Depois De Um Final Feliz
6 Diferenças
Visita? Bom, isso era uma coisa bem rara... Sorte que eu estava bem apresentável.
Olhei para a porta e vi uma figura entrar. Seu cheiro não era propriamente de um humano, era diferente. Ele era alto – Não como Jacob – Era musculoso – Não como Jacob – era meio moreno, seus olhos eram de um verde incrível. Ele era lindo, prestei atenção em seu coração para ver o que ele era. O coração era rápido como o meu. A pessoa me era familiar...
– Renesmee? Prazer sou Nahuel. – O homem se apresentou cuidadosamente.
Senti Jacob se enrijecer.
– Olá Nahuel! – Abri um sorriso – Sabia que já havia te visto antes...
Ele sorriu.
– Vou preparar alguma coisa para vocês comerem – Minha mãe disse andando até a cozinha.
– Estávamos caçando, quando sentimos um cheiro familiar. Assustamo-nos e resolvemos ir atrás. – Meu pai comentou.
– O que está fazendo aqui, você não mora na América do sul? – Perguntou Jacob para Nahuel.
– Na verdade eu vim ver como estava Renesmee... E estou preocupado a saber que ela diferente de mim.
– Diferente? – Olhei para Nahuel.
– Ele se trata do seu crescimento. – Esclareceu meu pai – Ele cresceu muito rapidamente e quando chegou a essa idade, parou.
– Exatamente. Você está crescendo em uma velocidade humana e nenhum de nós, híbridos, é assim. – Nahuel disse entre pensamentos.
– E... Você tem idéia porque isso acontece? – Perguntou Jacob.
– Eu achei que era porque ela não vá parar... Ela está crescendo como uma humana, quer dizer que vai viver como uma... Crescer, envelhecer, morrer... Normal.
Todos ficaram em silencio. O único barulho foi o copo de vidro que minha mãe quebrou com as próprias mãos.
– Então é isso?! Você nos deu expectativas falsas... E ainda por cima esclarece tudo assim, na frente dela? – Minha mãe disse furiosa.
– Não sou mais um bebê – Eu retruquei – E além do mais eu já sabia que isso seria possível. Mãe, isso é só uma teoria, e pode estar errada. Ninguém tem certeza de nada.
Meu pai abraçou minha mãe.
– Se acalme – Ele pediu.
– Não tenho como me acalmar... E se for verdade?
– E se for verdade, as coisas vão ser como tem que ser. – Expliquei – Quando eu morrer, vocês continuarão aqui, e vão seguir suas vidas... – Dei de ombros.
Jacob, meu pai e minha mãe me encararam incredulamente.
– Ninguém vai seguir sua vida se isso acontecer, Nessie será que você não entende? – Meu pai me olhou.
– Gente se acalme... Eu fiz algumas pesquisas pelo Brasil... Lá, eles têm convicção que o híbrido não pode passar da idade que já foi paralisada. – Disse Nahuel.
– Como assim? – Jacob tirou as palavras da minha boca.
– No caso de você, Renesmee... Seu pai era vampiro e sua mãe, humana. Seu pai teve a idade paralisada nos 17 anos. E segundo os lendários... Você não passará disso.
– Não devia ser ao contrário? Ela não deveria parar na idade da mãe? – Meu pai perguntou.
– Eu também achei isso, mas pelo que eu vi, não é bem assim... Mas quero estudar isso mais profundamente para ter certeza.
– Obrigada, Nahuel... Por tudo isso – Eu disse devagar.
– Não tem de quê.
Minha mãe colocou a mesa.
Eu, Jacob e Nahuel, nos sentamos para almoçar.
– Nahuel, experimenta esse frango – Apontei – È maravilhoso. Minha mãe é uma ótima cozinheira – Gabei-me.
– Estou vendo. A comida está muito boa, realmente. Sabia que para os vampiros é mais difícil?
– Por quê? Eles são mais rápidos a comida fica ótima.
– Só se for ao seu caso. – Ele riu – Vou te contar um segredo... Huilen é uma péssima cozinheira – Ele cochichou.
