Seus beijos foram calmos e suaves, como se o fogo que as consumia minutos antes tivesse sido abrandado e agora tivesse apenas carinho, necessidade de demonstrar o quanto amavam, o quanto queriam estar ao lado uma da outra. As duas meninas iam devagar, sem pressa, pois sabiam que teriam o quarto por mais alguns dias antes de voltar ao mundo real.

Santana tinha movimentado seus lábios aplicando beijos suaves pelo rosto de Brittany, a mão indo ao encontro ao cós do shorts da namorada com um pouco de ansiedade controlada. Estava pensando nisso desde que foram interrompidas pela manhã e tudo bem, naquele momento o impulso que a levava a querer Brittany de maneira quase desesperada era outro, mas ela ainda a desejava da mesma forma.

Ela abriu com naturalidade o botão do jeans, afastando-se dos lábios apenas para livrar Britt da peça quando o telefone tocou.

- Não atenda... (Santana pediu antes de lamber vagarosamente a parte úmida entre as pernas da namorada).

Brittany começou a falar que poderia ser algo importante, mas parou quando sentiu Santana lambendo-a de forma inesperada.

- Foda-se! (ela suspirou jogando o celular para o lado e deixando-se levar pela maravilhosa sensação que Santana estava lhe fazendo sentir).

Santana sorriu com a maneira de falar de Britt e subiu uma das mãos por baixo da camiseta de Britt. Brittany sentiu os dedos gentis tentando alcançar seu sutiã e puxou rapidamente a camiseta sobre a cabeça, livrando-se do sutiã com a mesma agilidade. Um gemido escapou de seus lábios quando Santana introduziu um dedo dentro dela sem parar com o que estava fazendo com a língua.

- Deus San! (Brittany gemeu agarrando-se aos lençóis).

Santana não parou o que estava fazendo até sentir o corpo tencionar, e o sabor de Brittany ficar mais evidente em seus lábios. O corpo relaxou abaixo do seu e ela subiu depositando suaves beijos e leves mordidas por toda a pele nua.

- Deus San! (Brittany repetiu puxando-a contra seus lábios).

- Eu amo você... (Santana falou contra os lábios de Brittany). Eu quero você (continuou antes de morder de leve o lóbulo da orelha da namorada).

A morena levantou rapidamente, apenas para puxar a blusa fora e soltar o sutiã. Brittany esperou que ela tirasse os shorts também, mas Santana não o fez. Suas mãos caíram rapidamente sobre os seios da namorada e passaram a massageá-los enquanto os lábios distribuíam beijos e chupões pelo pescoço e clavícula. Brittany parecia um pouco anestesiada das últimas sensações e procurava sem sucesso pelo botão do short de Santana que não parava de movimentar-se.

- San, tira isso... (ela pediu segurando uma das mãos de Santana para lhe chamar a atenção). Eu quero...

Brittany não terminou de falar, Santana abriu rapidamente o shorts sem afastar seus lábios da pele da namorada. Ela então pegou uma das mãos de Britt tentando ser mais sutil do que seu desejo permitia e escorregou para dentro de sua calcinha.

- Vem pra mim amor... (Santana pediu contra o ouvido de Britt, quando voltou a penetrá-la com dois dedos).

Brittany não sabia o que a deixava mais excitada, se os carinhos e as palavras de Santana ou a sensação escorregadia do sexo úmido dentro do jeans. Ela escorregou um dos dedos para dentro de Santana que gemeu alto contra seu ouvido, outro dedo seguiu o primeiro e as duas começaram a movimenta-se no mesmo ritmo.

- Eu estou tão perto B. (Santana afastou-se apenas o suficiente para ver os olhos da namorada). Olhe pra mim... (pediu sentindo uma onda de prazer tomar o seu corpo).

Brittany obedeceu. Seus olhos perdendo-se do infinito negro dos olhos de Santana, o corpo tremendo sobre espasmos de prazer. As duas chegaram quase ao mesmo tempo e Santana deixou-se cair sobre o corpo de Brittany, beijando a curva do pescoço claro quando sua cabeça escondeu-se ali.

- Eu te amo San... (Brittany sussurrou cansada).

- Também te amo B. (ela respondeu depositando outro beijo no mesmo lugar). Muito, muito, mesmo... (continuou movendo-se apenas o suficiente para que Brittany ficasse confortável). Com frio? (ela perguntou correndo os dedos pela pele nua dos braços de Brittany).

- Não, mas provavelmente vou sentir quando conseguir relaxar...

- Você não está relaxada? (Santana perguntou levantando a cabeça com um sorriso malicioso no rosto). Porque eu posso prover um pouco de relaxamento pra você... (continuou descendo os lábios sobre um seio nu).

- San... (Brittany pediu com um sorriso preguiçoso). É sério, eu preciso fazer meu coração parar de correr...

- Achei que você gostasse de sentir seu coração correr...

- Bem, eu gosto, mas tenho medo que ele corra para fora do meu corpo se fizermos novamente... (ela segurou a mão de Santana com carinho). Só preciso de um tempo de sono...

Santana amava a voz suave e sonolenta que Brittany tinha após o sexo e só pode sorrir com carinho ao aconchegar-se mais a namorada. Ela podia não admitir, mas também sentia-se cansada e algum tempo de sono não lhe faria mal.