Depois Que Te Conheci
5 Capítulo 5 - A Descoberta do Amor
Notas iniciais
Capítulo 5 – A Descoberta do Amor
Regressamos juntos com Mime para a mansão e as coisas aparentemente estavam diferentes, pois eu sentia algo estranho dentro do meu peito, algo que eu não conseguia entender ou explicar, algo que de alguma forma estava me incomodando bastante, e aquela não era a primeira vez que eu sentia tal coisa.
Mime estava diferente também, mais calado, mais quieto, mais silencioso, parecia que havia perdido toda a alegria que havia demonstrado naquele pouco tempo em que estivemos juntos na fazenda. E isso me incomodava profundamente.
Chegamos à casa e Mime entrou primeiro, e eu fui logo atrás dele sendo seguido por meu irmão e Seiya. Diferente de nós, os pombinhos apaixonados estavam só sorrisos e alegria; e isso também me incomodava, mas não tanto quanto Mime.
Penso que talvez aquele passeio não houvesse sido uma boa ideia, visto que havia trazido tantas lembranças tristes a Mime, e aquilo me deixava ainda mais preocupado.
Mime subiu as escadas e disse que iria descansar; nos falou com um sorriso meio amarelo e sem jeito e em seguida se dirigiu ao andar de cima.
Eu, Shun e Seiya ficamos sem entender, mas eu fazia uma certa ideia, e é claro, isso me entristecia. Ficamos então conversando do lado de fora da mansão até o sol se por e os céus nublados do dia darem lugar a densa escuridão da noite.
Como havia muitas nuvens, as estrelas não podiam ser vistas, e isso desanimou o meu irmão Shun, que esperava poder apreciar o brilho delas naquela noite, já que no Campo é mais fácil de vê-las que na cidade.
Ficamos conversando amenidades na varanda até Mime aparecer novamente, já de banho tomado, vestindo uma camiseta branca, um short também branco bem leve; o cabelo, que nesse momento estava mais avermelhado, estava preso com o auxílio de uma fita. Shun e Seiya o cumprimentaram novamente falando que ele estava muito bonito e essas coisas, e como já era de praxe de Mime, o mesmo retribuiu os elogios com um sorriso singelo e gentil.
Eu o observei calado alguns instantes até nossos olhares se cruzarem; ele sorriu pra mim e eu retribui com um aceno de cabeça até que um dos empregados da casa nos chamou para jantar; coisa que fizemos prontamente à nos dirigirmos a mesma sala onde havíamos almoçado.
O Jantar foi tranquilo, Mime parecia estar bem mais alegre do que quando chegamos e isso já me tranquilizava, o que de fato era uma coisa boa, já que por outro lado eu só tinha preocupações; Seiya e Shun estavam muito saidinhos nesse jantar, beijos, abraços, carícias mais picantes e coisas do tipo que estavam me deixando totalmente constrangido e irritado com a situação. Mime os olhava divertido e isso me irritava também, era como se ele aprovasse tal absurdo, e ainda por cima, aqueles dois não faziam nada pra disfarçar todo aquele fogo que havia entre eles.
Naquele momento eu me perguntava o que aconteceria quando chegasse a hora de dormir e aqueles dois fossem dividir o mesmo quarto, nossa, seria algo que nem mesmo eu me atreveria a pensar, não que eu achasse que nunca havia acontecido nada, muito pelo contrário, com tamanha intensidade de afeto, Shun me provava que já havia rolado de tudo e mais um pouco, mas mesmo assim ainda não me entrava a ideia de que meu irmão menor estivesse tendo algo realmente mais profundo com esse tal Seiya.
Suspirei e preferi deixar isso de lado, afinal Shun já era adulto e mesmo que eu quisesse eu não poderia protege-lo para sempre não era mesmo?! Continuei a comer a comida na minha frente, com garfadas lentas e olhares distantes.
Fiquei ali, perdido em devaneios até sentir o olhar de certa pessoa sobre mim; olhei de rabo para o lado e Mime me observava disfarçadamente, com olhares meio de lado, com certo cerramento em seus olhos; um olhar intenso, forte e inquisidor, e eu sinceramente não conseguia imaginar o porquê de tal olhar sobre mim.
Mais uma vez Mime mostrava-se ser uma verdadeira incógnita em minha vida, pois por ser eu uma pessoa mais quieta e fechada, aprendi a perceber no ambiente, coisas que os demais não viam, me tornando mais analítico nesse aspecto de conhecer as pessoas, mas com Mime era diferente, por mais que eu tentasse entende-lo, eu não conseguia, era como se todas as minha avaliações parciais sobre ele se mostrassem erradas com o passar do tempo, pois as atitudes dele sempre me mostrava o contrário daquilo que eu idealizava dele.
Desviei o olhar de volta ao meu prato, não era rebatendo os olhares misteriosos dele que eu iria encontrar a resposta para o que eu estava procurando, não, não era mesmo. Continuei então a saborear de meu prato até aquele estranho jantar se findar.
Subimos então para os quartos logo depois. Seiya e Shun atrás com toda aquela melação insuportável deles e Mime na frente, calado novamente; fato que me intrigava mais e mais.
Chegamos a nossos quartos, um de frente para o outro e nos despedimos ali, Seiya e Shun já entraram aos beijos no quarto deles e pra mim já estava mais que claro o que aconteceria ali, mas de forma bem rara devo ressaltar, eu não me importei, sim, é verdade, eu não liguei com a continuidade de meus pensamentos a respeito do relacionamento de meu irmão; talvez eu apenas estivesse farto daquilo e de pensar naquilo, de qualquer forma, preferi apenas entrar no meu quarto.
Entrei e da porta mesmo desejei um "Boa Noite" para Mime, que me olhou por entre os ombros e sorriu de forma charmosa para mim assentindo com a cabeça; eu particularmente não sabia explicar o porque, mas aquele último gesto de Mime foi de um tom tão sensual e erótico aos meus olhos que senti um leve formigamento em meu baixo ventre.
