Depois De Tanto Tempo
20 Capítulo 20
Notas iniciais
“Sebastian… Uhn! Não… Ah… Ah, ah!”
Ele havia me colocado para dentro do quarto mais rápido que o normal e me jogado de barriga para baixo na cama. Literalmente jogado. Antes de pular para cima de mim.
Sebastian rasgou minha camisa e agora sugava bruscamente a parte de trás de meu pescoço, mordendo e passando a língua por cima. Aposto que minha pele já esta até roxa. Suas mãos apertavam minhas coxas e eu podia ouvir o barulho de buracos sendo feitos em meu jeans.
Mas mesmo assim, não posso deixar de admitir que esta sendo muito bom e muito prazeroso.
Ele parou seus movimentos e posicionou seus lábios juntos da minha orelha, sussurrando roucamente.
“O que foi, Jovem Mestre? Não gosta mais dos meus toques? Ou simplesmente se cansou deles?”
Fechei meus olhos com força e balancei minha cabeça contra o travesseiro, pegando uma de suas mãos para dar mais ênfase.
“Não, Sebastian. Não é nada disso. De onde você teve essa idéia? Nunca iria me cansar de seus to-Nnng ah!”
Não tive a oportunidade de acabar de falar, pois ele usou sua mão livre para arranhar toda extensão de minhas costas. E droga, como eu adoro quando ele faz isso.
Sebastian moveu a cabeça para lamber o arranhão que fez em mim, roçando a ponta de seus dentes afiados ao mesmo tempo.
Já devia saber... Ele está me marcando completamente. Então ele realmente estava com ciúme. Com muito ciúme aparentemente, para estar agindo assim.
Senti seus dedos traçarem um caminho até o começo de minha bermuda antes de subirem de novo e refazerem o trajeto. Ele estava me provocando – mais que o normal -, e droga como isso estava me deixando louco.
Apertei o lençol, mordendo meu lábio inferior para não deixar nenhum som sair. Estou tentando não me envergonhar – mais do que o necessário -.
“Sebas-Sebastian...” Murmurei, arfando levemente quando percebi que ele estava removendo minha bermuda.
Virei minha cabeça par o lado para tentar vê-lo e outro gemido deixou meus lábios já inchados.
Os olhos dele brilhavam com luxúria e o óbvio ciúme que ele estava guardando para si mesmo. Seu cabelo que está normalmente impecável estava uma bagunça, alguns fios grudavam no lado de seu rosto, que já estava um pouco suado. Assim como seu peito, que estava exposto há algum tempo já que ele tirou a camisa assim que me jogou na cama.
Eu estava quase conseguindo me virar completamente quando uma dor na minha cabeça me impediu. Sebastian me olhava furioso, segurando meu cabelo com força.
“Por acaso dei-lhe permissão para mudar de posição, Jovem Mestre?”
Eu pisquei algumas vezes em confusão antes de encará-lo com raiva. E mais raiva ainda de mim mesmo, pois senti meu membro pulsar com seu tratamento rude. Malditos hormônios demoníacos.
“Vá para o inferno.” Disse antes de deitar-me novamente de barriga para baixo, apoiando meu queixo no travesseiro para encarar a parede.
“Só se o senhor for comigo.” Ouvi a resposta brincalhona ao lado de minha orelha antes de sua língua lamber a volta da mesma, fazendo-me morder meu lábio novamente.
Ele pressionou seu peito contra minhas costas, e eu senti-o roçar seus quadris nos meus, um grunhido deixando ambos nossos lábios. Mas tão cedo quanto começou, acabou quando ele se levantou novamente e eu suspirei em desapontamento, mais pela falta de seu contato do que de suas ações.
Pouco depois ele abaixou minha roupa intima, lentamente e eu senti sua respiração contra a pele da parte traseira de minhas coxas antes de ele roçar os lábios nela. Ouvi um ‘thud’ silencioso e presumi que era a minha última peca de roupa que ele acabou de tirar.
“Agora sim, Jovem Mestre. Pode se virar.” Ele murmurou e eu rapidamente o fiz, e me arrependi de minhas ações assim que vi como eu estava.
