Acordo com o sol batendo em meus olhos, eu me esquecera de fechar as cortinas novamente. Resolvo tentar dormir mais um pouco, más quando estou prestes a dormir, meu irmão me chama para ir tomar cafe. Eu me levanto, faço a minha higiene e deço.

– Bom dia! — diz a minha mãe ao me ver no pé da escada

Solto um simples 'oi' meio sonolento, eu não funciono muito bem de manhã. Resolvo tomar meu café em silêncio como sempre, Fico olhando para o nada, até que, não sei ao certo por que, más olho para a minha mãe e vejo um brilho em seus olhos que não é normal, ela esta sempre com aquele brilho, más hoje esta mais especial que todos os dias. Ela estava sorrindo, com seus olhos brilhando de felicidade. Comecei a me perguntar o por que de tudo aquilo, más tentei ficar em silêncio e resolvi deixar ela falar por conta própria, apenas tentei, más como eu sou muito curiosa, eu não consegui.

– Mãe? — ela me olhou sorridente — Aconteceu algo? Você esta tão... tão sorridente, tão feliz. Podemos saber o que aconteceu?

– Fale por si mesmo! — olhei para o meu irmão confusa com tudo — Eu já sei monga! — ele faz cara de bobão e eu faço o mesmo para ele

– Filha, eu vou me casar!

– Pera, para tudo! — falei aumentando o tom da minha voz — O-o que? C-como? Q-quando? Allan, você sabia disse e nem me falou? — falei batendo em seu braço, foi um baque para mim, não acredito que minha mãe vai se casar com aquele... estupido! — Você não pode se casar com ele, ele é um grosso, estupido, nogento, um... um...

– Calma filha, eu sei que você nem seu irmão gostam dele... — à interrompi

– É claro que agente não gosta dele, ele só quer saber de tratar agente mal, ele está de olho na grana que o pai deixou para agente! — respondo indignada — Vamos logo Allan!

– Más, más eu ainda nem terminei Alli!

– Vamos logo, eu não quero saber! — ele não falou mais nada, apenas me seguiu.

– Não acredito que ela vai se casar com aquele cara! — disse meu irmão com os dentes trincados enquanto dirigia

– E você acha que eu estou gostando dessa idéia tambem!

Acordo assustada e toda ensopada pelo suor, foi o pior pesadelo da minha vida, minha mãe não poderia sonhar em se casar com aquele vigarista, más ela estava sega por esse amor, ainda bem que aquilo foi apenas um pesadelo, e dos piores!

Oi, meu nome é Alli, tenho 17 anos, sou uma garota aparentemente normal de Montes Claros, Minas Gerais. Moro com minha mãe e meu irmão, que por acaso somos gêmeos, minha mãe namora com o vigarista do Pablo, ele só pensa em nosso dinheiro, não gosta de verdade da minha mãe, más ela é céga por ele.

Eu e meu irmão tomamos o café em meio a risadas, meu irmão e suas palhaçadas, depois de tomar café, eu e meu irmão nos dispidimos da minha mãe e fomos direto para a escola, nossa nova escola, mais uma mudança de escola, não sabemos ao certo por que de tantas mudanças.

– Uma bala pelos seus pensamentos! — eu disse sorrindo

– Não, me recuso a falar os meus pensamentos por uma simples bala!

– Fala logo Allan!

– Ah, só estou cansado em viver igual nomade! — ele disse com os dentes trincados

– Eu sei meu anjo, tambem já estou cansada de tanto mudar de escola, más pense em uma coisa boa!

– O que? — ele disse ainda claramente indignado

– Nosso ultimo semestre do ultimo ano! — eu falo fazendo nossa dancinha, fazendo ele desencanar e rir, acabo rindo junto com ele

– Verdade Alli, já tinha me esquecido!

– Vai demorar para agente chegar? — pergunto anciosa

– Não, chegamos já!

Todos nos olharam quando descemos do carro, odeio isso, detesto chamar atenção. Quando eu fico com vergonha, eu começo a rir, meu irmão vê meu estado e, como sempre, ao invés de me ajudar, ele começa a rir da minha cara e, agente fica rindo igual dois malucos enquanto entramos naquela escola que mais parece com um prisão.

– Pensei que você já tinha se acostumado com isso pequena!

– Eu tambem, más parece que não — agente tenta conter o riso, em vão, sempre que tentamos parar de rir, ai que rimos mais ainda, é como se o riso tivesse contra nós ou, seilá. — Você sabe que eu não gosto de chamar atenção!

– É, eu sei pequena! Leva a minha mochila que eu vou no banheiro.

– Seu folgado, você sempre faz isso quando agente chega em uma escola nova, é incrivel... e estranho! — ele saiu rindo e de repente sumiu naquela escola enorme. Cheguei na sala e, não tinha ninguem lá, ótima, assim evitava mais olhares.

Notas finais
Gente, eu escrevi quase tudo por meio de alguns improvisos, se tiver erros, me avisem por favor!