Entrei no meu quarto e fechei a porta atrás de mim, retirando minha jaqueta e minha camiseta em seguida. Toquei em meu peitoral e tórax os alisando levemente de forma despretensiosa; a minha pele estava quente; meu corpo estava quente, e isso era algo raro, geralmente eles eram mais frios, diria "temperatura ambiente"; caminhei até a janela e observei o céu quase que totalmente escuro.
As nuvens negras da noite encobriam o brilho de uma linda Lua Cheia que se mostrava tímida ao aparecer entre uma nuvem e outra.
Poucas estrelas brilhavam no céu aquela noite, mas diferentemente das vezes anteriores onde tal paisagem me lembrava meu irmão, meus pensamentos se canalizaram em Mime desta vez, sim, aquele ruivo de alguma maneira estava mudando algo em mim e eu tinha certo receio ou até mesmo medo de saber o que era exatamente.
Suspirei e fui para o banho; era isso que eu precisava, um banho relaxante para fazer cessar os pensamentos incômodos que povoavam a minha mente.
Liguei o chuveiro após me despir totalmente e deixei que a água caísse sobre meu corpo; meu cabelo, de cor levemente azulada, estava se tingindo de um tom quase negro naquele momento. Minha pele e meus músculos, tão tensos de todo o estresse da minha vida urbana, estavam cedendo pouco a pouco ao relaxamento que o cair das águas frescas lhes proporcionavam.
Suspirei novamente erguendo minha cabeça em direção ao chuveiro, deixando que aquelas gotas fortes caíssem sobre meu rosto e mudassem um pouco a minha expressão; que levasse com elas o cansaço e as preocupações do dia a dia que tanto me afligiam, e que também tornassem meus pensamentos coerentes, pois a visão e a imagem de Mime não saíam deles.
Aqueles cabelos; aqueles olhos avermelhados; aquela pele branca como neve; aquele corpo que serpenteava naturalmente com uma sensualidade única e exótica; aquela voz tão meiga e doce, nem rouca demais e nem suave demais, mas na medida certa. Suspirei.
Desliguei o chuveiro e fiquei ali, parado, pensando... Mas o que diabos estava havendo comigo?! Por que tais análises e pensamentos cercavam tanto a minha mente?! Eu não conseguia entender. Permaneci ali alguns longos minutos e resolvi sair.
Troquei de roupa e me deitei na cama; o quarto era bem simples, mas era cômodo, a cama era bem confortável e os lençóis bem quentes;
Por incrível que pareça até que fazia certo frio na fazenda a noite.
Me cobri com o edredom virando de lado e focando meu olhar em algum ponto qualquer naquele quarto, continuei a pensar em muitas coisas já que o sono demorava a chegar, e mesmo com a mente tão barulhenta envolta em várias imagens e palavras, — a maioria ainda sobre Mime — meus olhos começaram a pesar e logo eu adormeci.
–----- X ------
Os raios do sol matinal entravam pela janela do quarto iluminando e expulsando a escuridão do ambiente com seu resplendor dourado.
Eu, como bom homem da cidade que sou, cobri meu rosto com o edredom para que aquela luz não me cegasse, ou pior: Me fizesse acordar.
Tentei dormir mais um pouco, entretanto a claridade do dia não me deixou; abri o olhos lentamente de forma preguiçosa olhando pela janela e vendo aquela bola branca de luz através dela.
Gemi um pouco em desconforto e protesto ao ser quase cegado por aquela luz. bocejei de leve preparando meu corpo para levantar, quando peguei o celular perto da cama e fui conferir a hora: 6h34. Ah, só podia ser brincadeira... Certo que eu estava acostumado a acordar cedo todo dia para ir trabalhar, mas fala sério, era final de semana, será que o universo não poderia me deixar dormir mais um pouco?!
Suspirei saindo de debaixo dos lençóis e me sentando a beira da cama; cocei minha cabeça assanhando ainda mais os meus cabelos e olhei para a porta do quarto; o que será que os outros estariam fazendo?!
–---- X -----
Seiya e eu acordamos bem cedo e já nos trocamos, a noite passada havia sido intensa e estávamos muito felizes e dispostos a namorar mais e mais nessa viajem.
Acordamos, tomamos banho juntos, onde fizemos amor — mais uma vez. — e saímos para a cozinha para tomar café. Foi algo bem rápido pra falar a verdade; apenas algumas frutas e um copo de leite morno para acordar.
Saímos logo em seguida após o café e fomos caminhar um pouco pela propriedade do Mime; conhecendo ele, pelo pouco que conhecia, ele precisaria de seu "sono de beleza" após uma turnê tão carregada como essa foi e após tantas viagens.
E também conhecendo o meu irmão, ele ainda deveria estar dormindo e não acordaria antes das duas da tarde, principalmente ele sendo Nova-iorquino e estando de folga no fim de semana.
Me desliguei um pouco dos meus pensamentos e foquei nele, no homem que estava ao meu lado sorrindo como um menino matreiro que acabou de acordar. Ele me abraçou por trás logo em seguida e sussurrou em meu ouvido:
– Eu te amo Shun. — a voz dele saiu baixa e suave, o que me fez arfar virando o rosto para olhá-lo e beijar-lhe o rosto.
– Sabe que quando as bocas se conhecem, beijar no rosto se torna bem estranho. — ele comentou sorrindo com certa malícia. Nossa, como eu amava aquele jeito tão abusado de menino mal criado que ele tinha.
Virei então e o beijei no alto de uma colina qualquer, com o vento e o sol matinal tocando nossos corpos e contemplando o nosso beijo.
Paramos apenas quando ficamos sem ar e ele me olhou de forma meiga, carinhosa e com um sorriso simples no rosto, seus olhos brilhavam tão fortemente e minha nossa.... Eu amava demais aquele homem.
Meu sorriso se estendeu de uma ponta a outra do meu rosto e ele me puxou mais e me deu vários beijos na boca e na bochecha.
– Olha Shun, uma árvore, vamos sentar lá. — ele falou olhando para um velho pinheiro solitário no alto de outra colina.