– Ah, Huilen, sua tia? – Eu ri.
– Ela mesma. Mas, sabe, a culpa não é dela. Quando ela era humana, ela sabia cozinhar tudo bem. Mas quando se é vampiro. O cheiro da comida humana é repugnante – Meu pai fez uma careta, concordando. – Por mais que a comida esteja boa eles sempre vão achar horríveis, então eles não tem como saber se estão se saindo bem.
– È realmente um desafio – meu pai riu – Ainda bem que nos meus tempos de tédio eu assistia á programas de culinária... Agora, Bella... Não sei, ela cozinhava bem como humana e continua cozinhando bem... Bom, pelo menos é o que Renesmee e Jacob dizem.
– Estão se esquecendo de Esme... Ninguém faz lasanhas tão deliciosas como as dela – Elogiou Jacob.
Eu sorri. Ficava feliz quando Jake elogiava alguém da minha família, isso diminuía a pouca rivalidade que ainda havia entre eles.
– È verdade, Esme tentou me ensinar a fazer essa lasanha, mas eu nunca consigo – Minha mãe fez uma careta.
– Renesmee, então você tem refeições com comida humana todos os dias?
– Sim, café, almoço, lanche e jantar – Respondi. – E eu como uma quantidade muito maior do que um humano.
– Está explicado – Nahuel riu – Deve ser pela falta de habilidades na cozinha da Huilen que eu prefiro sangue.
Meu pai riu.
– Com que freqüência você caça? – Nahuel me perguntou.
– Bom, quando eu fico em casa com minha família, eu caço de quinze em quinze dias... Mas quando estou com humanos tenho que caçar uma vez por semana.
– Mas você prefere comida, ou sangue? – perguntou Nahuel.
– Prefiro sangue. Mas acostumei a me alimentar de comida humana... Quando eu caço é em grande quantidade, então o restante eu consigo me manter com comida.
Depois do almoço Nahuel foi embora. E prometeu voltar logo para contar o que ele descobriu nas pesquisas na América do sul.
– Pai, onde estão todos?
– Rosalie e Alice estão caçando e os outros foram... Er...
– Fala logo, sanguessuga, qual é o problema? – Irritou-se Jacob.
– È um mau exemplo – Meu pai deu de ombros.
– Eles foram fazer documentos falsos, Renesmee – Disse Jacob.
– Aé... Verdade... Vão mudar de nome? Idade? – Perguntei.
– Bom, os primeiros nomes serão os mesmos... Eu, Alice, Esme, Carlisle e Emmett seremos Cullen... Bella e Jacob serão Swan... Renesmee, Rosalie e Jasper serão Hale. Renesmee... Lembre-se de que para os humanos, Bella não é sua mãe, eu não sou seu pai... O parentesco será totalmente diferente. – Disse meu pai.
– Todos nós fomos adotados por Carlisle... Ele vai passar por seu pai, e Esme por sua mãe – Minha mãe explicava – Você é irmã de verdade de Rosalie e Jasper. Eu sou irmã do Jacob e o resto dos Cullen são irmãos também.
– Entendi. – Assenti com a cabeça;
Meu pai pareceu ler a mente de Jacob e assentiu.
– Jacob não é muito diferente de vocês? As pessoas vão perceber. – perguntei.
– Seth também vai... Isso vai disfarçar – Meu pai sorriu.
– Sério, que maneiro!... Quer dizer, que legal.
– Ótimo palavreado que ensina para minha filha, Jacob – Meu pai comentou.
– Então ta Seth também será um Swan... – Meu pai continuou. – Eu tenho 17 anos, Bella tem 16, Renesmee você tem 13, Carlisle 23, Esme 22, Jacob 17, Seth 15, Rosalie, Emmett e Jasper 18 e Alice 16.
– E sobre vocês? – apontei. Meu pai assentiu, compreendendo.
– Sua mãe e eu somos namorados, assim como o restante dos casais.
