Notas iniciais
Continuação do capitulo passado!! Uhuu!! Sim, sim, estou feliz! Fechei a prova de matematica 2 pela primeira vez na minha vida!!!! UHUUUU!!! :DDD Ah! Bom, como mta gente me flou que gostou de Lust in the Air, se alguem mais quiser algum one shot ou fic daquele estilo, eu conheço muitas, é só pedir! Ah, e no finalzinho dessa, pensem o que quiserem xD Não digo que é, sabe, insinuação, mas não nego que pode ser...

“Não acredito que concordei com isso...” Eu falei — resmunguei – baixo, pelo o que deveria ser a centésima vez desde que entramos na sala de cinema.

“Ora, Ciel, não seja assim. Aposto que o filme é ótimo!” Alois disse ao meu lado, parecendo muito animado com a situação antes de voltar a conversar com Claude.

Eu grunhi e passei a mão pela minha franja. De alguma forma, Alois havia me convencido de assistir ao tal filme ‘Amor’ e, bom, aqui estamos.

Nós estamos sentados na fileira do canto esquerdo do cinema, que, para nossa sorte, tem 4 cadeiras. Claude estava contra a parede com Alois ao seu lado, seguido por mim e a minha direita esta Sebastian.

Os trailers ainda estavam passando, mas eu não aguentava mais. Já não gosto muito de filmes, e um romântico por cima? Ugh.

Eu peguei mais pipoca do pacote na mão do Sebastian e coloquei umas na boca, ignorando o olhar reprovador dele pela minha demonstração de falta de boas maneiras.

“Aproveite. Essa será a ultima vez que eu lhe deixo comer essa... Coisa.” Ele me disse, encarando a pipoca friamente.

“Uhum.” Eu murmurei, fingindo que acreditava em suas palavras. Até parece, ele sempre faz tudo que eu peço — mando -.

Por que sempre põem trailers antes dos filmes? Irritante. Muito. Se eu achar o maldito que criou isso eu vou –

“Ah, me desculpe. Sou tão desastrada.”

Ouvi um barulho de algo caindo e virei minha cabeça para ver uma mulher em pé ao lado do Sebastian que, aparentemente, deixou algo cair perto dele.

E se posso acrescentar, por que existem mulheres hoje que não conhecem o significado da expressão ‘roupas decentes’?

“Não se preocupe.” Ele sorriu, descruzando suas pernas e se abaixou para pegar seja o que for que ela deixou cair, entregando-a rapidamente.

Ela sorriu de volta e eu tentei segurar a vontade que me deu de vomitar e/ou estrangula-la.

“Muito obrigada. Estão faltando mais homens como você.”

E estão faltando mais mulheres com pudor no mundo.

“Então, eu já vou indo.” Ainda bem.

Mas antes que ela se afastasse, adivinhe só o que aconteceu?

O mesmo objeto que caiu antes — acredito que seja o celular dela -, caiu de novo.

Só que dessa vez, ao em vez de cair ao lado do Sebastian, caiu entre suas pernas.

“Ah, olha só. Eu sou mesmo um desastre. Pode deixar que pego.” Ela disse já se abaixando e um cheiro doce entrou pelas minhas narinas, e isso, combinado com o fato dela estar muito próxima dele para o meu gosto quase me fez engasgar na minha pipoca. E parecia que ela não iria parar. E ele não ia fazer nada?! Humph, quer saber de uma coisa...

“Não precisa, eu já peguei.” Eu peguei o celular dela e a entreguei.

Ela me fuzilou com o olhar, mas murmurou um ‘obrigada’ mesmo assim, antes de voltar para Sebastian.

“Então, tem um lugar sobrando do meu lado, você não quer...” Ah, pelo amor de... Por que ela não se deita no chão de uma vez e abre as pernas? Ah, isso não vai ficar assim.

Eu peguei uma das mãos de Sebastian, entrelaçando nossos dedos e sorri para ele.

“Sebastian, o que você vai querer fazer depois do filme?” Eu perguntei com um olhar brincalhão.

“Vai querer comer alguma coisa ou... Quer ir de uma vez para casa?” Meu sorriso se tornou um pouco mais malicioso e eu tive que controlar a vontade de revirar os olhos com por minhas próprias palavras. Ainda bem que eu sou ótimo em mentir.

E, finalmente percebendo que não era bem-vinda, a mulher deixou um ‘Oh!’ escapar e disse alguma coisa parecida com um ‘tchau’ e se foi. Ainda bem, achei que teria que mata-la.

“Tch.”

Eu resmunguei e larguei a mão do Sebastian, que estava me encarando com curiosidade.

“O que foi?” Eu perguntei secamente. Idiota, maldito, dando atenção a essas mulheres... Deixa quando chegarmos em casa!

“Achei que estivesse com fome, Jovem Mestre.”

“Do que esta falando, idiota? O que ela tem a ver se eu estou com fome ou não? Além do mais, eu só me alimento de almas, ent-”

“Exatamente. Achei que você iria gostar da alma dela. Parecia ser extremamente doce, e o Jovem Mestre sempre adorou doces, não é mesmo?”

“... Não tão doces...” Eu murmurei, voltando meus olhos para a tela. Finalmente essa porcari- filme vai começar.

Senti minha mão sendo pega, e pelo canto do olho, vi Sebastian entrelaçando nossos dedos novamente, levando meu punho aos lábios e pressionando um beijo leve nele. Meu rosto ganhou um pouco de coloração, mas não retirei minha mão da dele.

-

(Atenção! Ponto de vista do Alois!)

