Depois De Naraku - InuYasha e Kagome

4 O primeiro Natal de InuYasha e de todos.


Notas iniciais
edit 07/09/2017- essa fic foi escrita em 2013 quando eu era muito menor. estou reescrevendo começo. os acontecimentos são os mesmos, apenas quero acrescentar detalhes e melhorar a qualidade principalmente dos capítulos 1 à 7. esse capítulo está atualizado edit 04/06/2018 - cap editado

Era o dia antes da véspera de Natal e apesar de o Japão não ser um país cristão, existe a comemoração do Natal lá embora seja mais considerado um dia para passar com amigos, família e principalmente namorado ou namorada e se divertir em algum lugar. Kagome então queria comemorar o Natal junto com seus amigos na Sengoku Jidai, por mais engraçado que isso pudesse soar uma vez que ela tinha certeza que eles provavelmente nunca tinham ouvido falar do Natal uma vez que, nessa época, a presença e influencia cristã no Japão era praticamente nula de forma que duvidava muito que eles pudessem algum dia se quer ter ouvido falar de o que era "Natal".

A neve estava a cair do lado de fora de sua nova casa, a neve fez a garota se lembrar daquele dia que as pétalas de sakura caiam e InuYasha a pediu em casamento. Alguns meses já haviam passado desde então, mas Kagome ainda lembrava como se tivesse sido ontem, ainda mais agora que um pequenino ser começava a crescer dentro dela.

— Estou indo visitar minha mãe, volto no final do dia, InuYasha. — disse Kagome se embrulhando mais para se proteger do frio e da neve que estava caindo lá fora. A barriga da garota mal aparecia por debaixo das roupas volumosas para proteger-se do frio do inverno, mas o cuidado que ela e Inuyasha tinham, eram a prova de que aquele pequenino ser estava realmente ali.

— Ahh!! Como assim?! De novo!? — reclamou ele.

— Nem faz tanto tempo que fui para lá! — reclamou ela.

— Ao menos se proteja contra esse frio idiota! — ralhou ele — E por que você quer passar tanto tempo por lá? — já reclamou Inuyasha, até porque estava preocupado com a segurança de sua esposa grávida. Se ele já era superprotetor antes, imagina agora.

— Supresa! E não invente de me seguir okay? — insistiu Kagome.

— Hummm… tá! — responde InuYasha um pouco irritado depois de levar um tempo pensando. Afinal de contas, a era dela era bem mais segura do que a dele certo? Na pior das hipóteses, ele podia tentar seguir Kagome sem ela notar ou algo do tipo — certeza que você vai ficar bem?

— Só porque estou grávida não quer dizer que agora sou de porcelana. Você se preocupa demais.

Kagome foi andando em direção ao poço para ir para o mundo Atual. Agora que Naraku estava derrotado tudo era bem mais calmo. Ao chegar no poço, ela desceu a escada que Miroku e InuYasha haviam montado alguns dias atrás. Mal sabia ela que uma certa pessoa de cabelos prateados e orelhas de cachorro estava seguindo-a. É... ele não resistiu nem uns minutinhos. A memória dos três anos que passou longe dela ainda eram bem frescas em sua mente e agora ele também teria que se preocupar com o bebê.

Ao sair pelo poço pelo lado da era atual, Kagome encontrou a mãe que já estava a esperando. Elas se abraçaram e falaram algumas bobagens não muito importantes e obviamente a mãe de Kagome começou a fazer várias perguntas sobre como estava o estado de saúde de Kagome e do bebê.

— Sabe, só porque você quer morar do outro lado do poço, não quer dizer que tem que fugir de um hospital para checar se o bebê está bem. — ralhava a mãe de Kagome.

— Também acho que eu deveria ir ao médico mas o que eu vou fazer se o bebê tiver orelinhas que nem a do Inuyasha? Provavelmente apareceriam no ultra som e duvido que o médico iria ficar calado! — disse Kagome preocupada.

— Será mesmo então que teremos que arranjar algum médico... discreto? — perguntou a mãe dela preocupada.

— Quê?! tipo um clandestino?! — exclamou Kagome horrorizada.

— Não precisa chegar à tanto... vou dar uma pesquisada ok? — completou a mãe dela dando uma piscadela para a filha.

