Depois De Tanto Tempo
19 Capítulo 19
Notas iniciais
PS: Esse capítulo tem uma referencia a minha serie de livros favorita. Se quiserem saber, vão ter que prestar atenção que esta nas entrelinhas.
Depois de apenas um dia, Alois já se sentia bem melhor. Sebastian havia cuidado de seus ferimentos naquela noite e nos feito uma sopa de legumes e frango — eu não disse para ele, mas eu acho que aquela sopa foi a melhor que ele já fez desde semana passada – e nos decidimos que seria melhor se Alois não fosse à aula por alguns dias, no mínimo uma semana.
Na manhã após... Os ‘acontecimentos’, eu entreguei um atestado médico ao coordenador do colégio do urologista ‘Dr.Michaelis’ — e depois que atestado foi feito, eu recebi um... Um extremamente desnecessário e gratuito exame de próstata -, explicando que meu amigo perderia aula por algum tempo devido a alguns exames que ele precisava fazer.
Quando eu cheguei ao quarto de hospedes de manhã para checar Alois antes de sair, ele estava deitado, encarando o nada com olhos fixos e arregalados, o rosto ridiculamente vermelho.
Ao me ver, ficou ainda mais ruborizado — se é que era possível – deixando-me confuso, até que murmurou: ‘Vocês dois não dormem nunca... ’. Eu saí do quarto tão corado quanto ele, principalmente depois que ele comentou algo sobre gritos e minha garganta doer.
Mas depois de uma semana, Sebastian... Ele anda estranho. Durante a noite, quando vamos nos deitar depois de eu ficar um tempo com Alois, ele fica normal. O mesmo idiota, arrogante, egocêntrico, apaixonante de sempre.
Eu até havia perguntado-o se alguma coisa estava errada, mas ele disse que não.
Flashback
“Sebastian... Uhn.. Epere... A-ah... Pare!” Eu consegui afastar sua cabeça de meu mamilo, fazendo-o soltar um barulho de descontentamento.
“Sim, Jovem Mestre?” Ele murmurou, seus olhos vermelhos pareciam queimar meu corpo e eu lambi meus lábios.
No mesmo segundo em que eu tinha saído do quarto de hóspedes, Sebastian passou e me jogou por cima de seu ombro, carregando-me até nosso quarto.
Agora, eu estava deitado, apenas de roupa íntima, com um Sebastian sem camisa em cima de mim.
Admito que eu realmente gostaria de ficar assim o dia todo.
“Sebastian, olhe para mim.” Eu pus minha mãos nas laterais de seu pescoço, meus dedões encostando em seu maxilar,e levantei seu rosto de forma estranhamente gentil, para que ele encarasse meus olhos ao em vez do volume no meu quadril.
“Tem algo errado?” Minha voz saiu pouco mais alta que um sussurro, suavizei meu olhar e acariciei a pele macia de seu rosto com a ponta de meus dedos.
A última coisa que eu que é que tudo o que nós temos vá por água abaixo.
Ele beijou meus lábios rapidamente, de forma amável antes de sorrir para mim.
“Nada podia ser melhor. E não, não há nada de errado, Ciel.”
Senti meu rosto ganhar um pouco de coloração ao entender a primeira frase. Mas ainda assim... Tem alguma coisa estranha com ele e eu sei disso.
Mas aquilo foi a última coisa coerente que ele disse antes de continuar.
Agora
Ele não mente, mas... Algo não esta certo com ele.
“Cheguei.” Murmurei ao entrar em casa, fechando a porta atrás de mim.
Vi Sebastian sair da cozinha, caminhando até mim para me beijar rapidamente e sorrir de leve antes de voltar aos seus afazeres.
Subi as escadas e fui direto ver Alois.
Bati levemente na porta do quarto de hospedes antes de entrar, encontrando-o sentado na cama, com as costas contra a parede, lendo, como eu o achava todos os dias.
“Oi Ciel!” Ele falou alegremente quando me viu, fechando o livro e colocando-o na cômoda antes de dar alguns ‘tapinhas’ ao seu lado na cama, convidando-me a sentar perto dele.
“O que está lendo?” Perguntei ao aceitar seu convite, retirando meus sapatênis antes de esticar minhas pernas na cama.
“A Batalha do Labirinto.” Ele respondeu com um sorriso, entregando-me o livro para inspeciona-lo.
Passei meus olhos pela capa, lendo um ‘Percy Jackson e os Olimpianos Livro Quatro’. Eu me virei para encara-lo com um olhar confuso.
“Você não estava lendo o quinto dessa série há alguns dias?”
“Já li a primeira coleção toda, estou relendo. Os livros da continuação são caros e estou juntando dinheiro para comprar o primeiro.”
Senti pena dele. Desde que chegou, não havia dado trabalho nenhum e eu aprendi que o que ele mais gosta de fazer é ler. Talvez porque era a única coisa que ele tinha condições de fazer.
“Entendo.”
...
“Vamos descer. Nossa janta já deve estar pronta.” Disse ao me levantar, já indo em direção à porta.
Alois assentiu e se levantou, andando até mim... Até que ele tropeçou no pé da cama.
Antes de ele perceber, eu estava do lado dele, segurando-o pela cintura antes de atingir o chão.
Alois piscou antes de sorrir com vergonha para mim.
“Ah, desculpe Ciel. Nem vi onde estava indo. Obrigado.” Ele murmurou parecendo um tanto sem graça.
“Não tem problema. Já me acostum-”
“Ciel, Alois, a janta está... Servida.” Sebastian disse ao entrar no quarto e eu estranhei a pausa que ele fez ao falar.
Até que percebi como estávamos.
Alois estava meio jogado para frente e eu estava segurando-o pela cintura. E em algum ponto quando Sebastian chegou, Alois ficou extremamente corado, talvez percebendo também nossa posição.
Mas o rubor do rosto dele podia ser facilmente confundido como de alguém que foi pego fazendo algo de errado.
Droga!
Ele se soltou de mim ao mesmo tempo em que eu o larguei, pondo uma distância segura entre nós.
“O-obrigado de novo, Ciel. Da próxima vez vou prestar atenção por onde ando.” Ele disse tentando quebrar o silêncio desconfortável.
Eu engoli um seco e assenti e andei até a porta, caminhando atrás de Sebastian, que já tinha deixado o quarto, com Alois atrás de mim.
–
Sai do quarto de Alois e suspirei em exaustão. Depois de jantar eu e ele retornamos para cá, mesmo ele insistindo que deveria ajudar Sebastian a lavar a louça, quem declinou a oferta de ajuda educadamente e disse que nós dois poderíamos subir.
Durante a janta... Durante a maldita jante Sebastian não me tocou. Nada. Nem um beijo, não segurou minha mão, nenhum toque mais atrevido por baixo da mesa. Nada.
Fui para meu quarto e de Sebastian, mas hesitei em abrir a porta. Talvez... Talvez hoje eu devesse ir caçar. É, faz tanto tempo que eu não me alimento. Estou quase me esquecendo do gosto de uma boa alma.
Já estava virando meu corpo quando a porta do quarto de repente abriu e senti olhos fixos na parte de trás da minha cabeça.
“Pensei que nunca viria Ciel.” Sebastian sussurrou no meu ouvido, colocando seus braços em volta da minha cintura, pressionando minhas costas contra seu peito e roçando sua óbvia ereção nas minhas nádegas vestidas.
...
Droga.
Já descobri o que há de errado com esse idiota.
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