Eu assenti e fomos na direção daquela planta. Chegamos e nos sentamos; Seiya no chão encostado ao tronco da árvore e eu de costas pra ele, sentado no meio de suas pernas; os braços dele, carinhosamente envoltos na minha cintura e seus lábios atrevidos sempre beijando e explorando a pele de meu pescoço.
– humm... Amor... — gemi de leve fazendo biquinho e reclamando manhoso. — É pra isso que você queria sentar?! — perguntei sorrindo e o olhando por entre os ombros.
– Sim, pra te comer melhor. — ele disse fazendo uma voz grossa, como se fosse um "lobo mal" de historinhas infantis.
Nós dois rimos muito naquele momento e em seguida o silencio veio. Deitei minha cabeça em seus ombros e ficamos ali à observar as nuvens passarem lentamente pelo ensolarado céu do campo.
Era uma paisagem tão diferente do habitual que estávamos acostumados; algo tão natural, tão puro; e principalmente sem aqueles prédios gigantes cinzentos, sem os gritos e barulho de buzinas e o trânsito pesado; sem os banners, out doors e propagandas da gigante Nova York; era tudo tão maravilhoso e único, principalmente para nós, que fomos criados em um ambiente totalmente diferente desse.
– Porque seu irmão me odeia?! — Seiya perguntou repentinamente com a voz baixa perto do meu ouvido, o que me assustou, me tirando dos meus pensamentos e me fazendo encará-lo. Eu particularmente não esperava aquela pergunta dele... Não ali e não agora.
– O Ikki não te odeia, ele é apenas protetor comigo. — comentei de forma calma, pois apesar da notável implicância do meu irmão com o Seiya, Ikki não o odiava. — Ele faria o mesmo com qualquer um que me tivesse como namorado. — ri baixinho. — Não pense que é só com você. — conclui voltando a observar as nuvens.
– Ele aparenta que nunca irá me aceitar; que nunca irá nos aceitar. — ele comentou com um tom de voz triste e baixou a cabeça.
– Ele vai sim.. — falei virando para ele e sorrindo. — O Ikki só precisa de alguém para amar e que o ame também, aí e somente aí, ele verá a verdadeira beleza do amor. — falei com um olhar terno me aproximando e beijando os lábios morenos dele.
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Desci as escadarias já de banho tomado e vestido rumo a cozinha.
Ao chegar lá encontrei com Mime desperto e conversando com seu empresário sobre o último show da turnê dele em Washington.
Esperei que a conversa terminasse pacientemente e então me aproximei os cumprimentando e dando "Bom Dia"; ambos me cumprimentaram de volta.
Mime se despediu de seu empresário que disse que iria fazer qualquer coisa e voltou a atenção para mim:
– E então Ikki, dormiu bem? — ele perguntou com um sorriso que automaticamente me fez sorrir também.
– Sim, muito, e a comida? — perguntei já ansioso pelo café, pois havia acordado com certa fome naquela manhã.
– Olha, não sei, mas acho que a comida dormiu bem também. — Mime rebateu meu comentário com um sorriso me mesclava diversão e ironia.
Eu fiquei meio encabulado, o que de fato me deixava estranho, pois não tinha o costume de me envergonhar com nada, mas de qualquer forma senti um sorriso se formando em meu rosto e apenas deixei que esse sorriso respondesse ao comentário de Mime.
– Venha, a comida está na cozinha, desculpe o pessoal não ter trazido para cá, acontece que está todo mundo ocupado com as atividades da fazenda, afinal, final de semana as coisas complicam por aqui, principalmente com hóspedes né?! — Mime dizia enquanto se levantava da mesa pedindo para que eu o seguisse para a cozinha.
Levantei-me também e parti com ele para o outro cômodo.
Chegamos lá Mime começou a pegar algumas frutas e por numa bandeja para si, como um serve-service, e eu não me fiz de regado e logo comecei a imitá-lo, servindo-me também do meu café.
– Sabe onde está o meu irmão e o namorado? Sabe dizer se ainda estão dormindo? — perguntei colocando a bandeja na mesa e mordendo uma maçã.
– Acho que saíram bem cedo para caminhar. — ele respondeu de forma rápida e desinteressada; o que me fez quase engasgar com o pedaço de maçã mal mastigado na garganta.
– Como assim? Sozinhos? — perguntei meio temeroso.
Mime me olhou de forma estranha e se limitou apenas a balançar a cabeça positivamente.
Eu desviei o olhar e encarei a bandeja com certo temor, tudo bem que eu estava sendo totalmente ridículo ao me preocupar tanto com o Shun daquele modo, principalmente porque ele era um homem adulto e sabia o que fazia, e também porque se ele tinha namorado, era o mínimo que poderiam fazer... Afinal, namoro era para isso mesmo né?! Caminhar sozinhos por ai, de mãos dadas, aos beijos... ahhh... balancei minha cabeça negativamente de forma rápida, me livrando daqueles pensamentos.
Voltei a atenção para Mime que me olhava curioso com um sorriso terno nos lábios, ele se aproximou de mim e tocou meu peito o acariciando suavemente; ato este muito inesperado, que me deixou totalmente desconcertado naquele instante.
– Ei, relaxa... O Shun está bem... Ele só foi caminhar um pouco com o namorado; nada mais justo, não? Afinal ele está precisando curtir um pouco. — Mime falou com aquele tom de voz melodioso e terno que ele tinha; senti naquele momento que quase poderia dormir nas nuvens ao ouvi-lo falar; ele me olhava de forma calma, com um sorriso simples no rosto, e emana uma harmonia tão relaxante de seu semblante que me fez suspirar inconscientemente.
A mão dele fazia movimentos circulares em meu peitoral e isso me deixava mais tenso, era como se algo dentro de mim me alertasse para aquilo, mas eu ignorava.
– Você não precisa ficar bancando o irmão protetor o tempo todo, eu sei que se preocupa com o Shun e que o ama, mas precisa deixa-lo viver a vida que ele escolheu pra si Ikki, não pode ficar protegendo ele. É estressante pra ele e também para você. — Mime continuava a comentar e eu apenas a encará-lo sério.
