Depois De Tanto Tempo
6 Capítulo 6
Notas iniciais
[Atenção! Esse capítulo é um grande lemon. Só tem um pouco do enredo bem no final!]
O que será que ele está planejando? Aposto que Alois está aqui por causa dele também. Mas... Quando o Alois viu o Sebastian... E quando ele me viu ele não demonstrou nada... Droga, isso está me deixando muito confuso.
Eu entrei em casa e joguei minha mochila em um canto qualquer, minha cabeça está cheia de coisas para eu ficar procurando um lugar adequado para ela.
"Cheguei." Eu realmente não sei por que eu insisto nisso. É óbvio que ele sabe que eu já cheguei, é redundante eu ficar falando isso.
Do nada, Sebastian estava na minha frente, com as mãos nos meus quadris me puxando para perto.
"Senti sua falta, Jovem Mestre." Ele falou antes de me beijar profundamente. Eu arregalei meus olhos em surpresa, quando eu chego, ele só me dá um beijo rápido. Raramente ele faz isso. Mas mesmo assim, eu entrelacei meus braços em volta de seu pescoço e o beijei de volta, suspirando em deleite, minha mente relaxando depois de um dia estressante. Mas apenas um beijo, eu realmente preciso conversar com ele sobre o que eu vi.
Ele separou e abaixou a cabeça, beijando meu pescoço enquanto eu olhava para ele completamente confuso com suas ações.
"Vai me explicar?" Tenho que fazê-lo parar antes que seja muito tarde.
"Eu fiquei pensando no nosso final de semana o dia inteiro, Jovem Mestre. No jeito que você gemia meu nome. Por favor, não me negue." Ele parou e me puxou para mais perto ainda e eu senti... Algo contra minha coxa... -. Resista Ciel, resista. Seus olhos brilhavam e eu fiquei vermelho com o comentário, sentindo meu corpo ficar quente devido ao nosso contato... Ah, que vá para o inferno. Tenho muito tempo para conversar depois.
Eu o beijei e ele grunhiu alto, lambendo meus lábios antes de adentrar sua língua para dentro de minha boca, pressionando a minha. Um gemido leve deixou minha garganta e eu comecei a empurrá-lo para a escada, segurando e apertando a gola da camisa dele. Eu o forcei contra o corrimão, levantando minha perna para pressionar minha coxa no volume em sua calça.
Ele grunhiu de novo e se separou, me olhando de cima a baixo. E eu não pude conter outro gemido. Sebastian não esperou mais um segundo e me levou para cima, me carregando para nosso quarto. Ele abriu a porta facilmente e a fechou delicadamente com o pé.
Sebastian tirou minha camisa e jogou... Em algum lugar qualquer antes de me colocar na cama, colocando minha perna esquerda sobre seu ombro.
"Você deveria retirar nossas roupas primeiro, idiota." Minha voz saiu provocante, bancando o esperto para irritá-lo. Nessas horas, eu perdia um pouco a minha vergonha e parte dos meus pensamentos racionais... Talvez seja porque o sangue parou de correr pelo meu cérebro e foi para outro lugar.
Ele sorriu maliciosamente, fazendo-me tremer antes de beijar meu calcanhar exposto pela minha bermuda, desfazendo meus cadarços do meu sapatênis. Ele retirou e o jogou no chão, seguido pela minha meia branca.
"Você quer me ver nu tanto assim que não pode esperar um pouco?" Tá, talvez eu não perdesse tanto a vergonha assim. Eu fiquei vermelho e olhei para o lado, o sentindo pegar minha outra perna, repetindo a ação.
"Cale a boca."
"Então eu devia colocá-la para um melhor uso." Sebastian soltou minha perna e me beijou de novo, acariciando minhas pernas, suas mãos subindo pelo corpo até que pararam em meu peito. Senti suas mãos gélidas apertarem meus mamilos de forma gentil, me fazendo gemer e arquear em encontro ao contato.
Separando nossos lábios, eu arfei pesadamente e apertei a frente da camisa dele com força.
"Tire essa coisa de uma vez." Eu olhei feio para a peça preta que cobria seu torso, o ouvindo rir baixo. Ele se sentou em seus joelhos e retirou a camisa pela cabeça, jogando-a para um canto e tirando seus sapatos com os pés. Eu lambi meus lábios, mesmo já tendo visto Sebastian de formas muito mais indecentes, seu corpo ainda me intrigava. Parecia ter sido esculpido por um artista italiano. Sebastian era um pouco magro e definido, mas não de forma exagerado. Pálido, mas ainda a cor de sua pele era deslumbrante. E ele era meu.
Um som baixo me retirou dos meus pensamentos e vi Sebastian já abaixando minha bermuda branca, abaixando-se para beijar meu estomago até meu quadril, sugando minha pele e eu tinha certeza que teria uma marca enorme pela manhã.
"D-deixe disso e ande logo..." Eu joguei minha cabeça para trás quando ele começou a me apalpar por cima da minha roupa intima. Maldito! Esse é o jeito dele de me mandar calar a boca!
