Notas iniciais
Gente, desculpa por não ter respondido os comentários do outro capitulo, mas prometo que amanha eu vou!! É que essa semana foi muito corrida e não deu tempo T.T DESCULPA!!!! AMO VOCES!!!

“Você não se machucou, não é? Eu não vi aonde ia. Desculpe-me.”

Eu olhei para o rapaz na minha frente que não parava de repetir suas desculpas, e não pude deixar de notar que... Muito provavelmente, aconteceu a ele a mesma coisa que aconteceu ao Alois.

“Não tem problema. Não se preocupe com bobagens.” Eu o cortei, encarando para Alois pelo canto do meu olho, vendo-o encarar o menino a nossa frente.

“Mas mesmo assim, eu sou novo aqui, me mudei no final de semana e esse é meu segundo dia de aula. Estava um tanto perdido e estava andando com muita pressa sem olhar para frente direito, desculpe-me de novo... Qual o seu nome?”

“Ciel.” Eu falei meio seco. Não quero conversa com ele. Nem um pouco. Mesmo que ele não seja quem eu estou pensando.

“Eu me chamo Claude.”

...

Isso já é demais. O mesmo nome?! Devo estar pagando pelos meus pecados.

“E você?” Ele se virou para Alois, sorrindo... Sorrindo?! Estou me sentindo desconfortável.

“A-Alois!” Alois respondeu rápido, corando ainda mais do que antes. Por quê? Por que eu tenho que passar por isso?

“Muito prazer.” Claude estendeu a mão para Alois, que a pegou na mesma hora. E pela cara dele, deve ter sido a melhor sensação que ele já teve.

“O-o prazer é t-todo meu.”

Mate-me. Agora.

-

Ótimo. Para melhorar o meu dia, agora temos educação física. E hoje vamos ter natação. E sabe o que é ainda pior? As duas turmas do ultimo ano ensino médio.

Em outras palavras, Claude vai estar lá. Como se eu já não tivesse tido o suficiente com o Alois me falando dele o dia todo!

No momento, eu e Alois estávamos na arquibancada, assistindo os outros nadarem. Eu dei a desculpa que tinha asma e Alois... Bem, eu não sei o que ele disse ao professor, apenas sei que ele não está fazendo.

“Olha ele ali!” Alois praticamente gritou no meu ouvido, vendo Claude na beirada da piscina de bermudas e uma camisa qualquer. Ele retirou a camisa pela cabeça e-

“Nossa!” Alois exclamou quando Claude se virou para nós e, quando nos viu, acenou e sorriu –acho que foi mais para o Alois -.

“Ele tem o caminho da felicidade.” Alois cochichou no meu ouvido enquanto encarava Claude, com o rosto meio vermelho.

“O que?” Esses jovens de hoje e seu vocabulário. Não me adaptei a muitas coisas de atualmente. O vocabulário e os eletrônicos são os principais. Apenas sei jogar meu Nintendo e mais nada. Não entendo de nada como celulares, DVDs e torradeiras. Ainda bem que Sebastian está sempre por perto.

“Você não sabe o que é?” Ele me perguntou baixo, inclinando a cabeça para o lado e eu sabia que ele estava tentando segurar o riso.

“Você namora alguém mais velho e não sabe o que é o caminho da felicidade?”

“Não, eu não sei e também não que-”

“Não se preocupe, meu jovem e inocente amigo. Irei te dar todo tipo de informação. Preste atenção que as aulas do professor Alois estão para começar.”

Mas o que? Primeiro me interrompe, e agora isso?

“Está vendo que alguns dos meninos têm uma pequena trilha de pelos em baixo do umbigo?”

“E?”

“Sabe onde essa trilha leva?”

Eu corei de leve e Alois riu, passando a mão pela minha cabeça como se estivesse acariciando um cão assustado.

Maldito pervertido.

-

A aula já havia acabado e eu estava conversando com Alois no portão, pronto para me despedir até que aquela praga do Claude aparece.

“Oi Alois, Ciel.” Ugh.