– Você precisa se permitir viver também e não somente se limitar a felicidade dos outros. Me diga, qual foi a última vez em que você pensou em si mesmo?, ou no que você queria? — O ruivo me fez aquela pergunta e eu fiquei ainda mais desconcertado. Não pensei que teríamos uma conversa tão íntima assim e que ele me diria e faria tais questionamentos.
Suspirei pesadamente naquele momento, me limitando a ficar quieto e desviar o olhar; não estava aguentando o olhar questionador de Mime me encarando tão diretamente.
– Foi o que pensei... — ele disse por fim se afastando; aparentemente o meu silencio serviu como resposta para ele naquele momento. — Vamos voltar para a mesa então? — ele perguntou sorrindo docemente e eu assenti; e por incrível que pareça eu me senti estranho, e até mesmo incomodado quando ele apartou aquele singelo, porém reconfortante contato físico que estávamos tendo.
Tomamos café e pudemos conversar sobre mais algumas coisas, estávamos até rindo de algumas coisas quando Shun e Seiya voltaram e se juntaram a nós na mesa.
O resto daquele dia após o café não teve nada de especial; Shun sumiu da minha vista de novo com o namorado me deixando quase que o dia todo na companhia de Mime; o que de fato não foi ruim, pois para mim era interessante ouvir Mime falar sobre si e sua vida; eu, diferentemente dele não me abri tanto assim, mas ele se sentiu a vontade e seguro para conversar comigo sobre tudo o que veio a sua mente.
Fala sobre sua família, sua carreira, da sua vida agitada, de como ser um cantor famoso era um pesadelo inimaginável; de como sempre havia cobranças, problemas, viagens e toda uma vida estressante. O Cotidiano de Mime aos olhos comuns era visto como um sonho, mas eu já imaginava que todo sonho tivesse seu lado sombrio e aquele era o de Mime; a vida de "famoso" que ele narrava era mais como um trabalho árduo e difícil do que apenas a visão comum de felicidade e maravilhas sem fim que todos tinham.
Caminhamos a tarde por sua propriedade; andamos a cavalo; fomos até um rio próximo perto das montanhas onde cresciam algumas rosas amarelas que Mime dizia serem maravilhosas — e de fato eram. -.
Regressamos quando o dia já estava no fim e tanto eu quando Mime já estávamos mais soltos, mais animados; até mesmo para mim que não era muito de falar ou comentar sobre minha vida acabei soltando uma coisa ou outra sobre meu trabalho, minha vida com Shun e minha família. — Assunto esse que e não costumava falar com frequência. -.
Mime ouvia tudo com muita atenção e sempre esboçando sorrisos, alguns mais abertos e outros mais compreensivos; o que me reconfortava um pouco e me encorajava a falar, principalmente se o assunto era difícil para mim.
Chegamos de volta a mansão com o sol quase se pondo entre as montanhas, aquele dia havia passado rápido, e até então para mim, havia sido o melhor dessa viajem, principalmente porque eu me desliguei um pouco dos cuidados e preocupações com meu irmão e me permiti viver um pouco; me permiti pensar um pouco em mim, o que me fez muito bem.
Entramos na varanda e Shun e Seiya estavam aos beijos sentados numa poltrona que lá havia. Senti-me um pouco incomodado com isso, mas nada comparado aos incômodos anteriores.
– Ei, vão fazer isso no quarto. — Mime falou sorrindo de forma sensual e até maliciosa eu diria, uma expressão um tanto inédita dele para mim.
Seiya e Shun pararam o beijo e o olharam sorrindo no mesmo tom de malícia, até Shun piscar o olho para ele e ambos trocarem sorrisos cúmplices.
Eu voltei então ao meu estado comum de inquietação mental; de novo essa troca de olhares de Shun e Mime, e mais uma vez, como nas vezes anteriores eu sentia que algo estava passando despercebido por mim, mas preferi ignorar; deveria ser a minha mente querendo me fazer ver coisas onde não havia nada.
Subi com Mime para o andar de cima e disse que iria tomar um banho antes do jantar; ele apenas assentiu e eu entrei em meu quarto.
Diferente dos meus banhos normais, eu optei por me demorar nesse, afinal eu não tinha nenhum compromisso que me impedisse de tomar um banho mais demorado não era mesmo?!
Troquei de roupa após o banho; uma bermuda xadrez cinzenta e uma camiseta azul marinho e desci para a sala de jantar. Cheguei lá e ela ainda estava vazia, então fui até a varanda.
Cheguei lá e encontrei meu irmão sozinho admirando as estrelas e a lua; diferente do dia anterior, o céu não estava nublado e com isso, as estrelas e a lua podia ser contempladas em todo o seu resplendor; coisa que Shun fazia muito bem, pois seu olhar se mantinha fixado no resplendor prateado que emanava da lua cheia.
Seus olhos brilhavam de emoção ao poder ver todas aquelas belas estrelas brilhando no céu, e em uma quantidade bem maior do que se podia notar na cidade.
Fiquei ali, parado, o observando durante alguns minutos até que me dirige a ele; o vento frio daquela noite tocava a minha pele causando certos arrepios e um pouco de incômodo, mas não era nada demais.
– Shun. — chamei ele ao chegar perto e ele me encarou com um sorriso aberto e gentil no rosto.
– Ikki. — ele pronunciou meu nome de forma meiga ao me aproximar e ficar ao seu lado observando as estrelas; ele encostou a cabeça em meu ombro e voltou a olhar o céu.
Desviei meu olhar pra ele e beijei sua testa, o que o fez sorrir.
– É lindo não é?! — ele me perguntou sem tirar o olhar do céu estrelado.
– Não tão lindo quanto te ver sorrir. — falei de forma gentil e sincera, porque para mim não havia nada mais belo que vê-lo sorrir.
Ele me encarou sorridente e me abraçou; Shun sempre tinha dessas as vezes, e eu prontamente o segurei em meus braços acariciando seus cabelos esverdeados e macios.