– Tudo bem... Acho que decorei. Jacob... Vamos andar de moto? – Olhei para Jacob, esperançosa.
– Claro. – Ele se levantou e eu fui atrás.
Andávamos em direção á garagem devagar.
– Você não parece muito feliz em ir para a escola com eles – Comentei.
– Nem é isso – Ele fez uma careta – Não estou nada feliz em ter que ir para a escola... Assistir aulas tudo de novo vai ser uma droga. Aliás, eu pareço ter mais de 17, eu não deveria estudar...
Dei de ombros.
– Eu sei, mas quanto mais jovens fingimos ser, mais tempo podemos ficar. – Eu disse enquanto entrávamos na garagem.
– Mas não sou um vampiro. As pessoas nunca vão perceber as diferenças. Eu sou igual a um humano, mas – Ele levou minha moto para fora – eu posso me transformar em lobo, matar vampiros, correr muito mais rápido que um trem, agüentar o frio, nunca envelhecer, ser...
– Tá, já entendi – Eu o interrompi. Ele riu.
Preparei-me para subir na moto e Jacob também.
– O que pensa que está fazendo? – Eu perguntei cética.
– Sim, a moto é resistente o suficiente para agüentar nós dois. E não, você não tem permissão para andar de moto sozinha. – Ele me entregou o capacete.
– Que saco, eu não preciso disso – Empurrei o capacete.
– Nessie... Por favor.
– Acha que se você estiver em cima da moto comigo e algo acontecer, será que é rápido e forte o suficiente para me pegar, antes que eu caia de cabeça? – Eu o desafiei.
– Com toda a certeza – Ele levantou uma sobrancelha e jogou o capacete para trás.
– Mas mesmo que você não consiga... Eu sou forte o bastante para não me machucar, não é?
– È, é sim... – Ele cedeu.
Eu não pude deixar de perceber como aquela camiseta, justa contornava perfeitamente seus músculos... Era tão... – Mordi o lábio – Droga, como eu sou idiota.
– Vamos – Eu subi na moto mal humorada. Jacob subiu na garupa e eu liguei a moto, logo estávamos correndo, super rápido. Se meus reflexos fossem humanos, eu tenho certeza que eu já teria caído. Eu desviava de árvores, e galhos rapidamente.
– Droga, to comendo cabelo! – Ouvi Jacob resmungar. Comecei a rir.
Ainda não estava em época de nevar, mas os galhos e árvores estavam esbranquiçados levemente. Senti um arrepio de frio.
– Com frio? – Jacob perguntou.
– Aham – Eu disse sem tirar a atenção do caminho.
Ele chegou para mais perto de mim, segurando em minha cintura, a temperatura de seu corpo me aqueceu rapidamente.
– Valeu – Agradeci.
– Não tem de que... Nessie, cuidado quando virar por aqui, tem muitos buracos.
Acelerei ainda mais e desviei dos buracos com habilidade.
– Está indo muito bem – Jacob sussurrou devagar em meu ouvido. Senti um arrepio que não tinha nada a ver com o frio.
As semanas seguintes foram tranqüilas. Todos estavam empolgados com a cidade nova. Descobrimos os melhores lugares para caçar, e eu me dediquei ás musicas que eu estava compondo no piano. Nahuel não apareceu com notícias... Eu podia estar com tédio por ficar o dia inteiro dentro de casa, mas os canais de TV, a moto, livros e os videogames me mantinham ocupada.
Era começo de janeiro. Eu estava acabando com meu pai no jogo de corrida, quando tia Alice e tia Rosalie apareceram empolgadas.
Deixei o videogame de lado e olhei para elas.
– Esse ano... – Tia Alice começou – Ninguém vai descobrir que somos vampiros.
– Você previu isso? – Minha mãe perguntou.
– Não – Tia Alice fez uma careta – Quando que, perto de Nessie e Jacob eu consigo prever alguma coisa? – Ela disse mal humorada.
– Prossiga – Meu pai pediu rindo.
– Então... Eu e Rosalie inventamos uma maquiagem. – Tia Alice anunciou.
