Depois De Naraku - InuYasha e Kagome
26 Mais feliz do que nunca
Notas iniciais
Todos suspiraram aliviados e InuYasha sentou-se no chão depois de ter colocado novamente a Tessaiga na bainha. Kagome olhou para ele preocupada, ela e Sango se entreolharam por um momento e Sango foi entrando na casa.
— Vou ver como está Kaede — disse Sango.
Kagome queria ir até InuYasha mas estava preocupada com Hikari então seguiu Sango para dentro da casa. A preocupação normal das mães enchendo seu coração fez com que os passos até à casa fossem apressados. No entanto, ao entrar na casa, Kagome foi recebida com uma das melhores visões que uma mãe pode ter. Um enorme sorriso da filha. Hikari esticou os bracinhos pedindo colo alheia à tudo que trazia preocupação ao coração de sua mãe. Kagome abriu um pequeno sorriso e pegou a garotinha no colo dando-lhe depois um doce beijinho nas bochechas.
— Você se comportou Hikari-chan? — perguntou Kagome.
A garotinha afirmou com a cabeça colocando o dedinho na boca.
— Vamos ver o papai. — disse Kagome.
As duas saíram da casa e foram até onde InuYasha continuava sentado. Kagome sentou-se ao lado dele com Hikari no colo mas a pequena foi engatinhando até o colo do pai olhando-o com seus lindos olhinhos cheia de curiosidade.
— Está tudo bem InuYasha? — perguntou Kagome.
— Papa nhou? — perguntou Hikari.
— Sim... papai ganhou. — respondeu ele com um sorriso exibindo seu canino afiado e acariciando docemente a cabeça da pequena que deu uma risada gostosa.
— Mas você ainda está preocupado com alguma coisa não é? — perguntou Kagome. — É com o Kaguya?
— Também... Mas não é só isso... Ver o Hideyoshi novamente depois de tanto tempo me fez lembrar algumas coisas... Algumas boas, mas a maioria ruim. Mas não é nada de mais.
— Não fale assim. Não diga que “não é nada de mais” você lembrou-se de sua mãe não é? Ela não é “nada de mais” ela é muito importante para você e você sabe disso!
InuYasha olhou para ela e abriu um sorrisinho tímido depois então passou o braço pelas costas dela a abraçando. Achava incrível como ela conseguia lê-lo tã bem. Inclusive, muitas vezes melhor até do que ele lia à si mesmo. Kagome então deitou a cabeça no ombro dele e Hikari, talvez se sentindo meio ignorada, se pendurou no pescoço de InuYasha o abraçando bem forte. Isso fez o sorriso dele aumentar chegando até à uma risada embora tivesse que usar a sua conhecida agilidade para impedir que a garotinha caísse devido à posição em que estava pendurada no pescoço dele. Enquanto ele abraçava também Hikari, por carinho e também para não a deixar cair, ele pensava em como era sortudo por ter aquelas duas garotas junto de si e como membros de sua família. Uma família pequena. Elas duas e a família de Kagome do outro lado. Sim, os considerava sua família. Mas ter aquelas duas ali com ele era a melhor sensação que ele podia ter. Não trocaria isso por nada e, exatamente por isso, que o sorriso permaneceu presente no rosto de Inuyasha enquanto pensava no futuro e talvez, quem sabe, aumentar ainda mais a família?
Kagome então puxou InuYasha, que ainda segurava Hikari, para dentro da casa para que pudesse colocar um curativo nas feridas dele. Ele tirou a parte de cima do kimono ficando apenas com a calça enquanto Kagome passava uma mistura de ervas medicinais nos ferimentos. Hikari também ajudava... do jeito dela... começou a enrolar frouxa e tortamente o curativo no braço do pai que a olhava com um sorriso no rosto. O braço nem estava machucado, mas ela fazia isso tão fofa e concentrada que InuYasha deixou que ela fosse sua enfermeira também.
Quando Kagome terminou, ela deu um beijinho na bochecha de InuYasha.
— Pronto. – disse Kagome
Vendo o que a mãe tinha feito, Hikari deu um beijinho na outra bochecha do pai.
— Pono – disse Hikari
Depois de tantas memórias de uma triste e solitária infância, ao ver-se no meio daquela cena, InuYasha sentiu-se muito feliz. Ele deu um beijo na bochecha de Hikari e outro nos lábios de Kagome.
— Depois de tudo isso... – disse InuYasha- Acho que eu quero ir a um certo lugar.
A viagem foi um pouco longa e no caminho inteiro InuYasha não revelou para onde eles iam. Apesar de Hikari ser pequena, ele insistiu para que fossem os três assegurando de que não aconteceria nada de perigoso e de que se necessário, iriam mais devagar. Depois de alguns dias andando, quando o sol estava lentamente começando a se por, eles chegaram num lindo lugar cercado pelas árvores cheio de flores e frutos. Um lindo e cristalino riacho corria ao lado de uma enorme árvore.
Kagome olhava ao redor sem entender onde estavam enquanto Hikari dormia calmamente em seu colo. InuYasha continuou a andar sem falar nada, pegou algumas flores de diversas cores ali perto formando um lindo e delicado buquê e então foi indo em direção a uma pedra que tinha ao lado da enorme árvore. Sem muitas opções, Kagome o seguiu até que ele se ajoelhou na frente da pedra e ela viu escrito “Izayoi”.
Ver aquilo escrito ali deixou Kagome super sem graça sem saber como reagir. Percebeu que ali era o túmulo da mãe dele, sabia que todo ano ele havia ido até lá no aniversário dela para colocar algumas flores mas não tinha levado nenhuma vez ela ou Hikari pois depois que se casaram quando teve o aniversário de Izayoi, Kagome já estava grávida e depois disso Hikari nasceu e acharam melhor não fazer uma viagem com uma garotinha tão pequena.
InuYasha colocou as flores na frente da pedra fitando-a enquanto Kagome pegou também algumas flores com um pouco de dificuldade pois tinha Hikari no colo ainda. Kagome foi então até o marido, ajoelhou-se ao lado dele e colocou também as flores no túmulo de Izayoi. InuYasha não falava nada, apenas fitava o nome da mãe escrito por ele mesmo naquela pedra. Kagome o olhava tentando imaginar o que se passava na mente dele até que ele finalmente falou alguma coisa.
— Sei que geralmente só venho aqui no seu aniversário ou quando estou por perto... – dizia ele – Mas eu queria te mostrar que você não precisava ter se preocupado tanto com meu futuro. Consegui uma mulher que amo e que me ama e agora tenho uma filha linda. Queria que você pudesse conhecer elas então hoje consegui trazê-las até aqui.
Kagome olhava para ele paralisada ouvindo cada palavra ficando até com lágrimas nos olhos.
— Infelizmente não pude passar tanto tempo quanto queria com você... – continuava ele – e nem mesmo conheci meu pai. Você foi muito importante para mim e sempre se preocupou em me ver feliz então eu queria te mostrar que agora eu tenho uma família, não estou mais sozinho e estou mais feliz do que nunca.
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