– Você me deve uma conversa Shun. — falei sorrindo um pouco mais brincalhão e vendo-o me encarar curioso.
– Não pense que eu me esqueci não, você me deve algumas explicações. — falei ainda sorrindo, mas meu semblante agora começava a tomar um ar mais sério.
– Não sei do que está falando irmão. — ele disse desviando o olhar e voltando a observar as estrelas, mas eu sentia que ele segurava a toda força o sorriso largo que queria se formar em seu rosto.
– Ah é mesmo?! Pois deixe-me lembrá-lo... Eu quero saber o que é que você anda falando com o Mime? — perguntei curioso fazendo me encarar.
– Eu? Nada Ikki. — ele falou com um sorrisinho maroto nos lábios e um olhar mentiroso. Ah Shun, você sabe que não pode me enganar.
– Aham... Sei... Claro, vamos Shun, abre o bico, do início... — disse o olhando sério e sorrindo bem leve.
– Ai Ikki, não foi nada... quando eu fui pegar ele no aeroporto, começamos a conversar normalmente, pois Mime não tem estrelismo.... — ele dizia com normalidade, como se fosse algo de pouco caso o que eu queria saber. — Conversamos sobre família e amigos, nem me lembro como chegamos nesse assunto, mas só sei que conversavamos, ai eu falei de você... — ele disse me olhando bem dentro dos olhos e abrindo um sorriso bem malicioso no rosto.
Eu arqueei uma sobrancelha e o encarei um pouco surpreso. — De mim?! O que você falou de mim?! — perguntei quase sorrindo abertamente, mas confesso que agora minha curiosidade falava bem mais alto.
– Bem... — Shun começou a frase com um sorriso tão malicioso que eu tive até certo receio de saber o resto dela, mas de qualquer forma ele não terminou, pois fomos interrompidos.
– Ei, amor, vamos, o jantar já está pronto. — era Seiya que falava agora chamando nossa atenção para ele e acenando com a mão para irmos até a cozinha.
Shun me deu um beijo rápido na bochecha e saiu em direção a Seiya me olhando por entre os ombros com uma cara muito cínica se me perguntassem.
Eu fiquei meio sem entender o que estava havendo, mas agora eu tinha uma certeza, alguma coisa Shun havia falado para Mime sobre mim; coisa essa que motivou muitos dos acontecimentos recentes; e seja lá o que fosse... Se era sobre mim, eu iria descobrir.
Segui Shun e Seiya até a sala de jantar e lá nos encontramos com Mime. Ele estava realmente lindo, os cabelos ainda molhados e soltos num tom mais vermelho que loiro; ondulados em forma de caracóis que caíam como cascatas por suas costas e ombros; olhos ligeiramente mais avermelhados que o normal; um short cinza simples e uma camiseta branca; uma visão bem informal daquele que talvez fosse uma das maiores celebridades da atualidade.
Trocamos olhares ao nos vermos; algo intenso e diferente, algo que por poucas vezes havia acontecido; o olhar dele me dizia tanto, mas eu não sabia traduzir ao certo; lembrava-me muito o olhar dele na noite passada quando nos despedimos e fomos dormir.
Sentamos a mesa e jantamos enfim...
O Jantar foi calmo e tranquilo, Seiya mais uma vez tagarelava que só ele, mas eu não me importei; Mime e Shun sempre sorridentes e transbordando aquela simplicidade que eu tanto admirava; as coisas fluíam bem naquele final de semana, mas algo me inquietava por dentro, a sensação estranha de que algo fosse acontecer.
Ao fim do jantar Seiya e Shun se retiraram dizendo que iriam para o quarto, fato esse que me deixou bem intrigado, afinal de contas por mais que eu tentasse evitar pensar nas coisas que eles faziam naquele quarto, tais pensamentos sempre teimavam em povoar a minha mente.
Resolvi então não me preocupar com isso, afinal, como Mime mesmo havia falado, eu tinha minha vida pra viver e Shun, — mesmo que eu duvidasse as vezes — sabia muito bem se cuidar.
Fui para a varanda ficar um pouco só então; a noite estava muito bonita e a lua cheia só tornava a beleza do campo ainda mais divagadora; o reflexo luminoso e prateado da lua passava pela grama verde das colinas clareando-as e deixando-as num tom quase esmeralda; era como se as folhas brilhassem ao tocar daquela luz.
Continuei ali, observando a paisagem e sentindo o gélido ar da noite em meus braços e cabelo quando ouvi passos, e ao observar na direção em que eles vinham vi Mime se aproximar com um sorriso no rosto.
– Linda noite, não?! — ele comentou aproximando-se e ficando do meu lado à olhar a lua.
– Sim, muito bonita. — comentei simplesmente.
– Na cidade não se tem essa visão; e eu me pergunto quando foi a última vez que parei para olhar as estrelas e a lua; — disse ele assumindo uma expressão mais triste. — faz tanto tempo que nem me recordo realmente de quando foi. — ele disse encerrando seu comentário e continuando a observar a lua.
– Eu também não lembro ao certo quando foi a última vez que fiz isso. — comentei de forma desinteressada.
– humm... — ele disse sem nem abrir a boca, apenas com um gemido simples e eu voltei a ver a noite.
– Homens como nós geralmente são ocupados demais para poder apreciar as pequenas coisas da vida, que de certo modo são as que importam de verdade. — ele comentou me encarando e eu apenas assenti concordando.
– Verdade. — comentei me aproximando e olhando fundo nos seus olhos.
A luz da lua e o vento frio agora nos faziam companhia; Mime tornava-se ainda mais fascinante diante daquele resplendor natural que completava sua imagem; fiquei ali o observando diretamente e ele a mim, até que após alguns longos segundos ele se pronunciou:
– O que foi? — perguntou sorrindo sutilmente.
– Nada, eu só... — tentei dizer algo mas não saiu e ele aproximou-se mais ainda de mim, até nossos corpos ficarem quase colados um no outro, o que me fez ruborizar levemente.
