Depois De Tanto Tempo
10 Capítulo 10
Notas iniciais
“Para com isso, Sebastian! Eu já disse que tenho que ir para a aula! Eu não-... Uhn...”
Eu estava quase conseguindo sair de casa quando ele me abraçou por trás, pressionando minhas costas contra seu peito e mordiscando meu pescoço. Maldito, filho de uma-
“Vamos, Jovem Mestre. Não ira fazer mal algum se você faltar uma aula.” Senti aquele sorriso contra minha pele.
Suas mãos se moveram para de baixo da minha camisa polo, gentilmente fazendo cócegas acima dos meus quadris.
...
Que se dane.
“Se eu for mal numa prova, a culpa é sua.” Eu disse meio sério, meio brincalhão, deixando minha cabeça cair para o lado para dar Sebastian mais acesso ao meu pescoço.
“Assumirei completamente a culpa... Se você me punir depois.”
“Pervertido.” Eu sorri com suas palavras bobas e me virei para beija-lo apropriadamente. E sabe de uma coisa?
Não me arrependo nem um pouco de ter faltado à aula.
-
(Atenção! A partir desse ponto, a história é do ponto de vista do Alois!)
Será que o Ciel vai demorar muito? Só faltam dez minutos para a aula começar... Estranho, normalmente ele chega muito mais cedo do que isso.
Droga...
“Oi Alois.” Ouvi uma voz profunda atrás de mim e me virei, vendo Claude sorrindo para mim.
Ah, Deus. Tenha piedade. Ele é tudo que eu sempre quis!
“Oi Claude!” Eu sorri de volta e ele riu baixo da minha obvia animação. Arg, o som da risada dele passa pelos meus ouvidos fazendo com que todos os sons que eu já ouvi antes parecessem com o berro de crianças sendo torturadas. Parece que eu fui levado ao Paraíso por um segundo e Deus me deixou ouvir uma rápida sinfonia de seus melhores anjos e-
“O que você está fazendo aqui fora? Está quase na hora da aula começar.”
Fui tirado de meu transe momentâneo quando esse deus grego me perguntou com esse tom de preocupado, levemente franzido suas sobrancelhas.
“Eu estou esperando pelo Ciel... Só que...” Eu olhei para a rua de novo e suspirei. Droga... Vou ter que ficar sozinho na sala e no intervalo... Como se não bastasse ficar sozinho em casa.
“Se ele não chegou até agora, ele não deve vir.”
“Mas... Ele nunca falta de aula... E se alguma coisa aconteceu?” Eu realmente estava preocupado. Ciel nunca falta, ele é um aluno exemplar. Alguma coisa deve ter acontecido.
“Vamos fazer o seguinte, no intervalo, nós ligamos para ele, que tal? E depois nós podemos comer alguma coisa ou...”
Para. Para tudo.
Ele quer lanchar comigo?
Eu devo ter feito um pacto com o diabo para tantas coisas boas estarem acontecendo comigo. Comigo! Primeiro, o Ciel, agora esse... Esse espécime que tem todas as qualidades necessárias para ser um homem completo quer lanchar comigo.
“Parece ótimo para mim.” Eu falei, sorrindo de leve para ele.
“Maravilha! Então, vamos entrar, a aula já vai começar.” Ele sorriu de volta para mim e nós entramos no colégio. E tudo ia ser perfeito se eu não tivesse tropeçado no ultimo degrau da maldita escadinha.
...
Até que Claude segurou minha mão para eu não cair. A mão dele... É tão grande... Quase reconfortante.
“Cuidado, olhos azuis. Pode acabar se machucando.” Ele brincou, gentilmente me puxando, mas... Ele não soltou minha mão. E Deus, tomara que ele nunca a solte.
“O-obrigado.” Minha voz saiu meia tremula, e para minha infelicidade, ele soltou minha mão. Parecia que minha mão tinha sido jogada para o Polo Norte depois que ele soltou, a sensação quente indo embora junto com o sentimento confortável que eu tive no estomago.
Tomara que eu caia mais vezes.
-
“E então?” Claude me perguntou enquanto eu discava para a casa do Ciel, escutando o telefone chamar. Sorte a minha que o Sebastian me deu o número no dia que eu jantei lá.
“Está chamando.”
“Ugh... Ah... A-alô?”
Ainda bem!
“Ciel! Está tudo bem? Você não veio à aula e eu fiquei preocupado!”
“A-ah, o-oi Alois. Esta tudo bem sim, eu só... Uhn, acordei atrasado e... Espere um momento.”
Eu ouvi um barulho de algo se arrastando e a voz do Ciel dizendo algo parecido com ‘Droga! Espera um pouco!’
Que estranho...
-
(Atenção! Voltando para o ponto de vista do Ciel!)
“Mas que coisa, Sebastian! Eu estou no telefone! Controle-se!” Eu bati nas mãos dele, que já estavam indo para cima de mim de novo.
Ele riu baixo e se sentou no sofá... Talvez eu nunca mais deixe alguém sentar nele depois do que fizemos aqui.
“Alois, eu estou bem. Fico feliz que estava preocupado, mas não aconteceu nada... Por que você não passa aqui depois da aula?” Enquanto eu falava, Sebastian me puxou pela cintura de leve, me fazendo sentar em seu colo.
Ele beijou as marcas que ele mesmo tinha deixado na minha clavícula e eu suspirei baixo, pondo minha mão livre atrás de sua cabeça, encorajando-o.
“Tudo bem então. Eu te passo a matéria de hoje também! Te vejo mais tarde!” Animado como sempre, não é Alois?
“Até mais tarde.” Alois me mandou um abraço e nós desligamos o telefone.
Eu pus meus braços ao redor do pescoço de Sebastian e ele sorriu, se reclinando no sofá e me levando junto.
“Você diz para me controlar, mas não me impede.” Ele apertou meus quadris e eu me arqueei ao seu encontro.
“Eu já sei que não adianta mesmo.” Eu encostei a ponta do meu nariz na sua bochecha, roçando-a com afeição.
“Admita, Jovem Mestre, você só quer se fazer de difícil para me excitar.” Ele sorriu maliciosamente para mim, e eu copiei.
“Eu não preciso me fazer de difícil para te excitar. Qualquer coisa funciona com você, velhote.” Eu brinquei, mordiscando a volta de sua orelha, levemente arranhando a parte de trás de seu pescoço, ouvindo-o grunhir baixo.
“Mas eu ainda assim duro mais que você.”
“É mesmo?” Eu o desafiei, lambendo meus lábios quando vi seus olhos brilharem com luxuria.
“Quer apostar?”
“Está apostado.” E afirmei, pressionando nossos quadris um ao outro, retirando um grunhido de nós dois.
Sebastian apertou minhas nádegas, provocando minha entrada com a ponta de seu indicador.
“Você parece sempre se esquecer Ciel, que eu, sou um mordomo e tanto. Em todos os sentidos.”
E adivinha só que perdeu a aposta?
...
É, fui eu.
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