Notas iniciais
Yoo *-* Viu, eu disse que ia postar mais cedo U.U Então tá aí U.U Éh... nunca tenho criatividade pra nota de capítulo, então fico por aqui mesmo auheuaeh Espero que gostem *-* PS: Nos capítulos anteriores da história 1: Aki foi ao encontro com Tsuki esperando acabar logo com aquilo, mas ele não sabia que acabaria gostando do encontro, e se apaixonando por Tsuki...

/História 1/Aki’s POV/

Tenho que admitir. Eu tinha esquecido como é essa sensação de ser amado. Eu e Tsuki não estamos namorando ainda, mas ele tem me feito muito feliz. Depois no nosso primeiro encontro, não achamos mais tempo para sairmos juntos, por causa do trabalho, mas estávamos sempre nos falando por telefone e mensagens de texto.

A cada vez que eu falava com ele, descobria o quão maravilhoso ele é. Ele é muito romântico, bondoso e gentil com todos. Ele tem uns pensamentos filosóficos, que dão vontade de aplaudir. Além de ser lindo e sensual. Como alguém pode ser tão perfeito?

Eu sei, estou parecendo aquelas pessoas totalmente obcecadas pelo outro nos primeiros dias de relacionamento. Mas é porque eu tinha até me esquecido de como isso é bom. Como ele tinha prometido, ele diz que me ama sempre que possível e parece estar sempre preocupado comigo.

Eu pensava nisso enquanto caminhava pela rua, quando senti algo vibrando no meu bolso. Era meu celular. Abri e vi que tinha uma mensagem do Tsuki, que dizia:

“Podemos nos encontrar hoje?”

Sorri e respondi:

“Claro! Onde?”

Logo depois veio a resposta:

“Pode ser na minha casa? Tenho uma surpresa para você.”

Li e re-li aquilo várias vezes tentando ver se tinha algum outro sentido. “Por que ele está me chamando à casa dele? Será que ele já quer algo mais? E essa tal surpresa, o que será? Ah, foda-se! Se ele não estiver com essas intenções, tudo bem, se estiver, ótimo!”

É, tenho que admitir que eu queria muito dormir com ele, mas ele não é do tipo que faz isso com alguém que mal conhece. Bem, nós já nos conhecemos. Acho que já está na hora. Que tipo de relacionamento vai para frente sem sexo?

Depois de pensar, respondi:

“Ok, que horas?”

Logo chegou outra mensagem dele:

“Te busco às 7:00, pode ser?”

Respondi que sim e a conversa foi encerrada. Guardei meu celular de volta no bolso e fui caminhando até a estação de trem, pensando nas possíveis coisas que poderiam acontecer hoje.

– Ei amorê! Nem fala mais comigo! – uma voz conhecida soou atrás de mim, me fazendo sorrir.

Me virei para dar um abraço em Michi e um beijo na bochecha. Realmente, fazia um tempo que eu não falava com ela. Eu meio que estava evitando-a, pois não queria que ela me chamasse para sair. Tsuki poderia ficar com raiva se eu voltasse a frequentar boates. Porém, ficar longe da Michi é muito difícil.

– Ah, por favor! – eu disse no meu tom extravagante – Não dá pra esquecer de uma diva que nem você!

Ela riu e jogou seus cabelos castanhos para trás de um jeito esnobe, mas de brincadeira. Como vi que ela também ia para a estação, pedi que me acompanhasse.

Andávamos com os braços entrelaçados e desfilando. Esse é nosso jeito típico de andar quando estamos juntos. Com Michi, é sempre assim: Tudo tem que ser fabuloso.

– Ai Aki... – disse ela de um jeito manhoso – Eu queria poder sair com você essa noite, mas uma amiga minha me convidou pra uma festa e eu não posso faltar! Tem noção da quantidade de amigos gostosos que ela tem?

Eu confesso que fiquei aliviado. Além de eu já ter compromisso hoje, não queria sair com ela. Na verdade, sair com ela eu queria, só não queria ir a alguma boate ou bar, onde todos já me conhecem.

Depois de rir, respondi:

– Ok então, vá atrás dos seus gostosos.

– Pode deixar! – ela me respondeu com sua típica cara pervertida.

Chegamos à estação e acabamos pegando o mesmo trem. No caminho, eu conversava com a Michi como se eu fosse o mesmo. Alguns papos até me deixavam meio sem graça, quando ela perguntava se eu tenho pegado muita gente, mas eu mentia e dizia que sim. Se ela descobrisse que pretendo ficar apenas com uma pessoa, acho que ela me mataria. No mínimo ficaria com raiva de mim.

