Depois Do Dia Dos Namorados
23 Capítulo 23
Notas iniciais
Susan escutou a porta abrir e sorriu, as meninas tinham chego em menos de trinta minutos, o que era um bom sinal.
- Oi mãe... (A menina se aproximou e abraçou a mãe pelas costas com carinho dando-lhe um beijinho no rosto). Eu estou morrendo de fome! (continuou com um sorriso).
Santana ficou na porta olhando a interação da namorada com a mãe. Sempre achara bonito como as duas tinham carinho e não se preocupavam em demonstrá-lo. Não era como se sua mãe não a amasse, ela sabia que seria injusto dizer algo assim, mas elas não eram muito de demonstrar.
- É, eu imagino que as duas estejam com fome, mas acho que antes vocês deveriam subir e tomar um banho. Eu tenho que preparar a salada e seu pai ainda não chegou.
- Ok, vamos tomar banho... (Brittany concordou alegre pegando a mão da namorada).
A mãe pensou em dizer para que ficassem separadas, mas apenas deu de ombros. Estava se acostumando com o fato de que não adiantaria lutar contra, o que as meninas não fizessem em casa poderiam fazer em qualquer outro lugar. Ela chamou as duas meninas de volta e a cabeça de Britt surgiu novamente na porta.
- Apenas se certifiquem de que a porta esteja fechada (falou com tranqüilidade). Sua irmã está em casa e você sabe que ela não vai bater (terminou com um sorriso).
- Mãe a senhora é demais! (Brittany falou jogando-se nos braços da mãe em um abraço apertado).
- Santana? (Susan chamou fazendo Santana entrar no cozinha um pouco sem graça). Avise o seu irmão que não precisa ligar amanhã, a política de portas abertas acaba de ser extinta.
- Obrigada Sra. Pierce (ela respondeu corando).
- Bem, vocês não vão fazer nada que já não tenham feito antes, mas lembrem-se que tem criança em casa.
- Não vamos nos esquecer! (Britt falou puxando Santana em direção ao quarto).
As duas subiram de mãos dadas. Santana não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Com sorriso de orelha a orelha a morena se sentiu se empurrada para a cama antes de ser beijada pela namorada. Os olhos azuis de Britt brilhavam intensamente quando os lábios se afastaram. Ela deitou ao lado de Santana segurando sua mão de encontro ao peito.
- Eu estou tão feliz San... (falou sentindo seu coração se acalmar).
Santana virou-se na cama para ficar de frente para ela.
- Eu também estou feliz Britt (falou passando a mão pelo rosto da namorada). Você me faz feliz (continuou aproximando os lábios com delicadeza).
Brittany fechou os olhos e sentiu o beijo lento, sem pressão, quase um roçar de lábios. Santana inspirou profundamente sentindo a respiração da namorada contra seus lábios.
- Eu queria que mi abuela percebesse isso (falou quase sem perceber).
No momento em que percebeu o que tinha dito ela teve vontade de engolir as palavras novamente. Ela se afastou da namorada dizendo que iria tomar um banho e Britt segurou a vontade de lhe acompanhar. Sabia que Santana queria ficar um pouco sozinha e respeitava isso.
- San... (chamou quando a morena já estava na porta). Eu amo você.
- Também te amo B (ela respondeu forçando um sorriso).
Susan subiu para ver como Hanna estava se saindo com o dever de casa e estranhou que com a retirada da política de portas abertas, o quarto de Britt não estivasse fechado. Ela se aproximou e viu a filha deitada com as pernas para fora da cama olhando o teto.
- Britt? (perguntou se aproximando).
- Oi mãe! (Brittany respondeu levando as costas das mãos aos olhos e forçando-se a sorrir).
- Está tudo bem?
- Sim... Não...
- Sim ou não?
- Eu amo muito a San mãe.
- Eu sei meu amor e ela também te ama.
- Mas ela está sofrendo mãe. (Brittany falou sem conseguir esconder sua tristeza). Porque a avó dela não entende que a gente se ama? Eu estou feliz por estar com ela, e sei que ela também se sente feliz, mas as vezes ela fica triste e eu sei que ela está pensando na avó e sei que não posso fazer nada... Dói tanto vê-la sofrer...
- Eu sei meu amor... (a mãe falou abraçando a filha com carinho). Mas vocês precisam ser fortes. A avó dela é uma pessoa mais velha, é mais difícil pra ela entender.
- Eu achei que as pessoas mais velhas fossem mais inteligentes. (Brittany falou retribuindo o abraço).
- Bem, as vezes elas também são mais teimosas... (Susan respondeu dando um pequeno sorriso).
- Eu queria poder fazer alguma coisa...
Santana não queria ter ouvido. Ela tinha terminado de tomar e com a porta entreaberta escutava Brittany queixar-se com a mãe. Seu coração ficou apertado. Ela estava sofrendo por alguém que não lhe amava mais e isso fazia com que a pessoa que mais amava no mundo sofresse também.
- Você está fazendo Britt (falou da porta).
Seus olhos estavam cheios d’água e seu coração apertado. Brittany secou novamente os olhos antes de se virar para a namorada.
- Você me faz a pessoa mais feliz do mundo (continuou caminhando em direção a cama). E mesmo com todo o lixo que acontece em nossa volta, quando eu olho nos seus olhos, quando vejo o brilho de um sorriso seu, meu mundo se transforma e eu sei que podemos. Sei que não existe nada de errado em amar você.
Susan segurou as lágrimas ao presenciar a declaração. Já tinha visto o carinho que a morena tinha pela filha, mas jamais presenciado uma declaração de amor. Santana era sempre muito reservada e a cena foi uma surpresa tão grande que ela não conseguiu sair.
Brittany sabia que San não estava bem e a princípio ficou assustada quando ouviu a voz da namorada, mas San dizia as coisas mais bonitas e ela não conseguiu evitar um sorriso. Santana abaixou-se ao lado da cama. Ela estava apenas com o roupão branco atoalhado e isso a deixava pequena e sexy. Seus cabelos estavam molhados e seus olhos vermelhos, deixando claro que havia chorado.
- Preciso que você acredite em mim B. (Santana continuou). Nada consegue me deixar mais feliz do que saber que você está do meu lado.
Brittany abriu ainda mais o sorriso e soltou-se dos braços da mãe para jogar-se sobre a namorada. Santana não esperava pelo gesto e as duas caíram abraçadas sobre o tapete do quarto.
- Amo tanto você San... (Brittany falou afundando o rosto no pescoço da namorada).
Santana fechou os olhos concentrando-se apenas no peso sobre seu corpo. Aquela era sua namorada e nada seria capaz de acabar com o amor que sentiam.
Susan deixou o quarto encostando a porta com cuidado. Seu coração ainda estava disparado pela cena comovente que tinha acabado de presenciar. Ela tinha acreditado no amor das duas desde o princípio, mas não tinha como não sentir-se comovida com Santana abrindo o coração sem se importar com a sua presença. As meninas confiavam na mãe e ela sentiu que também deveria confiar naquele sentimento.
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