Depois Do Dia Dos Namorados - Parte 4
5 Cap. 005
005
Flashback
Gabi sorriu observando a garota retomar o fôlego e deixou um beijinho carinhoso em seus lábios. Ela queria simplesmente levar os dedos molhados a boca e experimentar o sabor de sua namorada, mas estava com medo de que fosse demais. Para ser bem sincera ela jamais tinha tido vontade de provar outra menina, mas com Carol tudo era diferente. Ela a amava e queria todas as coisas ao seu lado.
— Caramba! (Carol soltou com um sorriso finalmente conseguindo unir as sílabas). Uau!
— Você está bem? (Gabi perguntou com um sorriso presunçoso sabendo exatamente a resposta para sua pergunta).
— Sim... E você está cheia de si... (Carol respondeu sorrindo, seu corpo virando um pouco para sentir-se mais perto). E tem muita roupa... (ela reclamou sentindo o shorts e o sutiã de Gabi contra seu corpo). Eu quero ver seus seios... (ela admitiu sentindo-se corar um pouco, mas ignorando a sensação).
— Quem sabe você precisa dar um jeito nisso... (Gabi falou provocando com uma piscadinha malandra). Você sabe, buscar o que você quer? (ela continuou provocando com um sorriso).
— Eu acho que você pode ter razão sobre isso... (Carol respondeu abraçando-a devagar, os dedos um pouco trêmulos roçando a pele morena).
Gabi sorriu esperando a namorada soltar a peça, um sorriso suave quando a menina reclamou frustrada.
— Por que é tão fácil quando é apenas o meu? (Carol falou fazendo beicinho).
— Porque você não está tremendo quando tira o próprio sutiã? (Gabi respondeu com um sorriso carinhoso). Apenas relaxe, nós não estamos com pressa... E não precisamos continuar... (ela continuou trazendo a mão da namorada aos lábios para um beijo tranquilo).
— Sério Gabi, eu quero ver seus seios... (Carol voltou a fazer beicinho o que Gabi achava realmente bonito em sua namorada).
— Ok... (a menina respondeu sorrindo, as mãos movendo-se para soltar o próprio sutiã).
Gabi ainda estava sorrindo quando moveu-se sobre o corpo nu da namorada olhando-a com carinho antes de beijar seus lábios com cuidado, deixando seus peitos nus roçarem suavemente, adorando a sensação da pele contra pele.
— Você não tem ideia de como eu sonhei com isso... (ela falou sorrindo antes de deixar um selinho nos lábios de Carol que sorriu timidamente).
Elas se olharam por alguns segundos e Gabi não deixou de perceber a preocupação nos olhos felizes da namorada.
— Está tudo bem? (ela perguntou com cuidado, seus olhos não desviando dos verdes que rapidamente olharam para o lado). Hei... (Gabi chamou baixinho, trazendo o rosto bonito para voltar a olhar para ela). Você pode me falar qualquer coisa... (ela continuou esperando para que a outra menina decidisse se iria ou não falar com ela).
— Ok... (Carol respirou profundamente criando coragem). Eu não sei o que fazer... O que você espera que eu faça... (ela continuou colocando para fora seus medos).
— O que você gosta de fazer... Quando... (Gabi perguntou timidamente, mas Carol sabia o que ela queria dizer).
— Eu não sei... Eu jamais me senti como quando você... (ela começou sem jeito). Eu devo estar fazendo alguma coisa errada... (a menina continuou sentindo-se mal por não saber como poderia fazer a namorada sentir-se bem).
— Eu tenho certeza que não é isso... (Gabi sorriu docemente).
— Como você pode saber? (Carol estava sendo um pouco teimosa, mas Gabi ainda sorria).
— Porque eu amo você e você me ama... (a menina começou sem desviar os olhos dos da namorada). Por isso quando tocamos a outra, mesmo que façamos exatamente a mesma coisa com nós mesmas, será diferente... Meu corpo todo responde quando eu te beijo e sentir seu corpo assim tão perto, nossa pele tocando em quase todos os lugares, teu sorriso bonito e teus olhos carinhosos tudo isso desperta milhões de sensações que eu não sei explicar... Eu adorei tocar você, foi muito, muito quente ver você ter prazer e saber que fui eu quem te deu isso... (a morena sorriu um pouco, seus olhos não escondendo a timidez suave por trás do tom brincalhão). Eu tenho certeza que apenas por ser você me tocando meu corpo poderia entrar em combustão... Mas eu vou entender se você quiser parar... (ela continuou percebendo como a namorada ainda parecia insegura).
— Eu não quero ser como aquelas garotas que sugam tudo de suas namoradas, mas não querem dar nada em troca... (Carol respondeu em dúvida).
— Eu jamais pensaria isso amor... (Gabi deu um beijinho suave nos lábios da namorada, sorrindo um pouco quando a língua tocou sua boca pedindo entrada).
Ela acomodou-se melhor sobre o corpo suave de Carol aprofundando o beijo enquanto mudava sobre a cama para ter uma das pernas entre as da namorada que gemeu no beijo causando um arrepio por todo o seu corpo. A mão suave acariciava suas costas, os lábios moviam-se na dança tantas vezes ensaiada. Gabi afastou-se do beijo com um sorriso nos lábios acariciando o rosto da namorada com o seu sem abrir os olhos.
— Venha tomar um banho comigo... (ela sussurrou tranquila, tentando acalmar o coração de Carol que batia de forma desesperada em seu peito).
— Mas...
— Não se preocupe com isso, vamos apenas relaxar está bem? (ela respondeu deixando um beijinho suave sobre os lábios da namorada antes de levantar já abrindo o botão de seu shorts jeans).
— Ok, se você for continuar deitada assim eu vou ser obrigada a ficar aqui apenas admirando... (a morena falou em um tom de brincadeira provocando a namorada que estava no mesmo lugar, apenas assistindo-a se despir). Carol? (Ela chamou ganhando a atenção da outra menina).
A menina se assustou um pouco corando, o que Gabi achou a coisa mais fofa do mundo, então levantou caminhando para o banheiro rapidamente.
O casal gastou muito tempo beijando sob o chuveiro, trocando carinhos, conhecendo seus corpos de forma mais íntima e não foi nenhuma surpresa para Carol quando a namorada lhe deu um novo orgasmo inserindo os dedos em seu núcleo enquanto beijava seus lábios ou chupava seu pescoço. A surpresa realmente foi quando a Gabi segurou-se em seu corpo como se disso dependesse a própria vida e deixou escapar um gemido rouco e libertador em seu ouvido, movendo-se um pouco mais devagar contra uma de suas pernas.
As duas meninas continuaram abraçadas em silêncio sob a água apenas desfrutando do momento de profunda intimidade. Carol queria perguntar a namorada se tinha realmente acontecido o que ela achava que tinha acontecido, mas estava com medo de fazê-la desconfortável e desistiu abraçando-a carinhosamente e deixando beijinhos pela pele morena.
A morena recobrou suas forças levando os lábios para um beijo carinhoso e lento que foi rapidamente correspondido, então se afastou com um sorriso amoroso.
— Eu avisei que você me fazia sentir melhor do que qualquer outra pessoa... (ela deu de ombros como se não fosse grande coisa, mas seu coração estava acelerado e seu rosto corado). Eu te amo.
— E eu amo você...
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