Departed Guardians
1 Prólogo
Notas iniciais
Departed Guardians
- Onde eu estava mesmo?
- Hm... – Bruce afundou a cabeça no sofá macio e tentou não escutar novamente a fala megalomaníaca de Tony.
- Ainda não acredito que dormiu! – Ele reclamou.
- Acho muito mais proveitoso, sabe, para manter a concentração. – Bruce assinalou com as mãos, ao gesticulá-las sem mover a cabeça para encarar o amigo.
Tony Stark alisou sutilmente a barba e tomou uns instantes para continuar.
- Enfim...
Nunca sabemos quando será o próximo ataque ou o próximo inimigo, pode ser nosso amigo ou vizinho. Apesar de ter tomado a decisão de destruir as armaduras, não pude deixar de manter uma ou duas no estoque, sabe, por segurança.
E eu estava certo.
Logo após os eventos com aquele asqueroso Aldrich, descobri que Maya Hansen estava viva e desaparecida; veja só que ironia do destino. Escapou apesar do ferimento e se escondeu, sabe Deus onde.
Comecei a busca de todas as pessoas que foram afetadas pelo Extremis e os compradores de tal fórmula, vendida como o novo sérum do Capitão América. Que absurdo.
Também lancei uma nova seção nas Indústrias Stark com o objetivo de monitorar o espaço da Terra para, você sabe, evitar novos ataques alienígenas. Até agora, nada de perigoso foi detectado.
Desde então, este se tornou meu hobbie, proteger a humanidade.
- Acabou? – Bruce questionou.
- Hm, se estiver curioso, posso te falar o que descobri.
- Envolve perigo mundial?
- Universal, meu amigo. Universal! – Tony gesticulou animadamente. – Descobri algo que nem em seus delírios mais verdes, poderiam acontecer.
- Verde? Sério?
Um amigo me contou uma história um tanto quanto estranha. Acredito que você também, não entenderá nada.
A respiração pesada e ágil a deixava ainda mais transtornada. O que poderiam fazer com ela?
Olhou em volta da sala escura, mas as pessoas que a rodeavam, já haviam saído dali a muito tempo. Restava-lhe apenas fugir, mas a ferida em sua cabeça impedia que pensasse com clareza, o sangue escorria pelos seus olhos e inundava as narinas com o odor desagradável.
O acidente não estava em seus planos, precisava localizar logo aquele grupo de baderneiros, mas estava muito longe de Knowhere¹.
Estellise estava perdida.
O local escuro se revelou um quarto quando uma porta se abriu. Uma mulher surgiu sendo escoltada por duas pessoas, carregava consigo uma pequena seringa com líquido dentro. Estellise se perguntou o motivo daquilo e seus medos se confirmaram quando a mulher agarrou seu corpo – ainda imobilizado – e enfiou a agulha da seringa no pescoço.
A garota berrou de dor ao sentir o líquido adentrar seu corpo e queimar cada parte dele. A mulher murmurou algo em uma língua desconhecida a Estelle e observou a reação após a injeção.
- Ah! – Estelle mordeu o canto inferior do lábio, fazendo o possível para não gritar.
Ela escutou a mulher gritar algo, mas estava sem seu tradutor – quebrado durante o acidente – e tornava impossível a comunicação.
Contorceu-se ainda mais quando a dor atingiu o ápice e então não conseguiu evitar, berrou a plenos pulmões, desejando nunca ter ido atrás daquele grupo. O corpo queimou de dentro para fora, numa dor insuportável.
- Faça-a se calar. – A mulher disse, porém Estelle não conseguiu entender.
Um dos seguranças acertou um golpe na cabeça, já ferida, de Estellise e a fez perder momentaneamente os sentidos.
Mal conseguiu ouvir o baque e tiros sendo disparados no local, a invasão de um grupo de pessoas que gritavam apenas por Maya Hansen. Um homem de aparentes 40 anos conseguiu enfrentar os dois brutamontes e os imobilizou enquanto uma jovem ajudava Estellise a se soltar das amarras.
Não teve tempo de perguntar pelos salvadores, precisava sair dali. No meio da confusão, juntou as forças que lhe restavam, mesmo estando com uma dor excruciante pelo corpo. Correu o mais rápido que conseguiu e sem saber onde estava, seguiu por longos corredores de paredes brancas até que localizou uma porta e por ela saiu.
Ali, Estelle notou. O céu claro e azul, árvores por todos os lados – parecia ser uma floresta – e a sensação de que já havia estado ali um dia, tudo estava claro.
- Eu estou na Terra. – Ela murmurou.
Outra pontada de dor invadiu seu corpo e a jovem caiu de joelhos. Não podia se dar por vencida e ser capturada por aquele grupo de estranhos, se ergueu e começou a andar o mais rápido que conseguiu.
Aos tropeços, se esgueirou entre as árvores e conseguiu desaparecer da vista. Não sabia ao certo seu destino, mas tinha a certeza de que deveria fugir daquele grupo para nunca mais encontrá-los. Se lembrava vagamente do motivo que a levou até a Terra, caminhou com ele em mente.
Dentro do prédio onde estava, o grupo que havia chegado para o resgate, comandava agora uma espécie de questionário para aqueles que haviam sobrevivido.
Maya Hansen estava de joelhos, cabisbaixa, enquanto o homem mais velho caminhava em círculos.
- Quem são eles? – O Agente Coulson² indagou.
- Meus sequestradores. – Maya disse calmamente.
Os dois homens derrubados grunhiram com sua fala.
- Sequestradores? – Melinda May, uma oriental, olhava atentamente para o grupo rendido. – Por que a manteriam em cárcere privado, justamente no Canadá?
Maya Hansen deu um longo suspiro. Molhou os lábios inferiores com a língua e encarou os dois agentes.
- Já ouviram falar do Extremis?
Notas finais
Knowhere (luganenhum) Local que apareceu primeiramente em Guardies da Galxia.
Agente Coulson O personagem dos filmes, mas que aqui aparece sob forma do seriado MAOS: Marvel Agents of SHIELD
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