Depois Do Dia Dos Namorados - Parte 4
64 Cap. 064
— Eu não posso Santana... (Arizona respondeu de maneira firme e triste). Para trazer Hugo da África eu precisei... (a médica parou um segundo passando a mão pelos cabelos). Legalmente ele é meu filho... E eu sinto que ele é meu filho... (ela continuou sentindo os olhos enxerem de lágrimas). E eu sei que é arriscado e eu sei que pode dar tudo errado, mas eu não posso deixar de lutar... Não por qualquer criança, não pela minha criança...
— Ok... (Santana suspirou respondendo com um pequeno sorriso quando Brittany deixou as duas xícaras de chá sobre a mesa antes de sair). O que você quer fazer? Quais são seus planos?
— Eu acho que devemos fazer a cirurgia o quanto antes (Arizona respondeu séria). Mas não acho que deveríamos fazer aqui... Eu preciso... Eu preciso ter a minha família por perto caso isso dê errado... Callie tem sido de muito suporte e Sofia está com ela em L.A....
— Você quer que voltemos? (Santana perguntou buscando a confirmação).
— Eu sei que são suas férias Santana, sei que é sua família, seu momento com elas, mas eu não confio em mais ninguém e agora? Meus filhos são tudo que eu tenho...
— Eu vou fazer algumas ligações, organizar tudo no hospital e vamos pegar o primeiro voo possível... (Santana respondeu de forma decidida). Paris ainda estará aqui no próximo ano, Gabi e Carol podem aproveitar o resto da nosso aluguel...
— Eu vou pag... (Arizona começou, mas a morena a cortou).
— Você faria o mesmo por mim se fosse a minha menina, apenas não se preocupe com isso... (os olhos de Santana eram calmos e Arizona suspirou concordando). Leve o menino para o hospital o quando antes, Karev está no controle, mas eu vou chegar o mais rápido possível.
— Obrigada Santana... (a loira falou levantando-se para abraçar a morena).
— Qualquer coisa, apenas me ligue...
Xxx
— Hei... (Brittany cumprimentou baixinho vendo a morena entrar no quarto, Maya tinha acabado de pegar no sono e a bailarina tinha o notebook sobre seu colo). Eu consegui uma passagem pela manhã, eu e Maya vamos logo depois do almoço... (ela falou tranquila sabendo quais seriam os planos de sua esposa).
— Nenhuma chance de vocês...
— Eu deixei o pedido caso haja alguma desistência e estaremos prontas... (a loira respondeu deixando o computador de lado para caminhar até a esposa). Eu não sei como você faz isso San... (Brittany falou baixo segurando firme ao corpo da médica). Como você consegue ver a dor dos pais todos os dias...
— Eu preciso conseguir Britt... Eu penso o que seria se fosse... (a morena olhou para a menina dormindo, seu corpinho pequeno ao centro da cama, os cabelos castanhos bagunçados sobre o lençol claro). Alguém precisa fazer por eles... (ela continuou com um sorriso triste).
— Você é a mulher mais forte e corajosa que eu conheço Sanny...
— Vocês são toda a razão para a minha força... (a médica respondeu apertando mais a esposa contra si). Nós precisamos fazer as malas...
— Apenas mais um minuto... (Brittany respondeu aconchegando-se melhor ao abraço da esposa).
Xxx
— Porque não podemos ir junto? (Maya perguntou quando a família chegou ao aeroporto, elas deixariam Santana e passariam as próximas horas ali, esperando por seu voo).
— Não haviam mais passagens pequena e mami precisa ajudar este menininho... (Santana respondeu levando a filha no colo enquanto Brittany pegava as malas).
— Mas eu não encontrei o presente perfeito para tia Hanna...
— Bem, mamãe vai procurar com você e eu tenho certeza que vão conseguir algo realmente legal... (a médica voltou a responder, seu coração acelerando quando percebeu Arizona com levando um menino pequeno pela mão). Hei... (ela suspirou chamando a atenção da outra médica).
— Tia Arizona! (Maya sorriu seu melhor sorriso jogando os bracinhos para um abraço) Onde está Sophia? (ela continuou sentindo falta da outra garota que em sua opinião era a criança grande mais legal do mundo).
— Ela está com tia Callie pequena... (Arizona respondeu com um sorriso cansado). Mas veja, este é Hugo... (ela continuou mostrando o menino que segurava sua calça).
— Oi... (Maya falou com um sorriso quando Santana a colocou no chão). Eu sou Maya...
Hugo apenas sorriu timidamente fazendo a menina olhar confusa.
— Ele ainda não sabe muito bem a nossa língua Maya... (Arizona explicou vendo a confusão no rosto da menina).
— Ola, mi nombre es Maya... (Maya tentou novamente fazendo suas mães sorrirem, mas sem conseguir nenhum efeito melhor sobre o menino). Salut, mon nom est Maya (ela tentou em francês e o sorriso do menino aumentou, mas ele não respondeu). Eu não conheço mais nenhuma língua... (Maya voltou a falar confusa se afastando para alcançar Brittany).
— Desculpe pequena, ele ainda está assustado, mas está aprendendo e logo vocês poderão brincar juntos... (Santana explicou passando a mão sobre a cabeça da filha).
— Mamãe, é este o menininho que mamy vai ajudar? (Maya perguntou observando as duas médicas conversarem entre si).
— Ele mesmo, e quando mamãe ajuda-lo e ele ficar bem, vocês poderão brincar e você pode ajudá-lo a falar a nossa língua (Brittany explicou pegando a filha no colo).
— Ok... (a menininha respondeu deitando a cabeça no ombro da mãe um pouco sonolenta).
Deixar Santana embarcar sozinha não foi fácil para ninguém na família. A morena segurou sua filha até o último minuto e Brittany estava tentando parecer forte, mas odiava a ideia de ter Santana tão distante, mesmo que fossem por apenas algumas horas.
Quando a morena embarcou Brittany respirou fundo e levou sua filha para uma volta pelo aeroporto, tentando entretê-la com a compra de presentes para seus amigos. Maya escolheu alguns livros para Don, uma mochila para Hanna, porque ela iria para a escola de gente grande no próximo ano, e um ursinho com um coração para Meg, ela apenas pensava que a menina precisava de algo macio e Brittany suspirou pesadamente pensando em como Mercedes e sua família estavam sofrendo.
Embarcaram algumas horas depois e Brittany estava realmente grata quando Quinn e Don esperavam por elas no aeroporto. Ela abraçou a amiga com carinho sorrindo quando olhou para os dois amigos, Maya procurando em sua pequena mochila pelo presente de Don.
— Nós não tivemos muito tempo, é basicamente livros... (a bailarina falou em tom de desculpas para a amiga). Em francês...
— Bem, nunca é cedo demais para começar a ensinar a ele uma nova língua... (Quinn sorriu agradecida). Sério Britt, não se preocupe com isso... (ela continuou caminhando com a bailarina até o estacionamento). Eu vou leva-las para casa e espero receber café e novidades, Rachel é muito resistente quanto a voltarmos lá...
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