Eu tive que me controlar para não rir do Ciel quando aquela mulher veio mexer com o Sebastian. Ele nem deve ter notado seu rosto ficando vermelho de raiva. Pelo menos nenhuma veio mexer com o Claude... Tenho certeza se uma tivesse, ele não ia me dar mais atenção... Afinal de contas, quem iria preferir a mim?

Ah, que bom. O filme vai começar!

Peguei mais um pouco de pipoca e enfiei na boca, aproveitando-as ao máximo. Nossa, quem dera eu pudesse comer pipoca o dia que eu quisesse!

...

“O que está achando do filme?” Claude murmurou para mim, sorrindo enquanto ajeitava delicadamente seus óculos.

“Estou adorando.”

“Ah, que bom. Se você não gostasse, não valeria a pena, não é mesmo, olhos azuis?” Eu senti minhas bochechas esquentarem. Desde sábado ele está me chamando disso. Ele falou que meus olhos são lindos. E na hora, eu juro que quase desmaiei.

Eu voltei minha atenção para o filme, não sabendo mais o que dizer.

Passaram-se poucos minutos e eu ouvi Claude bocejar, e por um segundo, um tremor passou pelo meu corpo, com medo dele estar se sentindo entediado. Até que eu o vi espreguiçar e colocar um braço em volta dos meus ombros.

Esse truque é bem velho, mas não pude deixar de sorrir.

Lentamente, eu me aproximei dele, deitando minha cabeça em seu ombro, e pelo canto de meus olhos pude vê-lo sorrir.

Eu fechei meus olhos momentaneamente e inspirei, deixando a essência dele penetrar minhas narinas. Era uma mistura de uma leve colônia masculina, couro — provavelmente do seu cinto -, menta que vinha do seu hálito, e... Isso que estou sentindo é cigarro? Ugh, Deus...

Esse é o cheiro de um homem de verdade. Um homem que pode te fazer se submeter a qualquer vontade dele, um homem poderoso.

Alguns barulhos estranhos me retiraram dos meus devaneios e eu olhei em direção aos sons, que pareciam estar do meu lado, e...

“Ah minha nossa...” Eu senti meu rosto ficar vermelho e rapidamente voltei a olhar para o filme.

“O que foi, Alois? Algo errado?” Claude perguntou discretamente, parecendo preocupado e viu meu rosto avermelhado. Ele olhou para a mesma direção que eu e deixou um ‘Oh...’ escapar de seus lábios. Ele riu baixo e voltou a atenção para o filme, gentilmente me puxando para perto.

Sebastian e Ciel estavam se beijando... Mas, se beijando de verdade. Eu conseguia ver seus maxilares se movendo e o som de línguas rolando sobre as outras enchia os meus ouvidos.

Pobre Ciel... Ele é tão pequeno e o Sebastian parece ser insaciável.

-

(Atenção! De volta ao ponto de vista do Ciel!)

Eu estava simplesmente assistindo ao estúpido filme. Assistindo o filme quando esse maldito achou uma boa ideia me beijar, simplesmente porque queria! E não podia ser apenas seus lábios encostando-se aos meus e pronto. Não.

Eu tentei empurra-lo, mas eu não consegui. E passando alguns segundos, eu desisti. Bom, eu realmente tentei resistir, mas por mais que odeie admitir, Sebastian beija muito bem.

Sua língua praticamente enrolava-se com a minha, e ele ainda sugava no meu músculo, causando pequenos espasmos pelo meu corpo, suas mãos atrás do meu pescoço de vez em quando me arranhando gentilmente enquanto as minhas apertavam a parte da frente da sua camisa.

Mas eu também sabia uma coisa ou outra. Quando nos separávamos rapidamente, eu colocava minha língua para fora, apenas o bastante para contornar seu lábio superior e encostar brevemente em seus dentes, fazendo sorrir maliciosamente para mim antes de tomar meus lábios em outro beijo fervente.

Eu só espero que ninguém esteja vendo isso...

-

Saímos do cinema, e estávamos nos despedindo de Alois e Claude. E ainda bem, já estou louco para voltar para casa. Se mais mulher ousar olhar para o Sebastian de novo, vou leva-las eu mesmo para o inferno!

“Então é isso... Obrigada por vir, Ciel!” Alois me abraçou e eu segurei uma risada baixa, ele sempre faz isso.

“Você também, Sebastian.” Ele sorriu para Sebastian, que retribuiu o gesto.

Claude apertou nossas mãos e sorriu, e me garantiu que levaria Alois para casa em segurança. É bom mesmo.

“Ah, e Ciel...” Alois se aproximou e cochichou no meu ouvido. “Cuidado para ele não te engolir.” Senti o sangue correr para o meu rosto e eu só murmurei um ‘cale a boca’ para ele, mas Alois apenas riu. Eu devia saber que alguém tinha nos visto.

Depois que eles se foram eu e Sebastian fomos andando para casa, e ele insistiu que fossemos de mãos dadas.

“Eu te disse que alguém iria nos ver.”

“A culpa não foi minha, Jovem Mestre.”

“Como que não? A culpa foi toda sua! Você começou!”

“Mas você estava gemendo.”

...

Senti meu rosto esquentar e eu olhei para o lado, ignorando-o.

Ouvi Sebastian rir baixo e de repente ele me puxou para perto, colocando um braço em volta dos meus ombros.

E meu plano de ignora-lo pelo resto da noite falhou quando ele disse algo sobre fazer um bolo para se redimir. Ah, e principalmente quando chegamos em casa e ele disse que queria que eu o ajudasse...

O bolo ficou uma droga.