– Fala... — ele falou com aquela voz melodiosa, num tom tão harmônico que me fez suspirar.
– Mime... eu... — tentei dizer algo mas os olhos dele me fitavam com tanta intensidade, como se me fizessem um pedido mudo de alguma coisa.
– Ikki... eu... — ele tentou dizer algo sem se quer parar de me olhar; a pouca distancia entre nós se findou quando o enlaçei pela cintura colando levemente seu corpo no meu e disse:
– Não diga nada. — sussurrei. — Apenas deixe acontecer; — E nesse último sussurro baixo eu me aproximei mais e mais até que nossos lábios se tocaram em um beijo.
Senti então uma forte corrente de energia, algo que eu mesmo não saberia explicar percorrendo todo o meu corpo, era como uma explosão de sentimentos e adrenalina que tomava conta do meu corpo e da minha mente.
Mime enlaçou meu pescoço com os braços entreabrindo mais a boca para aprofundar nosso beijo e eu simplesmente cedi.
Toquei sua nuca com minha outra mão tomando sua boca de forma mais desesperada, tentando senti-lo; sentir seu sabor, seu toque, sua suavidade a cada movimento que minha língua junto com a dele fazia em nosso beijo; era quente, sensual, erótico, mas também romântico e cheio de emoção.
Isso sem dúvida era algo totalmente novo para mim, e o choque de nossos corpos me fazendo despertar para o prazer a cada segundo. Sentia meu membro despertar rapidamente dentro de minha bermuda e roçar no de Mime que também mostrava sinais de altivez.
Só paramos o beijo apenas para tomar ar; nossos rostos ruborizados, nossas respirações ofegantes e nossos corpos ainda colados um no outro com nossos olhares fixados nas íris a nossa frente.
Continuei; beijei Mime novamente e dessa vez com mais volúpia, puxei-o mais para mim fazendo-o sentir como ele estava me deixando; a língua dele e a boca dele se moviam com vontade e desejo junto com a minha;
Levei minha mão às suas costas e comecei a levantar a camisa lentamente, acariciando as suas costas nuas e sentindo o toque aveludado daquela pele tão macia.
Mime apartou o beijo enquanto eu desci beijando sua bochecha e passando para seu pescoço, depositando lambidas e beijos leves naquela região, o que o fazia gemer.
– Ikki... — ele gemeu baixo me fazendo parar e encará-lo, seu rosto estava rubro e seus olhos transpiravam desejo. — Aqui não... no quarto. — ele sussurrou e eu nem precisei pensar muito ao levá-lo ainda aos beijos e abraços para meu quarto.
–---- X -----
Entramos no meu quarto ainda nos beijando; por sorte ninguém na casa havia visto a gente; fechei a porta atrás de mim e a tranquei voltando a minha visão para Mime.
Os tons vermelhos dele agora estavam mais ressaltados; sua boca, seu rosto, seus olhos; um verdadeiro deleite de sedução, o que fez me membro já bem destacado e volumoso na bermuda latejar só de olhá-lo.
– Tem certeza? — sussurrei a pergunta para ter a confirmação de que ele também queria.
Ele apenas assentiu com a cabeça confirmando e o ataquei novamente, o tomando com lascívia e desejo.
Hoje eu sonhei
Com um anjo
Feito só pra mim
A Janela do quarto estava aberta, o vendo gélido da noite entrava forte por ela nos fazendo imaginar que voávamos um nos braços do outro; a luz prateada do luar entrava por ela também e iluminava apenas a cama, pois o resto do quarto se mantinha em um total breu.
Retirei a camiseta de Mime a jogando em qualquer lugar do quarto e o levei para a cama; onde num movimento rápido ele tomou o controle; me empurrou junto ao colchão e subiu lentamente por cima de mim me olhando de forma luxuriosa.
Mime passou então a mão por dentro da minha camiseta acariciando meu abdômen definido, o que me fez arfar baixo; logo em seguida subiu totalmente em cima de mim acariciando meu corpo com as duas mãos por dentro da minha camisa a fazendo subir, revelando então meu peitoral e abdômen fortes e trabalhados de academia.
Quem vai dizer
Pra onde a gente vai
Quando acaba o amor
Ele quis tirar a camiseta e tudo que eu fiz foi levantar os braços e me erguer um pouco para ajudá-lo, e logo ele a lançou em algum lugar do quarto e voltou a atenção a mim, aproximando-se mais e me beijando com desejo e paixão, mordendo meu lábio inferior e sugando com vontade, o que me fazia respirar fortemente e arfar a cada movimento.
Seu corpo rebolava em cima do meu fazendo sua bunda roçar em minha ereção ainda dentro da bermuda, estimulando-a lentamente o que me deixava mais desesperado por alívio.
O nosso beijo era intenso; o vento frio entrava pela janela junto com a luz da lua e tocava nossa pele exposta nos fazendo arrepiar e tornando aquele momento ainda mais único para nós dois.
Se tudo terminou
Suas asas
Vão me proteger
Ele desceu com a língua da minha boca para o meu pescoço me fazendo gemer a cada toque; depositou ali, naquele local tão sensível para mim, vários e vários beijos doces e suaves, seguidos de chupões fortes que marcavam minha pele com a pressão à que eram acometidos.
Ele continuou descendo pelo meu corpo até meus fortes peitorais onde abocanhou um dos mamilos com os dentes me fazendo gritar de tesão; logo em seguida começou a chupá-lo com força e lambe-lo com movimentos circulares que fazia com a língua; eu gemia e arfava a cada movimento; Mime estava me enlouquecendo de tesão.
Deu o mesmo tratamento no outro mamilo e desceu pelo meu abdômen trabalhado com sua língua quente; ao chegar em meu umbigo ele o penetrou com sua língua o deixando molhado; aquilo sem dúvida me deixou a ponto de explodir dentro da cueca, além de causar um pouco de cócegas.
