Depois De Tudo Que Passei
13 Capítulo 13
– Você ainda tem coragem de vir aqui? — eu falo com raiva
– Por favor, me escute! — ele diz
– Eu não quero mais saber de você, sou uma idiota para acreditar que você mudaria, que finalmente seria feliz! — eu falo prendendo fortemente o choro
– Filha, escute-o. — eu olho incrédula para minha mãe — É tudo verdade, eu sinto que é, tenho uma fé, fé em acreditar que ele é diferente do pai, escute o que ele quer te falar, vá com ele ao refeitório, conversem!
– Mãe...
– Escute-o! — ela diz logo dormindo, devido ao remédio forte que foi medicada
– Vá, pequena! — meu irmão diz beijando o alto da minha cabeça — Eu fico com a mãe enquanto isso!
– Eu não demoro, são no máximo dez minutos! — eu falo saindo e ouvindo os passos leves do Cristian logo atráz
– Será que dá para ir mais devagar? — ele diz dando alguns passos longos para chegar ao meu lado
– Desembuxa logo, tenho que voltar para o quarto! — eu falo me encostando na parede do corredor perto do refeitório
– Por favor, me ouça! — ele diz com lágrimas nos olhos — Aquilo foi mentira, não fiz uma aposta, foi tudo para arrancar mais informações do meu pai, para entrgar para a policia, nós ja sabemos o que ele fez, do roubo, ele roubou seu pai também, eles eram sócios, teve um grande roubo, foi tudo culpa do meu pai, seu pai não está morto.
– Não... Meu pai morreu, eu vi o carro pegando fogo, ele me salvou, me jogou do carro, depois o carro pegou fogo e explodiu... — eu falo lembrando de tudo e sentindo a mesma dor do dia, sentindo a ferida ainda aberta em meu coração — Pare de mentir...
– Acredita em mim, por favor! Eu, eu te amo Allinea, não suportaria te perder e não seria tão canalha de fazer outra aposta, machucar você de novo, eu vi por tudo que você passou, eu te observei todo esse tempo, tudo isso para poder ajudar a policia à prender meu próprio pai... Allinea, me escute... Acredita em mim? — ele diz chorando e chegando perto
– Eu não acredito, não quero acreditar e não vou! Custava ter me avisado antes? Eu sou a principal pessoa que precisava saber disso! — eu falo virando as costas e começando a andar em direção ao quarto da minha mãe
– Espera! — ele diz segurando meu braço, eu paro e continuo de costa — Pelo menos diz que irá pensar no assunto?
– Impossível não pensar! — eu falo tentando andar novamente
– Valeu! — ele diz me virando e me abraçando
– Me, solta! — eu falo arisca
Eu saio correndo em direção ao quarto da minha mãe, chorando, sentindo o cheiro ruim de hospital, a energia ruim me consumindo. Bato em alguém e escuto barulho de alguns papéis caindo.
– Desculpe, me desculpe! — eu digo recolhendo os papéis rapidamente
– Calma, está tudo bem! — ouça uma voz grave ao meu lado
Eu termino de recolher aqueles papéis e me levanto, logo entregando-o ao dono, vejo que é um dos médicos (pelo menos parece ser), eu me viro e choco contra uma enfermeira que estava com uma bandeja, sinto a sopa não muito quente caindo em meu corpo.
– Droga. — eu digo entregando a bandeja para a enfermeira — Sou muito desastrada!
– Percebi! — disse o mesmo médico qual havia me chocado algum tempo atrás — Como é o seu nome?
– Allinea, mas pode me chamar de Alli! — eu falo meio sem graça, vendo aquele sorriso encantador do cara à minha frente
– Prazer, Dr Gustavo! — ele diz sorrindo — Você é parente de algum paciênte que está internado aqui?
– Sim, éer... — eu limpo a garganta — Minha mãe, teve uma recaida novamente... — eu falo sentindo cair uma lágrima em minha bochecha, limpo-a rápidamente — Eu já vou... Meu irmão está me esperando no quarto... Me... Me desculpe novamente.
– Sinto muito! — ele diz me olhando nos olhos por alguns segundos — E eu já disse que está tudo bem, não foi nada! Espero poder te encontrar novamente pelos corredores!
– Tudo bem! — eu digo rindo e me virando
Allan estava dormindo já na cadeira que tinha ao lado da maca que minha mãe estava, eu sentei em ou tra cadeira do lado oposto da cadeira do meu irmão, eu pego na mão da minha mãe, olho em seu rosto e sinto as lágrimas queimando minhas bochechas, não acreditando no que estaria por vir, relembrando tudo que Cristian havia me falado, não sei se devo acreditar, pode ser apenas uma mentira, mais uma. Parte de uma aposta talvez? Não será apenas a pura realidade? Meu pai pederia estar vivo! Mas como? Eu vi o acidente, eu vi o carro pegando fogo, explodindo! Me encosto na desconfortável cadeira e acabo caindo no sono por algum tempo, ouço alguém batendo de leve na porta e nem me importo, estou muito cansada. A pessoa insiste e eu decido ir abrir a porta do pequeno quarto.
– Parece que descobri em qual quarto você está! — diz o Dr Gustavo sorrindo
– Desculpa a demora, estava dormindo... — eu falo sentindo minhas bochechas queimarem, dou espaço para que o Dr Gustavo entre
– E como sua mãe está? — ele diz ao lado da maca, axaminando minha mãe
– Parece estar melhor, dessa vez ela não brigou comigo nem com meu irmão, não nos culpou de nada, acho que dessa vez, ela se recupera de vez!
– Assim espero! — diz meu irmão se espreguiçando
– Ela já está melhor, vamos deixa-la em obsrevação essa noite e amanhã ela já pode ir embora! Aconcelho vocês ficarem o máximo que puderem em casa com ela e nunca deixarem com que ela fique sozinha! — ele diz se virando e ficando de frente para nós dois — Algum de vocês não mora em casa?
– Eu. — eu digo sem jeito — Mas vou dar um jeito de voltar para a casa da minha mãe novamente!
– Muito bem! — ele diz sorrindo — A sra Andreólly logo estará bem, mas eu gostaria de acompanha-la em casa também, não vou cobrar por isso. Depois se algum de vocês puder ir até o refeitório comigo combinar...
– Agora? — eu e meu irmão falamos juntos
– Sim. — o Dr Gustavo diz sorrindo
– Eu vou, aproveito para comer um lanche, qualquer coisa! — eu falo dando um passo à frente — Já volto Allan.
Meu irmão só faz que sim e senta novamente, eu ando lado a lado com o Dr Gustavo, ambos em silêncio, chegamos ao refeitório e nos sentamos, eu com meu lanche e ele com uma xícara de café.
– Vamos diréto ao assunto... — diz o Dr Gustavo — O problema da sua mãe é complicado e exige muita atenção, não vai acabar o mundo, tem uma cura. Eu quero continuar o tratamento em casa pois, acredito que o hospital só trará mais irritação para sua mãe e pode acabar piorando as coisas!
– Tudo bem! E quando começa?
– Logo que sua mãe chegar em casa!
– Muito obrigado! — eu falo sorrindo — Quanto vai ficar o tratamento?
– Um jantar comigo! — ele diz apoiando os braços na mesa — O que acha?
Notas finais
Afinal, isso será o começo de uma nova história... Ou não?
Obrigado por ler!
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