Um 'thud' suave chegou aos meus ouvidos e eu abri meus olhos — quando mesmo eu tinha fechado-os? — para ver Sebastian já sem sua calça, mas espera um pouco...
"S-seu pervertido! Onde está sua roupa intima?!"
Uma risada baixa saiu de seus lábios e eu olhei feio para ele, o que não surtiu efeito algum. Idiota.
"Não se preocupe com essas coisas sem importância, Jovem Mestre. Atente-se apenas a sentir agora."
Movendo seu rosto para meu pescoço, Sebastian mordiscava por cima de uma veia protuberante que eu tinha ali, que ele disse que tinha uma afeição especial por ela.
"Tem forças para voltar para sua forma humana original?" As palavras não foram mais que um sussurro rouco no meu ouvido. E minha resposta não foi mais que um gemido de aprovação.
Em poucos segundos, eu já estava lá, aparentando ter treze anos, do mesmo jeito que eu era há tanto tempo.
"Bem melhor." Outro sussurro.
Ele moveu sua mão pelo meu corpo, lentamente retirando minha ultima peça de roupa. Um grunhido não muito masculino deixou meus lábios quando o ar frio atingiu meu membro, e Sebastian passou a mão pelo meu rosto, retirando meu tapa olho.
"Você é tão lindo, Jovem Mestre." No momento que ele lambeu dois dedos, eu sabia o que estava para acontecer. E por que tão rápido? Ele sempre gosta de me provocar antes.
"Ca-cale-se..." Eu suspirei alto quando senti seus dedos contra minha entrada, pressionando levemente, meu rosto vermelho assim como o resto do meu corpo devido — por incrível que pareça — ao calor. Um calor dentro de mim criado por esse ser idiota que eu estou estupidamente amando.
Os seus dedos úmidos traçaram um caminho pelo meu corpo, me fazendo suspirar e fechar meus olhos. Sebastian os pressionou contra minha entrada e os forçou para dentro, arrancando um gemido de mim.
"V-você... Ah... Es-etá muito ap-apressado... Nng..."
"Eu disse que esperei o dia todo, Jovem Mestre. Se esperar mais vou ficar louco." Ele me encara, prestando atenção em tudo que eu fazia, minha respiração descompassada, minhas expressões... Maldito pervertido reparador. Sem avisar, ele retirou seus dedos, me deixando numa desagradável sensação de vazio.
Sebastian posicionou seu membro e com facilidade e gentileza, me penetrou bem devagar. Ele sempre era gentil pelo menos no começo por duas razões: Um: não queria me machucar mesmo sabendo que eu não poderia me machucar mais . E dois: Bom... Sebastian era... Bom, bem grande. Ele dizia que no começo eu tinha que sentir cada centímetro dele.
"Ah... Nng... Uhn Sebas..." Levantando meus quadris ao encontro dos seus, eu enterrei minhas unhas em suas costas, ganhando um grunhindo baixo dele. Eu mordi o lado de seu pescoço, meus próprios olhos brilhando embaixo de minhas pálpebras.
"Ciel..." Ele gemeu baixo com seus lábios encostados na minha bochecha, beijando-a antes de se mover para beijar meus lábios, os movimentos de seus quadris ficando mais rápidos e mais fortes, me levando pouco a pouco a loucura.
Seus movimentos se tornaram estocadas vigorosas e cronometradas, sempre acertando aquele ponto dentro de mim que me fazia gritar em puro prazer e me contrair ao redor do membro de Sebastian, fazendo grunhir cada vez mais alto.
"Vamos, Ciel... Deixe sair..." E com essas poucas palavras palavras roucas, sussurradas no meu ouvido eu cheguei ao meu ápice gemendo o nome dele em alto e bom som, e depois de mais algumas estocadas rudes, Sebastian também, se desfazendo completamente dentro de mim.
-
Estava deitado com a cabeça no peito do Sebastian, ouvindo sua respiração calma enquanto ele mexia no meu cabelo. Tudo muito bom até que eu me lembrei do que eu tinha que falar com ele. Talvez não seja a melhor hora, mas eu realmente não me importo.
"Precisamos conversar." Eu disse sério, mas ele parece que não ter se importado muito.
"Sobre?"
Eu ergui minha cabeça, encarando-o e o idiota sorriu, delicadamente apertando minha nuca.
"Eu vi outra provável reencarnação hoje."
Sebastian arqueou as sobrancelhas com curiosidade, instigando-me a falar mais.
"Provável? Quando você viu Alois, me disse que tinha certeza que ele era uma reencarnação. Por que dessa vez não? Não é uma reencarnação física?"
"Não. Quero dizer, foi uma física, mas a minha dúvida é por outra razão."
"E essa razão é...?"
"Demônios podem ser reencarnados?" Eu perguntei sem mais delongas. Preciso saber o que está acontecendo e por que está acontecendo.
Sebastian me olhou sem demonstrar nenhuma reação, mas eu sei que ele estava um tanto surpreso.
...
"De quem foi a reencarnação que você viu, Jovem Mestre?"
"Do Claude."
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