Notas iniciais
Em primeiro lugar, DESCULPA PELA DEMORA!!! Mas eu tenho uma boa razão, é que eu tava de castigo né, ai ja viu... E eu to precisando desabafar... Vocês ficaram sabendo que vai ter um filme de live-action de Kuro? Pois é, tudo de boa, começou a ser filmado esse e talz, beleza. Até que saiu a noticia que NÃO vai ter o Ciel no filme, tipo COMO ASSIM?! Meu kokoro ta despedaçado e não quero nem mais ver o filme T.T É, pronto, me sinto melhor. Ah, e nesse capítulo, o enrendo vai andar gente! Incrivel ne?!? Não esperavam por essa! Kkkk! Amo vocês!!! Obrigada por comentarem no ultimo capitulo!!!! :D

Eu suspirei de novo enquanto olhava pela janela da sala, vendo a brisa balançar as folhas das árvores, a voz do Sr.Evans era como uma trilha sonora.

Três dias.

Faz exatamente três dias que eu e Sebastian fomos ao cinema com Claude e Alois.

Três dias que Claude levou Alois para casa.

...

Faz três dias que eu não vejo meu amigo.

-

O sinal do intervalo tocou e eu me levantei, arrumando meus materiais para sair da sala.

Por que ele não vem à aula? Ele não me ligou, nem foi a minha casa...

Se aquele maldito tiver feito alguma coisa com ele...

O que é estranho é que, no dia após nossa saída, ele me perguntou do Alois e seus olhos me pareciam sinceros, até o cheiro da sua alma não mostrava nenhum rastro de falsidade, se é que faz sentido.

Mas se ele continua sendo um demônio, talvez ele saiba mascarar...

-

“Ei... Ai! Isso doeu!” Claude reclamou, segurando meus pulsos enquanto eu segurava as golas de sua camisa, pressionando-o contra uma árvore no pátio na parte de trás do colégio.

Eu tinha trazido-o aqui, já que, obviamente, ele estava me evitando. Outra razão para desconfiar dele.

“Você levou Alois para casa naquele dia. Depois disso não o vi mais, ele também não me ligou. O que você fez com ele?”

“O-o que? Eu não fiz nada! Eu o levei para casa e só!”

“Então porque ele não vem na aula?”

“Ciel, eu juro, eu não sei. Eu o levei para casa, como disse que faria. Mas pensando bem...”

Eu afrouxei um pouco a força que estava fazendo em sua gola, mas ainda o pressionando contra o tronco da árvore.

“O que?”

“Eu não o levei exatamente até a porta de casa, ele não deixou... Ele... Ele me agradeceu por tê-lo acompanhado e disse que eu podia ficar onde estava, exatamente na esquina e continuou andando. Eu o vigiei de onde estava, e tenho certeza que ele entrou em casa.”

Ele... Droga, ele está dizendo a verdade.

Droga!

-

“Mas, Sebastian! Eu tenho que-”

“Jovem Mestre, está sendo infantil. Ele provavelmente está doente. É normal, deve ter sido aquela pipoca que vocês dois comeram.”

Você está sendo infantil! E se não for isso? E se algo sério aconteceu?”

Sebastian suspirou e massageou as têmporas antes de voltar os olhos para mim.

“Mais um dia. Se ele não for à aula amanhã, peça à... Claude para lhe mostrar onde ele more. E, após a aula, nós iremos atrás dele.”

“... Nós?”

“Claro. Você realmente não achou que eu o deixaria andar sozinho com ele, não é mesmo?”

Assentindo, eu voltei a encarar o teto de nosso quarto. Estávamos deitados, falando desse mesmo assunto por pelo menos 20 minutos.

Sebastian deitou-se de lado e pôs um braço em volta da minha cintura, descansando sua cabeça no punho direito.

“Ainda temos que descobrir porque aqueles dois estão aqui.” Ele falou enquanto levave sua mão livre brincando com alguns fios do meu cabelo.

“Eu sei. Se me lembro bem, você que tinha ficado com Claude nos Campos de Punição, não foi?”