– Alice, você sabe que nossa pele não absorve nenhum tipo de maquiagem... Já tentamos isso. – Retrucou tio Emmett.
– Mas essa é diferente. Ela é uma espécie de maquiagem... Mas a excessiva dose de substancias torna possível que fique em nossa pele... È sério, nós testamos em pedras diferentes.
Todos olharam para elas com ar zombeteiro.
– Tudo bem, vou testar a maquiagem em Rosalie e vocês vão ver que funciona.
Tia Rosalie virou de costas e tia Alice pegou o pincel de maquiagem. Deu algumas pinceladas e depois virou tia Rosalie.
– Nada mal – Disse Jacob.
– Ela está corada – Surpreendeu-se minha mãe.
– È incrível... – Meu pai relatou – Na visão humana a maquiagem vai ser quase imperceptível, ninguém vai perceber.
– Está parecendo mesmo pele de um humano... Genial – Elogiei.
– Ra rá – Exclamou tio Emmett – Vamos passar maquiagem para ir para a escola agora, que meigo.
– Não acho que seja necessário. A maioria das pessoas que moram aqui é pálida – Disse vovó Esme.
– Mas nós somos mais – Tia Alice retrucou.
– Bella, o que mais chamou sua atenção em nós quando era humana? – Perguntou tio Jasper.
– Bom... Vocês olhavam para direções diferentes, não conversavam... A comida intocada. Além do comportamento. A beleza incomum, a palidez, a maneira como eram diferentes e parecidos ao mesmo tempo...
– Tomara que os humanos não sejam tão observadores quanto a minha mãe – Eu disse.
– E não são – Meu pai afirmou – A maioria deles nos acha atraentes e misteriosos, eles tem certo medo de nós e não sabem por que, é o extinto deles gritando para se afastarem...
– Acho que também seria prudente usarmos as lentes... Por mais que incomodem, eles podem perceber.
– Só porque Bella, A esperta percebeu, não quer dizer que os outros vão... – Tio Emmett reclamou.
– Quanto mais disfarçarmos é melhor, não estávamos tão preocupados com isso antes, mas agora as opções são poucas. Não há muitos lugares que possamos nos mudar sem que alguém desconfie. – Tia Alice disse severa.
– Renesmee, vamos à biblioteca... Quero começar suas aulas semana que vem...
– Er... Pai... Será que eu não podia ir para a escola esse ano? Estou cansada de estudar em casa... – Fiz uma careta nervosa.
Todos me olharam.
– Não acho que seja uma boa idéia Nessie... Você não está pronta para interagir com humanos diariamente. – Meu pai disse me olhando.
– Eu acho que estou pronta... Eu não vou sentir sede. E além do mais se eu não for para a escola, isso vai chamar atenção... Porque não ir? – Eu dei de ombros.
Meu pai olhou fixamente para minha mãe. Ela deu de ombros.
– Eu acho que ela pode ir – Tio Emmett interviu.
– Também não vejo problema – Vovó Esme disse.
– Vou pensar. – Meu pai disse por fim
– Bom, se o senhor já me desse certeza... Eu iria até a cidade com tia Alice comprar umas roupas para a escola – Joguei verde.
Como eu esperava, tia Alice começou a pular empolgada.
– Deixa Edward, deixa – Ela pediu.
Meu pai estreitou os olhos para mim.
– Você é um monstrinho e tanto. – Ele disse devagar. Eu ri presunçosa.
– Tudo bem, ainda dá tempo de matricular você na escola, se algo der um pouquinho errado, você volta a estudar em casa.
– Tá.
Naquela mesma noite, tia Alice insistiu para que fôssemos ao shopping na cidade.
– Tia, aqui não é... Cheio demais? – Eu perguntei enquanto ela parava no estacionamento do principal shopping de Houston.
– Você não disse que estava totalmente pronta para ficar cercada de humanos? – Ela levantou a sobrancelha.
– Ah, claro – Eu desci do carro. – Eu cacei semana passada.
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