“Oi Claude!” Alois disse entusiasmado. Era obvio que ele estava feliz que Claude estava conversando com ele, e mesmo que odeie admitir, Claude também parece interessado nele. Os dois começaram a conversar enquanto eu me perdia na minha própria mente.

“Ah, Ciel tem uma folha no seu cabelo.” Claude me tirou de meus pensamentos após alguns poucos minutos.

Eu balancei a cabeça de leve e olhei para cima, tentando ver a tal folha.

“Saiu?” Eu perguntei já meio emburrado. Maldito cabelo grande!

“Não. Espera, eu te ajudo.” Ele moveu sua mão para minha cabeça e-

“Com licença.” Eu ouvi alguém falar atrás de mim depois de limpar a garganta de leve. E quando eu digo alguém quero dizer...

“Oi Sebastian!” Alois disse parecendo mais feliz do que nunca.

Ah não... Droga. Droga, droga, droga, droga!

Eu engoli um seco que havia se formado na minha garganta e virei para trás, vendo Sebastian parecendo que ia matar qualquer um a qualquer momento.

“Ah, olá.” Claude disse educadamente, abrindo um sorriso. Pobre coitado. Nada vai te salvar.

“Olá.” Sebastian disse sério, encarando Claude, parecendo pronto para mata-lo. Eu tenho que acalma-lo.

“Sebastian, esse é o Claude. Claude esse é o Sebastian.” Lista do que fazer. Aprender a apresentar as pessoas.

“Eu sou namorado do Ciel.” Senti meu rosto esquentar quando ouvi as palavras e apenas piorou quando Sebastian pegou minha mão, entrelaçando nossos dedos para deixar tudo muito claro.

“Bom... Ehh... Então vamos não Sebastian? Você tinha... Aquela coisa para fazer hoje.” Eu disse de leve, puxando-o delicadamente.

“Vamos.”

Abracei Alois – está mais para ele me abraçou – e disse meu adeus a Claude e nós começamos a andar para casa.

...

“Você está calado.” Eu comentei depois que dez minutos de silêncio se passaram, virando minha cabeça para olhar para ele.

“Eu avisei se ele olhasse para você era para me chamar, não é? Porque nunca me obedece, Jovem Mestre? Tem ideia de como eu fiquei preocupado o dia todo? E quando eu vou busca-lo, ele está te tocando!” Sebastian parecia muito irritado. Faz tempo que não o vejo assim.

“Sebastian, ele só estava tirando uma folha do meu cabelo, não pre-”

“E ainda por cima tem a cara de fazer de desentendido! Quando eu descobrir o que está acontecendo, eu vou matá-lo. Sem misericórdia e-“

Eu parei de andar bruscamente, fazendo com que ele fizesse o mesmo e o puxei para perto, vendo seus olhos brilharem de forma demoníaca devido à raiva.

Eu o beijei intensamente, sem me importar se havia alguém passando ou com qualquer outra coisa. Apenas o puxei para mais perto antes de por meus braços ao redor de seu pescoço, suspirando em deleite.

Nós separamos após um minuto ou dois e ele me olhou confuso por alguns segundo antes de sorrir. Ele é muito fácil.

“Vai ver quando chegarmos em casa.” Ele me ameaçou brincalhão, mordiscando o lóbulo da minha orelha, me fazendo gemer baixo.

“Sebastian, para. Estamos no meio da rua.”

“Você não pareceu se importar alguns segundos atrás quando me beijou daquele jeito.”

Agora é comprovado, prefiro quando ele está nervoso.

“Idiota.” Eu sorri de leve e peguei a mão dele novamente. “Vamos logo então. Quero ver se vai cumpri sua promessa, seu frouxo.” Sei que meus olhos estavam brilhando e sei que meu sorriso deve ter segundas intenções, mas... Por ele...

Ele sorriu maliciosamente e continuamos andar para casa, um pouco mais apressadamente.

“Você acaba de cavar sua cova, Ciel.”

Como se eu não soubesse.