Uma fina camada de suor cobria meu peito corado e eu arfava por ar – mesmo não precisando dele -, mas não era isso que me incomodava. E sim meu membro, que estava ereto orgulhosamente no ar, com pré-ejaculação rolando pelo lado dele.
Se meu rosto não estava vermelho antes, bom ele está agora!
Sebastian riu baixo e lambeu os lábios, movendo a cabeça para o meu ombro, onde inalou o odor de minha pele com um grunhido rouco.
Ele mordiscou meu pescoço antes de se mover para baixo e abocanhar um mamilo, fazendo-me arfar alto. Ele sugou e lambeu um enquanto beliscava o outro, encarando-me por um tempo antes de fechar seus olhos magenta.
Depois de deixá-los, dirigiu-se ao meu umbigo, que, eu admito, é muito sensível. Sebastian mordiscou a pele ao redor e eu assisti-o com olhos entreabertos, sentindo meu rosto e meu corpo quente.
Mas eu estava muito distraído para vê-lo segurar meu membro e acariciar a ponta. Fechei meus olhos e movi meus quadris em direção ao prazer que sua mão me oferecia.
Pude sentir sua boca deixando minha barriga, mas em compensação, ele estava ao meu lado, murmurando vulgarmente no meu ouvido.
“Quer alguma coisa, Jovem Mestre?”
Inclinei a cabeça, sinalizando que sim, e grunhi, no entanto eu sei que ele não vai aceitar isso. Eu sei o que ele quer que eu faça.
“O que foi isso, Jovem Mestre? Terá que ser mais claro que isso.” Maldito. Posso até ouvir seu sorriso.
“Sua boca, idiota.” Consegui dizer, abrindo meus olhos para encará-lo com raiva da melhor forma possível nessa situação.
“Ah, sim. Quer minha boca aqui?” Ele deu um leve aperto na base da minha ereção em reafirmação e eu gemi um meio incoerente ‘sim’.
Abri meus olhos assim que sua mão me deixou e olhei para baixo, vendo sua cabeça entre minhas coxas, seus olhos fixos nos meus.
Sebastian levantou minha perna direita, fazendo meu joelho encostar-se a meu peito antes de se mover para beijar meu calcanhar. Ele foi trazendo minha perna novamente ao coxão, movendo seus lábios num ritmo lento.
Senti sua língua na parte de trás de meu joelho antes de mover de volta a minha coxa, onde mordiscou minha pele antes de roçar os lábios na minha virilha, fazendo-me fechar meus dedos dos pés.
Ele me deu um último olhar antes de abocanhar meu membro por inteiro, causando um alto gemido sair de minha garganta. Ele sempre fez assim. Sebastian não é muito de dar lambidas gentis ou essas bobagens. Não, esse demônio sempre me põe por inteiro na boca antes de começar – um dos muitos traços dele que eu amo -.
Levei minhas mãos a seu cabelo sedoso e levemente apertei o mesmo, tentando me controlar.
Senti sua língua enrolar-se a ponta, sugando enquanto sua mão esquerda segurava a base e um dedo dessa mesma pressionou minha entrada, sua outra mão levantou minha perna para colocá-la em volta de sua cabeça e eu fiz o mesmo com a outra.
Sebastian sugava e passava a língua pela parte de baixo, gentilmente apertando a base e eu já estava quase me desfazendo. Arqueava minhas costas e puxava seu cabelo, tentando de qualquer modo manter um pouco de minha postura.
“Sebastian! Ah! Nnng! Argh! Uhn...”
Ele engoliu em volta de mim antes de deixar meu membro, lambendo seus lábios enquanto eu me recuperava.
Ele devia estar realmente bravo, normalmente, enquanto ele está... Bem, fazendo isso ele para de vez em quando para me provocar antes de continuar.
Eu olhei para ele e puxei seu cabelo para trazer-lhe para perto, o que ele fez de bom grado. Estava a ponto de beijá-lo quando ele pôs seu dedo indicador nos meus lábios, empurrando-me de volta ao travesseiro e me dando um olhar frio que me deixou um tanto confuso.