Ele continuou descendo até chegar a minha bermuda; o volume de me membro ereto era notável; era quase como se ele fosse romper o zíper e saltar pra fora a qualquer momento; eu mesmo não me lembrava quando tinha sido a última vez que ficara tão excitado assim na vida; Mime então me surpreendeu ao começar a dar leves mordidas em meu falo por cima da bermuda;
– Ahh... — gemi alto com a performance dele; Mime estava demais.
Senti quando ele desabotoou o botão da bermuda e foi descendo o zíper lentamente expondo a minha cueca boxer branca e meu falo ereto, cuja a glande já escapa para fora da cueca tamanho era minha excitação.
Senti Mime tocá-lo e massageá-lo ainda dentro da boxer em movimentos lentos de vai e vem; a cabeça já lambuzada de líquido pré-gozo sujava de leve o meu abdômen com aquela secreção transparente. Mime então desceu a cueca expondo meu falo por completo e minha região íntima.
Os pelos muito bem aparados, eram ralos, como uma barba nascendo, o membro rígido se mostrava imponente em sua mão; a glande, totalmente melada brilhava em seu tom roxo mais intenso e as veias se sobressaltavam por toda a extensão dele.
Mime arfou ao tocá-lo por inteiro e em carne pura com seus dedos, e meu rosto já estava totalmente tomado pela vermelhidão do prazer que eu estava sentindo naquele momento.
A língua dele tocou a base me fazendo virar a cabeça para trás no travesseiro enquanto subia pelo meu falo deixando o rastro de saliva por toda a extensão.
Chegou a glande e começou a dar lambidas felinas e leves nela, como se a limpasse do líquido que por pela ela saía. Eu arfava a cada toque, a cada movimento, minha mente se esvaziava e tudo que eu queria era sentir aquele prazer descomunal.
Mime então abocanhou meu membro me fazendo urrar de tesão. Sugou fortemente com desejo e vontade a cabeça e logo começou a tentar engolir o falo todo.
E quando a noite chega aqui
Eu deito pra pensar
Na luz que se perdeu
Um anjo vem me beijar
Sugava avidamente com força e habilidade; Mime era realmente maravilhoso no que fazia, impondo a força certa em cada sucção, o que prendia a carne me fazendo quase gozar de excitação; ah, há quanto tempo não sentia tal desejo?; a quanto não me entrega assim a alguém?.
Enchi minha mão com seus fartos cabelos dourados e comecei a empurrá-lo de encontro ao meu membro rígido, fazendo engoli-lo até onde podia, mais ou menos na metade.
Mime se esforçava e eu urrava de tesão a cada chupada que recebia com tanta paixão e entrega; puxei-o para mim logo em seguida; se as coisas continuassem assim eu iria gozar logo e não era isso que eu queria; tomei seus lábios com luxúria e paixão na ânsia de senti-lo; de sentir o homem que estava me dando todo aquele prazer;
E o seu amor
Suave como o vento
Prazer sem julgamento
Que me faz voar
E quando a dor
Me torna mais covarde
Eu sinto a coragem
Pra ser o que sou
Por que pra sempre
Um anjo vem me beijar
Nosso beijo continuava quente e vigoroso até que o posicionei e o fiz ficar sentado em cima de meu peitoral; logo em seguida desci seu short cinza onde o volume já marcava com veemência e o liberei; fazendo-o saltar apontando diretamente para o meu rosto; olhei para Mime com um olhar luxurioso e um sorriso predador e ele me encarava num misto de vergonha e excitação; expressão essa que só me deixava mais empolgado.
Toquei seu membro e o estimulei fazendo Mime gemer; logo em seguida o abocanhei sugando com a mesma energia com que Mime sugara o meu; ele gemia, gritava e falava meu nome entre seus afagos o que me deixava ainda mais desejoso de satisfazê-lo.
Chupei-o bem; logo em seguida levando um de meus dedos a sua boca, fazendo chupá-lo e lubrifica-lo bem; assim que ele o fez levei-o a sua entrada e iniciei a penetração; Mime fez careta e eu senti uma certa resistência pela parte dele, mas fui com calma, ainda mantendo seu falo em minha boca.
Alguns segundos depois eu o penetrei com meu dedo e me movimentei na mesma velocidade que o chupava; logo em seguida o penetrei com dois e ele gemeu mais ainda; estava apertado e difícil, seria complicado quando fosse penetra-lo de verdade, mas mantive a paciência e continuei.
Muito dificilmente coloquei o terceiro dedo sentindo Mime se desconcentrar um pouco do prazer que eu lhe impunha para sentir a dor; chupei-o então mais avidamente, mais fortemente fazendo sentir toda a maravilhosa sensação do prazer e do orgasmo que se aproximava rápido; Mime já praticamente pulava em meu peito e metia vigorosamente seu falo em minha boca me fazendo engoli-lo quase por inteiro.
E nesse movimento contínuo que o terceiro dedo entrou completamente fazendo-me preenchê-lo com três dedos;
Quando eu fico mal
E a dor parece não ter final
Olho pro céu
E eu sei que as estrelas sempre vão brilhar
Quando ele finalmente parecia adaptado a situação eu parei de chupa-lo e me ergui um pouco, fazendo sentar novamente sobre meu falo exposto e o beijei; em meio a tudo isso com muita dificuldade e certa habilidade eu retirei minha bermuda e cueca por completo e depois o short de Mime, ficando então completamente nu na cama junto com ele;
Nossos corpos dançavam e serpenteavam em uma dança erótica e sensual; nossos falos roçavam na fricção de nossos movimentos nos fazendo gemer entre o beijo quente e profundo que compartilhávamos; meus braços trazendo seu corpo para mais perto, o envolvendo, o acariciando, o fazendo me sentir em intimidade absoluta como eu o estava sentindo naquele momento; era um momento quase único.
E quando a noite vem
Estou sozinho sem ninguém
O céu se apagou
Um anjo vem me beijar
Apartamos o beijo com uma fria corrente de ar que adentrou a janela do quarto e tocou nossa pele nos fazendo arrepiar com aquela sensação; Mime me encarou com amor e desejo naquele momento se posicionando novamente, erguendo-se e sentando sobre meu membro mais uma vez; ele acariciava meu peitoral e se apoiava nele enquanto chegava a essa posição; e nossos olhares mantinha-se fixos nas íris um do outro.