Enfim, quando nos despedimos e cada um foi para seu canto, até fiquei meio aliviado por ter acabado. Não gosto da ideia de ter que mentir para minha melhor amiga. Além do mais, sempre contei tudo para ela. Bem, mas tínhamos assuntos para compartilhar. Agora, não sei se tenho.

Passei o resto do dia trabalhando no meu computador, tentando criar um personagem vilão decente. Em vão. Estava sem criatividade. Não conseguia parar de pensar em Tsuki.

Quando finalmente deu 7:00, eu já estava arrumado e esperado ele aparecer. Ele não é de se atrasar, por isso, logo apareceu na frente do meu prédio. Entrei no carro e nos cumprimentamos com um beijo.

No caminho foi bem legal. Era bem melhor conversar com ele pessoalmente do que por telefone. Além de que por telefone não posso beijá-lo, abraçá-lo, etc...

Chegamos ao prédio onde ele morava. Confesso que fiquei imaginando como seria a casa dele. Assim que entramos no apartamento, eu olhei em volta maravilhado. Apesar de ser um apartamento, era bem espaçoso e muito bem decorado.

Mas me surpreendi mesmo quando olhei para a mesa. Estava perfeitamente decorada com flores e velas. Tinham dois pratos chiques colocados lá, mas não pude ver o que tinha dentro, pois estavam com outros pratos os tampando, provavelmente porque foi feito antes dele sair e não queria que esfriasse.

– O que é isso? – perguntei, meio admirado

Ele não respondeu. Apenas sorriu e retirou os pratos que tampavam os outros, exibindo dois pratos de espaguete.

– Eu mesmo fiz. Espero que você goste.

– Você cozinhou isso? – perguntei surpreso.

Ele apenas fez que sim com a cabeça. “Porra, além de ser todo perfeito, ainda sabe cozinhar? Esse cara é um robô ou o quê?”

Fiquei um bom tempo paralisado, olhando para aquela mesa sem saber o que dizer. Ele me olhou meio preocupado e depois disse:

– O que foi? Não gostou?

– Claro que eu gostei! – eu não tirava os olhos da mesa – É que estou tentando entender como pode existir alguém tão perfeito...

Ele sorriu lindamente como sempre e me abraçou, dizendo logo em seguida:

– Não sou perfeito, mas por você eu tento ser.

Me afastei do abraço para ver seu rosto. Ele me olhava com aqueles olhos negros encantadores, que demonstravam amor. Aproximei meu rosto ao dele e o beijei novamente. De novo, senti aquela ótima sensação indescritível.

Tivemos que parar de nos beijar para irmos jantar. Sentamos de frente um para o outro e ele acendeu as velas. Peguei um pouco do espaguete e levei até a boca. Um arrepio percorreu todo o meu corpo.

– Isso... – eu dizia com a face petrificada – É delicioso!

Enfiei mais macarrão à boca, fazendo-o rir e agradecer.

– É meu molho especial. – ele disse – Que bom que gostou!

– Enche uma caixa disso pra mim? – eu parecia um desesperado por comida.

Ele riu novamente e então começamos a conversar sobre culinária. Descobri que ele sabia cozinhar de tudo. “Preciso vir aqui pra comer mais vezes.”

Enquanto comíamos, íamos conversando sobre assuntos diversos. Estava bem divertido. Era bem melhor sair com ele do que ficar indo em bares ou baladas. Parecia que com ele eu podia ser eu mesmo, sem medo de manchar minha reputação. Dar um de safado o tempo todo às vezes cansa. Eu também sou uma pessoa normal, apesar de ser um pouco sádico.

– Eu gosto da neve. – disse Tsuki, assim que entramos no assunto de tempo – É bem divertido!

– Hm... – apontei para o rosto dele – Seu rosto tá sujo de molho.

– Onde? – ele esfregou o dedo na bochecha

– Não, no outro lado – tentei orientá-lo.

Ele levou o dedo para o outro lado, mas mesmo assim não acertou o local. Sem paciência, fui até o outro lado da mesa e me sentei de frente para ele. Lambi meu polegar e limpei o canto de sua boca.

Enquanto eu tocava o rosto dele bem lentamente, nossos olharem se encontraram, criando um clima. Ele me encarava sedutoramente, e eu retribuía o olhar.

Sem soltar seu rosto, me aproximei dele e o beijei bem devagar. Um beijo lento e sensual. Eu sentia o gosto maravilhoso do molho de tomate dele, o que só fazia o beijo ficar ainda mais picante, literalmente.