“Não sei se quero te beijar hoje.”
...
Aí.
Eu arregalei meus olhos e encarei-o incrédulo e zangado, sentindo completamente e totalmente insultado. A raiva ferveu dentro de mim junto com angústia e levantei uma de minhas mãos para bater em seu rosto, mas ele segurou-me. Meu ‘estômago’ dava voltas e mais voltas e se ainda fosse humano teria vomitado por pura frustração.
Seus olhos queimaram nos meus por um tempo antes de eu virar meu rosto para o lado, recusando a vê-lo.
Ele ficou segurando minha mão no lugar, mas senti-o se movendo e escutei a gaveta da mesa ao lado da cama se abrindo e ele deve ter pegado algo lá dentro.
Algo frio tocou meu peito e olhei com o canto de meus olhos para ver o que era.
“Você deixou aqui semana passada.” Ele murmurou.
Meu cordão!
Com minha mão livre peguei-o rapidamente, trazendo para perto de meus olhos para inspecioná-lo. Achei que tinha o perdido!
Esse cordão... Foi ele que me deu. Um anel fino de ouro branco, com pequenas safiras em volta dele e nossos nomes intricados na parte de dentro, pendurado numa fina corda preta.
“Então era por isso que você estava agindo daquele jeito.” Murmurei para mim mesmo, mas ele escutou também e assentiu.
“Pensei que deixar ele aqui era sua forma de dizer que não queria mais.”
Como? Como esse demônio arrogante, egocêntrico, inteligente, seguro, belo pode pensar isso?
“Sebastian. Ah, Sebastian, como você é idiota às vezes.”
Passei meus braços em volta de seu pescoço e o abracei, beijando seu ombro e murmurando em sua orelha.
“Nunca mais pense isso. Nós já conversamos sobre isso muitas vezes.”
Ele assentiu e beijou o lado de meu pescoço de novo antes de pressionar-me na cama, com um sorriso malicioso.
“Ainda não acabamos.”
Ele moveu sua mão para a gaveta novamente e a fechou. Ele mostrou-me um pequeno frasco de plástico, balançando-o na frente de meus olhos.
“E o que seria isso?”
“Ora, Jovem Mestre, lubrificante.”
Corei e arregalei meus olhos. Não é a primeira vez que usamos, mas ainda sim fico um pouco envergonhado. Como as pessoas inventam essas coisas...
“Lembrei-me que você havia falada que a penetração com saliva é um pouco mais incomoda, então comprei mais para nós.”
Assenti e ele sorriu, já abrindo a tampa.
“Mas, você não teria que tirar sua calca primeiro.” Disse baixo com um tom leve e meio brincalhão, tentando me manter calmo e tirar esse maldito tom avermelhado que eu sei que ainda está no meu rosto.
Ele riu baixo e o fez, lentamente abaixando sua calça preta juntamente com a roupa de baixo da mesma cor. E eu lambi meus lábios quando vi sua ereção. A ponta de seu membro já estava num tom mais escuro por não ter nenhum tipo de alivio e senti água na boca quando vi uma linha fina de pré-ejaculação rolar pelo lado da — enorme – glande.
“Deixe-me...” Disse enquanto tentava me sentar, encarando seu membro, já com meus lábios entreabertos, mas ele empurrou-me novamente para a cama e eu deixei um som – não muito masculino – de descontentamento sair.
“Por mais que eu esteja surpreso de você estar oferecendo isso e adorar quando você faz isso, acho que hoje não.”
Ele abriu o frasco e colocou uma quantidade generosa do liquido viscoso na mão esquerda, espalhando pelos dedos.
Sebastian usou sua mão limpa para levantar meus quadris e eu ajudei-o, apoiando apenas minhas costas na cama.
Eu levei uma de minhas mãos as minhas nádegas e as separei, corando. Mas eu sei que ele ia pedir para eu o fazê-lo de qualquer jeito.
