Depois Do Dia Dos Namorados
90 Capítulo 90
Notas iniciais
Ao contrário do que elas imaginavam não foi possível esperar até Franklin para uma próxima parada e as duas pararam em um posto de gasolina apenas para fazer xixi. Elas ainda tinham alguns lanches que suas mães haviam preparado então tocaram em frente até Nashiville, onde Britt quis fazer uma parada mais longa, pois sentia-se um pouco cansada de ficar dentro do carro. Ficaram uma hora inteira apenas relaxando em uma praça, olhando as pessoas que passavam levando seus cães para passear...
- Eu acho que nós deveríamos ter um animal de estimação... (Britt falou tranqüila observando uma senhora que passeava com um cachorro pequeno).
- Eu não sei B, pode não ser uma boa idéia quando ainda não sabemos sobre nossos horários...
- Mas ele poderia nos fazer companhia quando estivéssemos sozinhas... Eu sei que não ficaremos na Universidade todo o tempo e eu não gostaria de ficar sozinha em casa... É meio assustador...
Santana olhou para a namorada com carinho. As vezes ela esquecia que a inocência de Britt também tinha este lado, em que ela sentia medo de coisas simples como ficar sozinha por muito tempo. Santana sabia que eventualmente isso iria passar, mas até lá, não queria que Britt ficasse com medo em sua própria casa.
- Tudo bem, mas podemos ver isso depois que nossas aulas estiverem completamente definidas? (ela perguntou segurando a mão da namorada com carinho).
- Parece perfeito!
Elas tomaram mais algumas fotos e Brittany enviou duas delas para sua mãe e outra para Quinn e Fernando. Ela tinha certeza que ele mostraria ao resto da família e intimamente torcia para que ele mostrasse a avó de Santana também, por isso escolheu uma em que Santana estava sorrindo enquanto Britt lhe dava um beijinho no rosto.
Voltaram para a estrada e tocaram direto até Jackson, onde encontraram um hotel para passar a noite. A cidade não era muito grande, mas o hotel simples e limpo servia exatamente para sua finalidade: Banho, descanso e alimentação.
- Eu estou tão cansada San... (Britt falou um pouco chorosa deitando-se de bruços na cama). Eu amo nosso futuro juntas, mas isso é tão cansativo...
Santana também sentia-se cansada, ela ficou a viajem inteira acordada para fazer companhia a namorada e sentia o corpo um pouco dolorido de ficar sentada, mas sabia que não se comparava a dirigir por horas e horas...
- Você quer que eu faça uma massagem em suas costas B? (ela ofereceu tirando os tênis da namorada).
- Você não se importa se eu dormir? (Britt perguntou levantando um pouco a cabeça). Porque uma massagem é tudo que eu posso desejar, mas eu acho que vou cair no sono a qualquer minuto...
- Então, vamos fazê-la cair no sono... (Santana respondeu com um sorriso de compreensão).
Ela tirou suas botas e levantou o vestido para sentar sobre a cama, uma perna em cada lado de Britt. Santana não tinha nenhum óleo ou algo relaxante para passar nas costas da namorada então escolheu apenas liberar-se de sua tala por um momento, já que ela se sentia bem melhor, esquentar um pouco as mãos e passar devagar, levantando a camiseta de Britt para tocar direto na pele. Ela soltou o sutiã da namorada e alisou devagar, fazendo pressão em alguns lugares e de maneira mais suave em outros.
Quando ela resolveu parar, Britt ressonava tranquilamente e ela sentia que também cairia no sono a qualquer minuto. Juntando todas as suas forças, Santana tomou um banho rápido, vestiu uma calcinha e uma camiseta grande que seu irmão havia lhe dado e deitou-se com Britt, aproveitando para fazê-la ir para baixo das cobertas.
Elas começaram a noite dormindo um pouco afastadas, Brittany estava dormindo e Santana não queria acordá-la, mas no meio da noite, Britt acordou e vendo Santana tão longe, aconchegou-se mais a namorada trazendo Santana para perto de si.
Acordaram muito mais relaxadas e, enquanto Britt foi tomar banho, Santana arrumou as coisas para poderem sair.
Santana jamais imaginou que depois de tanto tempo separadas, elas nem tivessem insinuado sobre fazer amor, mas estava um pouco aliviada com isso. Não era como se ela não estivesse com vontade, ela sabia que se Britt fizesse qualquer tipo de avanço seu corpo todo reagiria e ela pularia sem receios para cima da namorada, mas, mesmo sendo um pouco bobo, ela queria dar um tempo para quando estivessem em sua casa, na cama que lhes pertencia. Ela não tinha certeza se Brittany compreenderia, ela poderia entrar naquela neura de achar que Santana estava fazendo greve de sexo e ficar chateada, mas também existia aquele lado românico de Britt que poderia achar a ideia perfeita e entrar de cabeça nisso. Em todo caso, Santana não tinha a menor intenção de dividir seus planos e tinha plena consciência: Um beijo um pouco mais profundo e sua força de vontade seria exterminada.
As duas tomaram café da manhã no hotel e em pouco tempo estavam de volta ao carro. Santana já havia perguntado pelo menos dez vezes se Britt estava bem descansada e fez a menina lhe prometer que diria caso achasse com que fizessem qualquer parada. Elas estavam indo com tempo de sobre e poderiam dormir mais uma noite fora se fosse necessário.
- San, eu só quero a nossa cama... (Britt falou sorrindo). Então vamos apenas configurar o GPS e cair na estrada!
Dirigiram 1:30h até Memphis, onde fizeram mais algumas fotos, depois mais três horas até Canton onde pararam para almoçar e realmente descansar por alguns minutos. À tarde a viagem foi um pouco mais lenta, Britt estava muito cansada e fizeram várias paradas para esticar as pernas.
Chegaram no apartamento no final da tarde, carregaram suas coisas para dentro e ligaram para seus pais para avisar que haviam chego. Nenhuma das duas comentou, mas sentiam-se um pouco estranhas com a percepção que estavam por sua conta agora e seus pais estavam longe demais para serem chamados a qualquer minuto. Não era uma sensação de todo ruim, no entanto. Elas estavam juntas. O que haviam sonhado desde sempre, finalmente tinha se tornado real e agora eram apenas elas. Sem avó ou as pessoas da escola para julgá-las. E sim, elas sabiam que a faculdade era diferente e que o preconceito seriam um pouco menor, mas estavam preparadas, porque também tinham consciência de ele ainda existia.
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