Logo então elas começaram a andar em direção à fora do templo e então cruzando ruas e mais ruas até chegar à uma rua de comércio onde começaram à fazer as compras de Natal. Todos encaravam InuYasha enquanto ele seguia a esposa com orelhas à mostra, um escandaloso kimono vermelho e totalmente descalço no meio do gelo que cobria Tokyo.

— O que raios elas estão fazendo?? — perguntava-se Inuyasha sem entender o porquê de todos aqueles enfeites luminosos que estavam nas ruas. Também não entendia porque tantas lojas pareciam ter uma imagem, réplica ou qualquer coisa do tipo de um velhinho barbudo de roupa vermelha. Aquela Era Atual era realmente estranha.

As compras foram acontecendo, e as horas foram passando. Kagome e sua mãe pararam para comer, InuYasha estava ao mesmo tempo encantado em como as ruas estavam enfeitadas e também com muita fome. Aquele cheiro de seja lá o que que elas estavam comendo estava seduzindo seu nariz sensível. As duas voltaram as compras enquanto InuYasha tentava segurar sua barriga que roncava, como ser guarda costas era complicado.

No meio da tarde, as duas… na verdade os três, voltaram para o templo Higurashi. InuYasha consegue se infiltrar na cozinha mas encontra Souta lá dentro que quase leva um susto.

— Shh — disse Inuyasha pedindo silêncio e prestando atenção se ninguém tinha os ouvido.

— Não sabia que tinha vindo Inu-no-niichan — sussurra Souta que agora, depois de tanto tempo, já não era um pirralho. Muito pelo contrário, estava virando um jovem rapaz.

— Não fale pra ninguém que estou aqui. Ok? — pediu Inuyasha começando à abrir as portas dos armários da cozinha — tem em algum lugar aqui aquelas batatas que Kagome às vezes leva?

— Ah sim. Tem. Aqui ó — disse Souta pegando um pacote de ruffles em um dos armários que não haviam sido abertos ainda e então entregando para o cunhado que o abriu e começou a comer muito feliz e satisfeito. Felicidade essa que o fez abaixar a guarda pois logo as duas entram na cozinha e o acham.

— Eu não disse pra você não vir atrás de mim!?!?!? — ralhou Kagome cruzando os braços.

— …. é que… eu fiquei curioso… — rebateu Inuyasha com a mão cheia de batatas — MAS O QUE VOCÊS TÃO APRONTANDO??

— Natal — responde a mãe de Kagome — Kagome pensou em fazer um natal na sua Era, InuYasha.

Inuyasha olhou para a sogra e piscou três vezes tentando entender a palavra estranha que chegava até seus ouvidos.

— O que raios é Natal? — repetiu ele totalmente perdido.

— É uma época pra celebrar, ser solidário, pensar no próximo. Para ficar junto de parentes e amigos. De todos aqueles que são queridos. — explica a mãe com um doce sorriso.

— Nunca ouvi falar. — disse Inuyasha.

— Bem, não acho que ninguém na Sengoku Jidai tenha ouvido falar do Natal. A ideia só chegou quando? Na Meiji Jidai talvez? — disse Kagome.

— Talvez... — disse a mãe de Kagome pensando.

— A melhor parte é o tanto de comida! — disse Souta.

— Comida? — perguntou Inuyasha já bem mais interessado.

— Não diga isso, Souta — disse Kagoma ralhando com o menino — Não tire todo o significado do Natal!

Depois de ter entendido mais ou menos a ideia, Inuyasha pareceu aceitar aquela comemoração. Até porque as duas começam a preparar um enorme banquete e, se tinha tanta comida cheirosa assim, Inuyasha não via motivo algum para reclamar desse tal de Natal. InuYasha ajuda então Kagome a levar tudo para a Sengoku Jidai. Lá, eles chamaram todos para se reunirem num lugar quentinho e, quem quisesse, podia levar alguma comidinha também para completar o banquete. Todos se reuniram, Miroku, Sango, seus 3 filhos, Kaede, Rin, Kouga… foi um Natal muito animado, talvez o primeiro do Japão Feudal. Independente de entenderem totalmente o que os levava à tal comemoração ou não, todos podiam admitir que haviam gostado de ter algum motivo para se juntar e comer coisas gostosas. Claro, ainda era a véspera da véspera do Natal. Mas isso não impedia uma boa comemoração.