um Pégaso –Respondeu a pretora
–Pode levar Blackjack –Disse Percy assoviando para chamar o amigo. Logo o Pégaso pousou na frente do garoto.
–Quero que leve Reyna para o acampamento Júpiter, ela te dará a localização.
“O que quiser mestre, pode me dar cubos de açúcar depois? ”
–Está bem, agora vá.
Blackjack se colocou na frente de Reyna, e ela subiu no Pégaso.
–Quando chegar ao acampamento Júpiter, pressione esse botão por três segundos –Disse Leo mostrando um botão no lado do círculo –E coloque o tele transportador no lugar onde deseja. Quando fizer isso o círculo vai aumentar de tamanho, depois espere, que eu irei me tele transportar para o acampamento Júpiter e te dar as outras instruções. Quando você terminar vou saber.
–Certo. Vamos o mais rápido possível. — Reyna deu o sinal para que Blackjack voasse, e logo eles desapareceram no horizonte.
Vinte minutos depois o círculo que ficara com Leo começou a piscar com uma luz vermelha.
–Ela conseguiu agora e minha vez.
Leo fez o que tinha ensinado para Reyna e logo todos estavam na frente de um círculo do mesmo jeito que o outro, só que o novo tinha dez metros de circunferência. Leo subiu em cima do círculo e murmurou a palavra “sýndesmos”. As escrituras em volta do círculo brilharam.
–Quer vir? –Perguntou Leo estendendo a mão para Calipso.
–Claro –Respondeu ela
Logo que Calipso subiu em cima do círculo, Leo murmurou “pi̱gaíno̱” e os dois tremularam e desapareceram.
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