“Antes disso,” Ele começou e eu olhei para seu rosto com curiosidade. “Será que pode voltar a sua forma humana original?”
Murmurei ‘maldito pedófilo’ — o que o fez rir -, mas fiz o que ele pediu.
Assim que eu já aparentava ter 13 anos novamente, senti Sebastian beijar minha testa e abri meus olhos. E só agora notei que ainda estou com meu tapa olho. Mas não por muito tempo, já que Sebastian também percebeu e usou sua mão limpa para desfazer o nó atrás da minha cabeça, deixando a peça de seda cair na cama — ou em algum outro lugar -.
Sebastian colocou um dedo melado contra minha entrada e a pressionou delicadamente antes de me penetrar, fazendo-me arfar levemente e morder meu lábio em prazer. Esses lubrificantes realmente fazem diferença. São quentes e escorregadios e ajudam a alcançar mais profundamente. Em outras palavras, mais prazeroso.
Em pouco tempo, ele adicionou outro dedo e mais outro, sempre me dando tempo para me acostumar com a intrusão antes de começar a movimentá-los.
“Já... Já es-está bom... Ah...” Gemi sentindo a ponta de um de seus dedos roçar minha próstata.
Meus quadris foram colocados de volta na cama e Sebastian se pôs sobre mim, encarando meus olhos bicolores, e eu pus minhas pernas em volta de seus quadris.
“Já que eu dispensei aquele seu outro agrado, que tal você me passar lubrificante, Jovem Mestre?” Ele murmurou com um sorriso muito doce para quem acabou de dizer esse tipo de coisa.
Eu assenti meio avermelhado e peguei o frasco, aplicando a substância viscosa na palma das minhas mãos. O lubrificante tinha uma consistência de sabão líquido e normalmente é inodoro, mas esse que o Sebastian comprou tem um cheiro de... Morango. Já imagino por que. Ele vai querer usar isso para quando eu for dar-lo aquele ‘agrado’ como ele disse.
Levei minhas mãos para seu membro e as coloquei em volta dele, apertando-o levemente, ouvindo Sebastian gemer baixo, o que me fez sorrir. Movi minhas mãos com gentileza para provocá-lo, roçando meus dedos na ponta já meio inchada. Mas terminei em pouco tempo, ou melhor dizendo, ele retirou minhas mãos e as colocou em volta de seu pescoço.
Fechei meus olhos, esperando para ele penetrar-me, mas não aconteceu. Ao em vez disso, senti dois dedos no meu queixo e abri meus olhos e o vi encarando-me com um sorriso malicioso.
“Quero que fique com os olhos abertos.”
E depois que as palavras deixaram seus lábios, senti a ponta adentrar-me. Arregalei meus olhos e gemi alto, apertando seus ombros.
Ele beijou meu pescoço, mordiscando a pele enquanto lentamente penetrava todo seu membro dentro de mim.
“Ah... Sebastian... Ah... Uhn... Ande lo-logo com is-isso...” Murmurei, movendo meus quadris ao encontro dos seus, tirando um gemido alto de nós dois.
“Como quiser, pequeno mestre.”
Eu já ia xingá-lo por me chamar de ‘pequeno’ quando ele deu uma estocada forte, fazendo minha cabeça rolar para trás.
Sebastian rapidamente pegou um ritmo forte, sempre acertando meu ponto certo enquanto falava baboseiras doces no meu ouvido, como:
“Você é tão lindo, Jovem Mestre.”
Ou
“Tão perfeito.”
Mas não era só isso. Ele também falava cada coisa vulgar.
“Está apertado como sempre, Jovem Mestre.”
“Desse jeito, Jovem Mestre? Você gosta rápido assim?”
Nem quero saber onde ele aprendeu a falar essas coisas.
Maldito idiota, eu deveri–... Nossa...
Ah, aí. Aí. Aí.
“Ah, Sebastian! Aí!” Gemi alto, apertando minhas pernas ao seu redor e ele grunhiu no meu ouvido, uma de suas mãos apertando minha cintura enquanto a outra segurava minha cabeça.