No inferno, Sebastian é como eu fui para a Rainha. Ele é o braço direito do diabo. É bem engraçado o fato de ele ser tão poderoso, mas ser meu servente.

“Exatamente.” Um sorriso malicioso apareceu em seus lábios ao se lembrar. Eu não ficava com ele quando ele torturava os condenados, mas o inferno todo ouvia os gritos que saiam de lá. E nós dois temos muito orgulho desse fato.

“Tire esse sorriso do rosto, idiota.” Eu falei com um tom leve, e, apesar de minhas palavras, eu estava com um sorriso igual ao dele.

Ele riu baixo e me beijou rapidamente antes de se levantar da cama, recolocando sua camisa e me deixando — muito – confuso.

“Aonde vai?” Perguntei enquanto me sentava, fazendo-o parar de abotoar a peça de roupa.

“Achei que iríamos descobrir o que esta acontecendo. Eu pensei que fosse melhor olhar por onde tudo começou, no inferno. Você pode ficar, Jovem Mestre. Não deve durar mais que algumas horas.”

“... Mas está de noite.” Eu expus o fato obvio, ainda encarando-o e ele fez o mesmo.

“Não existe diferença entre noite e dia no inferno, Jovem Mestre.”

“Não foi isso que eu quis dizer, Sebastian. É só que...” Desviei meu olhar para a parede ao lado, sentindo meu rosto esquentar devido ao que eu quase disso.

Senti a cama se mexer e pouco depois, dois dedos gélidos me fizeram virar a cabeça, meus olhos de novo nos de Sebastian.

Ele estava sorrindo, provavelmente pela coloração do meu rosto.

“É só o que, Jovem Mestre?”

Abaixei meu olhar para o lençol, minhas mãos brincando discretamente com ele de forma meia — completamente — infantil.

“Eu fico o dia todo no colégio, e você fica em casa. Quando eu chego já é quase noite e nós só temos essas horas do dia para ficar...” Eu engoli um seco que havia se formado na minha garanta, meu rosto esquentando cada vez mais. “Para ficar, você sabe... Juntos... Então você não pode ir agora.”

Ouvi uma risada rouca e abaixei ainda mais meu rosto, encostando meu queixo em meu peito.

“Você é uma graça, Ciel.”

Sebastian levantou minha cabeça gentilmente antes de me beijar.

“Já que é assim, eu não irei a lugar algum. Venha, vamos nos deitar.”

Ele se deitou de novo e me pôs em cima dele, com os braços em minha volta.

“Agora, vamos aproveitar nosso tempo, como você disse, ‘juntos’.” Ele sorriu e um leve sentimento de arrependimento percorreu minha espinha por ter pedido-o para ficar.

-

(Atenção! Ponto de vista do Claude!)

Depois que eu saí do colégio, levei horas para encontrar a rua em que o Alois mora. Esse lugar é muito longe de tudo.

Eu estava preocupado desde o primeiro dia que ele faltou de aula, mas pensei que estivesse doente ou algo assim, mas agora que o Ciel veio falar comigo, estou preocupado de verdade...

E pensando nisso, de onde aquele nanico tirou toda aquela força? Minhas costas ainda estão doendo.

E se... E se algo aconteceu com meus olhos azuis?

Sim, meus olhos azuis. Alois é perfeito. Nunca conheci alguém como ele, tão alegre, inteligente e... Ele é simplesmente lindo. Aquele cabelo que cheira tão bem, pernas longas, lábios rosados, e... E, nossa, aquela bunda empinada.

Tive que perguntar a uma mulher — que estava praticamente me despindo com os olhos – onde ele morava, e o estranho é que o semblante dela ficou até um pouco mais sério... Atrevo-me a dizer que ela parecia triste com a menção do nome dele.

E finalmente encontrei a casa. Mas, quando eu fui apertar a campainha eu ouvi um barulho dentro da casa.

Mas o que...

Para minha sorte, tem uma janela a alguns metros da porta, e eu não hesitei em olhar por ela.

...

“... Meu Deus...!”