— Querida, que saudade! — diz tia Gabriela vindo correndo me abraçar quando me vê na porta

— Também, tia! — falo a abraçando forte

— Que barrigão, menina! — ela diz se abaixando para passar a mão em minha barriga — Oi Malu!

— E pesada... — falo sorrindo e me sentando junto com Gustavo — Esse é Gustavo, meu namorado, amor, essa é tia Gabriela.

— Que tia, menina? Você já vai ser mãe e quer me chamar de tia ainda? — tia... ops, Gabriela deu um de seus chiliques

Ficamos mais algum tempo conversando, rindo sobre o passado, da época em que eu ainda namorava Cristian (que foi a hora que Gustavo disse que iria ali ver a moto e demorou um tempão), logo, Cristian chega, sorrindo ao me ver, me dá um abraço e um beijo na bochecha e se abaixa para falar com Malu, acariciando minha barriga e sorrindo bobo.

— Mas é mole para criança, pensei que já tinha passado dessa fase, guri! — falo rindo

— Sempre! — Gabriela fala rindo junto comigo

Fico comovida quando ele dá um beijo demorado em minha barriga, me levanto e me despeço deles, mas não consigo ir embora.

— Você é louca de andar de moto com esse barrigão? — Cristian diz balançando a cabeça negativamente

— Calma, eu ando normalmente, não machcua não! — tento acalma-los

— Não, você é louca, eu te levo na casa da sua mãe, você não vai sair daqui de moto com essa barriga nesse tamanho! — Cristian diz pegando as chaves do carro.

— E como está todo mundo na sua casa? — Cristian pergunta me olhando pelo espelho do carro

— Tudo bem, estão todos subindo pelas paredes de felicidade pela Maria Lúcia! — falo sorrindo

— E trate de vir trazer sempre essa menina aqui em casa, é super bem vinda e mimada! — diz Gabriela sorrindo

— Pode deixar, não vamos sumir mais! — falo passando a mão em minha barriga

Olha para a janela e vejo que não estou indo em direção à casa da minha mãe.

— Esqueceu o caminho, Cristian? — falo sem jeito

— Não estou te levando para lá! — ele diz sorrindo

— Para onde estamos indo? — pergunto preocupada

— Não se preocupe, você vai gostar!

Fico em silêncio e logo, Gabriela venda meus olhos, dizendo que chegamos.

— Eu vou cair, gente! — falo sentindo alguém me segurar quando bato meu pé em uma pedra

— Calma, está tudo bem! — diz Cristian segurando meu braço

Logo, eles me param e tiram a venda de meus olhos, vejo aquele lugar lindo e olha em volta, vendo Gustavo com uma tulipa super vermelha em uma de suas mãos, na outra, duas alianças. Começo a derramar lágrimas, já imaginando o que iria acontecer.

— Amor... — ele diz me entregando a tulipa e se ajoelhando — Eu te amo desde aquela primeira vez que te vi no hospital, fui de quarto em quarto só para descobrir em qual você estava, menti que sua mãe prescisava de atendimento especial em casa, só para poder ficar mais perto de você, não posso te explicar o quanto fiquei feliz quando você aceitou namorar comigo, morar comigo... Imagina quando você me disse que seria pai? É impossivel te resumir em palavras o quanto fiquei feliz por tudo isso, eu te amo, você aceita se casar comigo?

— É claro que sim! — falo chorando, é por causa da grávidez, faz a gente chorar do nada

Ele sorri bobo e coloca o anel de casamento em minha mão e eu faço o mesmo em sua mão, damos um beijo para consumar e ouço algumas pessoas baterem palmas, olho e vejo que estão todos da família, minha e da dele, minha mãe chorando igual um bebê, toda a turma também, que estavam muito sumidos, dou um abraço apertado em Luan que retribui, feliz.

Começo a sentir umas dores insuportaveis, grito de dor. Luan me segura.

— Gustavo... — grito chorando de dor — A bolsa estourou!

— Vamos para o hospital, corre, corre!

— Não vai dar tempo... Está quase saindo!

Não sei como, mas arrumaram um colchão e me deitaram, eu só ouvia gritos, os meus gritos de dor...

Notas finais
Espero que gostem, não sei se ficou legal!
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