Brittany

Eu estava confusa de porque estávamos no hotel. Não conseguia imaginar que presente poderia ter ali, mas sempre confiei na San e quando ela abriu a porta do quarto eu entendi. Santana disse que me amava e, apesar de já tê-la ouvido se declarar antes, percebi que ela estava totalmente aberta, que não haveria um “mas” depois desta declaração. Apenas aquelas palavras seriam suficientes para eu ter vontade de agarrá-la... Bem, eu quase sempre tenho vontade de agarrá-la... Mas então ela continuou e eu não consegui mais segurar a vontade.

Seus lábios tinham sabor de chocolate, dos bombons que comemos antes de sair da festa, e aquele sabor, misturado ao dela era perfeito. Nós entramos no quarto e San se afastou para ligar o som.

- Você preparou tudo isso? (perguntei tentando disfarçar o fato de meu coração estar disparado).

- Queria que esta noite fosse especial (ela respondeu voltando a se aproximar). Porque você é especial Britt, você é tudo que realmente importa na minha vida... (continuou tocando meu rosto com as pontas dos dedos).

Segurei sua mão próxima a minha boca sem desviar meus olhos dos seus e a beijei.

- E você é o que importa na minha (respondi passando a mão livre pelo seu rosto, onde uma lágrima parecia querer surgir).

Santana fechou os olhos e outra lágrima escorregou de seus olhos.

- San, está tudo bem? (perguntei me sentindo preocupada).

- Tudo perfeito (ela falou com um sorriso voltando a se afastar). Eu pedi champanhe, você quer que eu lhe sirva?

Eu sabia que ela estava mudando de assunto, mas não quis insistir, porque conheço bem minha namorada e sei que algumas coisas devem ser em seu tempo.

- Não San, acho que só preciso tirar estes malditos sapatos... (respondi me sentando na ponta da cama e seu sorriso foi um pouco maior).

- Nem um gole? (ela me tentou aproximando-se com a taça).

- Quem sabe mais tarde... (falei puxando-a pela mão).

Com meus pés descalços e Santana de saltos ficávamos quase da mesma altura, o que eu achei interessante. Podia olhar diretamente em seus olhos e sentir o calor vindo de seus lábios praticamente contra os meus.

- Eu amo você San... (falei antes de diminuir a pequena distância de nossos lábios). E vou ficar muito chateada se você se afastar novamente. (continuei fazendo-a sorrir).

Ela passou seus braços sobre meus ombros e me beijou. Eu a abracei pela cintura puxando seu corpo para mais perto do meu e sentindo seu coração bater contra o meu. Santana buscou aprofundar o beijo e eu não evitei. Seus lábios agora tinham gosto de champanhe, o que também não era ruim. Nossas línguas se chocaram e foi como uma corrente elétrica. Só S me fazia sentir assim.