Depois Do Dia Dos Namorados
75 Capítulo 75
Notas iniciais
Apesar de não saber exatamente o que as esperava em casa, elas ficaram felizes em entrar no avião, a sensação de que tinham dado um grande passo e, independente de como as próximas semanas se desenrolassem elas estariam bem.
As duas meninas mantiveram-se acordadas durante todo o vôo e não ficaram surpresas quando encontraram os dois pais aguardando no aeroporto.
- Muito bem, não me diga que havia uma árvore perto de alguma janela do apartamento. Eu não vou me perdoar se deixei isso passar sem perceber (o pai de Santana brincou abraçando a filha).
- Eu apenas cai... (ela respondeu sem querer entrar em detalhes).
- Ok, você caiu... (o pai concordou com um sorriso). Então Britt, como vocês foram de viajem?
- Bem, o apartamento é mesmo perfeito! (ela respondeu agradecida soltando de seu pai para abraçar o outro homem).
- Eu diria que sua namorada tem um bom faro para negócios imobiliários... (ele continuou brincando). Muito bem meninas, espero que tenham aproveitado, porque sua mãe está ficando louca de preocupação em casa.
Os pais começaram a se mover, indo os três em direção à saída. As meninas ficaram um pouco para trás. Brittany estava preocupada, porque não era preciso ser especialista em Santana para perceber que a menina estava nervosa quanto a se reencontrar com a avó.
- S, você está bem?
- Sim B, só um pouco cansada... (ela respondeu dando de ombros). Eu não queria ter que ir pra casa... (Santana admitiu parando no caminho com um suspiro cansado). Não é como se eu não sentisse falta da minha família porque eu realmente faço, mas eu só quero estar com você! Eu sei que por um longo tempo eu pensei que tudo que eu queria era que minha avó me aceitasse, para que eu pudesse estar perto deles, mas isso não tem a menor importância agora, porque tudo o que realmente importa e que nós duas estejamos bem.
- Nós estamos bem San. (Brittany respondeu olhando-a diretamente nos olhos). Nada vai nos separar (ela ia continuar, mas lembrou-se que estavam sento separadas por duas semanas), bem nada irá nos separar depois que estivermos em L.A.
Britt deu um beijinho rápido na têmpora da namorada antes de pegar em sua mão para voltar a caminhar. A cada passo que davam Santana apertava um pouco mais a mão da namorada. Ela não queria ir pra CSA, ela não queria estar com sua avó e ela não queria ficar longe de Britt.
Elas esperaram pra ver os dois carros estacionados, mas estavam todos indo para o carro do pai de Santana.
- Meninas vocês não vêm? (o pai de Britt perguntou antes de entrar no lado do passageiro).
- Mais alguns minutos... (Britt suspirou com um pequeno sorriso).
Elas entraram no carro e enquanto s pais conversavam, mantiveram-se presas em seu próprio mundo, não disseram uma única palavra, mas não soltaram as mãos nem por um minuto.
- Muito bem, estamos em casa... (Susan suspirou quando o carro parou na entrada da garagem).
Brittany deu um selinho rápido no rosto de Santana e começou a descer do carro atrás de seus pais.
- Pai eu vou... (Santana começou a falar, mas o pai apenas sorriu e fez sinal para que ela não se preocupasse). Eu não demoro.
Britt parou perto da porta de casa e deu um sorriso triste quando Santana se aproximou. Os pais despediram-se rapidamente e entraram com a bagagem em casa enquanto as duas meninas sentaram na escada da frente em silêncio. O pai de Santana deu a ré no carro e o estacionou na rua, tentando dar as duas meninas um pouco de privacidade.
- Eu amo você... (Santana falou quebrando o silêncio). Eu amo você mais do que eu poderia imaginar um dia amar alguém B. Não importa o que aconteça lá em casa, não me importa o que mi abuela diga, eu vou continuar te amando...
- Eu também te amo San... (Brittany respondeu segurando as lágrimas).
Não era apenas por terem que se separar que Brittany estava chorando, mas porque ela estava preocupada com o que a avó de Santana diria, o que Santana teria que ouvir nas próximas semanas. Ela só queria abraçar a namorada e protegê-la de todas as grosserias que ela tinha certeza que a morena iria escutar.
- Não chore amor... (Santana pediu segurando o próprio choro enquanto passava os dedos secando as lágrimas de Britt). Eu estarei aqui antes que você possa sentir a minha falta...
- Isso não é verdade San... (Britt reclamou fazendo bico).
- Ok, mas eu vou mandar mensagens o tempo todo e deixar o skipe ligado 24 horas por dia e acho que você poderia me buscar em casa uma vez ou outra... (Santana falou passando as chaves do carro para a namorada). Não é seguro que eu dirija agora, mas você pode me buscar para tomar um sorvete...
- Você vai poder sair?
- Acho que sim (Santana respondeu dando de ombros). E sempre existirão fugas de madrugada... (continuou sorrindo). Eu te amo B. (repetiu segurando carinhosamente o rosto da namorada).
Seus lábios tocaram-se devagar levando uma carga de eletricidade entre os dois corpos. Elas mantiveram o toque suave e lento, como se quisessem guardar aquele momento para todos os momentos que estivessem sozinhas.
- Eu te amo San... (Britt falou contra os lábios da namorada antes de voltar a beijá-la de lábios abertos, contornando com a língua a boca da namorada, esperando pela autorização que não demorou a vir).
Santana aprofundou o beijo e deixou suas mãos baixarem puxando-a pela cintura para mais perto. Não havia mais nada nem ninguém no mundo, apenas o som das batidas do coração de Britt e o toque maravilhoso de sua língua contra a dela.
- Eu te ligo assim que eu puder ok? (Santana perguntou se afastando).
Ela não queria ir, mas sabia que seu pai não seria paciente por muito tempo.
- Vou ficar esperando (Brittany respondeu se levantando para acompanhar a namorada até a rua).
As duas caminharam de mãos dadas e se despediram com um selinho antes de Santana correr para o carro, onde seu pai a aguardava. Brittany continuou na frente de casa vendo o carro se afastar. Seu celular apitou em seu bolso e ela sorriu com a mensagem.
“Eu te amo B” – S
“Também te amo San” – B
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