Os olhos dele, que eu sempre admirei por carregarem um tom de vermelho diferente e ousado, agora brilhavam carregado de um vermelho sangue que remetia apenas ao desejo; a luxúria; ao prazer; e ao ver como o vento tocava seu cabelo hora dourados, hora avermelhado o fazendo levitar levemente me dava a impressão de que eu estava diante de um anjo.
E o seu amor
Suave como o vento
Prazer sem julgamento
Que me faz voar
E quando a dor
Me torna mais covarde
Eu sinto a coragem
Pra ser o que sou
Por que pra sempre
Um anjo vem me beijar
Mime se ergueu um pouco tentando posicionar meu membro em sua entrada; eu evidentemente o ajudei nisso segurando meu falo e fazendo se posicionar corretamente.
Mime tentou então sentar sobre ele de modo que ele o penetrasse por completo na descida, entretanto não deu certo a princípio; havia uma certa resistência por parte de Mime, algo que o estava impedindo de continuar; eu o acariciava, o olhava terno, e meu olhar dizia de forma muda que ele se acalmasse que tudo ficaria bem; ele sorriu para mim naquele momento sentando sobre me membro mais uma vez, o que me fez penetra-lo com a glande.
O gemido dele ecoou pelo quarto, e era como música para meus ouvidos, a música que eu tanto apreciava ouvir, a música que saía daqueles lábios angelicais.
Mime então desceu lentamente me fazendo entrar nele a cada momento; e logo eu estava completamente atolado dentro dele; sensação que me fez urrar de tesão e respirar ofegante.
Mime era extremamente apertado; sim, muito apertado, e estava sufocando meu pênis dentro dele, situação essa que só aumentava o meu tesão e desejo de possuí-lo.
Com alguns minutos que ficamos ali parados, Mime com os olhos fechados e rosto virado para o teto; eu o admirei; era mesmo difícil de acreditar que alguém como eu, um simples publicitário de Nova York estava tendo em minha cama Mime Demarco, talvez um dos homens mais desejados e belos do mundo; mas era eu, ali, naquele singelo quarto, daquela fazenda tão longe de tudo, que estava tendo a honra de sentir todo o prazer que ele poderia me proporcionar.
Meus pensamentos se perderam quando Mime começou a se mover lentamente por sobre meu corpo, movimentos lentos e profundos faziam meu membro ir e vir dentro dele, o que fazia nós dois quase gritarmos de tesão e emoção por estarmos ali, nos amando de uma maneira tão única e deliciosa;
E o seu amor
Suave como o vento
Prazer sem julgamento
Que me faz voar
E quando a dor
Me torna mais covarde
Eu sinto a coragem
Pra ser o que sou
Por que pra sempre
Um anjo vem me beijar
Mime subia e descia loucamente perdido em gemidos e urros de prazer, enquanto que eu comecei a me mover selvagemente dentro dele no mesmo instante em que tocava seu membro o estimulando a ter prazer também.
A cada entocada, mais e mais profunda Mime gemia com mais intensidade e eu o acompanhava com urros forte e vigorosos.
Estávamos nos unindo ali, nos tornando um só, e nossos corpos respondiam com intimidade e paixão aos movimentos e toques um do outro de forma que eu quase poderia ouvir a voz de anjos em meus ouvidos; eu estava no paraíso.
Comecei então a me mover brutalmente e descontroladamente dentro de Mime, nossos corpos quase de desprendiam dos lençóis da cama a cada movimento nosso; era loucura; era insanidade; mas era aquilo que queríamos.
Senti então o membro dele pulsar em minha mão e pouco depois Mime se derramou em meu abdômen e peitoral. Jatos e mais jatos de sêmen voaram sobre mim e isso só me excitou mais ainda; sentia que meu orgasmo estava próximo.
Continuei a me mover selvagemente dentro de Mime segurando forte as suas coxas as marcando enquanto senti suas unhas arranharem deixando linhas de sangue em meu tórax.
Aquilo era demais, era prazer fora do comum; a dor mesclada ao prazer em um misto de sensualidade e selvageria.
Meu membro tocava e quase perfurava a próstata de Mime fazendo gritar alto e descontroladamente enquanto eu senti meu orgasmo chegar;
Me derramei por completo dentro dele sentindo toda a minha energia sair do meu corpo com aquele orgasmo.
Sentia meu gozo quente ser expelido em vários jatos e inundar Mime por dentro enquanto dávamos nosso último, porém mais alto e prazeroso gemido naquela noite.
Mime caiu sobre meu corpo sujando seu próprio peito com seu sêmen e escondendo sua cabeça em meu ombro; nossas respirações estavam ofegantes, estávamos exaustos e tentávamos puxar o ar que nos faltava naquele momento.
Todos os sons do quarto podiam ser ouvidos com exatidão agora que nossos gemidos haviam cessado, e era algo totalmente diferente.
Era como se minha audição tivesse se apurado e muito, ou apenas os sons ambientes tivessem aumentado incrivelmente.
Após alguns minutos nos recuperando, Mime ergueu a cabeça com um olhar apaixonado enquanto deixava um sorriso carinhoso brotar em seu rosto.
Eu o olhei com toda a ternura que me possuía; sentimento esse que até esse momento eu reservava apenas para meu irmão Shun.
Ele tocou meu rosto carinhosamente enquanto se aproximou e tomou meus lábios em um novo beijo; esse, mais leve, doce, puro, carregado de sentimento.
E tendo a luz da lua e o vento como nossas únicas testemunhas, nos amamos intensamente durante aquela noite inteira naquele quarto.
E o seu amor
Suave como o vento
Prazer sem julgamento
Que me faz voar
E quando a dor
Me torna mais covarde
Eu sinto a coragem
Pra ser o que sou
Por que pra sempre
Um anjo vem me beijar
Continua...
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