Ele segurou minha cintura e aproximou nossos corpos. Passei meus braços pelo seu pescoço e intensifiquei os beijos. Daquele jeito, eu não ia resistir.

Passando as mãos pelo seu pescoço, desci-as até a gola de sua camisa e, num impulso, comecei a desabotoá-la.

Quase imediatamente, ele segurou os meus pulsos com força e saiu do beijo, fazendo eu me assustar um pouco.

– O que está fazendo? – ele perguntou sério, sem soltar meus pulsos.

Nesse momento, me toquei do que eu fiz e fiquei totalmente corado. Eu tinha agido por impulso, mas mesmo assim foi uma insinuação bem sugestiva.

– Ah... D-desculpe... – eu estava muito envergonhado – É... É que eu... Eu pensei...

Ele soltou meus pulsos e se afastou um pouco, dando um longo suspiro. Ele apoiou os cotovelos na mesa e passou a mão pelos cabelos, de um jeito meio agoniado.

Virei meu rosto, que já estava todo vermelho, para o outro lado. Não conseguia olhar para ele, e pelo visto, ele também não queria olhar para mim. Ficou um silêncio constrangedor por um tempo. Cada um com seus pensamentos, até que ele disse em um tom meio desapontado:

– Olha... Acho que isso não vai dar certo...

– O quê??? – me desesperei, arregalando os olhos.

– Talvez não seja uma boa ideia a gente ficar junto. – ele falava em um tom triste, olhando para baixo – Somos muito diferentes. Eu sou mais do tipo romântico e você do tipo...

Ele deixou a frase no ar. Como eu vi que ele não ia completar a frase, completei para ele:

– Vadia? – disse com naturalidade

Ele me olhou meio surpreso, mas logo voltou a abaixar a cabeça e disse meio constrangido:

– Eu não ia dizer isso...

– Tudo bem. Pode falar, eu não me ofendo – disse sério.

Novamente, ficou um clima pesado no local. Cada um olhava para um canto, sem dizer nada. Comecei a sentir um aperto no coração e um certo arrependimento. Depois, ele quebrou o silêncio novamente:

– Talvez seja melhor nós pararmos de nos encontrar...

– O quê? Não, não, não, não, não! – me aproximei dele desesperado – Por favor, não faz isso comigo. Me desculpe se eu fiz algo que você não gostou. É que eu estou meio desorientado.

Ele olhou para mim meio confuso, mas pelo menos estava prestando atenção. Segurei na mão dele e disse, em um tom meio triste:

– É que eu não estou acostumado com esse tipo de coisa. Encontros românticos, palavras bonitas. Ninguém nunca fez isso pra mim. Ninguém nunca me amou. Eu fico nervoso. Isso é tudo muito novo para mim.

O olhar dele mudou de confuso para pena e preocupação. Ele me ouvia atentamente, então, continuei:

– Eu sou meio inexperiente quando se trata disso, e eu tenho o impulso de apelar para as coisas que eu sei fazer, entende? Mas, eu não quero que isso acabe. Você... Tem me feito tão feliz. Eu estou começando a gostar mesmo de você, e tinha até esquecido como era esse sentimento. Me desculpe...

Ele apertou minha mão que segurava a dele e deu um leve sorriso, olhando para baixo.

– Acho que eu também tenho que pedir desculpas. – ele disse, me fazendo colocar uma expressão confusa no rosto – Talvez eu tenha exagerado um pouco no jantar. É que quando eu me apaixono por alguém, eu quero fazer de tudo para ver essa pessoa feliz, e às vezes acabo exagerando.

Sorri e coloquei minha outra mão na pilha de mãos que já tinha se formado.

– Você não exagerou. Foi perfeito. – disse eu, logo depois tocando seu rosto – Assim como você.

Ele sorriu também e cerrou os olhos, fazendo uma expressão de apaixonado, então eu continuei:

– Vamos recomeçar? – voltei para o outro lado da mesa e voltei ao assunto anterior – A neve é mesmo bem legal.

Nós dois rimos e voltamos a conversar normalmente, como se nada tivesse acontecido.

É, não foi dessa vez, mas eu posso esperar. Não quero perdê-lo, e vou fazer de tudo para que isso não aconteça.

Tinha esquecido como era bom amar.

Notas finais
Enfim, é isso... Espero que tenham gostado ^^ A fic ta ficando meio longa né? auehueh cara, nem começou ainda '-' Ainda tem muita coisa pela frente. Mas eu avisei que seria uma fic bem longa mesmo '-' Leia quem quiser... Por favor comentem, e kissus *-* PS: Próximo capítulo: História 2