A volta para Lima foi um pouco desanimada. Mesmo as meninas se esforçando para deixar o clima mais suave o sofrimento de Quinn era visível e até mesmo Brittany já estava tendo vontade de brigar com Rachel.

O pai e o irmão de Santana as esperavam no aeroporto. Santana não esperava ver nem a mãe por ali e apenas a presença dos dois homens da família já a deixou feliz.

- Então como foram de viajem garotas? (o pai perguntou animado). Espero que tenham gostado da cidade porque a Universidade não vai me devolver o primeiro depósito se vocês desistirem (brincou).

- Eu achei o máximo! (Brittany respondeu animada depois de cumprimentá-lo com um abraço). Nós estamos namorando! (continuou mostrando seu anel ao irmão de Santana, fazendo todos rirem).

- Acho que isso significa que eu devo parar com as piadinhas para o seu lado, certo garota? (ele brincou).

- Com certeza você deve (ela respondeu séria). Santana é uma namorada ciumenta e você realmente não tem chance.

- Ok, recado entendido! (ele falou pegando a mala da garota).

- Então Quinn, acabou resolvendo ficar mais um tempo? (o pai de Santana perguntou puxando assunto com a outra menina que estava muito calada).

- Eu não estava me sentindo muito bem para viajar ontem... (ela respondeu dando um sorriso pequeno).

- Mas está melhor agora? Quer que eu lhe leve ao hospital para ser examinada? (o médico perguntou).

- Não, eu não acho que seja necessário. Deve ter sido apenas um mal estar...

- Ok, mas se voltar a se sentir mal, deve procurar um médico, está bem?

- Eu o farei... (Quinn respondeu com um pequeno sorriso).

Os cinco entraram no carro. O pai de Santana deixou Quinn em casa depois levou as duas meninas para sua própria casa.

- Sua avó não está em casa (ele explicou antes que a filha pudesse perguntar). Achei que você poderia precisar de mais alguma coisa do seu quarto...

- Pai... (Santana pediu com os olhos cheios de lágrimas).

Ela amava Brittany, amava a namorada mais que tudo, mas não conseguia deixar de sentir-se abandonada com aquela situação.

- Eu sei filha e eu realmente não o faria se não tivesse certeza de que você irá ficar bem (ele falou como se tivesse lido os pensamentos da filha). Nós não estamos te abandonando e nós te apoiamos na decisão que você tomou. Eu acho que a sua avó... Bem, ela só precisa de um tempo para entender.

- E a mamãe? (seu coração estava tão apertado, ela queria ver a mãe, mesmo que ela não fosse a pessoa mais carinhosa e presente em sua vida).

- Alguém precisava tirar sua vó de casa (ele respondeu sorrindo). Seu irmão se recusou a fazê-lo. Digamos que ele está tornando a estadia da sua avó em casa um tanto quanto difícil (ele sorriu para o filho). Seu nome ou o de Britt têm sido mencionado desde que saímos de Lima.

- Bem, eu só lhe disse algumas vezes que tinha inveja do bom tempo que vocês estavam tendo em Lima, enquanto eu estava preso em um carro em que a tensão poderia ser tocada com os dedos (ele deu de ombros e Santana imaginou que não fosse apenas aquilo).

- Bem, você estava certo. Nós tivemos um ótimo tempo juntas (Santana respondeu sorrindo).

- Eu sabia que minha ausência nem estava sendo notada... (o pai brincou fazendo-se de ofendido).

- Bem, eu estive distraída... (Santana deu de ombros exatamente igual o irmão tinha feito momentos antes).

- Eu deveria te colocar de castigo mocinha (o pai falou levantando a filha sobre o ombro).

Brittany ficou observando Santana ser carregada para dentro de casa. O riso rouco da namorada ecoando prazerosamente em seus ouvidos, a interação da menina com o pai fazendo seu coração se encher de alegria. Por mais que estivessem felizes juntas Britt sabia que Santana sentia falta disso. Ela e seu pai sempre se deram bem e não haveria dinheiro ou apartamento capaz de substituir este carinho.

O pai de Santana a colocou no sofá e apressou-se em começar a fazer cócegas na filha.

- Isso vai ensiná-la a sentir falta do seu velho Dra Lopez. (era a primeira vez que o pai a chamava assim e Santana sentiu seu coração se encher de felicidade. O pai parou ao ver que a filha tinha um sorriso bobo nos lábios). Sim, eu estou realmente orgulhoso de você (ele falou sentando-se ao lado da filha). De vocês duas (ele continuou olhando a outra garota que estava parada perto da porta). Eu estou feliz que você decidiu nos contar sobre a Britt e feliz por estarem conduzindo as coisas com maturidade (Santana observou-o confusa). Pelo amor de Deus Santana! Ninguém nesta casa é cego. Brittany é a única pessoa que você realmente trata bem e você andava mordida de ciúmes quando ela começou a namorar aquele menino da cadeira de rodas.

- Papai esqueceu de comentar que você não é muito silenciosa... (o irmão completou rindo).

Santana pegou uma das almofadas do sofá e jogou em direção à ele. Brittany sorriu.

- É, sobre isso, acho que vocês realmente precisam de um lugar de vocês... (o pai falou deixando a menina um pouco sem graça). Vamos pra L.A. no sábado fechar o negócio sobre o apartamento. Eu já reservei as passagens, passo te pegar na casa de Britt às 7h e voltamos no domingo logo depois do almoço.

- Vamos, o senhor diz, nós dois? (Santana perguntou confusa).

- É lógico! Eu preciso da sua opinião, afinal não sou eu quem vai morar lá.

- Uau! O senhor realmente vai me deixar ajudar?

- Claro Santana, desde que vocês estão indo morar juntas e eu estou lhe dando o apartamento de presente, acho justo que sejamos nós dois a escolher.

- Isso é o máximo!

Ela levantou feliz e abraçou o pai.

- Bem Britt seu sogro não merece um abraço? (ele brincou com a menina que estava calada).

Brittany sorriu amplamente e caminhou para abraçar o pai da namorada. Ela realmente gostava do pai de Santana. Ele sempre tinha sido bom com ela e quando a mãe de Santana parecia tão fria na maior parte do tempo o pai era carinhoso e receptivo.

- Abraço em grupo! (o irmão de Santana gritou jogando-se sobre a pilha no sofá).

Notas finais
Mais um!