Ele beijou meus ombros, passando os lábios por minha clavícula antes de subir pelo meu pescoço novamente, beijando meu queixo antes de olhar nos meus olhos.
Eu levei uma de minhas mãos ao seu cabelo e apertei-o delicadamente e trouxe-o para mais perto.
Sebastian sorriu levemente antes de beijar meus lábios, adentrando sua língua em minha boca, nossos músculos brigando por domínio na boca do outro. E ele acabou ganhando.
Senti sua língua percorrer a extensão de meus dentes antes de encontrar a minha novamente, sugando e roçando-a, fazendo cravar minhas unhas em suas costas de prazer.
Finalmente.
Eu me separei do beijo e arfei, gemi e disse seu nome, tudo de uma vez só, querendo mais. Mais disso. Mais do toque dele. Mais dele.
Ele retirou a mão da minha cabeça e levou-a a meu membro ignorado, masturbando-o rapidamente, fazendo-me gemer mais alto que antes. E aquele nó na minha barriga se apertou, deixando-me mais quente. Estou quase lá.
“Se-Sebastian... Uhn... Ah! E-eu... E-eu vou...!”
Ele levou os lábios para minha orelha, roçando-a antes de murmurar.
“Você vai gozar, Ciel?”
Assenti bruscamente, e, se não já estivesse, meu rosto ficaria vermelho com suas palavras vulgares.
“Então que gozemos juntos.”
Assim que ele disse, perdi o controle e me desfiz, tremendo e sujando nossos estômagos e a mão dele enquanto gemia alto.
“Sebastian!”
Ele também não durou muito. Antes de eu acabar meu êxtase, ele se desfez dentro de mim, murmurando meu nome no meu ouvido e eu senti alguns leves tremores percorrerem o corpo dele.
“Ciel...”
Ele beijou meus lábios novamente, de forma gentil, antes de trazer sua mão suja a sua boca, lambendo a substância antes de me beijar de novo. Eu queria bater nele, pois senti meu próprio gosto — prefiro o gosto dele -, mas só consegui gemer baixo e apertar meus braços em volta dele.
-
“Promete que não vai mais agir assim? É sério, Sebastian, eu fiquei muito preocupado.”
Nós estávamos deitados, depois de tomar um banho e de trocar a roupa de cama — ele sozinho fez essa última -, conversando. Ele estava deitado de lado e eu estava deitado com a cabeça em seu ombro enquanto ele acariciava meu cabelo e sua outra mão desenhava círculos na minha cintura.
“Prometo.” Ele riu baixo e beijou minha testa, passando a ponta dos dedos pela minha bochecha.
Eu levei minha mão ao meu cordão, que estava de volta ao seu lugar. No meu — agora muito marcado — pescoço.
“Eu não vou te deixar. Nunca. Já lhe falei isso mil vezes.” Murmurei baixo, apertando o anel em minha mão esquerda.
“Eu fico feliz com isso.” Ele murmurou e pegou minha mão com o anel, levando-a para perto de seu próprio cordão, que tinha um anel igual.
Eu segurei os dois juntos e ele beijou minha mão.
“Não sei se agüentaria se meu pequeno lorde me deixasse.” Ele brincou, mas consegui distinguir como as palavras eram verdadeiras.
“Eu também não iria agüentar se meu mordomo me deixasse.” Respondi no mesmo tom de voz, um sorriso nos meus lábios.
Ele beijou-me rapidamente e sorriu para mim.
“Ficarei ao seu lado até o fim.” Eu ri baixo e balancei minha cabeça.
“Você sempre diz isso.”
“Não deixa de ser verdade.” Ele rebateu com um sorriso confiante, beijando-me novamente.
Eu sorri para ele, aninhando-me mais perto dele e colocando um de meus braços a sua volta.
“Eu te amo, Ciel.”
“Eu também te amo, Sebastian.”
Mas ainda tem uma coisa pequena me incomodando.
Quem vai explicar essa cama quase aos pedaços, a bagunça na cozinha com a calda de chocolate — antes do banho – e os barulhos dessa noite para o Alois?
Fale com o autor